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Fluminense Campeão Brasileiro 2012!!!

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Melhor ataque. Melhor defesa. Maior número de vitórias. Goleador do campeonato. E campeão. A contagem regressiva do Fluminense terminou neste domingo, em Presidente Prudente. Se Fred tiver uma chance, até pode acontecer de perder. Se tiver uma segunda, vá lá, existe a chance de a bola não entrar. Mas uma terceira há de ser fatal. O primeiro tempo em Presidente Prudente parecia avisar que chegaria o momento em que o centroavante desequilibraria a balança da partida, bastante parelha. Pois chegou.

O camisa 9, tão decisivo ao longo de todo o campeonato, alcançou todas as variantes em sua luta pelo gol. Na primeira chance, viu Bruno espalmar; na segunda, observou a bola bater na trave; na terceira, finalmente celebrou. Porque o natural seria que o passe matemático de Rafael Sobis, aos 45 minutos, já rendesse gol na conclusão de Wellington Nem. Mas não. Bruno espalmou. E Fred estava lá, munido desse ímã que parece ter nas chuteiras – sempre hipnotizando a bola na sua direção. 1 a 0 Flu.

O gol foi precedido por forte equilíbrio das duas equipes – os mandantes perderam Henrique, que levou uma pancada de Bruno nas costelas. Se o Fluminense tinha Fred à espreita, o Palmeiras contava com Barcos sempre disposto a incomodar. De costas, acossado por Gum, ele conseguiu girar, mas concluiu para fora aos 18 minutos. Pouco depois, teve uma chance rara. Na pequena área, mal marcado, subiu livre. E cabeceou para fora. A afobação palmeirense foi visível. No início do jogo, até conseguiu controlar o jogo, deixar a bola sob seu domínio – mas sempre acelerando as jogadas mais do que a partida pedia. No desespero, exagerou em jogadas aéreas. Tentou otimizar seus ataques, buscou atalhos, correu contra o relógio.

Mal começava o segundo tempo em Presidente Prudente, e o Vasco alcançava o gol de empate com o Atlético-MG em São Januário. A combinação de resultados dava o título ao Fluminense. Não precisava de mais nada. Era só esperar o tempo passar, manter tudo como estava. Mas os tricolores queriam mais. E tiveram mais – para o bem e para o mal. Fred foi novamente decisivo – involuntariamente, mas foi. Aos oito minutos, ele se deslocou para a ponta direita e decidiu cruzar para a área, onde estava Sóbis. No meio do caminho, a bola desviou em Maurício Ramos e encobriu Bruno. Era o segundo gol. Era a mão na taça, o prenúncio do título.

Só que faltava combinar com o Palmeiras. Por maior que fosse o desespero alviverde, ainda havia vida no adversário. E havia Barcos. Após cobrança de escanteio, a bola ficou viva na área e rumou na direção do Pirata. Ele não perdoou. Renascia a esperança. Eram 15 minutos. Quatro depois, o empate. Novo cruzamento da direita, novo cabeceio, desta vez de Patrick Vieira. E novo gol! Incrível: o 2 a 2 mudava tudo, tirava o título antecipado do Fluminense, renascia o Atlético-MG em São Januário, dava alento ao Palmeiras.

O gol revolucionou a partida. Com ele, o Alviverde resolveu se jogar de vez para o ataque. Passou a agredir o Fluminense, que ganhava espaço para o contra-ataque – em um deles, Maurício Ramos, após novo rebote de escanteio, aos 30 minutos, só não virou a partida porque Diego Cavalieri fez defesa assombrosa. Mas o Fluminense seguia ameaçando. E Fred, sempre ele, fez. Eram 43 minutos do segundo tempo. Jean, novamente gigantesco, cruzou da direita, e o centroavante fez. Gol do Fluminense, gol do título, gol do campeão, do tetracampeão, do clube tantas vezes campeão. Gol da equipe que mais fez gols e que menos tomou. Gol da equipe de Diego Cavalieri, de Jean, de Gum, de Thiago Neves, de Abel Braga. E de Fred… Palmeiras 2 x 3 Fluminense.

A supremacia foi tão grande, a campanha foi tão superior, que os tricolores se permitem o luxo de transformar em festa as três rodadas finais do Brasileirão. Com o resultado, o time do multicampeão Abel Braga foi a impressionantes 76 pontos. Tem dez a mais do que o Grêmio, que assumiu a vice-liderança. O Palmeiras, com 33, vive o inferno. É o 18º, sete abaixo do Bahia, o primeiro fora da linha da queda – e que joga neste domingo. No próximo domingo,o Fluminense recebe o Cruzeiro, no Engenhão e o Palmeiras visita o Flamengo em Volta Redonda.

O Grêmio assumiu a segunda posição por dois fatores. Em uma grande virada contra um grande rival, o Grêmio venceu o São Paulo por 2 a 1, no estádio Olímpico, em Porto Alegre, assumiu a vice-liderança do Brasileirão e confirmou a vaga matemática na Libertadores 2013. Rogério Ceni abriu o placar, de pênalti, cometido por Saimon depois de uma falha gritante. No segundo tempo, André Lima saiu do banco e empatou o jogo. E aos 39, Marcelo Moreno, em uma linda cabeçada, garantiu a vitória aos donos da casa.

Já o Atlético/MG, que até ontem brigava pelo título nacional, caiu para terceiro. Em São Januário, igualdade entre Vasco e Galo: 1 a 1. Os vascaínos, que chegaram a 51 pontos, dependem de um milagre para conquistar uma vaga no G-4, já que somam oito pontos a menos do que o São Paulo, atual quarto colocado, com nove pontos ainda a serem disputados. Outro que sonha com uma remota possibilidade de vaga entre os quatro melhores é o Botafogo, que venceu facilmente a Portuguesa por 3 a 0 no Rio. A Lusa segue bastante ameaçada pelo rebaixamento. Somente se preparando para o Mundial de Clubes, o Corinthians, em ritmo de treino, goleou o Coritiba no Pacaembu. Cruzeiro e Flamengo venceram Bahia e Náutico, respectivamente, e afastaram definitivamente qualquer risco de disputarem a Série B no ano que vem.

*Rodada 35*
Sábado – 10/11/2012
Botafogo 3 x 0 Portuguesa – Engenhão/Rio de Janeiro(RJ)
Corinthians 5 x 1 Coritiba – Pacaembu/São Paulo(SP)
Atlético/GO 2 x 1 Santos – Bezerrão/Taguatinga(DF)

Domingo – 11/11/2012
Vasco 1 x 1 Atlético/MG – São Januário/Rio de Janeiro(RJ)
Palmeiras 2 x 3 Fluminense – Eduardo José Farah/Presidente Prudente(SP)
Cruzeiro 3 x 1 Bahia – Independência/Belo Horizonte(MG)
Figueirense 1 x 1 Sport – Orlando Scarpelli/Florianópolis(SC)
Náutico 0 x 1 Flamengo – Aflitos/Recife(PE)
Grêmio 2 x 1 São Paulo – Olímpico/Porto Alegre(RS)
Ponte Preta 1 x 0 Inter – Moisés Lucarelli/Campinas(SP)

CLASSIFICAÇÃO P
1 Fluminense 76
2 Grêmio 66
3 Atlético/MG 65
4 São Paulo 59
5 Botafogo 54
6 Corinthians 53
7 Vasco 51
Inter 51
9 Flamengo 47
10 Cruzeiro 46
Ponte Preta 46
Santos 46
13 Naútico 45
Coritiba 45
15 Portuguesa 40
Bahia 40
17 Sport 37
18 Palmeiras 33
19 Figueirense 30
20 Atlético/GO 26

(Fotos: Lucas Uebel-Grêmio FBPA-Divulgação / Bruno de Lima-Lancepress! / Fernando Borges-Terra)

Desespero tomou conta…

Diego Ribeiro
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O gol tardio de Barcos não enganou a torcida do Palmeiras, que vaiou o time ao final do empate com o Botafogo, neste domingo, em Araraquara. Alguns, já prevendo o desastre, choravam. O rebaixamento para a Série B, faltando quatro rodadas para o fim do Campeonato Brasileiro, é cada vez mais realidade pelos lados do Verdão. Fazer o simples nem sempre é tão fácil. O Palmeiras de Gilson Kleina é capaz de provar isso. No discurso, tudo muito bonito: não inventar, tocar fácil, fazer o básico. Na prática… Sabendo disso, o Botafogo de Oswaldo de Oliveira se portou de maneira correta, esperando a primeira falha palmeirense para armar o contra-ataque. O Verdão, mais uma vez, foi superior ao seu adversário. A irritação deu lugar à paciência, postura que animou o pequeno público presente em Araraquara – uma decepção, já que o time precisa demais do apoio do torcedor. Tudo ia bem, até que Maurício Ramos não fez o simples. Justo ele, que durante a semana cobrou tranquilidade dos seus companheiros. Aos 21, resolveu sair jogando, Andrezinho roubou, quatro botafoguenses dispararam e Lodeiro chutou, a bola caprichosamente bateu na trave e voltou na cabeça do uruguaio para fazer 1 a 0. O Botafogo, sim, fazia o básico.

Depois do gol, a torcida ensaiou um protesto, gritando que se o Palmeiras não ganhasse o “bicho ia pegar”. Ainda assim, o pirata Barcos acordou, buscou jogo, tentou tabelas. Mesmo assim, nada levava perigo à meta de Jefferson. Sem imaginação no meio-campo, sobrou para a bola parada de Marcos Assunção. Aos 28, cobrança de escanteio na cabeça de Patrick Vieira, que desviou para Barcos empatar, quase debaixo das traves. O coração palmeirense se esperava novamente.

O Botafogo começou o segundo tempo com marcação no campo de ataque, pressionando a saída de bola alviverde. Sempre com seu bloco de quatro jogadores bem definido: Andrezinho, Fellype Gabriel e Lodeiro em linha, e Bruno Mendes mais avançado. Mais ligado, o Alvinegro, enfim, descobriu o caminho para irritar um Palmeiras que vive altos e baixos na parte psicológica. Gesticulando muito, Oswaldo pedia para seus jogadores rodarem a bola de um lado a outro do campo.

Quando Gilson Kleina mandou Maikon Leite para o aquecimento, a sensação era de que ele sacaria seu jogador mais irritado. No entanto, o palmeirense ousou e tirou Artur, deixando a equipe com três atacantes para tentar retomar as rédeas do jogo. No plano tático, deu certo. O Verdão passou a pressionar, mandar no jogo. O panorama era todo alviverde. Faltou técnica. De novo, o “simples” não apareceu. Luan, duas vezes, Maikon Leite e Patrick Vieira tiveram a bola do jogo quase na pequena área, em lances semelhantes. Nas quatro vezes, perderam suas oportunidades. O castigo foi duro, quase um nocaute. De novo, Maurício Ramos, em dia para ser esquecido. Aos 18 minutos, ele perdeu uma disputa com Lodeiro, que cruzou na cabeça de Elkeson – o atacante acabara de entrar no lugar de Fellype Gabriel: 2 a 1 para o eficiente Botafogo.

Nos 30 minutos que sucederam o gol de Elkeson, o pesadelo das chances perdidas se repetiu no Palmeiras. E tome bola na trave de Maikon Leite, defesa de Jefferson em chute do mesmo atacante, tropeço de Patrick Vieira com o gol vazio, bola de Barcos que a zaga salva em cima da linha…O Palmeiras martelava, martelava, martelava… Torcedores se desesperavam nas arquibancadas. Nas finalizações, um verdadeiro massacre. Tinham sido 21 tentativas de gol verde contra sete do Alvinegro. Aos 45 minutos, Barcos, apareceu – de novo! – na sua missão de salvador. O argentino dominou no peito dentro da área, deixou a bola pingar e encheu o pé esquerdo no ângulo de Jefferson. Palmeiras 2 x 2 Botafogo.

No próximo domingo, se perder para o Fluminense em Presidente Prudente, o Palmeiras já pode ser oficialmente rebaixado, caso Bahia e Portuguesa vençam Cruzeiro e Botafogo, respectivamente. Já o Botafogo lamentou demais o gol sofrido no fim. O time foi aos 51 pontos e continua a oito do São Paulo. O Fogão encara a Lusa, sábado, no Engenhão.

No Morumbi, teve clássico das duas melhores equipes do segundo turno. Aliás, os atacantes Fred e Luis Fabiano são os principais artilheiros do campeonato e provaram que, com eles em campo, todo cuidado é pouco. Os zagueiros Gum, do Flu, e Rafael Toloi, do Tricolor paulista, não tiveram essa precaução. Falharam em lances capitais e permitiram o empate por 1 a 1. O jogo marcou o recorde de público desta edição do Brasileiro: 54.118 pagantes. O empate deixa o Fluminense, com 73 pontos, soberano na liderança e muito perto do título, com chances de ser campeão já no próximo domingo. Já o São Paulo, com 59, se consolida cada vez mais na quarta posição, a última do grupo que garante vaga na Taça Libertadores.

Nos outros jogos da rodada 34, Neymar deu show mais uma vez, e o Santos atropelou o Cruzeiro, fora de casa. O Sport manteve vivo o sonho de permanecer na Série A, passando por cima do desestruturado Vasco. O Bahia foi outro a aumentar suas chances de continuar na elite ao sair vitorioso do confronto direto contra a Portuguesa, no Canindé. E o Atlético/MG praticamente sepultou suas chances de ser campeão ao perder para o Coritiba, no estádio Couto Pereira.

*Rodada 34*
Sábado – 03/11/2012
Flamengo 1 x 0 Figueirense – Raulino de Oliveira/Volta Redonda(RJ)
Cruzeiro 0 x 4 Santos – Independência/Belo Horizonte(SP)
Grêmio 1 x 0 Ponte Preta – Olímpico/Porto Alegre(SP)

Domingo – 04/11/2012
Vasco 0 x 3 Sport – Volta Redonda/Rio de Janeiro(RJ)
São Paulo 1 x 1 Fluminense – Morumbi/São Paulo(SP)
Portuguesa 0 x 1 Bahia – Canindé/São Paulo(SP)
Atlético/GO 0 x 2 Corinthians – Boca do Jacaré/Brasília(DF)
Náutico 3 x 0 Inter – Aflitos/Recife(PE)
Palmeiras 2 x 2 Botafogo – Fonte Luminosa/Araraquara(SP)
Coritiba 1 x 0 Atlético/MG – Couto Pereira/Curitiba(PR)

CLASSIFICAÇÃO P
1 Fluminense 73
2 Atlético/MG 64
3 Grêmio 63
4 São Paulo 59
5 Inter 51
Botafogo 51
7 Vasco 50
Corinthians 50
9 Santos 46
10 Coritiba 45
Naútico 45
12 Flamengo 44
13 Cruzeiro 43
Ponte Preta 43
15 Portuguesa 40
Bahia 40
17 Sport 36
18 Palmeiras 33
19 Figueirense 29
20 Atlético/GO 23

(Fotos: Célio Messias-Agência Lance/ Helio Suenaga-Gazeta Press/ Edson Lopes Jr-Terra/ Giuliano Gomes-Gazeta Press)

Palmeirenses ‘Aflitos’…

Diego Ribeiro
GLOBOESPORTE.COM

O drama do Palmeiras cresce a cada rodada, e o Náutico se aproxima da tranquilidade no Campeonato Brasileiro. Justamente nesse estádio e com requintes de crueldade para o torcedor paulista, o Timbu foi, mais uma vez, implacável em seus domínios. E como se não bastasse o momento turbulento, a sorte deixou de acompanhar o Palmeiras. O primeiro tempo contra o Náutico foi uma exata demonstração de que a fase é das piores. O Verdão teve nas mãos o controle da partida, ignorou a força dos pernambucanos em casa, criou chances claras, mas voltou para os vestiários em desvantagem no placar.

Apesar dos desfalques, principalmente de Marcos Assunção e Barcos, os paulistas começaram a partida pressionando. Foram mais de dez minutos de amplo domínio. Oportunidades não faltaram. Primeiro, Felipe salvou em chute forte de Luan. Depois, sem goleiro, Obina desviou na pequena área, mas Alison salvou sobre a linha. O Verdão, porém, pagou caro por se abrir e perder as oportunidades. Com a defesa rival exposta, o Náutico precisou de apenas uma chance para marcar. Aos 13, o artilheiro Kieza aplicou um belo drible em Thiago Heleno na área e, com estilo, colocou a bola no canto esquerdo de Bruno, aumentando o desespero verde.

Ao contrário de outras partidas, o Palmeiras não entrou em desespero com o gol sofrido. O Timbu se retraiu à espera de um novo contra-ataque e permitiu que o adversário chegasse novamente. Mas, por outro lado, as chances diminuíram. Já na volta para a etapa final, os visitantes não conseguiram manter o mesmo ímpeto. O Náutico voltou mais bem posicionado defensivamente, parou de errar tanto e impediu uma nova pressão. De quebra, poderia ter decidido a partida antes dos dez minutos. Araújo parou em bela defesa de Bruno na área, e Rhayner carimbou a trave.

O drama aumentou a partir dos 17 minutos. Nitidamente mais nervoso, o Palmeiras perdeu o zagueiro Thiago Heleno, expulso após uma falta em Araújo. O lance foi suficiente para descontrolar ainda mais a equipe. Sem a mesma troca de passes da etapa inicial, o time passou a viver de lances isolados, como um perigoso chute de Obina que passou próximo ao ângulo esquerdo de Felipe.

Gilson Kleina ainda tentou de tudo para fazer o Verdão reagir. Betinho, Patrick Vieira e Vinicius entraram, mas pouco fizeram para mudar o comportamento da equipe. A única chance de perigo surgiu aos 37. Após cruzamento da Tiago Real, Luan tentou pegar de primeira na área e jogou para longe a última chance. Coube ao Náutico conter a tentativa de abafar dos paulistas e administrar a vantagem para praticamente se garantir na Série A no próximo ano. Meta que, a cada rodada, está mais distante de ser cumprida no Palmeiras. Náutico 1 x 0 Palmeiras. O resultado deixa o Palmeiras com 26 ponos e em péssima situação, no 18º lugar. A oito rodadas do fim, a diferença para o Bahia (derrotado pelo Coritiba), último a se salvar neste momento, permanece em nove pontos.

Já no Morumbi, Rogério Ceni pisou no gramado do estádio do São Paulo pela quingentésima vez. Para presenteá-lo, o São Paulo resolveu dar o que o goleiro mais gosta: dedicação, raça, vontade e disposição. Receita que, mesmo executada por apenas 30 minutos, foi fatal para o frágil Figueirense. A vitória por 2 a 0, com gols de Luis Fabiano e Douglas, e mais a derrota do Vasco para o Santos pelo mesmo placar levaram o Tricolor pela primeira vez ao G-4 do Brasileirão. O time catarinense está ainda mais perto do rebaixamento.

Nos outros jogos da rodada 30, o Fluminense manteve os nove pontos de folga na liderança do campeonato, mas com uma dose considerável de sofrimento e outro punhado de polêmica. Após levar gol no primeiro minuto da partida em São Januário, os lances do triunfo tricolor foram questionáveis: o de Fred nasceu de um pênalti marcado em toque de mão duvidoso de Luan, e o de Gum se originou em falta inexistente sobre Marcos Junior. O Atlético/MG também venceu, 2 a 1, também de virada, pra cima do Sport. Do peltão da frente, o único a não vencer foi o Grêmio, que empatou com o Grêmio em 1 a 1.

Desespero…


Na rodada de número 23, a goleada sofrida diante do Bahia em pleno estádio de São Januário fez com que o técnico do Vasco, Cristóvão Borges pedisse demissão do cargo de comandante vascaíno. Três dias depois, no mesmo local, o consagrado treinador Luiz Felipe Scolari pode ter feito sua última partida à frente do Palmeiras. Na zona de rebaixamento, o Verdão é o time que mais perdeu no Campeonato Brasileiro e acumulou a décima quarta derrota, caindo ainda mais, agora para a penúltima posição na tabela.

Sob os olhares já do novo treinador, Marcelo Oliveira, ex-Coritiba, o Vasco encontrou um Palmeiras bem postado no início do jogo. Marcação adiantada e pouco espaço para os anfitriões trabalharem a bola. Porém, aos poucos, a preocupação devido à necessidade da vitória, também para os cariocas, foi pesando mais para os visitantes e os comandados do interino Gaúcho começaram a se soltar dentro de campo e explorar os flancos, principalmente com o equatoriano Tenório. Com isso, os paulistas passaram a se defender mais e tentar alguma coisa apenas no contra-ataque.

Mais uma vez, o que destoava para um bom futebol era a quantidade de passes errados das duas equipes. Tanto que faltava acertar o toque final para chegar próximo aos gols. Sendo assim, o gol que inaugurou o marcador no Rio de Janeiro saiu de uma falha da defesa. E foi a vascaína. Aos 23, a torcida palmeirense se encheu de esperança após sobre de cobrança de escanteio, a bola sobrou para Tiago Real fazer novo cruzamento da direita, Dedé e cia. ficaram apenas observando o zagueiro Wellington tocar de cabeça. Fernando Prass ainda conseguiu salvar no primeiro lance, mas na sobra Luan aproveitou nova falha de Dedé e empurrou para a rede. 1 a 0 Palestra.

Mas, para desespero da torcida verde, e para amenizar a revolta da pequena torcida vascaína presente em São Januário, o time da casa conseguiu empatar rapidamente. Aos 29 minutos, Wendel fez cruzamento da intermediária, Alecsandro cabeceou livre para o meio, e, mais livre ainda, Tenorio apareceu na pequena área para apenas empurrar para dentro, deixanto tudo igual. Mesmo abalando os visitantes, o gol de empate fez com que o jogo ficasse mais aberto, com os dois times buscando mais o campo de ataque.

Na volta para a etapa final, a bronca de Felipão deve ter surtido efeito. Ao sair para o intervalo, ele reclamou das poucas oportunidades de ataque criadas pelo alviverde. E seus comandados voltaram dispostos a mudar essa situação. Luan chegou ao menos duas vezes com perigo e Fernando Prass tranquilizou a casa. Por outro lado, os anfitriões, que quase nem chegavam ao ataque, aproveitaram a primeira grande oportunidade que tiveram. Seis minutos. Juninho levantou em bola parada, Nilton avançou completamente só e cabeceou de nuca para trás e venceu um caído goleiro Bruno.

A vantagem no placar acalmou o Vasco e o time conseguiu se postar ainda melhor em campo, enquanto o adversário passou a se lançar ao ataque, completamente desesperado e desorganizado. Gaúcho ainda mandou a campo Felipe, para segurar mais a bola. Do outro lado, Felipão sacou Tiago Real e mandou mais um atacante, Vinícius. Pouco tempo depois, trocou o inoperante Barcos por Obina. Nada deu certo. Pelo contrário. Aos 40 minutos, contra-ataque rápido e Tenório arrancou do meio campo, se livrou de alguns marcadores e serviu Juninho Pernambucano que, em velocidade, invadiu a área e só teve o trabalho de escolher o canto e deslocar Bruno, sacramentando o placar final. Vasco 3 x 1 Palmeiras.

O Palmeiras despencou ainda mais e o segundo pior time do torneio, apenas a frente do Atlético/GO. Luiz Felipe Scolari se reúne nesta quinta-feira com a diretoria do Verdão e deve encerrar a segunda passagem no comando da equipe. Para piorar, o próximo adversário palmeirense é o arquirival Corinthians. Já o Vasco parece estar se recuperando da fase difícil e Marcelo Oliveira chegará a uma equipe embalada pela boa vitória diante dos paulistas. O time da colina se mantém no G4, com 42 pontos.

Nos outros jogos da rodada 24, o Fluminense sofreu, foi dominado pela Portuguesa no Canindé, mas conseguiu fazer dois gols e bater a Lusa, fora de casa, seguino na ponta da tabela. Quem segue na cola do Flu é o Atlético/MG. O Galo recebeu e superou o São Paulo no estádio Independência. Dois pontos separam o Tricolor e os atleticanos.

O Corinthians voltou a não jogar bem e suou para alcançar o empate diante da Ponte Preta, no Pacaembu. Já o Santos voltou a se encontrar com a vitória. Contando com a volta de Neymar, o Peixe fez um jogo truncado diante do Flamengo, que também atravessa fase difícil, mas marcou com o camisa 11 e com Victor Andrade, para fazer dois a zero e mandar para longe a ameaça de aproximação da zona de degola.

(Fotos: Mauro Pimentel-Terra/ Léo Pinheiro-Terra/ Ramon Bitencourt-Agência Lance/ Guilherme Dionizio-Gazeta Press)

Já vi essa letra antes…

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Parecia que os erros dos dois lados seriam fundamentais para selar o empate entre Coritba e Corinthians, neste domingo, no estádio Couto Pereira, em Curitiba. Coritiba e Corinthians abusaram dos erros no primeiro tempo e só não foram para o intervalo zerados porque a equipe da casa apresentou ligeira vantagem nos duelos de meio-campistas. Pela direita, Gil ficava de olho em Danilo, Junior Urso marcava Douglas pelo meio e, pela esquerda, Chico era o responsável por conter os avanços de Paulinho. Enquanto isso, o Timão tentava fazer a já conhecida marcação por pressão no ataque.

Aos poucos, o Timão conseguia sair da forte marcação adversária e passou a encontrar espaços principalmente pelo lado esquerdo de seu ataque. Fabio Santos e Danilo, auxiliados por Romarinho, levavam vantagem sobre Ayrton e Gil. Romarinho teve as melhores oportunidades do Corinthians, mas pecou em todas. As investidas corintianas não intimidaram o Coxa, que logo retomou o domínio da partida e abriu o placar. Éverton Ribeiro aproveitou cochilo da defesa adversária e tocou para Chico, que enfiou para Leonardo. De primeira, o atacante acertou passe às costas de Paulo André, e Éverton Ribeiro venceu Cássio, aos 46 minutos.

Na saída para o intervalo, Danilo reconheceu a pouca efetividade do ataque corintiano e pediu mais presença ofensiva. No vestiário, possivelmente a conversa com o técnico Tite foi sobre este tema, já que o treinador trocou o meia Douglas pelo atacante peruano Paolo Guerrero. A troca surtiu efeito, e o Timão voltou mais ligado. Mas, tempo depois, Tite foi obrigado a substituir Fabio Santos, sentindo lesão, pelo argentino Martinez. Jorge Henrique, então, foi deslocado para a esquerda. E assim, improvisado, o Timão melhorou e virou o jogo. Jorge, bancando o lateral, cruzou na cabeça de Paulinho, que cabeceou para o chão e venceu o goleiro Vanderlei, aos 20 minutos.

O gol aumentou ainda mais o ritmo da partida, que se tornou eletrizante, com ótimas chances para os dois lados. O empate não servia, e as equipes faziam um jogo franco. No entanto, faltava acertar o pé no último lance. Quando parecia que o jogo terminaria empatado, o Timão conseguiu a virada. Martínez achou Paulinho pela direita. O volante cruzou rasteiro e Romarinho chegou finalizando de calcanhar, aos 45 minutos. Da mesma maneira que fez o seu primeiro com a camisa do Timão, no clássico diante do Palmeiras. Golaço que selou a vitória dos paulistas. Coritiba 1 x 2 Corinthians. Com o resultado, o Corinthians soma 21 pontos e ocupa a décima colocação na classificação do campeonato. O Coritiba, com 15, está em 15º.

Nos outros jogos da rodada 16, destaque para o Grêmio. Na base da raça gaúcha, o time de Vanderlei Luxmeburgo conquistou uma vitória por 2 a 1, de virada, sobre o São Paulo, em pleno Morumbi. No sábado, no Pacaembu, o Atlético Goianiense teve boa atuação, mas não conseguiu segurar os argentinos Patricio Rodriguez e Miralles, que entraram no segundo tempo e salvaram o Peixe da derrota, marcando um gol cada e decretando o empate por 2 a 2.

Portuguesa e Botafogo podem fazer melhor do que apresentaram neste domingo. Lusa e Alvinegro se alternaram no domínio do jogo, sem exercer efetivamente uma superioridade. Com isso, a igualdade ficou de bom tamanho, e os rivais ficaram no empate por 1 a 1. Por falar em confronto Rio-SP, Fluminense e Palmeiras entraram em campo prometendo um grande jogo no Engenhão. Diante de 8.536 presentes, no entanto, as expectativas não vingaram, e quem brilhou foi um coadjuvante: Jean esperou até o fim para dar a terceira vitória seguida ao Flu, esta por 1 a 0, e garantir a vice-liderança. A primeira posição ainda é do Atlético/MG, que bateu o até então segundo colocado, Vasco, e agora abriu três pontos de vantagem para o vice-líder.

(Fotos: Felipe Gabriel-Agência Lance/ Giuliano Gomes-Gazeta Press/ Léo Pinheiro-Terra/ Bruno Cantini-Atlético/MG-Divulgação)

G10…nota 10!

Alexandre Lozetti
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Pode um campeão da América estabelecer como meta ficar entre os dez melhores do Brasil? Pode. Agora pode! Era o que Tite queria. Enquanto as forças estavam voltadas para a Libertadores, seu Corinthians chegou a ficar na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. A meta inicial era modesta: chegar ao G-10. E foi alcançada. Com uma tática “Rothiana” de parar o jogo, a equipe mineira só conseguiu equilibrar no início, quando se posicionou mais à frente e Montillo teve certa liberdade para jogar. O camisa 10 estava veloz, com deslocamento e toques rápidos, mas foi perdendo os espaços, diminuindo o ritmo, até que o campeão da Libertadores já tinha domínio total.

Danilo participou muito do jogo e dava aquela velha impressão de ser impossível lhe roubar a bola. Numa de suas jogadas características, acertou um chute forte de fora da área, teve até auxílio de um desvio na zaga, mas Fábio espalmou. A movimentação dos corintianos confundiu o Cruzeiro, que mesmo assim perdeu a grande chance de abrir o placar. Em cobrança de escanteio, Leandro Guerreiro ficou de frente para o gol e, de pé esquerdo, chutou para fora.

Tantas faltas da Raposa, em algum momento, trariam prejuízo. Aos 20 minutos, quando Sandro Silva, que gosta de toques refinados, errou o domínio dentro da área, errou também o tempo da bola e acertou as pernas de Jorge Henrique: pênalti bem batido por Chicão. E o volante cruzeirense, que já tinha cartão amarelo, foi poupado pelo árbitro Leandro Vuaden. Mas não por Celso Roth. Era tão óbvio que ele seria expulso, que logo foi substituído por Fabinho. Esquema ofensivo incapaz de fazer os mineiros ameaçarem até o fim do primeiro tempo.

Na etapa final, o Corinthians manteve a postura do primeiro tempo até o Cruzeiro voltar a adiantar sua formação. Quando notou que estava exposto aos contra-ataques, o time paulista ficou mais precavido. Montillo, que estava sumido, apareceu, mas muito nas bolas paradas. Sim, o feitiço virou contra o feiticeiro e os mineiros passaram a ser parados com faltas. O argentino tentou cruzar, mas não achou a cabeça de nenhum companheiro. Tentou bater direto, mas não achou o ângulo de Cássio. Celso Roth trocou Diego Renan de lateral, da esquerda para a direita, e ele até conseguiu levar perigo, como numa dividida que acertou, sem intenção, o goleiro Cássio. As aparições ofensivas do Corinthians eram raras, mas perigosas, sempre com participação de Sheik e Romarinho. Velozes no contra-ataque, eles chegavam rapidamente à área e, quando conseguiam a finalização, paravam nas mãos de Fábio.

Tite tentou esquentar o morno fim de jogo no Pacaembu. O técnico chamou o peruano, de cabelo esquisito. Ele foi aplaudido pela Fiel desde o aquecimento e voltou a animar a arquibancada quando foi chamado pelo professor. Guerrero jogou sete minutos, agradou ao professor e ainda terá tempo de mostrar que é guerreiro como seus companheiros. Já Paulinho resolveu comemorar seus 24 anos em grande estilo. Segundos antes do apito final, acertou um belo chute no ângulo, após excelente troca de passes do ataque corintiano. Soprou as velinhas e fez mais de 30 mil convidados voltarem para casa com um presente. Corinthians 2 x 0 Cruzeiro.
Com a vitória, o Timão chega a décima colocação com 15 pontos. Ainda não é o “paraíso”, mas dá tranquilidade para, nas próximas rodadas, tentar se aproximar dos que estão à frente. Um deles, justamente o Cruzeiro (sexto colocado com 20 pontos), perdeu chance de entrar na zona de classificação para a Libertadores. No fim de semana, ambos voltam a jogar no domingo pelo Campeonato Brasileiro. O desafio do Timão será o lanterna Bahia, às 16h, no Pituaçu. Já a Raposa receberá o Palmeiras, às 18h30, no Independência.

Nos outros jogos da rodada 12, o São Paulo voltou a tropeçar. O Atlético-GO queria sair da lanterna, o São Paulo sonhava com o G-4. Quarenta e cinco minutos foram suficientes para que os dois times mostrassem suas realidades. O Dragão, que venceu por 4 a 3, deixou a impressão que fugir da zona de rebaixamento pode não ser uma tarefa impossível. Já o Tricolor, após duas eliminações na temporada (Paulistão e Copa do Brasil) e uma troca de treinador, mostrou que precisa de mais para não completar mais um ano sem título.

Em Porto Alegre, o Grêmio venceu o Fluminense por 1 a 0 e confirmou a boa fase no Brasileirão. Último invicto, o Fluminense perdeu pela primeira vez. Mas a liderança foi definida no clássico do Rio. No duelo dos maestros, aquele que suportou até o fim saiu vencedor do Engenhão. Em jogada de raça, Juninho Pernambucano deu assistência para Alecsandro marcar o único gol contra o Botafogo. Em sua segunda partida, o holandês Clarence Seedorf teve desempenho positivo, correu e participou mais do jogo do que na estreia, mas não foi capaz de se destacar, sendo substituído faltando 15 minutos e sofrendo a segunda derrota em dois jogos disputados.

(Fotos: Léo Pinheiro-Terra/ Carlos Costa-Futura Press/ Mauro Pimentel-Terra)

Embala Timão…!!

Carlos Augusto Ferrari e Marcelo Prado
GLOBOESPORTE.COM


Romarinho teve um domingo para não esquecer. Na primeira partida como titular do Corinthians, o atacante fez jus ao nome de craque contra ninguém menos que o maior rival do clube. Não fossem pelos três minutos iniciais, o primeiro tempo teria sido todo do Corinthians. Com vontade de mostrar serviço para Tite, os reservas controlaram o jogo. A forte marcação e a disposição da equipe anularam as principais jogadas do Verdão. O Alvinegro só não foi para os vestiários com a vantagem no placar graças ao goleiro Bruno e à trave.

Antes do domínio, o susto. Aos três minutos, Cicinho fez boa jogada, indo até a linha de fundo pelo lado direito, jogou para trás e, após chute errado de João Vitor, Mazinho desviou na pequena área e fez 1 a 0. Depois disso, o rendimento do Verdão despencou. Escalado para ser o cérebro da equipe, Daniel Carvalho foi facilmente anulado e quase não apareceu. Sem criatividade, os atacantes tiveram de recuar para buscar a bola e amenizaram o trabalho da zaga rival.

O Corinthians rapidamente se recompôs. Com velocidade e três atacantes, segurou o adversário em seu campo de defesa. O empate por muito pouco não veio no que seria um golaço de Liedson, aos 15 minutos. Depois de confusão na área, o Levezinho acertou uma linda bicicleta, a bola tocou na trave, correu a linha do gol e foi afastada pela defesa. O espaço dado pelo Verdão permitiu que o Corinthians seguisse em cima. A igualdade veio apenas aos 33, em uma linda jogada. Liedson tabelou com Willian na área e cruzou. Romarinho entrou em velocidade e, de letra, tocou para as redes. Primeiro gol do atacante na estreia como titular.

Insatisfeito com o rendimento da equipe, Felipão fez duas alterações no Palmeiras no intervalo. Daniel Carvalho e Mazinho saíram para as entradas de Valdivia e Maikon Leite. A tentativa de melhorar o rendimento ofensivo, porém, não deu certo. O Corinthians continuou melhor. Pressionando bastante, o Timão chegou à virada aos dez minutos. E mais uma vez com um golaço de Romarinho. O atacante recebeu passe na entrada direita da área, deu um drible de corpo em Cicinho e soltou uma bomba para o gol. A bola entrou no canto direito, sem qualquer chance de defesa para Bruno.

O Palmeiras foi obrigado a acordar com o placar desfavorável. Felipão trocou Juninho por Fernandinho na lateral esquerda e a equipe ganhou mais velocidade para atacar. O Timão passou a administrar e a procurar os contra-ataques. Em um deles, Liedson teve grande oportunidade, mas desperdiçou. O Levezinho avançou livre pelo campo adversário e, na entrada da área, chutou. Bruno, bem posicionado, conseguiu espalmar para escanteio no canto esquerdo. Na última chance do Verdão, Julio Cesar impediu o empate em chute cruzado de Maikon Leite. Corinthians 2 x 1 Palmeiras.

O resultado melhora um pouco a situação corintiana nas primeiras rodadas do Brasileirão. A equipe tem agora quatro pontos em seis partidas, mas não consegue deixar o grupo dos quatro piores, está em 17º. O Timão agora volta a se concentrar na primeira partida da decisão da Taça Libertadores, contra o Boca Juniors, quarta-feira, às 21h50m, em Buenos Aires. Enquanto a decisão da Copa do Brasil diante do Coritiba não chega, o Verdão encara o Figueirense, domingo, na Arena Barueri.

Nos outros jogos importantes da rodada 6, o Cruzeiro se isolou na ponta da tabela, ao bater o Vasco, até então líder, em pleno estádio de São Januário, no Rio de Janeiro. Com boa apresentação de Ronaldinho Gaúcho, o Atlético Mineiro atropelou o Náutico, 5 a 1. O Santos jogou pela primeira vez com o time titular no Campeonato Brasileiro e decepcionou. 2 a 2, em plena Vila Belmiro. Já no Canindé, no sábado, a situação foi ainda pior. Com intensa pressão e já mergulhado na crise, o São Paulo foi derrotado pela Portuguesa, que contou com uma boa estreia do experiente goleiro Dida, no auge de seus 38 anos.

(Fotos: Roberto Vazquez-Futura Press/ Cleber Mendes-Lancepress!/ Léo Pinheiro-Terra)

*Rodada 6*
Sábado – 23/06/2012
Vasco 1 x 3 Cruzeiro – São Januário/Rio de Janeiro(RJ)
Atlético/MG 5 x 1 Náutico – Independência/Belo Horizonte(MG)
Portuguesa 1 x 0 São Paulo – Canindé/São Paulo(SP)
Domingo – 24/06/2012
Atlético/GO 1 x 4 Fluminense – Serra Dourada/Goiânia(GO)
Sport 0 x 2 Inter – Ilha do Retiro/Recife(PE)
Figueirense 1 x 1 Bahia – Orlando Scarpelli/Florianópolis(SC)
Corinthians 2 x 1 Palmeiras – Pacaembu/São Paulo(SP)
Botafogo 1 x 2 Ponte Preta – Engenhão/Rio de Janeiro(RJ)
Santos 2 x 2 Coritiba – Vila Belmiro/Santos(SP)

CLASSIFICAÇÃO P
1 Cruzeiro 14
2 Atlético/MG 13
Vasco 13
4 Grêmio 12
Fluminense 12
6 Inter 11
7 Botafogo 9
São Paulo 9
Botafogo 9
Ponte Preta 9
11 Coritiba 7
Portuguesa 7
Náutico 7
Figueirense 7
15 Bahia 6
16 Sport 5
17 Corinthians 4
Santos 4
19 Palmeiras 2
20 Atlético/GO 1