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Palmeiras rebaixado para a Segunda Divisão!!


Agora é oficial. Depois de um longo período de sofrimento e cansaço após a frequente ameaça, foi confirmado. O Palmeiras jogará a segunda divisão em 2013. Curiosamente, o golpe de misericordia coube a um velho conhecido da torcida alviverde, que aliás deixou o clube pela porta dos fundos, escurraçado e agredido fisicamente por supostos torcedores. Vágner Love fez o gol que tirou a vitória do Verdão neste domingo e acabou com qualquer esperança palestrina de permanecer na elite do futebol nacional.

Como até aconteceu nas últimas rodadas, diante dos fortes adversários Botafogo e Fluminense, o Palmeiras começou bem o jogo frente ao Flamengo, partindo para cima e não deixando os rivais respirarem, mesmo atuando em Volta Redonda. Arriscando principalmente em finalizações de longa distância, o torcedor paulista sofreu alguns sustos em contra-ataques flamenguistas, sobretudo pela lado direito de ataque, onde o lateral Juninho, visivelmente nervoso, não dava conta dos avanços de Wellington Silva e Ibson. Mesmo assim, nenhuma chance de demasiado perigo chegava na meta de Bruno.

Se Juninho era o mais nervoso, Barcos era, apenas para variar, o que mais buscava o jogo. Até por estar isolado na frente, o camisa 9 voltava até atrás do meio campo para buscar a bola. Pela pontas, Maikon Leite e Mazinho tentavam a velocidade para superar os marcadores, mas nem sempre com muita efetividade. Preocupado com possíveis espaços, Gilson Kleina segurou Artur, que praticamente não apoio o ataque. Curiosamente, foi justamente por ali que apareceu a melkhor chance do Fla no primeiro tempo. Hernane encontrou brechas por aquele setor, fez boa jogada e serviu Vágner Love, livre dentro da grande área. Dessa vez, o centroavante não justificou o faro de gol e mandou muito por cima.

Na volta para o segundo tempo, o Flamengo fez valer o mando de campo e se impôs, aumentando o grau de desespero aos já aflitos palmeirenses. À medida que os minutos iam passando o nervosismo alviverde ia aumentando e os rubro-negros tentavam se aproveitar desta situação, ficando cada vez mais tempo no campo de ataque. A coisa parecia piorar ainda mais quando o meia Tiago Real caiu de mau jeito e deslocou o ombro, tendo de ser substituído pelo atacante Vinícius, de apenas 19 anos.

E não é que foi justamente o garoto que mudou o panorama do jogo?! Vinícius, que até aqui havia tido pouquíssimas chances no Verdão, valorizou um pouco mais a posse e manteve a bola no setor de ataque. E na primeira tentativa mais efetiva do camisa 45, ele dominou a bola pelo lado esquerdo, partiu para cima da marcação, cortou para o meio e bateu forte com o pé direito. Contando com grande colaboração do goleiro Paulo Vitor, que espalmou a bola para dentro, o Palmeiras abria o placar e renovava a esperança do torcedor.

Nada mais justo. A comemoração foi sofrida, emocionante, com todo direito. Era o que o Palmeiras precisava. Por falar em o que o Palmeiras precisava, a essa altura o Bahia empatava com a Ponte Preta, o que mantinha as chances palmeirenses. Dorival Júnior tentou motivar o Flamengo, sacando os inoperantes Ibson e Hernane, e mandando a campo os jovens Paulo Sérgio e Mattheus. O Mengão foi mais pra cima e acabou ficando mais vulnerável a contra-ataques. Em um deles, Artur fez lançamento longo e encontrou um solitário Maikon Leite, sem marcação. O camisa 7 avançou pra fazer o gol da vitória. Mas ele não saiu. Maikon Leite, de frente para Paulo Vitor, chutou para fora e perdeu chance que não poderia perder.

O primeiro sinal de que as coisas boas não iriam durar muito tempo foi o gol do Bahia, no estádio de Pituaçu. E como nada que está ruim não possa piorar, aos 43 minutos da etapa final, contra-ataque rápido, Wellington Bruno acionou Vágner Love que disparou em direção ao gol de Bruno. O palmeirense Román correu atrás do camisa 99, que invadiu a área e bateu de pé esquerdo, a bola iria fora, ou no máximo iria parar nos braços do goleiro palmeirense. Entretanto, Román tentou salvar e deu um carrinho. A bola bateu na perna do defensor e encobriu um Bruno caído no gramado e lamentando mais um infeliz lance de azar. Flamengo 1 x 1 Palmeiras. O empate levou o Palmeiras aos 34 pontos, seis atrás da Portuguesa, primeira equipe fora da zona de rebaixamento, já que o Bahia venceu mesmo a Ponte Preta e pulou para os 43. Mas ainda restava um fio de esperança. O jogo da Lusa seria mais tarde, contra o Grêmio, no Canindé. E os rubro-verdes não poderiam pontuar.

Mas pontuaram. Depois de abrir 2 a 0, a Lusa ainda viu os gaúchos empatarem em 2 a 2, mas um ponto foi somado, o que fez com que a Portuguesa chegasse aos 41, sete a frente do Palmeiras. Com dois jogos por jogar ainda no Brasileirão, o Palmeiras retorna à Segunda Divisão após nove anos. Já a Portuguesa tem boas chances de se juntar aos palmeirenses na Série B. Com 41 pontos, a Lusa está apenas um ponto a frente do Sport, primeiro dentro da zona de degola. O Bahia, com 43, precisa de mais uma vitória para se livrar totalmente de qualquer ameaça.

Já os campeões brasileiros do Fluminense, tiveram a faixa carimbada pelo Cruzeiro, que venceu por 2 a 0, em pleno Engenhão, mas não atrapalhou muito a festa dos campeões, que receberam a taça e comemoraram bastante. Outro que fez festa foi o São Paulo. Além da estreia de Paulo Henrique Ganso, que entrou no segundo tempo e jogou cerca de 30 minutos, o Tricolor contou, mais uma vez, com excelentes atuações de Luis Fabiano e Rogério Ceni, autores dos gols da vitória de 2 a 1 sobre o Náutico, e garantiu a vaga na Libertadores, mesmo ainda brigando pelo título da Copa Sulamericana.

*Rodada 36*
Sábado – 17/11/2012
Coritiba 1 x 2 Vasco – Couto Pereira/Curitiba(PR)
Santos 2 x 0 Figueirense – Vila Belmiro/Santos(SP)

Domingo – 18/11/2012
São Paulo 2 x 1 Náutico – Morumbi/São Paulo(SP)
Sport 2 x 0 Botafogo – Ilha do Retiro/Recife(PE)
Fluminense 0 x 2 Cruzeiro – Engenhão/Rio de Janeiro(RJ)
Atlético/MG 2 x 2 Atlético/GO – Independência/Belo Horizonte(MG)
Figueirense 1 x 1 Sport – Pituaçu/Salvador(BA)
Flamengo 1 x 1 Palmeiras – Raulino de Oliveira/Volta Redonda(RJ)
Portuguesa 2 x 2 Grêmio – Canindé/São Paulo(SP)
Inter 0 x 2 Corinthians – Beira-Rio/Porto Alegre(RS)

CLASSIFICAÇÃO P
1 Fluminense 76
2 Grêmio 67
3 Atlético/MG 66
4 São Paulo 62
5 Corinthians 56
6 Botafogo 54
Vasco 54
8 Inter 51
9 Cruzeiro 49
Santos 49
11 Flamengo 48
12 Ponte Preta 46
13 Naútico 45
Coritiba 45
15 Bahia 43
16 Portuguesa 41
17 Sport 40
18 Palmeiras 34
19 Figueirense 30
20 Atlético/GO 27

(Fotos: Mauro Pimentel-Terra/ Léo Pinheiro-Terra/ Marcelo Pereira-Terra)

Fluminense Campeão Brasileiro 2012!!!

GLOBOESPORTE.COM


Melhor ataque. Melhor defesa. Maior número de vitórias. Goleador do campeonato. E campeão. A contagem regressiva do Fluminense terminou neste domingo, em Presidente Prudente. Se Fred tiver uma chance, até pode acontecer de perder. Se tiver uma segunda, vá lá, existe a chance de a bola não entrar. Mas uma terceira há de ser fatal. O primeiro tempo em Presidente Prudente parecia avisar que chegaria o momento em que o centroavante desequilibraria a balança da partida, bastante parelha. Pois chegou.

O camisa 9, tão decisivo ao longo de todo o campeonato, alcançou todas as variantes em sua luta pelo gol. Na primeira chance, viu Bruno espalmar; na segunda, observou a bola bater na trave; na terceira, finalmente celebrou. Porque o natural seria que o passe matemático de Rafael Sobis, aos 45 minutos, já rendesse gol na conclusão de Wellington Nem. Mas não. Bruno espalmou. E Fred estava lá, munido desse ímã que parece ter nas chuteiras – sempre hipnotizando a bola na sua direção. 1 a 0 Flu.

O gol foi precedido por forte equilíbrio das duas equipes – os mandantes perderam Henrique, que levou uma pancada de Bruno nas costelas. Se o Fluminense tinha Fred à espreita, o Palmeiras contava com Barcos sempre disposto a incomodar. De costas, acossado por Gum, ele conseguiu girar, mas concluiu para fora aos 18 minutos. Pouco depois, teve uma chance rara. Na pequena área, mal marcado, subiu livre. E cabeceou para fora. A afobação palmeirense foi visível. No início do jogo, até conseguiu controlar o jogo, deixar a bola sob seu domínio – mas sempre acelerando as jogadas mais do que a partida pedia. No desespero, exagerou em jogadas aéreas. Tentou otimizar seus ataques, buscou atalhos, correu contra o relógio.

Mal começava o segundo tempo em Presidente Prudente, e o Vasco alcançava o gol de empate com o Atlético-MG em São Januário. A combinação de resultados dava o título ao Fluminense. Não precisava de mais nada. Era só esperar o tempo passar, manter tudo como estava. Mas os tricolores queriam mais. E tiveram mais – para o bem e para o mal. Fred foi novamente decisivo – involuntariamente, mas foi. Aos oito minutos, ele se deslocou para a ponta direita e decidiu cruzar para a área, onde estava Sóbis. No meio do caminho, a bola desviou em Maurício Ramos e encobriu Bruno. Era o segundo gol. Era a mão na taça, o prenúncio do título.

Só que faltava combinar com o Palmeiras. Por maior que fosse o desespero alviverde, ainda havia vida no adversário. E havia Barcos. Após cobrança de escanteio, a bola ficou viva na área e rumou na direção do Pirata. Ele não perdoou. Renascia a esperança. Eram 15 minutos. Quatro depois, o empate. Novo cruzamento da direita, novo cabeceio, desta vez de Patrick Vieira. E novo gol! Incrível: o 2 a 2 mudava tudo, tirava o título antecipado do Fluminense, renascia o Atlético-MG em São Januário, dava alento ao Palmeiras.

O gol revolucionou a partida. Com ele, o Alviverde resolveu se jogar de vez para o ataque. Passou a agredir o Fluminense, que ganhava espaço para o contra-ataque – em um deles, Maurício Ramos, após novo rebote de escanteio, aos 30 minutos, só não virou a partida porque Diego Cavalieri fez defesa assombrosa. Mas o Fluminense seguia ameaçando. E Fred, sempre ele, fez. Eram 43 minutos do segundo tempo. Jean, novamente gigantesco, cruzou da direita, e o centroavante fez. Gol do Fluminense, gol do título, gol do campeão, do tetracampeão, do clube tantas vezes campeão. Gol da equipe que mais fez gols e que menos tomou. Gol da equipe de Diego Cavalieri, de Jean, de Gum, de Thiago Neves, de Abel Braga. E de Fred… Palmeiras 2 x 3 Fluminense.

A supremacia foi tão grande, a campanha foi tão superior, que os tricolores se permitem o luxo de transformar em festa as três rodadas finais do Brasileirão. Com o resultado, o time do multicampeão Abel Braga foi a impressionantes 76 pontos. Tem dez a mais do que o Grêmio, que assumiu a vice-liderança. O Palmeiras, com 33, vive o inferno. É o 18º, sete abaixo do Bahia, o primeiro fora da linha da queda – e que joga neste domingo. No próximo domingo,o Fluminense recebe o Cruzeiro, no Engenhão e o Palmeiras visita o Flamengo em Volta Redonda.

O Grêmio assumiu a segunda posição por dois fatores. Em uma grande virada contra um grande rival, o Grêmio venceu o São Paulo por 2 a 1, no estádio Olímpico, em Porto Alegre, assumiu a vice-liderança do Brasileirão e confirmou a vaga matemática na Libertadores 2013. Rogério Ceni abriu o placar, de pênalti, cometido por Saimon depois de uma falha gritante. No segundo tempo, André Lima saiu do banco e empatou o jogo. E aos 39, Marcelo Moreno, em uma linda cabeçada, garantiu a vitória aos donos da casa.

Já o Atlético/MG, que até ontem brigava pelo título nacional, caiu para terceiro. Em São Januário, igualdade entre Vasco e Galo: 1 a 1. Os vascaínos, que chegaram a 51 pontos, dependem de um milagre para conquistar uma vaga no G-4, já que somam oito pontos a menos do que o São Paulo, atual quarto colocado, com nove pontos ainda a serem disputados. Outro que sonha com uma remota possibilidade de vaga entre os quatro melhores é o Botafogo, que venceu facilmente a Portuguesa por 3 a 0 no Rio. A Lusa segue bastante ameaçada pelo rebaixamento. Somente se preparando para o Mundial de Clubes, o Corinthians, em ritmo de treino, goleou o Coritiba no Pacaembu. Cruzeiro e Flamengo venceram Bahia e Náutico, respectivamente, e afastaram definitivamente qualquer risco de disputarem a Série B no ano que vem.

*Rodada 35*
Sábado – 10/11/2012
Botafogo 3 x 0 Portuguesa – Engenhão/Rio de Janeiro(RJ)
Corinthians 5 x 1 Coritiba – Pacaembu/São Paulo(SP)
Atlético/GO 2 x 1 Santos – Bezerrão/Taguatinga(DF)

Domingo – 11/11/2012
Vasco 1 x 1 Atlético/MG – São Januário/Rio de Janeiro(RJ)
Palmeiras 2 x 3 Fluminense – Eduardo José Farah/Presidente Prudente(SP)
Cruzeiro 3 x 1 Bahia – Independência/Belo Horizonte(MG)
Figueirense 1 x 1 Sport – Orlando Scarpelli/Florianópolis(SC)
Náutico 0 x 1 Flamengo – Aflitos/Recife(PE)
Grêmio 2 x 1 São Paulo – Olímpico/Porto Alegre(RS)
Ponte Preta 1 x 0 Inter – Moisés Lucarelli/Campinas(SP)

CLASSIFICAÇÃO P
1 Fluminense 76
2 Grêmio 66
3 Atlético/MG 65
4 São Paulo 59
5 Botafogo 54
6 Corinthians 53
7 Vasco 51
Inter 51
9 Flamengo 47
10 Cruzeiro 46
Ponte Preta 46
Santos 46
13 Naútico 45
Coritiba 45
15 Portuguesa 40
Bahia 40
17 Sport 37
18 Palmeiras 33
19 Figueirense 30
20 Atlético/GO 26

(Fotos: Lucas Uebel-Grêmio FBPA-Divulgação / Bruno de Lima-Lancepress! / Fernando Borges-Terra)

Desespero tomou conta…

Diego Ribeiro
GLOBOESPORTE.COM


O gol tardio de Barcos não enganou a torcida do Palmeiras, que vaiou o time ao final do empate com o Botafogo, neste domingo, em Araraquara. Alguns, já prevendo o desastre, choravam. O rebaixamento para a Série B, faltando quatro rodadas para o fim do Campeonato Brasileiro, é cada vez mais realidade pelos lados do Verdão. Fazer o simples nem sempre é tão fácil. O Palmeiras de Gilson Kleina é capaz de provar isso. No discurso, tudo muito bonito: não inventar, tocar fácil, fazer o básico. Na prática… Sabendo disso, o Botafogo de Oswaldo de Oliveira se portou de maneira correta, esperando a primeira falha palmeirense para armar o contra-ataque. O Verdão, mais uma vez, foi superior ao seu adversário. A irritação deu lugar à paciência, postura que animou o pequeno público presente em Araraquara – uma decepção, já que o time precisa demais do apoio do torcedor. Tudo ia bem, até que Maurício Ramos não fez o simples. Justo ele, que durante a semana cobrou tranquilidade dos seus companheiros. Aos 21, resolveu sair jogando, Andrezinho roubou, quatro botafoguenses dispararam e Lodeiro chutou, a bola caprichosamente bateu na trave e voltou na cabeça do uruguaio para fazer 1 a 0. O Botafogo, sim, fazia o básico.

Depois do gol, a torcida ensaiou um protesto, gritando que se o Palmeiras não ganhasse o “bicho ia pegar”. Ainda assim, o pirata Barcos acordou, buscou jogo, tentou tabelas. Mesmo assim, nada levava perigo à meta de Jefferson. Sem imaginação no meio-campo, sobrou para a bola parada de Marcos Assunção. Aos 28, cobrança de escanteio na cabeça de Patrick Vieira, que desviou para Barcos empatar, quase debaixo das traves. O coração palmeirense se esperava novamente.

O Botafogo começou o segundo tempo com marcação no campo de ataque, pressionando a saída de bola alviverde. Sempre com seu bloco de quatro jogadores bem definido: Andrezinho, Fellype Gabriel e Lodeiro em linha, e Bruno Mendes mais avançado. Mais ligado, o Alvinegro, enfim, descobriu o caminho para irritar um Palmeiras que vive altos e baixos na parte psicológica. Gesticulando muito, Oswaldo pedia para seus jogadores rodarem a bola de um lado a outro do campo.

Quando Gilson Kleina mandou Maikon Leite para o aquecimento, a sensação era de que ele sacaria seu jogador mais irritado. No entanto, o palmeirense ousou e tirou Artur, deixando a equipe com três atacantes para tentar retomar as rédeas do jogo. No plano tático, deu certo. O Verdão passou a pressionar, mandar no jogo. O panorama era todo alviverde. Faltou técnica. De novo, o “simples” não apareceu. Luan, duas vezes, Maikon Leite e Patrick Vieira tiveram a bola do jogo quase na pequena área, em lances semelhantes. Nas quatro vezes, perderam suas oportunidades. O castigo foi duro, quase um nocaute. De novo, Maurício Ramos, em dia para ser esquecido. Aos 18 minutos, ele perdeu uma disputa com Lodeiro, que cruzou na cabeça de Elkeson – o atacante acabara de entrar no lugar de Fellype Gabriel: 2 a 1 para o eficiente Botafogo.

Nos 30 minutos que sucederam o gol de Elkeson, o pesadelo das chances perdidas se repetiu no Palmeiras. E tome bola na trave de Maikon Leite, defesa de Jefferson em chute do mesmo atacante, tropeço de Patrick Vieira com o gol vazio, bola de Barcos que a zaga salva em cima da linha…O Palmeiras martelava, martelava, martelava… Torcedores se desesperavam nas arquibancadas. Nas finalizações, um verdadeiro massacre. Tinham sido 21 tentativas de gol verde contra sete do Alvinegro. Aos 45 minutos, Barcos, apareceu – de novo! – na sua missão de salvador. O argentino dominou no peito dentro da área, deixou a bola pingar e encheu o pé esquerdo no ângulo de Jefferson. Palmeiras 2 x 2 Botafogo.

No próximo domingo, se perder para o Fluminense em Presidente Prudente, o Palmeiras já pode ser oficialmente rebaixado, caso Bahia e Portuguesa vençam Cruzeiro e Botafogo, respectivamente. Já o Botafogo lamentou demais o gol sofrido no fim. O time foi aos 51 pontos e continua a oito do São Paulo. O Fogão encara a Lusa, sábado, no Engenhão.

No Morumbi, teve clássico das duas melhores equipes do segundo turno. Aliás, os atacantes Fred e Luis Fabiano são os principais artilheiros do campeonato e provaram que, com eles em campo, todo cuidado é pouco. Os zagueiros Gum, do Flu, e Rafael Toloi, do Tricolor paulista, não tiveram essa precaução. Falharam em lances capitais e permitiram o empate por 1 a 1. O jogo marcou o recorde de público desta edição do Brasileiro: 54.118 pagantes. O empate deixa o Fluminense, com 73 pontos, soberano na liderança e muito perto do título, com chances de ser campeão já no próximo domingo. Já o São Paulo, com 59, se consolida cada vez mais na quarta posição, a última do grupo que garante vaga na Taça Libertadores.

Nos outros jogos da rodada 34, Neymar deu show mais uma vez, e o Santos atropelou o Cruzeiro, fora de casa. O Sport manteve vivo o sonho de permanecer na Série A, passando por cima do desestruturado Vasco. O Bahia foi outro a aumentar suas chances de continuar na elite ao sair vitorioso do confronto direto contra a Portuguesa, no Canindé. E o Atlético/MG praticamente sepultou suas chances de ser campeão ao perder para o Coritiba, no estádio Couto Pereira.

*Rodada 34*
Sábado – 03/11/2012
Flamengo 1 x 0 Figueirense – Raulino de Oliveira/Volta Redonda(RJ)
Cruzeiro 0 x 4 Santos – Independência/Belo Horizonte(SP)
Grêmio 1 x 0 Ponte Preta – Olímpico/Porto Alegre(SP)

Domingo – 04/11/2012
Vasco 0 x 3 Sport – Volta Redonda/Rio de Janeiro(RJ)
São Paulo 1 x 1 Fluminense – Morumbi/São Paulo(SP)
Portuguesa 0 x 1 Bahia – Canindé/São Paulo(SP)
Atlético/GO 0 x 2 Corinthians – Boca do Jacaré/Brasília(DF)
Náutico 3 x 0 Inter – Aflitos/Recife(PE)
Palmeiras 2 x 2 Botafogo – Fonte Luminosa/Araraquara(SP)
Coritiba 1 x 0 Atlético/MG – Couto Pereira/Curitiba(PR)

CLASSIFICAÇÃO P
1 Fluminense 73
2 Atlético/MG 64
3 Grêmio 63
4 São Paulo 59
5 Inter 51
Botafogo 51
7 Vasco 50
Corinthians 50
9 Santos 46
10 Coritiba 45
Naútico 45
12 Flamengo 44
13 Cruzeiro 43
Ponte Preta 43
15 Portuguesa 40
Bahia 40
17 Sport 36
18 Palmeiras 33
19 Figueirense 29
20 Atlético/GO 23

(Fotos: Célio Messias-Agência Lance/ Helio Suenaga-Gazeta Press/ Edson Lopes Jr-Terra/ Giuliano Gomes-Gazeta Press)

Condenação Polêmica…

Tomás Hammes
GLOBOESPORTE.COM


Em partida marcada pela polêmica anulação do gol de Barcos, o Inter, enfim, conseguiu a segunda vitória consecutiva no returno do Brasileirão. Na tarde deste sábado, o time gaúcho virou o placar e ganhou do Palmeiras. Inter 2 x 1 Palmeiras. O resultado trouxe consequências opostas para as duas equipes: enquanto o Colorado – 5º com 51 pontos – ganhou fôlego pela busca do G-4, o Verdão – 18º com 32 pontos – se encontra em situação cada vez mais crítica no Z-4.

Luan abriu o placar para o time paulista. Fred e Rafael Moura fizeram os gols que garantiram os três pontos. Já aos 17 minutos do segundo tempo, Marcos Assunção bateu escanteio e o centroavante argentino mandou, de mão, para o fundo das redes. O árbitro Francisco Carlos Nascimento, que estava de frente para a jogada, se preparava para validar o lance quando foi chamado para uma espécie de conferência com assistentes e o delegado do jogo, Gerson Baluta. Após tomar conhecimento da irregularidade, o juiz anulou o tento.

Na próxima rodada, o Inter vai até Recife enfrentar o Náutico, no dia 4 de novembro. A partida será disputada no Estádio dos Aflitos, às 19h30m (horário de Brasília). Já o Palmeiras fica cada vez mais próximo da Série B em 2013. Também na mesma data, a equipe de Gilson Kleina recebe o Botafogo, às 17h, no Estádio da Fonte Luminosa, em Araraquara.

Em outro jogo da rodada 33 do sábado que antecedeu o segundo turno das eleições, o São Paulo atropelou e se manteve tranquilo entre os quatro melhores. Lucas não fazia gols havia dez jogos, contando Campeonato Brasileiro e Copa Sul-Americana. Eram dois meses de jejum. Alguns já apontavam o cansaço do jovem, escalado à exaustão no São Paulo e convocado sempre para a Seleção Brasileira. Erro grave duvidar de um jogador como ele. Foram três gols, fato inédito na carreira, para decretar a vitória do São Paulo por 4 a 2 sobre o Sport. Vitória que valeu a vantagem de sete pontos sobre o quinto colocado, agora o Internacional, na luta pela vaga na Libertadores.

Também teve jogo na quinta feira anterior, e o líder se mostrou pronto para colocar as mãos no título. Depois de perder para o vice-líder Atlético-MG e ver as esperanças do rival crescerem, o Tricolor derrotou o Coritiba por 2 a 1, no Engenhão, chegou a 72 pontos e abriu novamente nove de distância na liderança, mas agora com apenas cinco jogos para o fim do Brasileirão. Quem brilhou na noite tricolor foi o jovem atacante Wellington Nem, que marcou o primeiro gol e ainda fez a jogada do marcado por Thiago Neves.

*Rodada 33*
Quinta – 25/10/2012
Fluminense 2 x 1 Coritiba – Engenhão/Rio de Janeiro(RJ)
Santos 0 x 0 Náutico – Vila Belmiro/Santos(SP)
Ponte Preta 1 x 0 Cruzeiro – Moisés Lucarelli/Campinas(SP)
Sábado – 27/10/2012
Botafogo 4 x 0 Atlético/GO – Engenhão/Rio de Janeiro(RJ)
Sport 2 x 4 São Paulo – Ilha do Retiro/Recife(PE)
Figueirense 0 x 0 Portuguesa – Orlando Scarpelli/Florianópolis(SC)
Corinthians 1 x 0 Vasco – Pacaembu/São Paulo(SP)
Inter 2 x 1 Palmeiras – Beira-Rio/Porto Alegre(RS)
Bahia 1 x 1 Grêmio – Pituaçu/Salvador(BA)
Quarta – 31/10/2012
Atlético/MG x Flamengo – Independência/Belo Horizonte(MG)

CLASSIFICAÇÃO P
1 Fluminense 72
2 Atlético/MG 63
3 Grêmio 60
4 São Paulo 58
5 Inter 51
6 Botafogo 50
Vasco 50
8 Corinthians 47
9 Cruzeiro 43
Ponte Preta 43
Santos 43
12 Coritiba 42
Náutico 42
14 Flamengo 40
Portuguesa 40
16 Bahia 37
17 Sport 33
18 Palmeiras 32
19 Figueirense 29
20 Atlético/GO 23

(Fotos: Edu Andrade-Gazeta Press/ Roberto Vinícius-Futura Press/ Ricardo Rimoli-Agência Lance/ Rubens Chiri-saopaulofc.net-Divulgação/ Dhavid Normando-Photocamera-Divulgação)

Palmeirenses ‘Aflitos’…

Diego Ribeiro
GLOBOESPORTE.COM

O drama do Palmeiras cresce a cada rodada, e o Náutico se aproxima da tranquilidade no Campeonato Brasileiro. Justamente nesse estádio e com requintes de crueldade para o torcedor paulista, o Timbu foi, mais uma vez, implacável em seus domínios. E como se não bastasse o momento turbulento, a sorte deixou de acompanhar o Palmeiras. O primeiro tempo contra o Náutico foi uma exata demonstração de que a fase é das piores. O Verdão teve nas mãos o controle da partida, ignorou a força dos pernambucanos em casa, criou chances claras, mas voltou para os vestiários em desvantagem no placar.

Apesar dos desfalques, principalmente de Marcos Assunção e Barcos, os paulistas começaram a partida pressionando. Foram mais de dez minutos de amplo domínio. Oportunidades não faltaram. Primeiro, Felipe salvou em chute forte de Luan. Depois, sem goleiro, Obina desviou na pequena área, mas Alison salvou sobre a linha. O Verdão, porém, pagou caro por se abrir e perder as oportunidades. Com a defesa rival exposta, o Náutico precisou de apenas uma chance para marcar. Aos 13, o artilheiro Kieza aplicou um belo drible em Thiago Heleno na área e, com estilo, colocou a bola no canto esquerdo de Bruno, aumentando o desespero verde.

Ao contrário de outras partidas, o Palmeiras não entrou em desespero com o gol sofrido. O Timbu se retraiu à espera de um novo contra-ataque e permitiu que o adversário chegasse novamente. Mas, por outro lado, as chances diminuíram. Já na volta para a etapa final, os visitantes não conseguiram manter o mesmo ímpeto. O Náutico voltou mais bem posicionado defensivamente, parou de errar tanto e impediu uma nova pressão. De quebra, poderia ter decidido a partida antes dos dez minutos. Araújo parou em bela defesa de Bruno na área, e Rhayner carimbou a trave.

O drama aumentou a partir dos 17 minutos. Nitidamente mais nervoso, o Palmeiras perdeu o zagueiro Thiago Heleno, expulso após uma falta em Araújo. O lance foi suficiente para descontrolar ainda mais a equipe. Sem a mesma troca de passes da etapa inicial, o time passou a viver de lances isolados, como um perigoso chute de Obina que passou próximo ao ângulo esquerdo de Felipe.

Gilson Kleina ainda tentou de tudo para fazer o Verdão reagir. Betinho, Patrick Vieira e Vinicius entraram, mas pouco fizeram para mudar o comportamento da equipe. A única chance de perigo surgiu aos 37. Após cruzamento da Tiago Real, Luan tentou pegar de primeira na área e jogou para longe a última chance. Coube ao Náutico conter a tentativa de abafar dos paulistas e administrar a vantagem para praticamente se garantir na Série A no próximo ano. Meta que, a cada rodada, está mais distante de ser cumprida no Palmeiras. Náutico 1 x 0 Palmeiras. O resultado deixa o Palmeiras com 26 ponos e em péssima situação, no 18º lugar. A oito rodadas do fim, a diferença para o Bahia (derrotado pelo Coritiba), último a se salvar neste momento, permanece em nove pontos.

Já no Morumbi, Rogério Ceni pisou no gramado do estádio do São Paulo pela quingentésima vez. Para presenteá-lo, o São Paulo resolveu dar o que o goleiro mais gosta: dedicação, raça, vontade e disposição. Receita que, mesmo executada por apenas 30 minutos, foi fatal para o frágil Figueirense. A vitória por 2 a 0, com gols de Luis Fabiano e Douglas, e mais a derrota do Vasco para o Santos pelo mesmo placar levaram o Tricolor pela primeira vez ao G-4 do Brasileirão. O time catarinense está ainda mais perto do rebaixamento.

Nos outros jogos da rodada 30, o Fluminense manteve os nove pontos de folga na liderança do campeonato, mas com uma dose considerável de sofrimento e outro punhado de polêmica. Após levar gol no primeiro minuto da partida em São Januário, os lances do triunfo tricolor foram questionáveis: o de Fred nasceu de um pênalti marcado em toque de mão duvidoso de Luan, e o de Gum se originou em falta inexistente sobre Marcos Junior. O Atlético/MG também venceu, 2 a 1, também de virada, pra cima do Sport. Do peltão da frente, o único a não vencer foi o Grêmio, que empatou com o Grêmio em 1 a 1.

O Japão é logo ali…

Carlos Augusto Ferrari
GLOBOESPORTE.COM


O Corinthians deu neste domingo mais um passo no Campeonato Brasileiro para poder pensar só no Mundial de Clubes. Mas não foi fácil como o placar pode sugerir. Com uma atuação discreta no primeiro tempo, o Timão despertou apenas na etapa final. Pensando no torneio internacional, marcado para dezembro, no Japão, o Corinthians teve neste domingo a ajuda do presente e do futuro da equipe. Presente nos pés de Paulinho, fundamental ao abrir caminho para o triunfo aparecendo como um atacante na área. Futuro com Romarinho, cada vez mais adaptado ao esquema tático.

Com a tradicional marcação no campo de ataque, o Timão assustou o adversário nos primeiros minutos, controlou a partida sem grandes problemas, mas não conseguiu ficar em vantagem no placar. O passar do tempo permitiu que o Leão se ajustasse e segurasse a igualdade com uma estratégia claramente defensiva. A blitz feita pelos corintianos nos momentos iniciais rendeu também as melhores oportunidades de um primeiro tempo de baixo nível técnico. Já o Sport usou a experiência de veteranos como Cicinho e Hugo, para segurar o ímpeto alvinegro. Mais do que satisfeito com um empate diante do campeão da Libertadores, no Pacaembu, o Leão esfriou a partida e quase não deu trabalho a Cássio.

Na etapa final, o Timão voltou tentando colocar mais velocidade na partida. Tite deu liberdade total a Paulinho para se aproximar do setor ofensivo e tentar embaralhar a forte marcação rival. A alteração tática funcionou antes mesmo dos dez minutos. Em rápida jogada pela direita, o volante recebeu de Alessandro na área e tocou rasteiro, no canto direito do goleiro pernambucano. Belo gol do Timão, que se tornou soberano em campo depois disso.

Os visitantes ainda tentaram reagir ao abandonarem a retranca, mas teve problemas ofensivos para assustar. Mas o desespero em tentar avançar de qualquer jeito acabou prejudicando os visitantes. Os paulistas ganharam espaço para atacar e ainda contaram com os vacilos do adversário. Aos 25, Ralf roubou a bola no meio de campo e lançou Romarinho na esquerda. Com a defesa pernambucana aberta, o atacante avançou em velocidade e chutou rasteiro, dobrando a vantagem.

Com a partida praticamente decidida, o Corinthians teve tempo para aumentar. Alessandro cruzou da direita, Guerrero chutou forte, mas parou no goleiro Magrão. No rebote, Romarinho ganhou da zaga na pequena área e tocou para a rede. Ainda houve tempo para Guerrero fazer um belo gol, anulado corretamente pela arbitragem – o peruano estava impedido quando recebeu de Romarinho na área. Corinthians 3 x 0 Sport. O resultado deixa o Timão em oitavo, apenas seis pontos atrás da meta estipulada pela comissão técnica para iniciar o planejamento para o Mundial. O Alvinegro soma agora 39 pontos, seis abaixo dos 45 que a comissão técnica deseja para dar descanso aos titulares. Os corintianos, aliás, ajudaram o arquirrival Palmeiras na luta contra o rebaixamento. O Sport permanece com 27 pontos, somente um acima do Verdão.

Por falar no alviverde, o Palmeiras continua sua luta, renovando as esperanças de se livrar do rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Nem o frio e muito menos a situação delicada impediram a torcida de lotar o Pacaembu, na noite deste sábado. No reencontro do “inimigo íntimo” Gilson Kleina com a Macaca, quem decidiu foi o Pirata do Verdão, marcando dois gols na vitória por 3 a 0 – Assunção fez o terceiro. A Ponte, que estreou o técnico Guto Ferreira, perdeu invencibilidade de oito jogos – foi a primeira derrota no returno – e se mantém na zona intermediária da tabela.

Mas quem merece maior destaque na rodada 26 é o líder Fluminense. Isso porque o Tricolor abriu seis pontos de vantagem para o segundo colocado, e ainda fez isso vencendo o clássico diante do maior rival. O golaço de Fred no primeiro tempo, de voleio, rendeu ao Flu o 1 a 0 sobre o Flamengo, também graças a Diego Cavalieri, que defendeu um pênalti cobrado por Botinelli. O time de Abel Braga agora tem 59 pontos, seis a mais que o Atlético/MG, que ficou para trás, muito também pelo empate em 1 a 1 com a Portuguesa, no Canindé.

(Fotos: Fernando Borges-Terra/ Tom Dib-Agência Lance/ Dhavid Normando-Photocamera-Divulgação)

Sob os olhares do maestro…

Diego Ribeiro e Leandro Canônico
GLOBOESPORTE.COM


O fim de semana começou com festa para o São Paulo e com pressão para o Cruzeiro. E dentro de campo os dois ambientes se confirmaram. Muito embora a partida deste domingo não tenha sido um espetáculo, a festa do Tricolor na apresentação do reforço Ganso valeu o ingresso dos 40.457 torcedores. Antes do jogo, o sorriso estampado no rosto evidenciou bem a felicidade de Paulo Henrique Ganso. Na apresentação do jogador, que assinou contrato por cinco temporadas, a festa foi digna de um craque. Craque empolgado com essa nova oportunidade na carreira, que afirmou que desde a primeira conversa com o São Paulo, há mais de um mês, teve a certeza de que o Morumbi seria o seu destino.

Anunciado por sistema de som, o meia entrou em campo pelo túnel do vestiário e foi recepcionado por dezenas de crianças, que soltaram balões vermelhos, brancos e pretos. O agora camisa 8 do Morumbi, subiu totalmente uniformizado, acenou para a torcida, deu volta olímpica no carrinho da maca e foi extremamente ovacionado pela torcida tricolor. Chamado de maestro por sua qualidade técnica, Ganso foi acompanhado de um mascote tricolor no gramado. O São Paulo, aliás, estava vestido como o líder de uma orquestra, de terno e batuta na mão. Eufórica, a torcida tricolor gritou: “ô, o Ganso é tricolor” e depois cantou o hino são-paulino. Afinal, Ganso agora é o maestro tricolor.

Os aplausos efusivos da torcida tricolor durante a apresentação de Ganso no gramado do Morumbi foram substituídos por vaias ao fim do primeiro tempo. E com razão. Os primeiros 45 minutos da partida contra o Cruzeiro foram ruins. Bem ruins. Nenhum dos dois apresentou criatividade suficiente para levar perigo ao outro lado. Mais ousado nos minutos iniciais, a Raposa teve mais posse de bola e pressionou o rival no campo de defesa. Mas não conseguiu chegar com força. Com Lucas apagado do lado direito, o São Paulo tinha apenas uma jogada ofensiva: arriscar pelo lado esquerdo, com as investidas de Osvaldo. Mas não deu certo. O atacante tricolor era até insinuante quando pegava na bola, porém não deu trabalho ao goleiro Fábio.

A ausência do machucado Luis Fabiano prejudicou os donos da casa, mas também não houve muita ação por parte da armação tricolor. No Cruzeiro, ao fim do primeiro tempo, duas alterações por conta de lesão. Borges e Souza entraram nas vagas de Wallyson e Wellington Paulista, respectivamente. Antes mesmo de o cronômetro marcar dez minutos do segundo tempo, Celso Roth foi obrigado a fazer sua terceira e última alteração. Lucas Silva entrou no lugar de Charles, que sentiu lesão em disputa de bola com o são-paulino Lucas. Se do lado mineiro os problemas eram as lesões, do lado tricolor eram as finalizações. Com apenas duas no primeiro tempo, o São Paulo continuou mal nesse quesito na etapa final. Ney Franco, então, decidiu sacar Willian José, substituto do machucado Luis Fabiano, e mandar a campo o garoto Ademilson.

Coincidência ou não, Ademilson participou das melhores jogadas do Tricolor na partida até então. Aos 22, Ademilson tabelou com Douglas. O lateral cruzou da direita, e Fábio espalmou para Osvaldo, que completou para o gol de cabeça. Em vantagem no placar, o São Paulo passou a dominar as ações da partida. Mais veloz após a entrada de Ademilson, o time pressionou e não deu espaço ao Cruzeiro.

Quando tinha a bola, a Raposa trocava muitos passes à procura de uma brecha na defesa são-paulina. Não encontrou. E teve de correr muito para segurar os contra-ataques tricolores com Osvaldo, Lucas e Ademilson. A vitória mantém o São Paulo na briga pela Libertadores e aumenta a pressão no Cruzeiro de Celso Roth. São Paulo 1 x 0 Cruzeiro. Com mais esses três pontos, o São Paulo foi a 42, em quinto, e mantém perseguição ao Vasco, com 44, na busca de um lugar na zona de classificação à Taça Libertadores da América. Já o Cruzeiro, pressionado na saída de Belo Horizonte, segue com 35 pontos, na nona posição, cada vez mais distante da briga pelo G-4.

Se o jogo do Morumbi ficou devendo tecnicamente, no Engenhão a disputa foi bem interessante. Em mais uma grande atuação de Clarence Seedorf, o Botafogo lutou, mas não saiu do empate em 2 a 2 com o Corinthians. O holandês, que voltou ao time depois de dois jogos fora por causa de uma contratura na coxa esquerda, marcou os dois gols dos alvinegros do Rio, enquanto Paolo Guerrero e Douglas fizeram para os paulistas. Já no Pacaembu, na noite de sábado, era o primeiro jogo do Santos após a venda de Paulo Henrique Ganso para o São Paulo. Mas a ausência mais sentida foi a de sempre: Neymar. Sem ele, o time foi presa fácil para a Portuguesa. O goleador Bruno Mineiro, duas vezes, e Léo Silva fizeram os gols da vitória, e André descontou para o apático Alvinegro, 3 a 1.

Mas o maior destaque do sábado foi o Palmeiras. Aliás, quando o goleiro Wilson colocou a cabeça no travesseiro naquela noite, deve ter demorado para pegar no sono. Na cabeça, só Marcos Assunção. O volante do Palmeiras infernizou a vida do rival e foi o grande responsável pela vitória alviverde por 3 a 1 sobre o Figueirense. No jogo que marcou a boa estreia do técnico Gilson Kleina no comando da equipe paulista, Assunção deu assistências para os dois primeiros gols, de Thiago Heleno e Henrique, marcou o terceiro. A vitória faz o Verdão chegar a 23 pontos e subir para o 18º lugar, ultrapassando o próprio Figueirense. Com a derrota do Coritiba para o Sport, no domingo, o Verdão está mais perto de sair da zona de risco: cinco pontos.

(Fotos: Cristiano Andújar-Agência Lance/ Marcelo Pereira-Terra/ Wagner Meier-Agif-Gazeta Press)