Archive for the ‘ Mundial de Clubes ’ Category

Time de outro mundo, campeão desse mundo!

Adilson Barros
GLOBOESPORTE.COM


Foi bom enquanto durou. O Santos sonhava, mas não foi páreo para o Barcelona. Não há time que se iguale ao Barça neste mundo. Vai ver é por isso que já se tornou clichê dizer que a equipe de Messi é de outro planeta. Mesmo escalando três zagueiros para tentar brecar a equipe catalã, o Peixe foi encurralado. Aliás, o bloqueio santista durou apenas 16 minutos. Foi quando Durval tentou cortar passe de Xavi e furou à frente de Messi. Se o argentino é brilhante mesmo quando é bem marcado, imagina quando o defensor vacila! Ele recebeu livre e, com um leve toque de esquerda, encobriu Rafael. Bruno Rodrigo ainda tentou cortar; Sem sucesso. Grande gol. Gol de melhor do mundo.

A essa altura, o Barça era Barça. Dominava a posse de bola e encurralava o Peixe, como costuma fazer com todos os seus adversários. O técnico Muricy Ramalho apostava em contra-ataquesDanilo, pela direita, e Léo, pela esquerda, tinham a missão de tentar explorar os lados do campo. No entanto, foram empurrados para trás implacavelmente. O Peixe corria atrás da bola e nos raros momentos que a tinha esticava para Neymar ou para Borges, que só a viam passar por cima, de longe. Aos 24, saiu o segundo. Passe de Daniel Alves para Xavi. Durval e Bruno Rodrigo não cortam. O meia recebe na entrada da área e chuta rasteiro. Rafael não alcança.


Um massacre se desenhava. Enquanto o Barça apresentava 76% de posse de bola, o Santos tinha dado apenas dois chutes a gol, ambos sem ameaçar muito Valdés. Ainda houve bola na trave de Fàbregas. Os santistas nas cadeiras do Estádio Internacional de Yokohama eram torturados, pois os ponteiros do relógio pareciam se arrastar. Aos 30 minutos, Danilo teve de deixar o campo, machucado. Elano, que havia sido preterido antes da partida para a escalação de Léo, entrou. Nada mudou.


E ainda houve tempo para mais um, antes mesmo do intervalo. Aos 44, Messi recebeu a bola no meio da zaga e, de calcanhar, deu para Daniel Alves, que cruzou para trás. Rafael espalmou. Thiago tentou de peixinho, o goleiro santista defendeu novamente, mas a bola caiu no pé direito de Fàbregas, que mandou a bola no pé da trave, para adentrar calmamente a meta brasileira. Estava encerrada a primeira etapa. O Santos tentou jogar, mas foi impossível. O Barça deu aula.


Que o Barcelona é muito melhor não apenas do que o Santos, mas todos os outros times, não é novidade. Era até esperado que a equipe catalã encurralasse o Peixe. O problema é que a defesa santista ia cometendo falhas juvenis. Foi assim nos dois primeiros gols. E isso se repetia na etapa final. O Peixe continuava acuado, brigando com a bola, refém da marcação implacável do Barça. Sim, é preciso que se destaque isso. O time espanhol tem a bola o tempo todo porque, além de possuírem técnica refinada no toque, seus jogadores são extremamente determinados na hora de roubá-la. Mesmo os atacantes. É um sufoco.

Com oito minutos do segundo tempo, o Barça já havia perdido três chances claras. Novamente, os minutos viraram horas para os alvinegros. O primeiro lampejo santista na partida saiu apenas aos 11 minutos do segundo tempo, quando Ganso ganhou a bola no meio e lançou Neymar. O prodígio santista recebeu, avançou, mas chutou em cima de Valdés. É o tipo de jogada que o camisa 11 já definiu bem inúmeras vezes. Resume bem em que se transformou o jogo para os santistas.

O Barcelona parou de forçar o jogo e o Santos até conseguiu, em alguns momentos, ter a bola na intermediária adversária. No entanto, não conseguiu ameaçar Valdés. O contra-ataque tão esperado pelos santistas jamais aconteceu. O time espanhol, mesmo tirando o pé, ainda acertou a trave de Rafael, num chute de Daniel Alves. E marcou o quarto gol aos 36, com o próprio Daniel Alves aparecendo na esquerda para servir Messi. Com um toque de gênio, o argentino cortou Rafael e tocou para o gol vazio. Parecia videogame.


Havia muita expectativa sobre o duelo entre Neymar e Messi. O argentino desfilou. O brasileiro não conseguia receber um passe. Com seu toque de bola envolvente e marcação adiantada, os catalães isolaram o craque brasileiro à frente. Os armadores santistas apenas defendiam, e a ligação era direta, em chutões da defesa. Que não deram certo. A partida estava liquidada desde o início, os santistas se conformam. Barcelona: campeão deste e de outros mundos. Santos 0 x 4 Barcelona.

(Fotos: AFP / AP / Reuters)

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Enfim… Santos X Barcelona !!!

Adilson Barros e Cassio Barco
GLOBOESPORTE.COM


Com sustos e algumas falhas, mas também com pitadas precisas de genialidade, o Santos superou a ansiedade da estreia no Mundial de Clubes e confirmou o favoritismo na disputa com o Kashiwa Reysol. O placar não foi alcançado com tanta facilidade, como alguns torcedores imaginavam. Os donos da casa, do trio brasileiro Nelsinho Batista, Leandro Domingues e Jorge Wagner, levou alguns sustos ao sistema defensivo santista. Mas a apreensão não apagou o brilho dos gols alvinegros.

Os olheiros do Barcelona estavam atentos, registrando tudo: os vacilos nos primeiros 15 minutos, quando a posse de bola chegou a ser de 52% para o Kashiwa Reysol contra 48% para os santistas, as arrancadas de Sakai pelo lado direito. Em sua estreia do Mundial de Clubes, o Peixe demorou para se acertar. Mesmo assim, logo aos 4 minutos, Neymar acertou uma bola na trave, depois de uma trapalhada do zagueiro Kondo. Mas se enganou quem pensou que o Santos encontraria facilidade logo. Na primeira etapa, os comandados de Nelsinho chegaram a trocar bons passes entre defesa e meio-campo. Na parte ofensiva, Leandro Domingues era quem mais assustava, comandando a correria na frente. Mas o time japonês não chegava a levar um perigo grande a Rafael.

Enquanto isso, Neymar começava a desfilar dribles e chamar o jogo. Foi dele o primeiro gol. Depois de receber passe de Paulo Henrique Ganso, que não brilhou na primeira etapa, o atacante que tem o moicano copiado no Japão trocou a bola do pé direito para a canhota. E com o zagueiro já caído, chutou no ângulo direito de Sugeno. Golaço aplaudido até mesmo pelos torcedores do Kashiwa Reysol, no estádio de Toyota. Foi o gol de número 99 do atacante na carreira como jogador profissional.

Quatro minutos depois, aos 19, foi vez de o artilheiro Borges deixar a sua marca. O camisa 9 teve bom passe de Durval, que jogou novamente improvisado na lateral esquerda. Usando o corpo, conseguiu se livrar de dois marcadores antes do arremate, desta vez do lado direito de Sugeno. Novo golaço do Peixe.

Para o segundo tempo, o Santos voltou mais tranquilo com a vantagem no placar. Ainda assim, aos poucos, o Kashiwa voltou a se arriscar na frente, mas com mais perigo. O placar desfavorável parecia não intimidar a equipe japonesa. Leandro Domingues seguia como a principal válvula do time de Nelsinho Batista. E Jorge Wagner era a força na bola parada. E foi justamente dos pés do ex-são-paulino que o gol japonês começou a ser desenhado. Em cobrança de escanteio de Jorge Wagner, Sakai aproveitou a bobeira de Henrique na marcação e diminuiu para 2 a 1. O lateral-direito do Kashiwa, que chegou a ser cobiçado pelo Santos, fez o time nipônico se assanhar ainda mais.

Percebendo que o meio-campo não estava no mesmo ritmo, Muricy sacou Elano, apagado na partida, e colocou Alan Kardec. Com um time mais ofensivo, o Santos conseguiu tomar a vantagem de dois gols novamente aos 17 minutos. Danilo sofreu falta e cobrou com maestria. Sugeno nem se mexeu para tentar alcançar a bola, tamanho o capricho na cobrança.

Com o avançar do tempo, o Kashiwa parecia ainda mais ousado nas suas investidas ao ataque. Tanto que Kitajima chegou a acertar a trave de Rafael. O mesmo Kitajima também perdeu um gol incrível, quando o arqueiro santista já estava batido, fazendo com que a torcida santista pensasse: Messi & Cia não perderiam esses gols. Mas o que imoprta é que o Peixe se garantiu na tão esperada decisão do Mundial de Clubes. Kashiwa Reysol 1 x 3 Santos.

Thiago Dias
GLOBOESPORTE.COM


Na outra semifinal, a torcida japonesa, como em um teatro, fez silêncio para ver o Barcelona jogar no Estádio Internacional de Yokohama. O tom da torcida só aumentava em momentos de grandes jogadas. O volume chegou ao auge nos gols dos brasileiros Adriano, duas vezes, Maxwell – todos com grande ajuda do goleiro trapalhão Saqr – e do malinês Keita que garantiram a tranquila vitória de 4 a 0 sobre o Al Sadd e a classificação do time de Pep Guardiola para pegar o Santos na final.

Mas nem tudo foi festa e aplausos para os espanhóis. Aos 35 do primeiro tempo, David Villa sofreu uma fratura na tíbia da perna esquerda e teve que deixar o gramado de maca, direto para um hospital de Yokohama para exames mais detalhados. Desse modo, o camisa 7 está fora do confronto contra o Peixe. Para piorar, o chileno Alexis Sánchez, que substituiu Villa, saiu no segundo tempo devido a uma lesão muscular. Puyol e Mascherano também levaram pancadas e deixaram o campo sentindo dores ao fim do confronto.

O tão aguardado confronto entre brasileiros e espanhóis acontece na manhã (brasileira) desse domingo; ás 8h30, no Estádio Internacional de Yokohama, palco da final da Copa do Mundo de 2002.

(Fotos:Reuters)

Mundial de Clubes: Os donos da casa continuam na festa…


Definidos os adversários dos favoritos ao título do Mundial de clubes, já em disputa no Japão. Na manhã, para os brasileiros (noite em Toyota), desse domingo, o Al Sadd, do Catar, bateu o Esperánce, da Tunísia, por 2 a 0, e agora enfrentará o Barcelona em uma das semifinais. Em um duelo de baixíssimo nível técnico, mas bastante movimentado, o time comandado pelo técnico Jorge Fossati, ex-Internacional, contaram com gols de Al Khalfan e Koni, Darragi descontou para os tunisianos, para garantir presença diante do gigante espanhol.

No outro jogo da noite japonesa, o time da casa, Kashiwa Reysol, enfrentou o Monterrey, do México, na luta pela vaga na semifinal, diante do Santos. Santos que, por sinal, estava presente no estádio. Muricy Ramalho e seu elenco foram acompanhar de perto o próximo adversário. E, depois de 90 minutos de empate, o adversário da próxima quarta-feira foi decidido nos pênaltis.


Durante o tempo normal, o brasileiro Leandro Domingues, ex-Vitória, abriu o placar para os donos da casa, e o chileno Suazo empatou o jogo para o Monterrey. Nas penalidades, o Kashiwa, que ainda conta com o brasileiro Jorge Wagner, ex-São Paulo e Corinthians, foi melhor e conseguiu a vitória por 4 a 3. O argentino Lucho González e o goleiro mexicano Orozco desperdiçaram suas cobranças e apenas Tanaka perdeu sua cobrança para os anfitriões. Leandro Domingues e Jorge Wagner cobraram e converteram.

Confronto decidido e agora os nipônicos serão o obstáculo para o time brasileiro chegar à decisão do Mundial de Clubes. A semifinal ocorrerá na próxima quarta, às 8h30 da manhã, em Toyota. Já a outra semifinal, entre Barcelona e Al Sadd, será um dia depois, na quinta, também às 8h30, em Yokohama. Os vencedores das semifinais se enfrentam, também em Yokohama, no domingo, dia 18.

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