Archive for the ‘ Libertadores da América ’ Category

Debandada Fiel…

Após o título mais esperado dos 102 anos de história do clube, o Corinthians agora se preocupa em limitar a debandada geral dos campeões continentais, pensando na sequência da temporada, na qual o Timão segura a vice-lanterna do Brasileirão, e também no Mundial de Clubes, no final do ano, no Japão. Mas parece que os corintianos não têm obtido muito sucesso no objetivo de segurar suas peças. Tem muita gente já indo embora do time de Parque São Jorge.

-> Leandro Castán: o camisa 4 foi o primeiro a ter sua saída confirmada. Antes mesmo da partida decisiva diante do Boca Juniors, vazou a notícia de que o zagueiro estava vendido para a Roma, da Itália. O valor é de € 5,5 milhões (R$ 13,7 milhões) pelos direitos do atleta de 25 anos. Ele se juntará a mais quatro brasileiros: ao zagueiro Juan, ex-Flamengo, e aos meias Marquinho, ex-Fluminense, e Taddei, ex-Palmeiras, Fábio Simplício, ex-São Paulo. Em 109 jogos pelo Timão, ele anotou três gols, se sagrando Campeão Brasileiro e da Libertadores.

-> Gilsinho e Luis Ramírez: o atacante e o meia peruano deverão continuar atuando juntos. Os dois negociam com o Sport Recife. O presidente do clube pernambucano, Gustavo Debieux, anunciou nesta terça-feira que Gilsinho, de 28 anos já está mais avançado, praticamente acertado. Já o meia ainda negocia e deve acertar sua situação nos próximos dias. Segundo o mandatário rubro-negro, o clube paulista só deverá liberar o atleta na próxima semana.

-> Ramón: o lateral esquerdo reserva esteve no Rio de Janeiro nesta segunda-feira, e nesta terça esteve no Ninho do Urubu para acertar sua transferência para o Flamengo. O contrato de empréstimo foi assinado até o final da temporada.

-> Willian: o camisa 7 foi negociado junto ao Metalist, da Ucrânia. Triste por deixar o Timão, principalmente por estar partindo para um país que não se caracteriza por ser um grande centro do futebol europeu, o atacante admitiu que a ‘independência financeira’ pesou e foi vendido pelo valor de US$ 6 milhões, cerca de R$ 12 milhões. Ele atuará na equipe dos brasileiros Fininho, ex-Corinthians, Taison, ex-Internacional, Marlos, ex-São Paulo, e Cleiton Xavier, ex-Palmeiras.

-> Alex: o meia encabeça a lista dos que ainda não estão confirmados, mas que a torcida sente que pode perdê-los a qualquer momento. Mesmo com os rumores indicando que Alex não sairía com a conquista do título da Libertadores, a proposta do futebol do Oriente Médio balançou as estruturas do atleta, representantes do mesmo e do clube paulista. Os valores passados pelos intermediários da transação superam os R$ 16 milhões. No ano passado, o Alvinegro desembolsou aproximadamente R$ 14 milhões para comprá-lo do Spartak Moscou-RUS.

-> Paulinho: o caso mais difícil de segurar deve ser mesmo o do camisa 8. Um dos principais nomes na conquista do título da Libertadores, Paulinho recusou proposta vinda do futebol russo, mas uma proposta que chegou no início desta semana também agradou, e muito, o atleta e seus representantes. € 8,5 milhões, algo em torno de R$ 21,2 milhões. O volante, que já atuou fora do país, mas nos inexpressivos futebol da Polônia e da Lituânia, nâo escondeu que ficou seduzido pela proposta e tudo indica que ele deve mesmo partir, até porque os direitos do jogador não pertencem ao Corinthians. Os direitos econômicos de Paulinho são divididos entre o Audax (45%) e o BMG (45%), os outros 10% dividem-se entre Bragantino e Corinthians.

(Fotos: Uol/ Marcos Ribolli-Globoesporte.com/ corinthianismo.com/ Alejandro Pagni-AFP/ Rodrigo Coca-Fotoarena)

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Corinthians Campeão da Libertadores da América 2012!!!

Alexandre Lozetti
GLOBOESPORTE.COM


Vai, Corinthians! Vai para as ruas, vai para o abraço do torcedor que te ama, vai para o pódio, vai levantar a taça que você tanto sonhou… Vai atravessar o mundo. Vai para o Japão! Cássio, Alessandro, Chicão, Leandro Castán, Fábio Santos, Ralf, Paulinho, Alex, Danilo, Jorge Henrique, Emerson, Julio Cesar, Danilo Fernandes, Welder, Marquinhos, Wallace, Ramón, Willian Arão, Ramírez, Douglas, Romarinho, Gilsinho, Willian, Elton, Liedson e Tite. Nomes que não vão constar em livros de História, mas estarão eternamente dentro dos corações e da memória de milhões de pessoas, que ensinarão aos filhos e netos quem foram eles, e o que foi o 4 de julho de 2012 para a nação corintiana. O dia da libertação. O dia da Libertadores.

O Corinthians entrou em campo invicto na Libertadores. O Boca Juniors foi ao Pacaembu sem ter perdido nenhum jogo fora de casa. Jogaço? Lutaço! Os primeiros minutos fizeram inveja a Anderson Silva e Chael Sonnen. Soco de Chicão em Mouche, empurrão de troco, tapa de Erviti em Paulinho… Mais tarde, ainda haveria exibição de “El Tanque” Santiago Silva, com cotovelada em Castán e tentativa de imobilização em Ralf. Futebol mesmo apareceu pelos pés de Sheik. Com velocidade, ousadia e toques rápidos, o camisa 11 era quem menos tinha medo da decisão. O camisa 1 do Boca caiu por três vezes no chão e não suportou a dor. Saiu aos prantos, consolado pelo técnico, o ex-goleiro Julio César Falcioni. E por ironia do destino, o reserva Sosa, pouco mais de um ano depois, voltou ao Pacaembu. Era ele o goleiro do Peñarol (URU), que perdeu a final da Libertadores de 2011 para o Santos.

Alex não confiou nem em Orion nem em Sosa. Tentou quatro finalizações de fora da área, sem sucesso. Do outro lado, Riquelme, que antes do jogo tomava água e gargalhava, foi só rascunho do grande jogador que entrou para a história. Era constrangedor seu esforço, em vão, para correr e achar os companheiros, limitados tecnicamente. Fim de primeiro tempo com a certeza de que o segundo não poderia ser pior.

O empate levaria o jogo para a prorrogação, e Riquelme, que mal conseguia jogar 90 minutos, parecia querer disputar 120. Rolou no chão, demorou para cobrar escanteio, mexeu com o equipamento dos fotógrafos e fez falta digna de jogador juvenil, logo aos oito minutos. Na cobrança, a bola esperou por um toque consciente, que veio do calcanhar de Danilo. Sheik, no lugar certo, na hora certa, fuzilou Sosa e deixou o Pacaembu em êxtase.

A vantagem expôs ainda mais a limitação do Boca. Riquelme, em atuação de dar pena, não criou nada. O único recurso, mesmo depois que Falcioni colocou o atacante Cvitanich no lugar do meia Ledesma, eram os cruzamentos. Os argentinos abriram o meio e se cansaram, cenário dos sonhos para o Corinthians garantir o título invicto. Mouche, sozinho, teve a única boa chance dos visitantes durante o jogo. Cabeceou nas mãos de Cássio. Uma caridade do atacante para que o goleiro, brilhante no mata-mata, pudesse aparecer na decisão.

Riquelme, de 34 anos, não era o único “velhinho” cambaleante em campo. Schiavi, aos 39, errou passe fácil no campo de defesa. Deu nos pés de quem não poderia dar. Daquele que nasceu para ser vencedor. Tricampeão brasileiro nos últimos três anos, Emerson arrancou para a glória definitiva aos 27 minutos. Deixou Caruzzo para trás como se o rival nem existisse e tocou com categoria. Não parou de correr nem na comemoração, quando foi perseguido pelos companheiros reservas e membros da comissão técnica, que estavam atrás do gol.

Daí para frente foi só festa. O Boca não tinha mais o que fazer, e os “antis” já nem secavam mais. A torcida orgulhosa por ter sido fiel e Fiel na Libertadores, viajou por alguns segundos. Lembrou-se do vacilo de Guinei, da cobrança de pênalti de Marcelinho Carioca, do “pega, pega” do Morumbi, do gol de Vágner Love e de ter descoberto quem era o Tolima. Exemplos que invertem a letra do hino. Teu passado é uma lição. Teu presente, uma bandeira. Enquanto os adversários terão de pensar em novas brincadeiras a partir de agora, a torcida grita “É campeão!”. Duas palavras que valem mais do que todas escritas acima. Corinthians 2 x 0 Boca Juniors.

Campeão. De forma invicta, oito vitórias e seis empates. O triunfo final sobre os argentinos selou a campanha com identidade. De um time sem estrela, que não se assustou com placares adversos, rivais tradicionais ou craques do outro lado. Que não se pressionou por nada e encontrou o equilíbrio (palavra idolatrada por Tite) entre lutar a cada centímetro de grama pela Libertadores sem tratá-la como um campeonato do outro mundo. De 6 a 16 de dezembro, o Corinthians tentará o bicampeonato mundial. Dessa vez, sem convite, sem a chance de enfrentar um brasileiro na final e tendo que ir ao Japão. Um mundial para ninguém botar defeito. Monterrey (MEX), Auckland City, da Nova Zelândia, e o poderoso Chelsea (ING) já estão classificados para a competição no fim do ano.

(Fotos: AFP/ Léo Pinheiro-Terra/ Reuters/ Fernando Dantas-Gazeta Press)

“Quando eu nasci, Deus olhou e falou: esse é o cara!”


Essa frase certa vez foi dita por um certo atacante que destruía os adversários. Parecia predestinado. Foi o principal responsável por uma das maiores conquistas do futebol brasileiro: o tetracampeonato da Seleção. O nome dele…Romário. Muitos vão afirmar coincidência, mas o nome e a frase desse craque também podem servir ao jovem que fez a diferença na noite desta quarta-feira, deixando uma das maiores torcidas do Brasil mais próxima da realização de um sonho inédito, nos 101 anos de vida de um dos clubes mais populares não só do país, como do mundo. E quis o destino que ele fosse contratado junto ao Bragantino, já em meio à Libertadores, após um bom Campeonato Paulista, sendo inscrito apenas para as semifinais, no lugar do contundido Edenílson. Seu nome? Romari…nho.

Final de Taça Libertadores da América. Boca Juniors. Estádio La Bombonera completamente lotado. A tradicional torcida xeneize apoiando de maneira única e especial, como estão acostumados a prestigiar e empurrar o Boca, principalmente em partidas importantes. Esse era o cenário para um dos maiores clubes do Brasil, mas inexperiente em torneios internacionais, que briga (e muito) para alcançar o tão sonhado primeiro título continental. Mas os ‘novatos’ não se amedrontaram ao assustador cenário que os envolvia. Iniciou o jogo de igual para igual com os donos da casa. Tanto que a primeira chance de perigo da partida foi dos brasileiros. Paulinho roubou a bola no meio campo, arrancou na sua maneira tradicional, e encheu o pé da intermediária. Um chutaço! Grande defesa do goleiro Orion.

O tempo foi passando, os argentinos catimbavam e provocavam muito. Entradas fortes e discussões intimidantes não faltaram. O meia Erviti era o mais impaciente dos anfitriões, discutindo e trocando xingamentos com uma série de jogadores rivais. Aos poucos, o Boca foi mostrando sua força. Contando com os passes milimétricos do maestro Riquelme, as trocas de passes eram perigosas e obrigavam os defensores corintianos a não vacilarem nem um segundo sequer. Em uma delas, aos 34, o camisa 10 jogou de primeira para Mouche na direita, que cruzou. De maneira incrível, o ex-corintiano Santiago Silva, o ‘El Tanque’, emendou um belíssimo voleio. A bola explodiu em Alessandro que evitou o primeiro gol argentino. Antes mesmo do intervalo, o Corinthians sofreu baixa importante. Jorge Henrique sentiu lesão muscular e teve de ser substituído por Liédson.

Se o primeiro tempo começou de forma mais equilibrada, a etapa final teve início com amplo domínio dos anfitriões. Partindo para cima com o intuito de encurralar os brasileiros, o time da casa adotou postura intensamente ofensiva e acabou por criar boas chances de abrir o marcador. O ataque fez com que os adversários recuassem excessivamente, dando espaços para a criação de oportunidades, tanto em lançamentos longos, quanto em trocas de passes. Até devido a isso, o Timão passou a adotar os contra-ataques, mas com a ausência de Jorge Henrique, os comandados de Tite perderam muito em velocidade, já que Liédson, brigando e se esforçando muito, ainda sente muito a parte física, e não demonstra a mesma rapidez.

Aos 15 minutos, mais uma boa troca de passes do Boca, em que Riquelme, já dentro da área, rolou para Mouche, que bateu de primeira, mas em cima de Cássio, que fez boa defesa. Mas o Boca já era muito melhor à essa altura e, apoiado pela sua incessante torcida apaixonada, conseguiu chegar ao gol aos 28 minutos. Em cobrança de escanteio raramente não cobrada por Riquelme, o homem das bolas paradas, Mouche levantou na área, Ledesma subiu no segundo pau, cabeceou para o meio, onde havia um livre Santiago Silva que mergulhou para mandar para as redes. Com Cássio batido após escorregar, Chicão, na linha do gol, usou a mão para evitar que a bola ultrapassasse. O árbitro já apontava o marca do pênalti, quando a bola ainda bateu na trave, antes de sobrar para o zagueiro Roncaglia pegar a sobra de primeira e estufar a rede alvinegra. Gol do Boca.

Se a situaçào já estava difícil para os brasileiros, com o gol sofrido tendia a piorar ainda mais. Após abrir o marcador, os donos da casa se animaram e vieram com tudo para cima, buscando ampliar a vantagem. A bola não saía do campo de defesa do Timão. Porém, uma alteração acabou por mudar o rumo do jogo, e quem sabe, da definição do campeão da Libertadores 2012. Tite optou por sacar um cansado Danilo e lançar a campo um jovem de apenas 21 anos, recém contratado, que fez apenas seu segundo jogo com a camisa do Corinthians no último domingo e decidiu o clássico contra um dos maiores rivais, o Palmeiras, fazendo dois golaços. Romarinho. E ele fez a diferença.

41 minutos. Romarinho ainda nem havia encostado na bola quando Riquelme falhou no meio campo, perdeu o domínio da bola sozinho, Paulinho aproveitou, ficou com ela e serviu Émerson. O camisa 11, de maneira brilhante, dominou girando, já se livrando da marcação de Roncaglia. Seguiu no lance. Com a chegada do outro zagueiro Schiavi cortou para a direita e fez inenarrável enfiada de bola para Romarinho, que saiu em velocidade, invadiu a área, olhou para o goleiro Orion, que caía ao chão para tentar a defesa e, de maneira fria e com extrema categoria, o atacante deu um leve toque para encobrir o arqueiro rival e empatar o jogo em um dos últimos lances da partida. Boca Juniors 1 x 1 Corinthians.

Com o importante gol de empate, o Timão consegue fazer o segundo jogo em casa em igualdade de condições. Diferentemente das fases anteriores, o gol fora de casa não tem peso maior na decisão. Ou seja, qualquer empate no Pacaembu leva a decisão para a prorrogação e, se necessário, pênaltis. Quem vencer, se torna o campeão.

(Fotos: AFP/ Marcelo Pereira-Terra/ AP/ Reuters)

SemiFINAL Brasileira na Libertadores…


Lá se foram os primeiros 90 de uma das decisões de 180 minutos mais aguardadas da história, podemos dizer assim. É assim que podemos caracterizar a semifinal entre Santos e Corinthians, valendo uma vaga na grande decisão da Taça Libertadores da América de 2012. E o duelo entre o atual campeão continental e o atual campeão brasileiro não poderia ser diferente. Cercado de muita tensão, nervosismo e polêmica, o primeiro jogo entre as equipes válido por um torneio internacional não surpreendeu pelos ingredientes, mas talvez pela postura dos envolvidos, principalmente quanto aos visitantes, que se intimidaram ainda menos do que se esperava e igualaram as ações, ao menos em grande parte do jogo.

Após o apito inicial do árbitro Marcelo de Lima Henrique, o Corinthians mostrou que a escolha da direção santista pela Vila Belmiro, para aumentar a pressão para cima dos rivais não havia dado certo. Parecia que o jogo era no Pacaembu. Tomando a iniciativa das ações, mesmo com poucas opções no setor ofensivo, os visitantes surpreenderam os anfitriões e acoaram os badalados adversários. Usando Alex e Danilo se revezando na frente e na articulação e com Jorge Henrique e Emerson bem abertos nas pontas para usar e abusar da velocidade, o Timão conseguiu povoar do meio para frente. Abusando das bolas levantadas na área, os meias e alas santistas acabaram por consagrar o bom arqueiro corintiano Cássio, que ainda não sabia do quão importante seria para o resultado final da partida. Além dele, destaque para mais um bom desempenho da melhor defesa da Libertadores até aqui: Chicão e Castán, juntamente com os demais companheiros defensores sofreram apenas dois gols em 11 jogos.

Vinte e sete minutos da primeira etapa, mais uma descida do meio campo corintiano. Paulinho. O camisa 8 recebeu passe curto de Alex e, utilizando uma de suas principais armas, chegou com velocidade de trás, em meio à defesa santista. No meio de três defensores, achou Émerson livre do lado esquerdo de ataque, dentro da grande área. Com extrema categoria e como quem entende muito do assunto, o camisa 11 dominou a bola com um toque, de mandeira que ela rodasse e parasse, na medida, para ser chutada com técnica ainda maior entrando no ângulo esquerdo do goleiro Rafael, que pulou, mas não tinha chances de fazer a defesa. Golaço!

O Corinthians, naturalmente, se fechou e esperou o Peixe chegar. Mas o Peixe não chegava. A criação falhava muito. Tanto que quem tomava iniciativa de tentar criar alguma coisa era o volante Adriano, que corria muito, partindo ao ataque, para ajudar na armação. Paulo Henrique Ganso, que tanto foi comentado que retornaria após a cirurgia para esse jogo, retornou. Mas não fez nada de chamativo na etapa inicial. A melhor chance dos donos da casa nos primeiros 45 minutos foi no final. Jogada pela esquerda, Adriano para Juan, Juan vai para a linha de fundo, joga para trás e Elano entrou batendo. Seria gol, mas ela explodiu no pé de Fábio Santos.

Perdendo o jogo, Muricy Ramalho ousou e voltou para o segundo tempo com o atacante Borges no lugar de um ineficiente meia Elano. O Peixe foi para cima, como era de se imaginar. O Timão se fechou, como era de se imaginar. Mas o problema santista ainda era o meio de campo, com Arouca e Ganso pouco inspirados, voltando de lesão. Aos 12, a chance que os corintianos tanto queriam para sacramentar a vitória e se aproximar ainda mais da inédita final de Libertadores. Lançamento longo vindo de trás e o único atacante real do Timão na partida, Émerson, saiu em disparada no mano a mano com o único zagueiro que estava na defesa naquele momento, Durval. O atacante ganhou na velocidade, saiu de frente para Rafael, tinha a chance de finalizar, mas não o fez, aguardou e esperou a chegada de Durval. Houve o contato, Émerson caiu, pediu o pênalti, mas Marcelo de Lima Henrique mandou seguir.

O Santos chegava cmo mais frequência, mas esbarrava em noite inspirada do camisa 24 do Timão. O lance mais incrível foi após cobrança de escanteio de Neymar, a bola passou por todo mundo e parou nos pés de Juan, que dominou e emendou um belo sem pulo, no ângulo. Defesa Sensacional de Cássio. Antes disso, o Peixe ainda havia tentado com Durval e com Borges, ambos em bolas pelo alto, onde o arqueiro paulistano levou a melhor.

Tudo estava normal, apesar de toda a tensão, mas o jogo seguia sem maiores problemas. Até que Neymar não gostou de duas faltas sequenciais não marcadas, uma de Paulinho, outra de Leandro Castán e pegou forte o camisa 4, esquecendo a bola e indo direto nas pernas do zagueiro. Empurra-empurra e cartão amarelo para o melhor jogador do Brasil. Isso fez com que os ânimos ficassem alterados. E com que o árbitro se visse na obrigação de agir para controlar o jogo novamente. No lance seguinte, Émerson, que já tinha o amarelo, ainda nervoso também pela chegada de Neymar, chegou duro no atacante. Recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Ele não joga a segunda partida.

Com um jogador a mais, Muricy Ramalho mandou o time pra frente, substituindo Arouca e Alan Kardec pelos jovens Felipe Anderson e Dimba. Mas faltando pouco mais de oito minutos para o final da partida, os refletores da Vila Belmiro se apagaram e fizeram com que o jogo ficasse dezoito minutos paralizado. Na volta, Tite sacou Alex e mandou mais uma zagueiro, Wallace. Com duas linhas de 4 e 5 jogadores, o Corinthians se portou muito bem e segurou o placar, sem ser mais ameaçado até o final. Santos 1 x 0 Corinthians.

Com a vitória fora de casa, o Corinthians joga por um empate para conseguir a classificação para a primeira final de Libertadores da América da história do clube. Porém, para o confronto decisivo, não contará com seu principal atacante, já que Émerson foi expulso. Do outro lado, o Santos terá que vencer para permanecer com o sonho de conquistar o título continental pela segunda vez consecutiva. Vitória de 1 a 0 para os praianos leva a decisão para os pênaltis. O adversário de Corinthians ou Santos na final sairá do confronto entre Boca Juniors, da Argentina, e Universidad do Chile. As duas equipes jogam essa noite e na próxima quinta-feira.

(Fotos: Ricardo Matsukawa-Terra)

E deu Santos x Corinthians…

Marcelo Hazan
GLOBOESPORTE.COM


Também foi suado, também foi sofrido e também foi emocionante, mas o sonho da conquista do tetracampeonato do Santos na Taça Libertadores da América também continua vivo. Depois de perder fora de casa, todos sabiam que furar o bloqueio do “Fortín” não seria tarefa nada fácil para o Santos. Os visitantes vieram a campo extremamente disciplinados taticamente, as duas linhas de quatro dos argentinos nunca se distanciavam. O pouco criativo meio de campo santista, liderado por um Ganso no sacrifício, esteve perdido na armação.

Muito nervoso pela necessidade de abrir dois gols de diferença, o Alvinegro não conseguiu impor seu ritmo. Das tribunas de honra da Vila, Diego, Robinho e Alex, trio da geração campeã brasileira de 2002, certamente ficaram preocupados com o que viram na etapa inicial. Exceção feita a lances esporádicos, o time não ameaçou Barovero. O Vélez, por sua vez, aproveitava esse nervosismo para tocar a bola com muita eficiência e irritar o Peixe.

De tanto pegar a bola e procurar Neymar a todo instante, o Santos, enfim, conseguiu algo. Aos 39 minutos, o time retomou a bola e Elano enfiou belo lançamento da zaga para o ataque na direção do craque. Após dominar de cabeça e passar por Barovero, Neymar sofreu falta do goleiro, na entrada da área – era gol certo. Resultado: o argentino foi expulso. Nos minutos finais, o Peixe até tentou aumentar a pressão no embalo da torcida, mas foi pouco. Sobrou nervosismo e faltou bola.

Um jogador a mais durante 45 minutos para fazer ao menos um gol. Esse era o panorama do Santos quando voltou do intervalo contra o Vélez Sarsfield. A equipe poderia ter calma, tranquilidade e colocar a bola no chão até conseguir o objetivo. Em um desespero inexplicável desde o apito inicial, porém, a opção foi outra: chuveirinho e cruzamentos na área, totalmente fora das características da equipe. Totalmente aberto e desesperado, o Santos dava espaços para os contra-ataques. E o disciplinado Vélez quase aproveitou em duas oportunidades. Primeiro com Fernández, em lance de muita ousadia e genialidade, quando do meio de campo finalizou e quase surpreendeu Rafael. Depois, com Martínez fazendo boa jogada e rolando para o mesmo Fernández novamente perder.

Daí para frente, o Santos passou a usar quase que de forma única os cruzamentos. Com o time nervoso pelo tempo que passava, a situação já virava dramática. Muricy, então, resolveu mudar: trocou Juan por Léo, ovacionado pela torcida. E o time ganhou o fôlego que precisava pela esquerda. Rentería já havia tomado o lugar de Adriano, mas sem qualquer notoriedade, exceção feita aos erros bizarros. Foi então que Alan Kardec teve a chance de ouro, nascida em um ótimo passe de Elano. Completamente livre, porém, o atacante finalizou mal e Montoya defendeu. Parecia o fim para o Santos, já cansado e desesperado.

Léo, então, deu as caras e mostrou por que recebe tanto apoio das arquibancadas. Aos 36, em uma jogada espetacular pela esquerda, o experiente lateral arrancou, tabelou, invadiu a área e deixou Alan Kardec novamente livre para, desta vez, abrir o placar. Explosão de alegria e alívio na Vila Belmiro.

Incendiado pelo gol, o Alçapão ferveu de forma ensurdecedora. O Peixe ainda buscou o segundo no tempo normal, mas ficou no 1 a 0 e teve de passar pelo drama dos pênaltis. Drama na Vila. O clima era de apreensão, afinal, a geração de Neymar e Ganso, campeã da Libertadores em 2011 e da Copa do Brasil em 2010, ainda não havia passado pela necessidade da disputa de penais. E o iluminado Santos ainda contou com a má pontaria dos argentinos. Apenas Martinez e Sebá converteram para o Vélez. Canteras chutou por cima, e Rafael defendeu a cobrança de Papa. O Peixe teve 100% de aproveitamento nas cobranças, com Alan Kardec, Ganso, Elano e Léo convertendo para o Peixe. Neymar, o quinto jogador escolhido por Muricy para bater, nem precisou confirmar a classificação alvinegra para a próxima fase. Santos 1 (4) x (2) Vélez Sarsfield.

Na sequência da competição continental, acontecerá um jogo muito aguardado por muita gente. O Santos vai decidir uma vaga na grande final contra o rival Corinthians. Por ter melhor campanha na primeira fase, o Timão terá a vantagem de disputar o segundo jogo no Pacaembu. A diretoria do Peixe ainda não decidiu onde mandar a primeira partida. Na outra partida das Quartas, que definiu o último semifinalista também tivemos penalidades. Libertad, do Paraguai e Universidad do Chile empataram novamente em 1 a 1. Na decisão por pênaltis, vitória dos chilenos por 5 a 3. A segunda semifinal será entre Universidad do Chile e Boca Juniors, da Argentina.

A quatro passos do paraíso…


O sonho do inédito título da Taça Libertadores da América para o Corinthians permanece vivo. Faltam apenas quatro jogos para o Timão alcançar o maior desejo de todos os corintianos. E foi de maneira épica que o alvinegro ultrapassou o maior obstáculo até aqui na competição continental em 2012. Jogando em um Pacaembu lotado, com a torcida fervorosa e apaixonado, como de costume, Tite e seus comandados receberam a excelente equipe do Vasco, que buscava o segundo título da Liberta, e não se intimidou com a pressão. Após o empate sem gols no jogo de ida no Rio de Janeiro, os cariocas viajaram até a capital paulista com o cenário de que um gol dificultaria e muito a vida do rival. O empate sem gols, levaria a decisão para os pênaltis. Qualquer outra igualdade, classificaria o Vasco e mais uma vez acabaria com o sonho corintiano.

Desde o apito inicial, as equipes se respeitaram muito, optando preferencialmente pelo cuidado com a defesa do que com o setor ofensivo. Em outras palavras, preocupados mais em não tomar gols, do que em fazê-los. Por outro lado, raça e vontade não faltaram a nenhum de dois lados. E a Fiel torcida agradecia com um espetáculo nas arquibancadas. Mesmo com o introsamento de um bom tempo jogando junto, o time de Parque São Jorge sentia falta de um centroavante. O meio conseguia criar, mas faltava alguém para chegar com uma boa finalização. Liedson, em má fasé principalmente física, assistia o jogo do banco de reservas. Danilo atuava como armador, Emerson e Jorge Henrique abriam um de cada lado e Alex tentava ‘quebrar o galho’ dentro da grande área adversária. Já do outro lado, o ótimo elenco vascaíno proporcionava ao técnico Cristóvão Borges bom ritmo de jogo com Juninho e Diego Souza armando a equipe e Éder Luís e Alecsandro mais à frente, aliando velocidade e técnica na chegada ao ataque.

Tamanha era a vontade e a entrega de todos os jogadores, que as chegadas mais duras acabaram acontecendo. Leandro Vuaden tentava segurar o ímpeto dos atletas, contrariando seu estilo de arbitragem que tradicionalmente é e deixar o jogo seguir com mais frequência. Nas bolas paradas, melhor para quem tem Juninho Pernambucano. O camisa 8 sempre arrepiava os cabelos do torcedor corintiano nas finalizações, principalmente nas cobranças dessas faltas. Em uma das entras com intensa vontade, Eder Luis e Jorge Henrique dividiram, se estranharam, encostaram cabeça com cabeça e receberam cartão amarelo. O lance de maior perigo da etapa inicial foi pelo alto. Cruzamento de Fábio Santos pela esquerda e, vindo de trás como de costume, Paulinho subiu com liberdade e cabeceou bonito. Mais bonita ainda foi a linda defesa do goleiro Fernando Prass, mandando para fora. Mal sabiam todos que era um prenúncio da decisão da partida…

O segundo tempo começou com tensão ainda maior do que o primeiro. Conforme o tempo ia passando, a responsabilidade em não errar, em não correr riscos de se aproximar da eliminação ia aumentando cada vez mais. Na altura da metade da segunda etapa, Paulinho arrancou pelo meio e avançava em dureção à área. Porém, os defensores rivais não o permitiram chegar e o desarmaram. Talvez faltosamente. Leandro Vuaden não marcou, para revolta de Tite. Começava aí mais um drama corintiano. O árbitro do jogo não gostou das reclamações do treinador alvinegro e expulsou Tite de campo. O Corinthians perdia seu comandante à beira do campo. Para piorar, logo na saída de Tite, os anfitriões foram todos para a área para uma bola levantada. A defesa vascaína afastou e ela ficou nos pés de Alessandro, o último homem da defesa, já no círculo central. O camisa 2 olhou pra frente, ia despachar a bola, mas Diego Souza foi mais esperto e interceptou o passe, dominando a bola e saindo correndo ao ataque, de frente para o gol e para o goleiro Cássio, sem nenhum defensor à sua volta. Era a bola do jogo. O Vasco provavelmente eliminaria o Cornithians ali. E assim não aconteceu. O goleiro, que no começo da Libertadores era a terceira opção de Tite, cresceu para cima do camisa 10 do Vasco, que bateu fraco no canto. Cássio espalmou e salvou o Timão. Para aumentar o desespero corintiano, na sequência, na cobrança desse escanteio, Nilton testou e a bola bateu no travessão.

A inexistente ‘morte súbita’, que antigamente determinava que o autor do gol vencesse a partida automicamente, ressucitou no gramado do Pacaembu após os 30 minutos. Mais psicológicamente do que outra coisa, ninguém poderia sofrer o gol. Tite, expulso, abriu mão de alguma cabine ou camarote do estádio e, surpreendentemente, apareceu no meio da arquibancada, misturado ao ‘bando de loucos’. Ao solicitar substituições para a equipe, inacreditavelmente, os jogadores iam até o alambrado para receber as instruções do comandante. Recuperado do susto, o Corinthians se refez e partiu para cima, encurralando o Vasco no campo de defesa. Porém, a arma utilizada não dava muito certo: os levantamentos para a área. Em um desses, Alessandro cruzou, Fágner ia subir para afastar mas Renato Silvacabeceou para trás. Émerson apareceu livre, bateu forte de pé direito, no cantinho. Fernando Prass foi buscar, encostou nela e a bola ainda bateu na trave.

Quarenta minutos passados e a decisão por cobrança de pênaltis já eram uma realidade na mente de corintianos e vascaínos. Mas, aos 42 minutos, da maneira mais ‘corintiana’ possível. Cobrança de escanteio. Alex levantou com categoria. Paulinho. Subiu mais uma vez com total liberdade, o zagueiro Rodolfo, estático, assistiu e torceu. Não teve jeito. Cabeceada perfeita do camisa 8 do Corinthians. No canto, sem chances de defesa para Fernando Prass. O Pacaembu explodiu de felicidade. Na numerada, Tite comemorou no meio da Fiel, junto a torcedores, segurança e alguns membros da comissão técnica. Drama, alegria, alívio, realização. O Vasco sentiu, não conseguiu mais nada nos pouco mais de três minutos de jogo que ainda aconteceram. O Corinthians está classificado para as semifinais. Corinthians 1 x 0 Vasco.

Com a vaga, o Corinthians já iguala a melhor campanha em uma edição de Libertadores da América. Como em 2000, quando foi eliminado pelo rival Palmeiras, o Timão está na semifinal e agora espera. Espera pois ainda não sabe qual será o adversário. Muito embora, o mais provável seja outro rival: o temido Santos. Na notie desta quinta, o Peixe recebe o Vélez Sarsfield, no jogo de volta, na Vila Belmiro. Na primeira partida, os argentinos venceram por 1 a 0 e jogam pelo empate. Porém, se o Vélez eliminar o atual campeão da Libertadores, o chaveamento se altera. Isso porque, se teve drama no Pacamebu, o pesadelo foi muito pior no Engenhão. Depois de perder o jogo de ida por 1 a 0 na Argentina, o Fluminense recebeu o Boca Júniors e vencia pelo mesmo placar, que levava a disputa aos pênaltis, até os 45 minutos do segundo tempo quando, em um bate e rebate na grande área, Santiago Silva apreceu para mandar para a rede e eliminar o Tricolor da competição. Com isso, como não pode haver uma final com equipes do mesmo país, se o Vélez se classificar, enfrenta o Boca em uma das semifinais. Caso isso aconteça, o adversário corintiano sai do confronto entre Universidad do Chile e Libertad. No primeiro jogo, no Paraguai, 1 a 1.

(Fotos: Ricardo Matsukawa-Terra/ Bruno Santos-Terra / AFP)

Mais uma vez…decidindo do zero…

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Com muita lama, chuva e um lance polêmico, Vasco e Corinthians empataram pelo primeiro jogo das quartas de final da Libertadores. Foi a primeira vez que os cruz-maltinos, que tiveram dificuldades para penetrar no sólido sistema defensivo do Timão, não fez gol no ano. Já o atual campeão brasileiro segue como único invicto da competição.

Com o gramado encharcado e enlameado, a partida começou bastante truncada e com muitas faltas. Nos primeiros 25 minutos, a bola ficou parada 50% do tempo. Diante da dificuldade de entrar na defesa adversária, os dois times tentaram arriscar chutes de média e longa distância. Fábio Santos, pelo lado corintiano, e Romulo, pelo vascaíno, assustaram os goleiros. Sem uma referência na frente, o Corinthians apostava na velocidade de Jorge Henrique e nas jogadas individuais de Emerson, mas os dois pouco ameaçavam. Bastante avançado, Alex também tinha dificuldade para passar pela marcação do Vasco. No time cruz-maltino, que tinha mais a iniciativa do jogo, Eder Luis e Fagner, pela direita, eram os que davam mais trabalho para os marcadores.

A etapa final começou com mais emoção, principalmente porque o Vasco melhorou e passou a ser mais incisivo nos ataques. Vendo que o time carioca levava perigo pela direita, Tite inverteu o lado de Jorge Henrique, que passou a ajudar na marcação por este setor. A resposta corintiana veio em forma de blitz. Após tabela com Alex, Jorge Henrique deu um peixinho e só não fez o gol porque Prass salvou. No rebote, Ralf pegou de primeira e Rodolfo colocou o pé no caminho para desviar o trajeto da bola e colocar para fora.

Aos 26, o lance de maior perigo e de maior polêmica do jogo. Após um cruzamento de Thiago Feltri da esquerda, Diego Souza mandou de cabeça, Alecsandro desviou para o gol e marcou. O assistente Alessandro Rocha Matos assinalou impedimento. O time da casa reclamou que o atacante Emerson daria condição perto da lateral, em lance polêmico. Tira-teimas de diferentes emissoras que transmitiam o jogo se contradisseram quanto a posição do centroavante vascaíno.

Para dar mais criatividade ao Vasco, o técnico Cristóvão Borges colocou Felipe e Carlos Alberto e tirou Juninho e Diego Souza. Já Tite apostou suas fichas na entrada de Douglas no lugar de Alex. O Vasco continuou mais perigoso e tentou pressionar até o fim. Carlos Alberto teve uma boa oportunidade, mas foi travado na hora de finalizar de frente para o gol. Nilton também esteve perto de marcar e foi atrapalhado pela zaga, mais uma vez o ponto forte do Timão. Tite ainda lançou Elton no lugar de Danilo faltando menos de cinco minutos, mas o panorama não se alterou. Vasco 0 x 0 Corinthians.

No próximo duelo, na próxima quarta-feira, no Pacaembu, o novo empate sem gols leva a decisão para os pênaltis. Igualdade com gols favorece o time carioca. Quem passar deste confronto vai enfrentar na semifinal quem se classificar de Santos x Vélez Sarfield, cujo primeiro jogo será realizado nesta quinta, na Argentina. No outro jogo da noite pelas Quartas da Liberta, no Paraguai, Libertad e Universidad de Chile empataram em 1 a 1.

(Fotos: Fernando Soutello-Agif-Gazeta Press/ EFE/ AFP/ Andrés Cristaldo-EFE)

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