Archive for the ‘ Inter ’ Category

Condenação Polêmica…

Tomás Hammes
GLOBOESPORTE.COM


Em partida marcada pela polêmica anulação do gol de Barcos, o Inter, enfim, conseguiu a segunda vitória consecutiva no returno do Brasileirão. Na tarde deste sábado, o time gaúcho virou o placar e ganhou do Palmeiras. Inter 2 x 1 Palmeiras. O resultado trouxe consequências opostas para as duas equipes: enquanto o Colorado – 5º com 51 pontos – ganhou fôlego pela busca do G-4, o Verdão – 18º com 32 pontos – se encontra em situação cada vez mais crítica no Z-4.

Luan abriu o placar para o time paulista. Fred e Rafael Moura fizeram os gols que garantiram os três pontos. Já aos 17 minutos do segundo tempo, Marcos Assunção bateu escanteio e o centroavante argentino mandou, de mão, para o fundo das redes. O árbitro Francisco Carlos Nascimento, que estava de frente para a jogada, se preparava para validar o lance quando foi chamado para uma espécie de conferência com assistentes e o delegado do jogo, Gerson Baluta. Após tomar conhecimento da irregularidade, o juiz anulou o tento.

Na próxima rodada, o Inter vai até Recife enfrentar o Náutico, no dia 4 de novembro. A partida será disputada no Estádio dos Aflitos, às 19h30m (horário de Brasília). Já o Palmeiras fica cada vez mais próximo da Série B em 2013. Também na mesma data, a equipe de Gilson Kleina recebe o Botafogo, às 17h, no Estádio da Fonte Luminosa, em Araraquara.

Em outro jogo da rodada 33 do sábado que antecedeu o segundo turno das eleições, o São Paulo atropelou e se manteve tranquilo entre os quatro melhores. Lucas não fazia gols havia dez jogos, contando Campeonato Brasileiro e Copa Sul-Americana. Eram dois meses de jejum. Alguns já apontavam o cansaço do jovem, escalado à exaustão no São Paulo e convocado sempre para a Seleção Brasileira. Erro grave duvidar de um jogador como ele. Foram três gols, fato inédito na carreira, para decretar a vitória do São Paulo por 4 a 2 sobre o Sport. Vitória que valeu a vantagem de sete pontos sobre o quinto colocado, agora o Internacional, na luta pela vaga na Libertadores.

Também teve jogo na quinta feira anterior, e o líder se mostrou pronto para colocar as mãos no título. Depois de perder para o vice-líder Atlético-MG e ver as esperanças do rival crescerem, o Tricolor derrotou o Coritiba por 2 a 1, no Engenhão, chegou a 72 pontos e abriu novamente nove de distância na liderança, mas agora com apenas cinco jogos para o fim do Brasileirão. Quem brilhou na noite tricolor foi o jovem atacante Wellington Nem, que marcou o primeiro gol e ainda fez a jogada do marcado por Thiago Neves.

*Rodada 33*
Quinta – 25/10/2012
Fluminense 2 x 1 Coritiba – Engenhão/Rio de Janeiro(RJ)
Santos 0 x 0 Náutico – Vila Belmiro/Santos(SP)
Ponte Preta 1 x 0 Cruzeiro – Moisés Lucarelli/Campinas(SP)
Sábado – 27/10/2012
Botafogo 4 x 0 Atlético/GO – Engenhão/Rio de Janeiro(RJ)
Sport 2 x 4 São Paulo – Ilha do Retiro/Recife(PE)
Figueirense 0 x 0 Portuguesa – Orlando Scarpelli/Florianópolis(SC)
Corinthians 1 x 0 Vasco – Pacaembu/São Paulo(SP)
Inter 2 x 1 Palmeiras – Beira-Rio/Porto Alegre(RS)
Bahia 1 x 1 Grêmio – Pituaçu/Salvador(BA)
Quarta – 31/10/2012
Atlético/MG x Flamengo – Independência/Belo Horizonte(MG)

CLASSIFICAÇÃO P
1 Fluminense 72
2 Atlético/MG 63
3 Grêmio 60
4 São Paulo 58
5 Inter 51
6 Botafogo 50
Vasco 50
8 Corinthians 47
9 Cruzeiro 43
Ponte Preta 43
Santos 43
12 Coritiba 42
Náutico 42
14 Flamengo 40
Portuguesa 40
16 Bahia 37
17 Sport 33
18 Palmeiras 32
19 Figueirense 29
20 Atlético/GO 23

(Fotos: Edu Andrade-Gazeta Press/ Roberto Vinícius-Futura Press/ Ricardo Rimoli-Agência Lance/ Rubens Chiri-saopaulofc.net-Divulgação/ Dhavid Normando-Photocamera-Divulgação)

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‘Santo André’…

Alexandre Lozetti
GLOBOESPORTE.COM


Gols anulados, grandes defesas, discussões e até sangue no rosto. Os ingredientes da primeira etapa foram dignos dos dois últimos campeões da Libertadores. Alternância de poder em campo. O Peixe tinha de volta o quarteto que encantou o país há dois anos: Arouca, Ganso, Neymar e André. Com eles, tentou sufocar logo no início e o centroavante, em sua segunda partida após o retorno ao clube, quase abriu o placar ao desviar chute de fora da área. Sorte de Cássio que a bola se arrastou, fraquinha, até suas mãos. A diferença do Santos de 2012 para o de 2010 é que em vez do veterano Robinho, que era quase um coadjuvante de luxo, agora quem complementa o setor de ataque é o jovem argentino Patito Rodriguez. Mas o Timão não se intimidou e foi se tornando dono da casa.

Em poucos minutos, o Corinthians fez com que todos se lembrassem do domínio absoluto que teve na semifinal da Libertadores, quando venceu por 1 a 0. Mas também havia uma diferença: Sheik, autor daquele golaço, não esteve em campo. Em seu lugar, Romarinho teve espaço para deitar, rolar e chutar. Sorte dos Brunos, Peres e Rodrigo, que Rafael impediu dois gols do herói da Bombonera. O goleiro do Peixe deu sangue, literalmente, pelo time. Um corte no supercílio fez sua cara ficar vermelha – resultado de um choque com o zagueiro Bruno Rodrigo. E vermelho de raiva ele ficou quando Douglas, em ótima tarde, cobrou falta na cabeça de Danilo. Ele, que também havia feito gol na semifinal, fez de novo. Artilheiro do Timão na temporada, com 12 gols.

Neymar, até então, tinha atuação sem grande destaque. Mas craque é aquele que aproveita os momentos mais raros. E como é raro o sistema defensivo conritiano dar moleza a alguém. Seis minutos após o gol corintiano, o atacante carregou, caminhou, acelerou, se livrou facilmente dos marcadores e entrou na área, só observado pelos quatro adversários. Livre, rolou para André completar para o gol e dar ainda mais molho ao duelo.

Neymar, Paulinho, Arouca, Danilo, Ganso, Douglas, Rafael, Cássio… Eram tantos grandes jogadores em campo, que talvez o assistente Emerson Augusto de Carvalho tenha ficado receoso de ser esquecido. Decidiu, então, cometer erro gritante, logo no terceiro minuto da etapa final: não marcou três impedimentos no mesmo lance. Bruno Rodrigo cabeceou, Durval desviou e André completou para o gol, colocando o Peixe à frente e deixando os corintianos indignados.

Não é comum o Timão atuar em desvantagem e tudo que o Peixe espera, com seus jovens velozes, é ter espaço. Patito melhorou. Ajudou na marcação, driblou e segurou a bola no campo de ataque. Mas foi outro argentino quem brilhou. Martínez entrou no lugar de Danilo e reacendeu o jogo em seu único momento de leve marasmo. A impressão era de que o Santos cozinharia o triunfo até o apito final de Flávio Rodrigues Guerra, mas o hermano, pela esquerda, justificou sua contratação. Aos 35 minutos, entrou na área, cortou para o meio e bateu com consciência, no cantinho.

Martínez acendeu Tite, acendeu a torcida visitante na arquibancada e acendeu até o Santos. Ainda havia forças para nova reação? A resposta veio três minutos depois, da cabeça de Bruno Rodrigo, que acertou o canto esquerdo e conseguiu o feito de deixar o gigante Cássio com os pés pregados no chão. As tentativas de novo empate vieram das bolas paradas de Douglas, que não surtiram o mesmo efeito. Os corintianos vão reclamar do bandeirinha e os santistas vão enaltecer a vitória. Para a história, fica mais um grande confronto entre os alvinegros. Santos 3 x 2 Corinthians.

Embalado pelas duas vitórias consecutivas após a volta de Neymar, o Santos terá uma semana importante. Na quarta-feira, pega o Universidad do Chile, em Santiago, na primeira partida da decisão da Recopa. No sábado, terá pela frente o Palmeiras. Já o Corinthians descansa até o próximo domingo, quando receberá o São Paulo no Pacaembu, na tentativa de manter a supremacia dos últimos anos sobre o rival.

Nos outros jogos da rodada 18, o São Paulo voltou a vencer. Por 40 dias, o São Paulo ficou órfão de Lucas. Foram dez jogos sem seu melhor jogador. Na noite de sábado, time e jogador mataram a saudade um do outro e o resultado foi ótimo: comandados pelo camisa 7, 3 a 0 para cima de uma apática Ponte Preta. O triunfo interrompeu uma série de três derrotas e recolocou o time perto da zona de classificação à Libertadores de 2013.

Quem não se deu bem foi o Palmeiras. O Atlético/GO mostrou que sua boa fase contra os paulistas continua muito viva. Depois de vencer o São Paulo e empatar com Corinthians, Ponte Preta e Santos, o Dragão bateu o Palmeiras por 2 a 1 no Serra Dourada. Além de ganhar uma posição na tabela de classificação, impossibilitou que os paulistas se distanciassem da zona de rebaixamento. No jogo sem maiores emoções entre Portuguesa e Internacional, empate em 1 a 1, com gol do estreante zagueiro Juan para os colorados. E em Belo Horizonte, numa tarde em que Ronaldinho e Seedorf brilhavam, quem decidiu a partida no Independência, foram dois reservas do Atlético-MG que entraram em campo no segundo tempo. Neto Berola recebeu passe de calcanhar de Carlos César e marcou aos 43 minutos da etapa final o gol da vitória por 3 a 2 do líder do Campeonato Brasileiro – e antecipadamente campeão simbólico do primeiro turno – sobre o Botafogo.

(Fotos: Fernando Borges-Terra/ Randes Nunes da Cunha-Gazeta Press/ Pedro Vilela-Agif-Gazeta Press)

Obrigado, mais uma vez, Miltãããooo…

Marcelo Prado
GLOBOESPORTE.COM


Na partida que marcou as despedidas do interino Milton Cruz, já que Ney Franco se apresentará nesta segunda-feira, e Lucas, que vai defender o Brasil nas Olimpíadas de Londres, o time aproveitou-se de um Coritiba reserva e venceu por 3 a 1. Na base da velocidade, dominou a maior parte do duelo e agradou o seu novo técnico, que assistiu ao jogo em um camarote do Morumbi. Sem o suspenso Luis Fabiano, Milton Cruz – que fazia sua segunda e última partida como interino – apostou na velocidade e deu uma chance ao baixinho Osvaldo. Rodrigo Caio, outra novidade na equipe, tinha liberdade para flutuar entre o meio-campo e a defesa, para fazer o zagueiro da sobra. No Coritiba, como já era esperado, Marcelo Oliveira mandou a campo um time com apenas um titular, poupando os principais jogadores para o duelo decisivo de quarta-feira. E Emerson só entrou em campo porque está suspenso do duelo do meio de semana.

Osvaldo, no primeiro ataque, só não marcou porque foi desarmado por Luccas Claro na hora do chute. Logo depois, Bruno Fuso fez bela defesa em cabeçada de Edson Silva. O Tricolor pressionava a saída de bola paranaense e, em uma roubada de bola, abriu o marcador. Aos 14 minutos, Douglas tomou a bola de Chico e tocou para Jadson, que, de pé direito, acertou o ângulo de Bruno Fuso: 1 a 0 no marcador.

A partir dos 20, a partida mudou de figura. Em vantagem, o São Paulo diminuiu seu ritmo para tentar encaixar um contra-ataque, enquanto o Coritiba foi obrigado a sair para o jogo. Aos 23, Anderson Aquino, após passe de Tcheco, só não empatou porque Denis fez grande defesa. A partir do momento em que o time paranaense forçou o ritmo, a marcação tricolor começou a dar vacilos. Rodrigo Caio foi definitivamente colocado como volante. No momento em que o Coritiba já tinha mais posse de bola, o São Paulo marcou o segundo gol. Osvaldo recebeu de Maicon pela esquerda, foi ao fundo e cruzou para Maicon, que bateu de pé esquerdo, rasteiro, sem chance para Bruno Fuso.

Os dois times voltaram sem alterações para o segundo tempo. A etapa complementar recomeçou com o São Paulo tendo o controle total da partida. Com Tcheco e Lincoln bem vigiados, ficava difícil para o Coritiba levar perigo ao gol defendido por Denis. No ataque, os donos da casa chegavam fácil, mas pecavam nas finalizações de fora da área. Marcelo Oliveira tentou dar novo gás ao time com a entrada de Thiago Primão na vaga de Lincoln. Depois, Alex Santos entrou no lugar de Tcheco. Aos 18, Osvaldo, após passe açucarado de Lucas, acertou a trave direita de Bruno Fuso em chute de pé esquerdo. O jogo parecia estar controlado. Até que, aos 26, Cortez recuou a bola para Edson Silva, que, ao tentar chutá-la para longe, não percebeu a antecipação de Alex Santos e derrubou o adversário. Pênalti que Robinho bateu no canto direito de Denis para fazer 2 a 1.

Percebendo o crescimento do adversário, que se animou com o gol, Milton Cruz mexeu na equipe, colocando Casemiro e Cícero nas vagas de Rodrigo Caio e Maicon. O Coxa fez sua terceira mudança, com Rafael Silva no lugar de Anderson Aquino. Como na etapa inicial, no momento em que o Coritiba era melhor, o São Paulo fez o terceiro gol e matou a partida: Lucas deu nova assistência para Osvaldo, que avançou e tocou no canto direito de Bruno Fuso. São Paulo 3 x 1 Coritiba. Foi a segunda vitória consecutiva do Tricolor, que agora soma 15 pontos, quatro a menos do que o líder Atlético-MG, e chegou ao quarto lugar. O Coritiba, voltado para a decisão da Copa do Brasil, sofreu sua quinta derrota em oito partidas e caiu para o 16º lugar.

Nos outros jogos da rodada, o sábado foi de festa para os alvinegros. O Engenhão foi palco da apresentação de Seedorf e de uma boa atuação do Botafogo, que bateu o Bahia por 3 a 0. O destaque foi Cidinho, que fez sua primeira partida como titular neste Campeonato Brasileiro e marcou duas vezes. Também no sábado, a torcida colorada também fez muita festa. Depois de recepcionar o reforço Diego Forlán com a pompa e a festa mais do que merecidas, a torcida – e o próprio uruguaio, num dos camarotes do estádio – viu o Inter bater o Cruzeiro por 2 a 1.

Além deles, o clássico Fla-Flu que marcava os 100 anos do confronto, também chamou atenção. Assim como no jogo de cem anos atrás, foram os tricolores que comemoraram. Em tarde de festa – e chuva – Fred desencantou em seu sexto clássico contra os rubro-negros e marcou o único gol da partida, logo aos dez minutos. Na Vila Belmiro, o Santos desencantou. Sem ganhar desde o fim de maio e devendo boas atuações à torcida, o Peixe conquistou a primeira vitória no Campeonato Brasileiro ao bater o Grêmio por 4 a 2. Em Recife, aos 44 minutos do segundo tempo, os reservas do Corinthians deixaram escapar a segunda vitória consecutiva. Vacilo no fim que permitiu ao Sport chegar ao empate por 1 a 1.

Já o Palmeiras, queria adiar a partida contra a Ponte Preta, mas não conseguiu. Já era certo que a cabeça estaria longe dali, na quarta-feira, final da Copa do Brasil, contra o Coritiba. A Macaca, que nada tinha a ver com a história, fez seu papel em casa, contou com falha de Deola e conseguiu a sua segunda vitória no Brasileirão: 1 a 0, no Majestoso, em Campinas. Mas o líder contou com a ajuda de dois goleiros: Dida e Victor. Os gols de Marcos Rocha e Leonardo Silva contaram com falhas do experiente goleiro da Lusa, que até então não havia sido vazado na competição e a defesa alvinegra emplacou o quinto jogo sem ser vazada, graças principalmente às intervenções do recém-contratado e estreante Victor.

(Fotos: Fernando Borges-Terra/ Daniel Ramalho-Terra/ Wesley Santos-Futura Press/ Aldo Carneiro-AL-Divulgação/ Paulo Fonseca-Futura Press)

Triste retorno…


Depois de uma parada de 10 dias, o Campeonato Brasileiro voltou como havia parado. Principalmente para os paulistas. Com um dos piores inícios dos últimos anos, as equipes de São Paulo e interior paulista tropeçaram mais uma vez na rodada 3 do Brasileirão. Começando pelo São Paulo. O único paulista a vencer uma partida nas duas rodadas anteriores (perdeu para o Botafogo na estreia [2×4] e venceu o Bahia no segundo jogo [1×0]), foi até Porte Alegre encarar o Internacional. As duas equipes tinham desfalques, muito devido à Seleção Brasileira, que conta com os colorados Leandro Damião e Oscar e com o sãopaulino Lucas. Mas quem brilhou na partida foi um jogador que também não atuava há bastante tempo. D’Alessandro, que não atuava desde o dia 13 de maio.

O pré-jogo começou com polêmica no estádio Beira-Rio. Isso devido ao banco de reservas. Isso mesmo. Devido às reformas no estádio, o banco dos visitantes estava localizado na linha de fundo, enquanto o dos donos da casa estava normalmente junto à linha lateral. Os paulistas brigaram e solicitaram que o banco sãopaulino ficasse no mesmo lugar que os anfitriões. Foram atendidos. Mesmo com intenso frio, o jogo começou bastante movimentado. Os colorados pressionando e acoando os visitantes, que buscavam as saídas em contra-ataques. Aos poucos, os paulistas começaram a se soltar e, com Fernandinho e Osvaldo abertos um de cada lado do ataque, as oportunidades passavam a ser criadas.

E foi justamente quando o São Paulo começava a sair para o jogo, que o Internacional abriu o placar. Aos 20 minutos, Cortez cometeu falta, atropelando Nei. Na cobrança, o argentino D’Alessandro bateu com maestria e não deu chances de defesa para Dênis. 1 a 0 Inter. O gol fez com que o jogo ficasse aberto, com maior número de oportunidades de gol, para os dois lados. Apesar disso, a falta de pontaria foi o grande marco da primeira etapa.

No segundo tempo, o Inter voltou novamente pressionando. E o São Paulo, que havia mudado (Fernandinho por Maicon) novamente buscando o erro do adversário. O toque de bola rápido era a principal arma gaúcha, sobretudo com o trio de ataque Dátolo, D’Alessandro e Gilberto. Esse último claramente não consegue substituir Leandro Damião à altura, errando muito nas finalizações.

Leão ainda tentou colocar o atacante Willian José na vaga de Jádson para aumentar o poder de fogo. Dorival Júnior respondeu com mudanças pontuais, Jajá no lugar de Dátolo e Marcos Aurélio substituindo o ex-sãopaulino Dagoberto, que teve atuação apagada. Oportunidades claras não se viu mais nenhuma. De mais chamativo, mais uma vez, o destempero de Luis Fabiano. Em lance de ataque, o camisa 9 dominou a bola no braço. A arbitragem marcou, o atacante não gostou, reclamou tanto que recebeu o cartão amarelo. O terciero amarelo em três jogos no Brasileirão. Resultado: está fora do próximo jogo do Tricolor, o clássico frente ao Santos. Final: Inter 1 x 0 São Paulo. O Inter continua invicto com duas vitórias e um empate, sete pontos, na segunda posição. O São Paulo tem três, em décimo.

Todos os outros paulistas também se deram mal. O ‘menos pior’ até aqui foi o Santos, que, também com inúmeros desfalques, recebeu o Fluminense na Vila Belmiro e ficou no empate em 1 a 1. Rentería marcou para o Peixe, carlinho empatou para o Flu. Outro que empatou na fria noite de quarta-feira foi a Ponte Preta, que vencia o Flamengo até os 48 minutos do segundo tempo em Campinas, quando Vágner Love sacramentou o empate em 2 a 2.

Já em Recife, o Palmeiras perdeu a segunda no Brasileirão. Depois de empatar na estreia contra a Portuguesa [1×1], e perder para o Grêmio, em Porto Alegre [0x1], o Verdão saiu perdendo para o Sport, com gol de Marquinhos Paraná. Hernán Barcos conseguiu empatar, ainda no primeiro tempo. Mas, na etapa final, a defesa vacilou e Felipe Azevedo conseguiu fazer o gol da vitória por 2 a 1. Os palmeirenses somaram apenas um ponto em três rodadas e estão entre os quatro piores até aqui. Pior ainda que o Palmeiras está a Portuguesa. Também com apenas um ponto até aqui, a Lusa perdeu a segunda consecutiva em Curitiba, diante do Coritiba. 2 a 0.

(Fotos: Edu Andrade-Gazeta Press/ Wesley Santos-Futura Press/ Ricardo Rímoli-Lancepress!/ Ari Ferreira-Agência Lance / Sergio Barzaghi-Gazeta Press/ Aldo Carneiro Costa-Gazeta Press)

Ele avisou…

Lincoln Chaves e Marcelo Hazan
GLOBOESPORTE.COM


Na partida de ida, em La Paz, além da altitude de 3.660 metros acima do nível do mar, o Peixe teve de lutar contra a violência dos adversários em campo e o vandalismo de torcedores, que atiravam objetos no gramado – Neymar, que era um “desconhecido” para o técnico do Bolívar, chegou a ser atingido no rosto. Resultado: Bolívar, 2 a 1. Na saída de campo, o camisa 11 bem que avisou: “Tem o segundo jogo, lá na Vila Belmiro eles vão ver.” A vingança veio nesta quinta-feira. E em forma de massacre. Com “sangue nos olhos”, Neymar, Ganso & Cia massacraram o fraquíssimo time boliviano. Santos 8 x 0 Bolívar(BOL). O resultado é a sexta maior goleada da história da Libertadores – a maior é um 12 a 1 do Peñarol-URU sobre o Valencia-VEN, em 1970.

Atacando desde o primeiro minuto, o Peixe atropelou. Abrindo o placar com cinco minutos, com Elano, os santistas ainda contaram com dois gols do próprio camisa 8, de Neymar e de Ganso, mais um de Alan Kardec e outro de Borges, os alvinegros não encontraram resistência do adversário e marcaram 8 a 0. A superioridade era tanta, que no intervalo o placar já mostrava 5 a 0. Com a classificação, o Santos agora encara um adversário bem mais difícil nas quartas de final da Libertadores: o Vélez Sarsfield, da Argentina. O primeiro jogo será quinta-feira, em Buenos Aires, e o segundo na quinta seguinte, em local a definir (Vila Belmiro ou Pacaembu). Quem passar pega o vencedor de Corinthians e Vasco nas semifinais.

Embalado pela goleada na Libertadores, o Santos se preocupa agora em levantar mais uma taça e agora se volta para a decisão do Campeonato Paulista. A vantagem é enorme: com os 3 a 0 sobre o Guarani no primeiro jogo, o time de Muricy Ramalho pode até perder por dois de diferença no domingo, às 16h (de Brasília), no Morumbi, que chega ao tri consecutivo.


No outro confronto que definiu um brasileiro nas Quartas da competição continental, partida de emoções de um grande clássico para Fluminense e Inter, no Rio de Janeiro. Todos os gols foram feitos no primeiro tempo: Leandro Damião abriu o marcador para o Colorado, e Leandro Euzébio e Fred, ambos de cabeça, fizeram os do Tricolor. No jogo de ida, no Beira-Rio, houvera empate por 0 a 0. Com isso, o Tricolor avança para a próxima fase, eliminando os gaúchos. Na próxima quinta-feira, o Flu inicia sua participação nas Quartas contra o Boca Juniors, na Bombonera. Será um reencontro para os times, que se enfrentaram na fase de grupos, com vitória brasileira em Buenos Aires (2 a 1) e triunfo argentino no Rio (2 a 0).

(Fotos: AP/ Reuters/ AFP)

“Não tem só jogo de ida, não. Vai ter a partida de volta na Vila também. Lá em Santos eles vão ver.”

Marcelo Hazan
GLOBOESPORTE.COM


Essa foi a frase de um irritado Neymar na saída do gramado do estádio Hernando Silles, em La Paz, na Bolívia, onde o Santos iniciou, com derrota, a sua caminhada nas Oitavas de final da Libertadores. Com o camisa 11 gripado, o Peixe sentiu ainda mais os efeitos da altitude (3.660 metros), na Bolívia, e perdeu do Bolívar em duelo de bastante pressão e muitas faltas no craque alvinegro, que chegou a ser atingido por uma laranja antes da cobrança de um escanteio, no fim da partida – o camisa 11 saiu de campo irritadíssimo. Campos, de falta, fez para os dos donos da casa. E Maranhão marcou para os brasileiros o importante gol fora de casa.

Embora tenha reclamado da gripe desde a chegada ao estádio Hernando Silles, Neymar foi o melhor jogador do Santos. O único a se arriscar mais na altitude. Sozinho, no entanto, e marcado de perto, muitas vezes com faltas, o jovem craque não conseguiu fazer a diferença. Pesou, então, a maior experiência do Bolívar em jogar na adversa condição. O Peixe precisa da vitória simples na Vila Belmiro para avançar, graças ao gol de Maranhão. Porém, se sofrer um gol em casa, dia 10, o Santos terá de fazer três. Ou dois para levar a decisão para os pênaltis. Se sofrer mais de um, terá de vencer por dois ou mais gols de diferença.

Agora, o Santos se prepara para a semifinal do Campeonato Paulista. Depois de eliminar o Mogi Mirim nas Quartas, o Peixe encara o São Paulo, domingo, às 16h, no estádio do Morumbi. Quem vencer avança para a decisão. Em caso de empate, a vaga será disputada nos pênaltis. No outro jogo da noite pelas Oitavas da Libertadores, duelo brasileiro no Beira-Rio. O jogo prometia. Mas os primeiros 90 minutos entre Internacional e Fluminense deixaram a desejar. Com muita marcação e pouca criatividade, as duas equipes construíram raras chances de gol e abusaram das faltas duras. De mais chamativo, Diego Cavalieri. O camisa 12 tricolor defendeu uma cobrança de pênalti de Dátolo logo no início do segundo tempo. Resultado: 0 a 0. A decisão da vaga será no próximo dia 10 de maio, no Engenhão, no Rio.

Isso mesmo, sofrimento do Santos!

Marcelo Hazan
GLOBOESPORTE.COM


Foi sofrido. A torcida do Santos teve de esperar até os 40 minutos do segundo tempo para gritar o primeiro gol. Na estreia do uniforme azul-turquesa, o Peixe teve futebol muito abaixo da média e penou durante quase toda a partida para furar a defesa do fraco The Strongest. Sem a pegada e a rapidez de sempre, o Santos versão “azul” decepcionou no primeiro tempo. Sem o tradicional branco, parecia que os jogadores do Peixe não se achavam em campo. Dependente principalmente de bolas paradas e cruzamentos na área, o Alvinegro ameaçou em lances esporádicos. Com os 11 atrás da linha da bola, os bolivianos, saudados por um número razoável de torcedores na Vila Belmiro, defendiam-se como dava. Até Neymar esteve pouco inspirado. O craque produziu uma ou outra jogada, mas sem a intensidade tradicional de quando está nos seus dias normais.

Só no segundo tempo parecia que as broncas de Muricy Ramalho no vestiário haviam surtido efeito. Curiosamente, os contra-ataques passaram a ser as melhores chances do Santos. No mais perigoso deles, Neymar perdeu gol incrível. Ganso passou a recuar e buscar o jogo na zaga, tentando melhorar a qualidade na saída de bola do time. Nem mesmo a eficiência do camisa 10 tornou o time mais produtivo. Os diversos passes errados irritaram o torcedor. E também Muricy, que mexeu na equipe. Descontente, o treinador promovou três alterações, uma delas por obrigação: Alan Kardec no lugar de Henrique (deslocando Adriano para a lateral direita), Ibson substituindo Arouca, com lesão muscular, e Felipe Anderson na vaga de Elano.

A troca de peças não significou mudança prática de postura, e o The Strongest ia se segurando na defesa com os 11 jogadores atrás da linha da bola. Neymar sofreu sete faltas e gerou vários amarelos, mas não conseguia decidir. Marchesini, zagueiro do The Strongest, se destacava na marcação. Quando a angústia tomava conta de todos e dava nó na garganta do torcedor pelo empate, Alan Kardec salvou. O predestinado atacante reserva aproveitou cruzamento de Neymar, pela esquerda, e cabeceou para o fundo da rede, aos 40 minutos. Enfim, o alívio. Dois minutos depois, veio o golpe de misericórdia. Neymar, pela esquerda, escapou em velocidade, deslocou Vaca com um tapa de direita. Santos 2 x 0 The Strongest. No sufoco, o Peixe garantiu a primeira colocação do Grupo 1.

Como o segundo colocado do mesmo grupo, o classificado é o Internacional. Mas não foi uma classificação como os colorados desejavam. Com a derrota por 1 a 0 para o eliminado Juan Aurich, na noite desta quinta-feira, em Chiclayo, no Peru, a equipe permaneceu com oito pontos, e se garantiu graças à derrota do boliviano The Strongest (que ficou com sete pontos), para o Santos na Vila Belmiro. Antes do jogo, falava-se muito no piso sintético do estádio e no vento de Chiclayo. Na partida, porém, o que se viu foi um Inter abusando dos passes errados e com muitas dificuldades de penetrar na área do adversário. A derrota fez com que os gaúchos fizessem a pior campanha entre os classificados.

(Fotos: Reuters/ AP)

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