Archive for the ‘ Futebol Paulista ’ Category

Paulo Henrique Ganso é do São Paulo!!!


Durou muito, muito, muuuuiiitoooo tempo. Mais especificamente 32 dias, nessa nova fase, podemos dizer assim, desde a primeira proposta realizada pelo São Paulo. Mas a novela referente ao futuro de Paulo Henrique Ganso chegou ao final na madrugada desta quinta para sexta-feira. O São Paulo finalmente conseguiu a liberação do camisa 10 junto ao Santos e anunciou o meia como mais novo reforço tricolor. Para isso, o Peixe aceitou a última proposta e receberá R$ 23,9 milhões, um pouco mais do que os 45% dos direitos econômicos que possuía. Ganso esteve na Vila Belmiro na madrugada, justamente para assinar a recisão de contrato junto ao clube praiano. E a notícia foi oficializada por volta das 2h20 desta sexta-feira. Já pela manhã, PH já estava no CT da Barra Funda, para realizar os exames médicos e conhecer as instalações do novo clube. Ele ainda se recupera de uma lesão muscular na coxa esquerda e, segundo o diretor de futebol, Adalberto Batista, deve estar a disposição em torno de 15 dias.

Depois do acordo, a situação do jogador é a seguinte: o São Paulo, que desembol sou R$ 16,4 milhões, terá 32% dos direitos de Ganso, enquanto o grupo DIS, que injetou R$ 7,5 milhões para viabilizar a transferência, amplia sua porcentagem sobre o atleta de 55% para 68%. No futuro, se o São Paulo vender o atleta por um valor superior, o clube da Baixada ainda terá direito a 5% do lucro obtido pelo rival. No começo da semana, SP e grupo DIS já haviam chegado a um acordo, mas o Santos, que já tinha aceitado o acordo inicial, surpreendeu e passou a vetar novamente a transferência, alegando àn essa altura que a forma de pagamento não o agradava mais. Para mudar a idéia do Peixe, a DIS abriu mão de sua parte na transferência (55% do valor), ajudou o São Paulo financeiramente e finalmente conseguiu a liberação.

Paulo Henrique Ganso começou a carreira nas categorias de base do Tuna Luso, do Pará, seu estado natal. Ainda passou pelo Paysandu, onde jogou pouco, antes de ser observado pelo ídolo santista Giovanni, que o levou para realizar testes no Peixe. No time de Vila Belmiro, viveu momentos Sensacionais, ao lado do amigo e parceiro de ataque Neymar. Foi Tricampeão Paulista (2010, 2011, 2012), Campeão da Copa do Brasil (2010) e Campeão da Taça Libertadores da América (2011). Jogou 154 jogos e marcou 35 gols.

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Gilson Kleina é o novo técnico do Palmeiras!!


Eis que as esperanças palmeirenses em permanecer na divisão principal do futebol brasileiro passam a ser depositadas no seguinte homem: Gilson Kleina. Na manhã desta quarta-feira, o treinador se reuniu com a diretoria da Ponte Preta, equipe até então comandada por ele. Na reunião, foi apresentada a proposta palmeirense e chegou-se a um acordo sobre a saída da equipe campineira, colocando um fim ao contrato que iria até o final do ano. Depois do acerto, Kleina confirmou para o presidente palmeirense, Arnaldo Tirone, que aceitaria o convite e passaria a ser o técnico do Palmeiras.

O contrato de Gilson Kleina vai até dezembro de 2013, com salários em torno dos R$ 300 mil. A missão inicial do novo técnico é clara: evitar o rebaixamento do Verdão. Entretanto, com o contrato fechado até o final da próxima temporada, ao menos ‘à princípio’, mesmo que o Palmeiras caia para a Segunda Divisão, o comandante terá sequência no trabalho à frente do time, dirigindo a equipe, inclusive, na disputa da Libertadores da América. Juntamente com ele, seguem para o alviverde os auxiliares Juninho e Jair Leite e os preparadores físicos Fabiano Xhá e o de goleiros, Palha.

Antes de chegar ao Palmeiras, Gilson Kleina treinou uma extensa lista de clubes de menor expressão, tais como Criciúma, Paraná, Ipatinga, Gama, Vila Nova e Duque de Caxias, chegando à Ponte Preta no final de 2010. Na temporada seguinte, levou a Ponte de volta à elite do futebol nacional, com uma ótima campanha que culminou no vice-campeonato da Série B 2011. Além disso, chegou às Quartas de final do Campeonato Paulista 2011, às semifinais do Paulistão 2012 e às Oitavas da Copa do Brasil deste ano. Sai da Macaca com a importante marca de ser o técnico com mais jogos consecutivos no comando da equipe nos últimos 15 anos.

Muitos foram os nomes cogitados para assumir o Palmeiras após a queda de Luiz Felipe Scolari. Porém, a maioria dos nomes pensados pela diretoria estão empregados, o que dificultou as coisas. Logo após a saída de Felipão, o nome mais forte era de Emerson Leão, que até esboçou vontade de assumir mais uma vez o Verdão, mas não foi liberado pelo presidente do São Caetano, seu atual clube. Outro predileto da diretoria era Jorginho. Mas foi outro que não pôde voltar devido ao seu compromisso atual. Ele faz boa campanha desde que assumiu o Bahia. Quem esteve próximo de assumir nesta terça foi Paulo Roberto Falcão. O ex-comentarista se acertou quanto ao tempo de contrato, mas o pedido salarial foi muito alto, se comenta que foi algo em torno de R$ 500 mil.

Urgente! Felipão não é mais o técnico do Palmeiras!!!


Em reunião realizada na Academia de Futebol na tarde desta quinta-feira, Luiz Felipe Scolari e a diretoria palmeirense chegaram a um acordo pela saída do treinador do comando do Palmeiras. Depois da derrota da noite de ontem, 3 a 1 diante do Vasco, em São Januário, na qual o Verdão acumulou a décima quarta derrota no Brasileirão e caiu para a décima nona posição, vice-lanterna, a frente apenas do Atlético Goianiense. Pouco mais de dois meses depois de conquistar o título da Copa do Brasil, a irregularidade derrubou o consagrado comandante. Do título nacional até o duelo com o Vasco foram 16 partidas pelo Brasileirão, sendo nove derrotas, três empates e somente quatro vitórias. Juntamente com ele, sairá o seu tradicional parceiro, o auxiliar Flávio Murtosa. O coordenador técnico Galeano e o gerente de futebol César Sampaio podem ser os próximos a perderem os cargos no Palestra.

Em sua segunda passagem pelo alviverde, Felipão permaneceu a frente do Palmeiras por dois anos e dois meses, conquistando 66 vitórias, 46 empates e 43 derrotas em 155 partidas, atingindo um aproveitamento de aproximadamente 52%. O contrato que era válido até dezembro acabou rescindido três meses e meio antes do fim. Além do Palmeiras, onde conquistou grandes títulos na sua primeira passagem, entre 1997 e 2000, com títulos da Libertadores, Copa do Brasil e Copa Mercosul, Scolari ainda teve passagens marcantes por Cruzeiro, Seleção Brasileira (campeão mundial em 2002), seleção de Portugal, Chelsea, da Inglaterra, e Bunyodkor, do Uzbequistão (campeão uzbeque em 2009).

Para o lugar de Luiz Felipe, alguns nomes já são cogitados. O mais forte, surpreendemente, é o de Émerson Leão, recém saído do São Paulo, e que está atualmente no comando do São Caetano, disputando o acesso na Série B. Porém, o presidente do São Caetano, Nairo Ferreira, já foi constatado sobre essa possibilidade e garantiu que Leão não deixa o comando do Azulão, independente da situação palmeirense. Outros nomes ventilados são os de Jorginho, que também assumiu o comando do Bahia recentemente, e Vadão, que faz campanha fraca com o Guarani, também na Série B.

Invencibilidade de nove jogos e nona colocação…

Carlos Augusto Ferrari
GLOBOESPORTE.COM


No confronto dos remendados, o Corinthians soube trabalhar melhor seus problemas para seguir crescendo no Campeonato Brasileiro. A ausência dos principais jogadores foi sentida por Corinthians e Internacional durante todo o primeiro tempo. Não faltou empenho na marcação e vontade em cada lance. Faltou um pouco mais de qualidade. Bem na marcação sobre o característico jogo corintiano e com saídas rápidas para o ataque, o Colorado teve uma leve superioridade, mas sem conseguir transformá-la em vantagem no placar.

O estreante Rafael Moura, aos 42 segundos, marcou de cabeça em impedimento claro e bem marcado. Muito acionado pelos laterais Fabrício e Nei, o grandalhão deu trabalho à zaga paulista, porém, sem nenhuma grande oportunidade para finalizar. O Corinthians teve muitos problemas para chegar ao ataque. Martinez mostrou habilidade em algumas jogadas individuais, mas ainda precisa de mais entrosamento com a equipe. Danilo e Douglas estiveram muito abaixo do esperado e quase não criaram. O centroavante Adilson também pouco apareceu.

Sem grandes opções no banco de reservas, o técnico Tite preferiu manter a formação corintiana no segundo tempo, mas com uma postura mais ofensiva, tentando sufocar o Inter. O Timão usou os primeiro minutos para abafar o adversário. Sem resultado. Percebendo a dificuldade da equipe, o treinador sacou Adilson e colocou o meia Giovanni, fazendo Danilo atuar como centroavante. A alteração não surtiu grande efeito, mas, mesmo assim, o Corinthians chegou ao gol, em lance de bola parada. Aos 23, Douglas cobrou falta na medida para o zagueiro Paulo André se antecipar à marcação e desviar de cabeça no canto direito de Muriel.

A reação do Internacional não aconteceu. Fernandão arriscou algumas modificações, mas faltou força ofensiva. Rafael Moura continuou atrapalhando a vida dos zagueiros corntianos, mas sem receber nenhuma bola em condição de marcar. Corinthians 1 x 0 Inter. O Timão mantém sua fase de ascensão, chegando a nove partidas sem perder e sobe da décima para a nona colocação, com 24 pontos, só um a menos que o rival São Paulo, que, ao contrário do Corinthians, em nenhum momento poupou seus titulares. Já o Inter volta a perder depois de seis partidas e não consegue entrar no G-4.

Nos outros jogos da rodada 17, destaque para o Palmeiras. O jogo entre Verdão e Flamengo que prometia duelo de artilheiros entre Vágner Love e Obina – que começou no banco – só teve um golzinho, chorado e em posição de impedimento. Gol do Pirata e o Palestra deixou a zona de rebaixamento a duas rodadas do fim do primeiro turno. Quem também voltou a vencer foi o Santos. Neymar viajou 14 horas de Estocolmo, na Suécia, onde estava com a Seleção Brasileira, até Florianópolis, pois estava com saudade de jogar pelo Santos. A prova disso, para o azar do Figueirense, foi mostrada na vitória do Peixe por 3 a 1 sobre o time catarinense, que também marcou a reestreia do atacante André.

Quem surpreendeu foi a Portuguesa. Em pleno Estádio Olímpico, em Porto Alegre, a Lusa lidou bem com a pressão e venceu o Grêmio por 2 a 1. Este foi o sétimo jogo sem perder da equipe verde-rubra. Agora, a zona de rebaixamento é passado, e o time de Geninho está na parte intermediária da classificação. E quem não tem nada para comemorar é o São Paulo. Com retrospecto brilhante jogando em casa, o Náutico fez sua quinta vítima em oito jogos disputados nos Aflitos. Com um primeiro tempo de extrema inspiração e contando com novos vacilos defensivos do Tricolor, a equipe comandada por Alexandre Gallo passeou em campo, bateu o rival por 3 a 0 e voltou a conquistar uma vitória após duas rodadas.

(Fotos: Vagner Campos-Terra/ Djalma Vassão-Gazeta Press/ Cristiano Andujar-Lancepress!/ Aldo Carneiro-Gazeta Press)

Palmeiras Campeão da Copa do Brasil 2012!!!

Alexandre Lozetti
GLOBOESPORTE.COM


Quando surgiu o Alviverde Imponente no gramado do Couto Pereira, onde a luta o aguardava, ele sabia bem o que vinha pela frente. Um Coritiba inflamado, empolgado, confiante, regido por fanáticos que se orgulham em chamar de “inferno verde” o ambiente criado para receber os rivais. Mas hoje o céu também é verde, no tom que estampa os corações de uma torcida que canta e vibra. O Palmeiras soube mostrar que, de fato, é campeão. É campeão de novo.

Parecia uma regra da final: o Coritiba só podia jogar por onde estava Rafinha. E o arisco camisa 7 começou pelo lado direito, onde logo conseguiu que seu marcador, Juninho, levasse cartão amarelo. Mas ser dependente de Rafinha não é bom sinal. Isso ficou evidente quando ele se jogou na entrada da área e também foi advertido pelo árbitro Sandro Meira Ricci, e quando justamente em seu lado o Palmeiras começou a dominar a partida. Juninho e Mazinho foram grandes, apesar dos nomes. Tabelaram, triangularam quando Henrique ou Betinho se aproximaram, e criaram chances que fizeram time e torcida do Coxa baixarem a bola. Um silêncio quase sepulcral quando Betinho, livre, finalizou para fora após cruzamento de Marcos Assunção. Sempre os cruzamentos do capitão…

Rafinha mudou de lado, foi para onde o campo estava em piores condições. E parecia que o Verdão do Paraná só chegaria com perigo se o Verdão de São Paulo errasse. Foi o que Thiago Heleno fez. Bobeou feio à frente de Everton Costa, atacante perigoso, “chato” para os zagueiros, mas sem faro de artilheiro. Ele rolou para Rafinha, que deu o maior susto em Bruno. O chute de pé esquerdo passou muito perto. A melhor chance dos anfitriões no primeiro tempo.

Marcelo Oliveira voltou do intervalo com Ayrton, um lateral mais ofensivo, no lugar de Jonas. Pediu que sua equipe jogasse mais bola. Atitude o Coritiba até teve. Povoou o campo de ataque, explorou os avanços de Rafinha pela direita e fez a bola chegar mais à grande área do Palmeiras. Mas faltava qualidade técnica, que o técnico tentou ganhar com a entrada de Lincoln no lugar do volante Sergio Manoel. E Marcelo, que havia errado nas substituições nos últimos jogos, mostrou o resultado de conhecer bem seu grupo. Aos 15, o meia sofreu falta, e o lateral bateu com perfeição, rente à trave. Gritou, mostrou o símbolo aos torcedores, quase arrancou a camisa. E deu o recado para os palmeirenses: “Ainda tem jogo!”.

Tem mesmo? Quatro minutos depois, falta para o Palmeiras na entrada da área logo depois. Muita reclamação do Coritiba. Dá para entender… Marcos Assunção. No mais importante de todos os gols de bola parada da segunda era Felipão, foi Betinho quem aproveitou o levantamento do camisa 20, e, de cabeça, tirou o grito preso há tanto tempo na garganta, no peito e no coração dos palmeirenses.

O Coritiba desabou. Por obrigação, colocou mais um atacante e passou a tentar e correr mais. Mas no fundo, todos sabiam que quem sofreu tanto para fazer um golzinho não conseguiria fazer três em pouco mais de 25 minutos. Ainda mais na “defesa que ninguém passa”. O relógio passou a ser o principal personagem da atração. Os últimos minutos já se transformaram no início da festa. Luan, que disputou machucado o fim da partida, e Felipão tiveram seus nomes gritados. Em meio aos torcedores, o suspenso Valdivia, o operado Barcos e o santo aposentado Marcos pareciam cidadãos normais, como esses palmeirenses que vão saíram de casa nesta quinta-feira sem medo de cruzar com um amigo torcedor de outro time, com um sorriso largo. Sorriso de campeão. Coritiba 1 (1) x (3) Palmeiras.

Destaque para o bicampeão da Copa do Brasil pelo Palmeiras Luiz Felipe Scolari. Era ele o técnico no primeiro título, em 1998. E foi o quarto título do treinador na competição – além do Verdão, levantou a taça com Criciúma (1991) e Grêmio (1994). Já o Coritiba perdeu a sua segunda final consecutiva (em 2011 foi derrotado pelo Vasco). O Palmeiras está garantido na Taça Libertadores de 2012. Algo muito, muito importante, principalmente porque o outro brasileiro que já carimbou vaga é o Corinthians, arquirrival e atual campeão. Título e classificação que podem fazer a equipe navegar em mares calmos, algo raro ultimamente.

(Fotos: Fernando Borges-Terra)

Debandada Fiel…

Após o título mais esperado dos 102 anos de história do clube, o Corinthians agora se preocupa em limitar a debandada geral dos campeões continentais, pensando na sequência da temporada, na qual o Timão segura a vice-lanterna do Brasileirão, e também no Mundial de Clubes, no final do ano, no Japão. Mas parece que os corintianos não têm obtido muito sucesso no objetivo de segurar suas peças. Tem muita gente já indo embora do time de Parque São Jorge.

-> Leandro Castán: o camisa 4 foi o primeiro a ter sua saída confirmada. Antes mesmo da partida decisiva diante do Boca Juniors, vazou a notícia de que o zagueiro estava vendido para a Roma, da Itália. O valor é de € 5,5 milhões (R$ 13,7 milhões) pelos direitos do atleta de 25 anos. Ele se juntará a mais quatro brasileiros: ao zagueiro Juan, ex-Flamengo, e aos meias Marquinho, ex-Fluminense, e Taddei, ex-Palmeiras, Fábio Simplício, ex-São Paulo. Em 109 jogos pelo Timão, ele anotou três gols, se sagrando Campeão Brasileiro e da Libertadores.

-> Gilsinho e Luis Ramírez: o atacante e o meia peruano deverão continuar atuando juntos. Os dois negociam com o Sport Recife. O presidente do clube pernambucano, Gustavo Debieux, anunciou nesta terça-feira que Gilsinho, de 28 anos já está mais avançado, praticamente acertado. Já o meia ainda negocia e deve acertar sua situação nos próximos dias. Segundo o mandatário rubro-negro, o clube paulista só deverá liberar o atleta na próxima semana.

-> Ramón: o lateral esquerdo reserva esteve no Rio de Janeiro nesta segunda-feira, e nesta terça esteve no Ninho do Urubu para acertar sua transferência para o Flamengo. O contrato de empréstimo foi assinado até o final da temporada.

-> Willian: o camisa 7 foi negociado junto ao Metalist, da Ucrânia. Triste por deixar o Timão, principalmente por estar partindo para um país que não se caracteriza por ser um grande centro do futebol europeu, o atacante admitiu que a ‘independência financeira’ pesou e foi vendido pelo valor de US$ 6 milhões, cerca de R$ 12 milhões. Ele atuará na equipe dos brasileiros Fininho, ex-Corinthians, Taison, ex-Internacional, Marlos, ex-São Paulo, e Cleiton Xavier, ex-Palmeiras.

-> Alex: o meia encabeça a lista dos que ainda não estão confirmados, mas que a torcida sente que pode perdê-los a qualquer momento. Mesmo com os rumores indicando que Alex não sairía com a conquista do título da Libertadores, a proposta do futebol do Oriente Médio balançou as estruturas do atleta, representantes do mesmo e do clube paulista. Os valores passados pelos intermediários da transação superam os R$ 16 milhões. No ano passado, o Alvinegro desembolsou aproximadamente R$ 14 milhões para comprá-lo do Spartak Moscou-RUS.

-> Paulinho: o caso mais difícil de segurar deve ser mesmo o do camisa 8. Um dos principais nomes na conquista do título da Libertadores, Paulinho recusou proposta vinda do futebol russo, mas uma proposta que chegou no início desta semana também agradou, e muito, o atleta e seus representantes. € 8,5 milhões, algo em torno de R$ 21,2 milhões. O volante, que já atuou fora do país, mas nos inexpressivos futebol da Polônia e da Lituânia, nâo escondeu que ficou seduzido pela proposta e tudo indica que ele deve mesmo partir, até porque os direitos do jogador não pertencem ao Corinthians. Os direitos econômicos de Paulinho são divididos entre o Audax (45%) e o BMG (45%), os outros 10% dividem-se entre Bragantino e Corinthians.

(Fotos: Uol/ Marcos Ribolli-Globoesporte.com/ corinthianismo.com/ Alejandro Pagni-AFP/ Rodrigo Coca-Fotoarena)

“Quando eu nasci, Deus olhou e falou: esse é o cara!”


Essa frase certa vez foi dita por um certo atacante que destruía os adversários. Parecia predestinado. Foi o principal responsável por uma das maiores conquistas do futebol brasileiro: o tetracampeonato da Seleção. O nome dele…Romário. Muitos vão afirmar coincidência, mas o nome e a frase desse craque também podem servir ao jovem que fez a diferença na noite desta quarta-feira, deixando uma das maiores torcidas do Brasil mais próxima da realização de um sonho inédito, nos 101 anos de vida de um dos clubes mais populares não só do país, como do mundo. E quis o destino que ele fosse contratado junto ao Bragantino, já em meio à Libertadores, após um bom Campeonato Paulista, sendo inscrito apenas para as semifinais, no lugar do contundido Edenílson. Seu nome? Romari…nho.

Final de Taça Libertadores da América. Boca Juniors. Estádio La Bombonera completamente lotado. A tradicional torcida xeneize apoiando de maneira única e especial, como estão acostumados a prestigiar e empurrar o Boca, principalmente em partidas importantes. Esse era o cenário para um dos maiores clubes do Brasil, mas inexperiente em torneios internacionais, que briga (e muito) para alcançar o tão sonhado primeiro título continental. Mas os ‘novatos’ não se amedrontaram ao assustador cenário que os envolvia. Iniciou o jogo de igual para igual com os donos da casa. Tanto que a primeira chance de perigo da partida foi dos brasileiros. Paulinho roubou a bola no meio campo, arrancou na sua maneira tradicional, e encheu o pé da intermediária. Um chutaço! Grande defesa do goleiro Orion.

O tempo foi passando, os argentinos catimbavam e provocavam muito. Entradas fortes e discussões intimidantes não faltaram. O meia Erviti era o mais impaciente dos anfitriões, discutindo e trocando xingamentos com uma série de jogadores rivais. Aos poucos, o Boca foi mostrando sua força. Contando com os passes milimétricos do maestro Riquelme, as trocas de passes eram perigosas e obrigavam os defensores corintianos a não vacilarem nem um segundo sequer. Em uma delas, aos 34, o camisa 10 jogou de primeira para Mouche na direita, que cruzou. De maneira incrível, o ex-corintiano Santiago Silva, o ‘El Tanque’, emendou um belíssimo voleio. A bola explodiu em Alessandro que evitou o primeiro gol argentino. Antes mesmo do intervalo, o Corinthians sofreu baixa importante. Jorge Henrique sentiu lesão muscular e teve de ser substituído por Liédson.

Se o primeiro tempo começou de forma mais equilibrada, a etapa final teve início com amplo domínio dos anfitriões. Partindo para cima com o intuito de encurralar os brasileiros, o time da casa adotou postura intensamente ofensiva e acabou por criar boas chances de abrir o marcador. O ataque fez com que os adversários recuassem excessivamente, dando espaços para a criação de oportunidades, tanto em lançamentos longos, quanto em trocas de passes. Até devido a isso, o Timão passou a adotar os contra-ataques, mas com a ausência de Jorge Henrique, os comandados de Tite perderam muito em velocidade, já que Liédson, brigando e se esforçando muito, ainda sente muito a parte física, e não demonstra a mesma rapidez.

Aos 15 minutos, mais uma boa troca de passes do Boca, em que Riquelme, já dentro da área, rolou para Mouche, que bateu de primeira, mas em cima de Cássio, que fez boa defesa. Mas o Boca já era muito melhor à essa altura e, apoiado pela sua incessante torcida apaixonada, conseguiu chegar ao gol aos 28 minutos. Em cobrança de escanteio raramente não cobrada por Riquelme, o homem das bolas paradas, Mouche levantou na área, Ledesma subiu no segundo pau, cabeceou para o meio, onde havia um livre Santiago Silva que mergulhou para mandar para as redes. Com Cássio batido após escorregar, Chicão, na linha do gol, usou a mão para evitar que a bola ultrapassasse. O árbitro já apontava o marca do pênalti, quando a bola ainda bateu na trave, antes de sobrar para o zagueiro Roncaglia pegar a sobra de primeira e estufar a rede alvinegra. Gol do Boca.

Se a situaçào já estava difícil para os brasileiros, com o gol sofrido tendia a piorar ainda mais. Após abrir o marcador, os donos da casa se animaram e vieram com tudo para cima, buscando ampliar a vantagem. A bola não saía do campo de defesa do Timão. Porém, uma alteração acabou por mudar o rumo do jogo, e quem sabe, da definição do campeão da Libertadores 2012. Tite optou por sacar um cansado Danilo e lançar a campo um jovem de apenas 21 anos, recém contratado, que fez apenas seu segundo jogo com a camisa do Corinthians no último domingo e decidiu o clássico contra um dos maiores rivais, o Palmeiras, fazendo dois golaços. Romarinho. E ele fez a diferença.

41 minutos. Romarinho ainda nem havia encostado na bola quando Riquelme falhou no meio campo, perdeu o domínio da bola sozinho, Paulinho aproveitou, ficou com ela e serviu Émerson. O camisa 11, de maneira brilhante, dominou girando, já se livrando da marcação de Roncaglia. Seguiu no lance. Com a chegada do outro zagueiro Schiavi cortou para a direita e fez inenarrável enfiada de bola para Romarinho, que saiu em velocidade, invadiu a área, olhou para o goleiro Orion, que caía ao chão para tentar a defesa e, de maneira fria e com extrema categoria, o atacante deu um leve toque para encobrir o arqueiro rival e empatar o jogo em um dos últimos lances da partida. Boca Juniors 1 x 1 Corinthians.

Com o importante gol de empate, o Timão consegue fazer o segundo jogo em casa em igualdade de condições. Diferentemente das fases anteriores, o gol fora de casa não tem peso maior na decisão. Ou seja, qualquer empate no Pacaembu leva a decisão para a prorrogação e, se necessário, pênaltis. Quem vencer, se torna o campeão.

(Fotos: AFP/ Marcelo Pereira-Terra/ AP/ Reuters)

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