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Fluminense Campeão Brasileiro 2012!!!

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Melhor ataque. Melhor defesa. Maior número de vitórias. Goleador do campeonato. E campeão. A contagem regressiva do Fluminense terminou neste domingo, em Presidente Prudente. Se Fred tiver uma chance, até pode acontecer de perder. Se tiver uma segunda, vá lá, existe a chance de a bola não entrar. Mas uma terceira há de ser fatal. O primeiro tempo em Presidente Prudente parecia avisar que chegaria o momento em que o centroavante desequilibraria a balança da partida, bastante parelha. Pois chegou.

O camisa 9, tão decisivo ao longo de todo o campeonato, alcançou todas as variantes em sua luta pelo gol. Na primeira chance, viu Bruno espalmar; na segunda, observou a bola bater na trave; na terceira, finalmente celebrou. Porque o natural seria que o passe matemático de Rafael Sobis, aos 45 minutos, já rendesse gol na conclusão de Wellington Nem. Mas não. Bruno espalmou. E Fred estava lá, munido desse ímã que parece ter nas chuteiras – sempre hipnotizando a bola na sua direção. 1 a 0 Flu.

O gol foi precedido por forte equilíbrio das duas equipes – os mandantes perderam Henrique, que levou uma pancada de Bruno nas costelas. Se o Fluminense tinha Fred à espreita, o Palmeiras contava com Barcos sempre disposto a incomodar. De costas, acossado por Gum, ele conseguiu girar, mas concluiu para fora aos 18 minutos. Pouco depois, teve uma chance rara. Na pequena área, mal marcado, subiu livre. E cabeceou para fora. A afobação palmeirense foi visível. No início do jogo, até conseguiu controlar o jogo, deixar a bola sob seu domínio – mas sempre acelerando as jogadas mais do que a partida pedia. No desespero, exagerou em jogadas aéreas. Tentou otimizar seus ataques, buscou atalhos, correu contra o relógio.

Mal começava o segundo tempo em Presidente Prudente, e o Vasco alcançava o gol de empate com o Atlético-MG em São Januário. A combinação de resultados dava o título ao Fluminense. Não precisava de mais nada. Era só esperar o tempo passar, manter tudo como estava. Mas os tricolores queriam mais. E tiveram mais – para o bem e para o mal. Fred foi novamente decisivo – involuntariamente, mas foi. Aos oito minutos, ele se deslocou para a ponta direita e decidiu cruzar para a área, onde estava Sóbis. No meio do caminho, a bola desviou em Maurício Ramos e encobriu Bruno. Era o segundo gol. Era a mão na taça, o prenúncio do título.

Só que faltava combinar com o Palmeiras. Por maior que fosse o desespero alviverde, ainda havia vida no adversário. E havia Barcos. Após cobrança de escanteio, a bola ficou viva na área e rumou na direção do Pirata. Ele não perdoou. Renascia a esperança. Eram 15 minutos. Quatro depois, o empate. Novo cruzamento da direita, novo cabeceio, desta vez de Patrick Vieira. E novo gol! Incrível: o 2 a 2 mudava tudo, tirava o título antecipado do Fluminense, renascia o Atlético-MG em São Januário, dava alento ao Palmeiras.

O gol revolucionou a partida. Com ele, o Alviverde resolveu se jogar de vez para o ataque. Passou a agredir o Fluminense, que ganhava espaço para o contra-ataque – em um deles, Maurício Ramos, após novo rebote de escanteio, aos 30 minutos, só não virou a partida porque Diego Cavalieri fez defesa assombrosa. Mas o Fluminense seguia ameaçando. E Fred, sempre ele, fez. Eram 43 minutos do segundo tempo. Jean, novamente gigantesco, cruzou da direita, e o centroavante fez. Gol do Fluminense, gol do título, gol do campeão, do tetracampeão, do clube tantas vezes campeão. Gol da equipe que mais fez gols e que menos tomou. Gol da equipe de Diego Cavalieri, de Jean, de Gum, de Thiago Neves, de Abel Braga. E de Fred… Palmeiras 2 x 3 Fluminense.

A supremacia foi tão grande, a campanha foi tão superior, que os tricolores se permitem o luxo de transformar em festa as três rodadas finais do Brasileirão. Com o resultado, o time do multicampeão Abel Braga foi a impressionantes 76 pontos. Tem dez a mais do que o Grêmio, que assumiu a vice-liderança. O Palmeiras, com 33, vive o inferno. É o 18º, sete abaixo do Bahia, o primeiro fora da linha da queda – e que joga neste domingo. No próximo domingo,o Fluminense recebe o Cruzeiro, no Engenhão e o Palmeiras visita o Flamengo em Volta Redonda.

O Grêmio assumiu a segunda posição por dois fatores. Em uma grande virada contra um grande rival, o Grêmio venceu o São Paulo por 2 a 1, no estádio Olímpico, em Porto Alegre, assumiu a vice-liderança do Brasileirão e confirmou a vaga matemática na Libertadores 2013. Rogério Ceni abriu o placar, de pênalti, cometido por Saimon depois de uma falha gritante. No segundo tempo, André Lima saiu do banco e empatou o jogo. E aos 39, Marcelo Moreno, em uma linda cabeçada, garantiu a vitória aos donos da casa.

Já o Atlético/MG, que até ontem brigava pelo título nacional, caiu para terceiro. Em São Januário, igualdade entre Vasco e Galo: 1 a 1. Os vascaínos, que chegaram a 51 pontos, dependem de um milagre para conquistar uma vaga no G-4, já que somam oito pontos a menos do que o São Paulo, atual quarto colocado, com nove pontos ainda a serem disputados. Outro que sonha com uma remota possibilidade de vaga entre os quatro melhores é o Botafogo, que venceu facilmente a Portuguesa por 3 a 0 no Rio. A Lusa segue bastante ameaçada pelo rebaixamento. Somente se preparando para o Mundial de Clubes, o Corinthians, em ritmo de treino, goleou o Coritiba no Pacaembu. Cruzeiro e Flamengo venceram Bahia e Náutico, respectivamente, e afastaram definitivamente qualquer risco de disputarem a Série B no ano que vem.

*Rodada 35*
Sábado – 10/11/2012
Botafogo 3 x 0 Portuguesa – Engenhão/Rio de Janeiro(RJ)
Corinthians 5 x 1 Coritiba – Pacaembu/São Paulo(SP)
Atlético/GO 2 x 1 Santos – Bezerrão/Taguatinga(DF)

Domingo – 11/11/2012
Vasco 1 x 1 Atlético/MG – São Januário/Rio de Janeiro(RJ)
Palmeiras 2 x 3 Fluminense – Eduardo José Farah/Presidente Prudente(SP)
Cruzeiro 3 x 1 Bahia – Independência/Belo Horizonte(MG)
Figueirense 1 x 1 Sport – Orlando Scarpelli/Florianópolis(SC)
Náutico 0 x 1 Flamengo – Aflitos/Recife(PE)
Grêmio 2 x 1 São Paulo – Olímpico/Porto Alegre(RS)
Ponte Preta 1 x 0 Inter – Moisés Lucarelli/Campinas(SP)

CLASSIFICAÇÃO P
1 Fluminense 76
2 Grêmio 66
3 Atlético/MG 65
4 São Paulo 59
5 Botafogo 54
6 Corinthians 53
7 Vasco 51
Inter 51
9 Flamengo 47
10 Cruzeiro 46
Ponte Preta 46
Santos 46
13 Naútico 45
Coritiba 45
15 Portuguesa 40
Bahia 40
17 Sport 37
18 Palmeiras 33
19 Figueirense 30
20 Atlético/GO 26

(Fotos: Lucas Uebel-Grêmio FBPA-Divulgação / Bruno de Lima-Lancepress! / Fernando Borges-Terra)

O Japão é logo ali…

Carlos Augusto Ferrari
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O Corinthians deu neste domingo mais um passo no Campeonato Brasileiro para poder pensar só no Mundial de Clubes. Mas não foi fácil como o placar pode sugerir. Com uma atuação discreta no primeiro tempo, o Timão despertou apenas na etapa final. Pensando no torneio internacional, marcado para dezembro, no Japão, o Corinthians teve neste domingo a ajuda do presente e do futuro da equipe. Presente nos pés de Paulinho, fundamental ao abrir caminho para o triunfo aparecendo como um atacante na área. Futuro com Romarinho, cada vez mais adaptado ao esquema tático.

Com a tradicional marcação no campo de ataque, o Timão assustou o adversário nos primeiros minutos, controlou a partida sem grandes problemas, mas não conseguiu ficar em vantagem no placar. O passar do tempo permitiu que o Leão se ajustasse e segurasse a igualdade com uma estratégia claramente defensiva. A blitz feita pelos corintianos nos momentos iniciais rendeu também as melhores oportunidades de um primeiro tempo de baixo nível técnico. Já o Sport usou a experiência de veteranos como Cicinho e Hugo, para segurar o ímpeto alvinegro. Mais do que satisfeito com um empate diante do campeão da Libertadores, no Pacaembu, o Leão esfriou a partida e quase não deu trabalho a Cássio.

Na etapa final, o Timão voltou tentando colocar mais velocidade na partida. Tite deu liberdade total a Paulinho para se aproximar do setor ofensivo e tentar embaralhar a forte marcação rival. A alteração tática funcionou antes mesmo dos dez minutos. Em rápida jogada pela direita, o volante recebeu de Alessandro na área e tocou rasteiro, no canto direito do goleiro pernambucano. Belo gol do Timão, que se tornou soberano em campo depois disso.

Os visitantes ainda tentaram reagir ao abandonarem a retranca, mas teve problemas ofensivos para assustar. Mas o desespero em tentar avançar de qualquer jeito acabou prejudicando os visitantes. Os paulistas ganharam espaço para atacar e ainda contaram com os vacilos do adversário. Aos 25, Ralf roubou a bola no meio de campo e lançou Romarinho na esquerda. Com a defesa pernambucana aberta, o atacante avançou em velocidade e chutou rasteiro, dobrando a vantagem.

Com a partida praticamente decidida, o Corinthians teve tempo para aumentar. Alessandro cruzou da direita, Guerrero chutou forte, mas parou no goleiro Magrão. No rebote, Romarinho ganhou da zaga na pequena área e tocou para a rede. Ainda houve tempo para Guerrero fazer um belo gol, anulado corretamente pela arbitragem – o peruano estava impedido quando recebeu de Romarinho na área. Corinthians 3 x 0 Sport. O resultado deixa o Timão em oitavo, apenas seis pontos atrás da meta estipulada pela comissão técnica para iniciar o planejamento para o Mundial. O Alvinegro soma agora 39 pontos, seis abaixo dos 45 que a comissão técnica deseja para dar descanso aos titulares. Os corintianos, aliás, ajudaram o arquirrival Palmeiras na luta contra o rebaixamento. O Sport permanece com 27 pontos, somente um acima do Verdão.

Por falar no alviverde, o Palmeiras continua sua luta, renovando as esperanças de se livrar do rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Nem o frio e muito menos a situação delicada impediram a torcida de lotar o Pacaembu, na noite deste sábado. No reencontro do “inimigo íntimo” Gilson Kleina com a Macaca, quem decidiu foi o Pirata do Verdão, marcando dois gols na vitória por 3 a 0 – Assunção fez o terceiro. A Ponte, que estreou o técnico Guto Ferreira, perdeu invencibilidade de oito jogos – foi a primeira derrota no returno – e se mantém na zona intermediária da tabela.

Mas quem merece maior destaque na rodada 26 é o líder Fluminense. Isso porque o Tricolor abriu seis pontos de vantagem para o segundo colocado, e ainda fez isso vencendo o clássico diante do maior rival. O golaço de Fred no primeiro tempo, de voleio, rendeu ao Flu o 1 a 0 sobre o Flamengo, também graças a Diego Cavalieri, que defendeu um pênalti cobrado por Botinelli. O time de Abel Braga agora tem 59 pontos, seis a mais que o Atlético/MG, que ficou para trás, muito também pelo empate em 1 a 1 com a Portuguesa, no Canindé.

(Fotos: Fernando Borges-Terra/ Tom Dib-Agência Lance/ Dhavid Normando-Photocamera-Divulgação)

Sob os olhares do maestro…

Diego Ribeiro e Leandro Canônico
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O fim de semana começou com festa para o São Paulo e com pressão para o Cruzeiro. E dentro de campo os dois ambientes se confirmaram. Muito embora a partida deste domingo não tenha sido um espetáculo, a festa do Tricolor na apresentação do reforço Ganso valeu o ingresso dos 40.457 torcedores. Antes do jogo, o sorriso estampado no rosto evidenciou bem a felicidade de Paulo Henrique Ganso. Na apresentação do jogador, que assinou contrato por cinco temporadas, a festa foi digna de um craque. Craque empolgado com essa nova oportunidade na carreira, que afirmou que desde a primeira conversa com o São Paulo, há mais de um mês, teve a certeza de que o Morumbi seria o seu destino.

Anunciado por sistema de som, o meia entrou em campo pelo túnel do vestiário e foi recepcionado por dezenas de crianças, que soltaram balões vermelhos, brancos e pretos. O agora camisa 8 do Morumbi, subiu totalmente uniformizado, acenou para a torcida, deu volta olímpica no carrinho da maca e foi extremamente ovacionado pela torcida tricolor. Chamado de maestro por sua qualidade técnica, Ganso foi acompanhado de um mascote tricolor no gramado. O São Paulo, aliás, estava vestido como o líder de uma orquestra, de terno e batuta na mão. Eufórica, a torcida tricolor gritou: “ô, o Ganso é tricolor” e depois cantou o hino são-paulino. Afinal, Ganso agora é o maestro tricolor.

Os aplausos efusivos da torcida tricolor durante a apresentação de Ganso no gramado do Morumbi foram substituídos por vaias ao fim do primeiro tempo. E com razão. Os primeiros 45 minutos da partida contra o Cruzeiro foram ruins. Bem ruins. Nenhum dos dois apresentou criatividade suficiente para levar perigo ao outro lado. Mais ousado nos minutos iniciais, a Raposa teve mais posse de bola e pressionou o rival no campo de defesa. Mas não conseguiu chegar com força. Com Lucas apagado do lado direito, o São Paulo tinha apenas uma jogada ofensiva: arriscar pelo lado esquerdo, com as investidas de Osvaldo. Mas não deu certo. O atacante tricolor era até insinuante quando pegava na bola, porém não deu trabalho ao goleiro Fábio.

A ausência do machucado Luis Fabiano prejudicou os donos da casa, mas também não houve muita ação por parte da armação tricolor. No Cruzeiro, ao fim do primeiro tempo, duas alterações por conta de lesão. Borges e Souza entraram nas vagas de Wallyson e Wellington Paulista, respectivamente. Antes mesmo de o cronômetro marcar dez minutos do segundo tempo, Celso Roth foi obrigado a fazer sua terceira e última alteração. Lucas Silva entrou no lugar de Charles, que sentiu lesão em disputa de bola com o são-paulino Lucas. Se do lado mineiro os problemas eram as lesões, do lado tricolor eram as finalizações. Com apenas duas no primeiro tempo, o São Paulo continuou mal nesse quesito na etapa final. Ney Franco, então, decidiu sacar Willian José, substituto do machucado Luis Fabiano, e mandar a campo o garoto Ademilson.

Coincidência ou não, Ademilson participou das melhores jogadas do Tricolor na partida até então. Aos 22, Ademilson tabelou com Douglas. O lateral cruzou da direita, e Fábio espalmou para Osvaldo, que completou para o gol de cabeça. Em vantagem no placar, o São Paulo passou a dominar as ações da partida. Mais veloz após a entrada de Ademilson, o time pressionou e não deu espaço ao Cruzeiro.

Quando tinha a bola, a Raposa trocava muitos passes à procura de uma brecha na defesa são-paulina. Não encontrou. E teve de correr muito para segurar os contra-ataques tricolores com Osvaldo, Lucas e Ademilson. A vitória mantém o São Paulo na briga pela Libertadores e aumenta a pressão no Cruzeiro de Celso Roth. São Paulo 1 x 0 Cruzeiro. Com mais esses três pontos, o São Paulo foi a 42, em quinto, e mantém perseguição ao Vasco, com 44, na busca de um lugar na zona de classificação à Taça Libertadores da América. Já o Cruzeiro, pressionado na saída de Belo Horizonte, segue com 35 pontos, na nona posição, cada vez mais distante da briga pelo G-4.

Se o jogo do Morumbi ficou devendo tecnicamente, no Engenhão a disputa foi bem interessante. Em mais uma grande atuação de Clarence Seedorf, o Botafogo lutou, mas não saiu do empate em 2 a 2 com o Corinthians. O holandês, que voltou ao time depois de dois jogos fora por causa de uma contratura na coxa esquerda, marcou os dois gols dos alvinegros do Rio, enquanto Paolo Guerrero e Douglas fizeram para os paulistas. Já no Pacaembu, na noite de sábado, era o primeiro jogo do Santos após a venda de Paulo Henrique Ganso para o São Paulo. Mas a ausência mais sentida foi a de sempre: Neymar. Sem ele, o time foi presa fácil para a Portuguesa. O goleador Bruno Mineiro, duas vezes, e Léo Silva fizeram os gols da vitória, e André descontou para o apático Alvinegro, 3 a 1.

Mas o maior destaque do sábado foi o Palmeiras. Aliás, quando o goleiro Wilson colocou a cabeça no travesseiro naquela noite, deve ter demorado para pegar no sono. Na cabeça, só Marcos Assunção. O volante do Palmeiras infernizou a vida do rival e foi o grande responsável pela vitória alviverde por 3 a 1 sobre o Figueirense. No jogo que marcou a boa estreia do técnico Gilson Kleina no comando da equipe paulista, Assunção deu assistências para os dois primeiros gols, de Thiago Heleno e Henrique, marcou o terceiro. A vitória faz o Verdão chegar a 23 pontos e subir para o 18º lugar, ultrapassando o próprio Figueirense. Com a derrota do Coritiba para o Sport, no domingo, o Verdão está mais perto de sair da zona de risco: cinco pontos.

(Fotos: Cristiano Andújar-Agência Lance/ Marcelo Pereira-Terra/ Wagner Meier-Agif-Gazeta Press)

Tranquilidade 2 x 0 Desespero

Alexandre Lozetti
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Mais que um jogo. Palmeiras x Corinthians costuma ser um campeonato à parte. O vencedor volta para casa com sabor de título na boca. O perdedor quer sumir. E, neste domingo, o Timão deixou o Pacaembu com a sensação de ter empurrado ainda mais o Verdão na ladeira rumo à Segunda Divisão. Uma ladeira que parece cada vez mais íngreme. O Palmeiras apostou em vida nova, com tudo diferente após a saída de Luiz Felipe Scolari. Só o futebol não era novo. E o que dizer dos nervos? Tudo parecia sob controle, com a equipe trocando bolas e até chegando ao gol de Cássio, apesar de nenhuma jogada assim tão perigosa.

O ritmo do Timão era mais lento, mas o que será que tem esse Romarinho? O cara que havia acabado de chegar quando enfrentou o Palmeiras no primeiro turno e fez dois gols. O cara que foi à Bombonera dar o primeiro passo para o título da Libertadores. O cara que estava há oito jogos sem marcar… aos 21 minutos, após belo passe de Douglas para Martínez, Maurício Ramos conseguiu o desarme, mas Juninho não se deu conta de que estava num campeonato à parte. Tentou sair da área de cabeça baixa e, quando olhou para frente, Romarinho já havia roubado a bola e feito o gol. Já estava, aliás, comemorando em frente à torcida…do Palmeiras! Ele jura que se confundiu, pois normalmente quem fica ali no Pacaembu são os corintianos. Verdade ou não, a reação descabida de Luan e companhia provocou cartão amarelo ao autor do gol.

O árbitro Marcelo Aparecido de Souza não deu cartão amarelo a Luan por causar uma confusão generalizada, mas já havia dado antes por achar que o atacante do Palmeiras tentou simular um pênalti. Logo em seguida, quando Narciso já preparava Maikon Leite para substituir o jogador, visivelmente nervoso, o árbitro disse que viu um chute de Luan em Guilherme Andrade e o expulsou. Na sequência, um chute perigoso de Barcos e cartões a rodo: o Pirata, Martínez, Cássio, Artur. O primeiro tempo terminou com a tensão palmeirense exalando e contagiando a todos no estádio Paulo Machado de Carvalho.

Na volta para a segunda etapa, saída de Martínez para a entrada de Jorge Henrique, famoso provocador, que ouviu de Tite a instrução para pensar apenas em futebol. E com três minutos já obedeceu: de calcanhar, deixou Romarinho na cara do gol, mas o carrasco isolou. Com um jogador a mais e muito mais organizado, o Corinthians resolveu marcar no campo de ataque, uma de suas principais características. Não demorou muito, mais especificamente oito minutos, para que Danilo roubasse a bola de João Vitor e iniciasse o contra-ataque que passou por Romarinho, pelo pé direito de Douglas e pela cabeça de Paulinho antes de terminar na rede de Bruno. Um gol que levou a torcida alviverde ao desespero.

A imagem de São Marcos e do gerente de futebol César Sampaio nas tribunas dizia muito sobre a situação do Verdão. Ídolos que tanto fizeram pelo clube dentro de campo, agora impotentes diante de uma equipe nervosa e que vê o fundo do poço cada vez mais próximo. A sensação de que o placar era irreversível diminuiu o nervosismo, o Corinthians diminuiu novamente o ritmo, pareceu querer evitar problemas. O Palmeiras melhorou com as entradas de Obina e, principalmente, Tiago Real. Foi seu, por exemplo, o lançamento para Artur, que ajeitou de cabeça para Valdivia. O badalado chileno, completamente só, cabeceou para cima e perdeu um gol incrível. Seria o seu primeiro no Brasileirão. Antes, ele havia exigido de Cássio a defesa mais difícil da partida em chute de longe.

Os cartões continuaram a aparecer. Guilherme Andrade, Obina e Fábio Santos, que ganhou a faixa de capitão como presente pelo aniversário de 27 anos, foram os agraciados da vez. Já o futebol parou de aparecer, de ambos os lados. O “título” do dia é alvinegro. O desespero é alviverde. Palmeiras 0 x 2 Corinthians. No Verdão, se a permanência do interino Narciso dependia do resultado, a diretoria deverá procurar um novo comandante. Com 20 pontos, só não é o último colocado do Brasileirão porque tem uma vitória a mais que o Atlético-GO. É difícil imaginar o Palmeiras na Série A em 2013. O que foi apresentado nas 25 rodadas é pouco diante do que precisa ser feito nas 13 restantes.

No outro clássico paulista do final de semana, a torcida do São Paulo gritou o nome de quatro jogadores no Morumbi: o ídolo Rogério Ceni, o craque Lucas, o artilheiro Luis Fabiano e o santista Ganso. Sim, ele nem chegou, deve assinar contrato ainda nesta segunda-feira, mas já foi bem-vindo. Boas vindas à parte, vitória por 3 a 1 sobre a Portuguesa em que o talento individual se sobrepôs a uma atuação por muitas vezes atrapalhada e apressada. Talento principalmente de Lucas, que não fez o seu, mas infernizou os zagueiros e deu gols para Osvaldo, Cortez e Luis Fabiano decidirem o jogo.

Já no encontro entre os dois melhores ataques do país dentre os times do Campeonato Brasileiro, melhor para o segundo colocado da estatística. Mesmo atuando no Couto Pereira, o Santos virou para cima do Coritiba e venceu por 2 a 1, com mais inspirações de Neymar, autor dos dois gols santistas. Mas surpresa mesmo aconteceu nos jogos dos líderes do Brasileirão. O Náutico conseguiu anular os principais pontos do candidato ao título Atlético-MG e arrancou uma importante vitória por 1 a 0, no estádio dos Aflitos, em Recife. E no Rio de Janeiro, o Atlético/GO, lanterna, jogou como se tivesse a tranquilidade dos líderes. O Fluminense, primeiro colocado, atuou como se o mundo pesasse sobre seus ombros. A consequência natural da inversão de papéis foi a vitória do Dragão por 2 a 1, em Volta Redonda.

(Fotos: Ricardo Matsukawa-Terra/ Giuliano Gomes-Gazeta Press/ Dhavid Normando-Photocamera-Divulgação)

Desespero…


Na rodada de número 23, a goleada sofrida diante do Bahia em pleno estádio de São Januário fez com que o técnico do Vasco, Cristóvão Borges pedisse demissão do cargo de comandante vascaíno. Três dias depois, no mesmo local, o consagrado treinador Luiz Felipe Scolari pode ter feito sua última partida à frente do Palmeiras. Na zona de rebaixamento, o Verdão é o time que mais perdeu no Campeonato Brasileiro e acumulou a décima quarta derrota, caindo ainda mais, agora para a penúltima posição na tabela.

Sob os olhares já do novo treinador, Marcelo Oliveira, ex-Coritiba, o Vasco encontrou um Palmeiras bem postado no início do jogo. Marcação adiantada e pouco espaço para os anfitriões trabalharem a bola. Porém, aos poucos, a preocupação devido à necessidade da vitória, também para os cariocas, foi pesando mais para os visitantes e os comandados do interino Gaúcho começaram a se soltar dentro de campo e explorar os flancos, principalmente com o equatoriano Tenório. Com isso, os paulistas passaram a se defender mais e tentar alguma coisa apenas no contra-ataque.

Mais uma vez, o que destoava para um bom futebol era a quantidade de passes errados das duas equipes. Tanto que faltava acertar o toque final para chegar próximo aos gols. Sendo assim, o gol que inaugurou o marcador no Rio de Janeiro saiu de uma falha da defesa. E foi a vascaína. Aos 23, a torcida palmeirense se encheu de esperança após sobre de cobrança de escanteio, a bola sobrou para Tiago Real fazer novo cruzamento da direita, Dedé e cia. ficaram apenas observando o zagueiro Wellington tocar de cabeça. Fernando Prass ainda conseguiu salvar no primeiro lance, mas na sobra Luan aproveitou nova falha de Dedé e empurrou para a rede. 1 a 0 Palestra.

Mas, para desespero da torcida verde, e para amenizar a revolta da pequena torcida vascaína presente em São Januário, o time da casa conseguiu empatar rapidamente. Aos 29 minutos, Wendel fez cruzamento da intermediária, Alecsandro cabeceou livre para o meio, e, mais livre ainda, Tenorio apareceu na pequena área para apenas empurrar para dentro, deixanto tudo igual. Mesmo abalando os visitantes, o gol de empate fez com que o jogo ficasse mais aberto, com os dois times buscando mais o campo de ataque.

Na volta para a etapa final, a bronca de Felipão deve ter surtido efeito. Ao sair para o intervalo, ele reclamou das poucas oportunidades de ataque criadas pelo alviverde. E seus comandados voltaram dispostos a mudar essa situação. Luan chegou ao menos duas vezes com perigo e Fernando Prass tranquilizou a casa. Por outro lado, os anfitriões, que quase nem chegavam ao ataque, aproveitaram a primeira grande oportunidade que tiveram. Seis minutos. Juninho levantou em bola parada, Nilton avançou completamente só e cabeceou de nuca para trás e venceu um caído goleiro Bruno.

A vantagem no placar acalmou o Vasco e o time conseguiu se postar ainda melhor em campo, enquanto o adversário passou a se lançar ao ataque, completamente desesperado e desorganizado. Gaúcho ainda mandou a campo Felipe, para segurar mais a bola. Do outro lado, Felipão sacou Tiago Real e mandou mais um atacante, Vinícius. Pouco tempo depois, trocou o inoperante Barcos por Obina. Nada deu certo. Pelo contrário. Aos 40 minutos, contra-ataque rápido e Tenório arrancou do meio campo, se livrou de alguns marcadores e serviu Juninho Pernambucano que, em velocidade, invadiu a área e só teve o trabalho de escolher o canto e deslocar Bruno, sacramentando o placar final. Vasco 3 x 1 Palmeiras.

O Palmeiras despencou ainda mais e o segundo pior time do torneio, apenas a frente do Atlético/GO. Luiz Felipe Scolari se reúne nesta quinta-feira com a diretoria do Verdão e deve encerrar a segunda passagem no comando da equipe. Para piorar, o próximo adversário palmeirense é o arquirival Corinthians. Já o Vasco parece estar se recuperando da fase difícil e Marcelo Oliveira chegará a uma equipe embalada pela boa vitória diante dos paulistas. O time da colina se mantém no G4, com 42 pontos.

Nos outros jogos da rodada 24, o Fluminense sofreu, foi dominado pela Portuguesa no Canindé, mas conseguiu fazer dois gols e bater a Lusa, fora de casa, seguino na ponta da tabela. Quem segue na cola do Flu é o Atlético/MG. O Galo recebeu e superou o São Paulo no estádio Independência. Dois pontos separam o Tricolor e os atleticanos.

O Corinthians voltou a não jogar bem e suou para alcançar o empate diante da Ponte Preta, no Pacaembu. Já o Santos voltou a se encontrar com a vitória. Contando com a volta de Neymar, o Peixe fez um jogo truncado diante do Flamengo, que também atravessa fase difícil, mas marcou com o camisa 11 e com Victor Andrade, para fazer dois a zero e mandar para longe a ameaça de aproximação da zona de degola.

(Fotos: Mauro Pimentel-Terra/ Léo Pinheiro-Terra/ Ramon Bitencourt-Agência Lance/ Guilherme Dionizio-Gazeta Press)

Desafetos empatados…

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O duelo entre os dois últimos campeões brasileiros terminou igual. Isso graças a dois atacantes que se transformaram em desafetos no ano passado, quando eram companheiros de clube. Fred, agora artilheiro do Campeonato Brasileiro, com dez gols, e Emerson marcaram para Fluminense e Corinthians, respectivamente, em confronto quente, cercado de lances mais pesados, cartões e discussões entre os jogadores em campo. O Fluminense mostrou um bom futebol, principalmente nos primeiros 30 minutos de jogo. Com um toque de bola envolvente e a velocidade de Wellington Nem, o time conseguia abrir espaços na defesa.

Mas o resultado no primeiro tempo acabou sendo construído no melhor estilo Corinthians de vencer seus jogos. Com uma defesa forte, desde o meio do campo, procurava neutralizar as principais armas do Fluminense, estabelecidas na criatividade do trio formado por Thiago Neves, Wagner e Wellington Nem. Apesar do bom começo, aos poucos eles foram sendo dominados por seus marcadores. Em um jogo quente, com entradas fortes, um erro nesse caso poderia custar caro. E foi o que aconteceu. Aos 36, Wagner perdeu a bola para Ralf no campo de defesa, e o volante tocou para Emerson chutar de esquerda e contar com o desvio em Gum para abrir o placar no Engenhão.

No campo, o Corinthians continuou com seu trabalho de sempre no segundo tempo, e o Fluminense viveu o mesmo sofrimento para conseguir criar jogadas de ataque.Com a clara dificuldade para atacar, o técnico Abel fez uma mudança drástica no time do Fluminense. Ele colocou Rafael Sobis no lugar do zagueiro Gum, que já havia sido advertido com cartão amarelo, e abriu o time, recuando Edinho para a zaga central. A mudança não teve o impacto esperado, mas ainda assim ajudou a criar a primeira oportunidade de Fred no jogo, em ótima cabeçada, que Cássio espalmou, aos 26.

A resposta de Tite para a ousadia de Abel foi a entrada de mais um volante para segurar o resultado. Ele colocou Edenílson no lugar de Emerson para reforçar ainda mais a defesa do Corinthians. Mas não foi suficiente. Em lance de posicionamento de goleador nato, Fred salvou o Fluminense aos 37, empatando o jogo e assumindo a artilharia isolada da competição, com dez gols, impedindo seu desafeto Emerson de sair de campo festejando.

Sábado, contra o Figueirense, lanterna do Brasileiro, em Florianópolis, o Fluminense segue sua perseguição ao Atlético-MG, líder, um ponto à frente e com um jogo a menos. Já o Corinthians, depois do empate com o vice-líder, agora terá a missão de enfrentar o Galo, no Pacaembu, domingo. O Timão soma 25 pontos e aparece em 12º lugar. Por falar no líder, o Atlético teve ingredientes suficientes para mais uma vitória, mas não conseguiu apagar a estrela de Cicinho. O Galo esteve duas vezes à frente no placar, mas o lateral-direito garantiu a travessura da Ponte Preta, que parou o líder do Campeonato Brasileiro ao empatar em 2 a 2 na noite desta quarta-feira, no estádio Independência.

Mas quem decepcionou na rodada, mais uma vez, foi o Palmeiras. A Portuguesa aplicou uma lição ao Verdão, no Canindé: não dá para viver de passado, por mais recente que ele seja. Com um jogo coeso, planejado e baseado nos contra-ataques, a Lusa venceu por 3 a 0, dois gols do artilheiro Bruno Mineiro e um de Moisés, e vê a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro cada vez mais distante. O Verdão, ainda sobre os louros do título da Copa do Brasil, parou de jogar futebol. Em algumas boas atuações, não obteve o resultado por obra do acaso. Nesta quarta, nem boa atuação teve e somou sua terceira derrota consecutiva no torneio.

(Fotos: Mauro Pimentel-Terra/ Pedro Villela-Futura Press/ Ricardo Matsukawa-Terra)

‘Santo André’…

Alexandre Lozetti
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Gols anulados, grandes defesas, discussões e até sangue no rosto. Os ingredientes da primeira etapa foram dignos dos dois últimos campeões da Libertadores. Alternância de poder em campo. O Peixe tinha de volta o quarteto que encantou o país há dois anos: Arouca, Ganso, Neymar e André. Com eles, tentou sufocar logo no início e o centroavante, em sua segunda partida após o retorno ao clube, quase abriu o placar ao desviar chute de fora da área. Sorte de Cássio que a bola se arrastou, fraquinha, até suas mãos. A diferença do Santos de 2012 para o de 2010 é que em vez do veterano Robinho, que era quase um coadjuvante de luxo, agora quem complementa o setor de ataque é o jovem argentino Patito Rodriguez. Mas o Timão não se intimidou e foi se tornando dono da casa.

Em poucos minutos, o Corinthians fez com que todos se lembrassem do domínio absoluto que teve na semifinal da Libertadores, quando venceu por 1 a 0. Mas também havia uma diferença: Sheik, autor daquele golaço, não esteve em campo. Em seu lugar, Romarinho teve espaço para deitar, rolar e chutar. Sorte dos Brunos, Peres e Rodrigo, que Rafael impediu dois gols do herói da Bombonera. O goleiro do Peixe deu sangue, literalmente, pelo time. Um corte no supercílio fez sua cara ficar vermelha – resultado de um choque com o zagueiro Bruno Rodrigo. E vermelho de raiva ele ficou quando Douglas, em ótima tarde, cobrou falta na cabeça de Danilo. Ele, que também havia feito gol na semifinal, fez de novo. Artilheiro do Timão na temporada, com 12 gols.

Neymar, até então, tinha atuação sem grande destaque. Mas craque é aquele que aproveita os momentos mais raros. E como é raro o sistema defensivo conritiano dar moleza a alguém. Seis minutos após o gol corintiano, o atacante carregou, caminhou, acelerou, se livrou facilmente dos marcadores e entrou na área, só observado pelos quatro adversários. Livre, rolou para André completar para o gol e dar ainda mais molho ao duelo.

Neymar, Paulinho, Arouca, Danilo, Ganso, Douglas, Rafael, Cássio… Eram tantos grandes jogadores em campo, que talvez o assistente Emerson Augusto de Carvalho tenha ficado receoso de ser esquecido. Decidiu, então, cometer erro gritante, logo no terceiro minuto da etapa final: não marcou três impedimentos no mesmo lance. Bruno Rodrigo cabeceou, Durval desviou e André completou para o gol, colocando o Peixe à frente e deixando os corintianos indignados.

Não é comum o Timão atuar em desvantagem e tudo que o Peixe espera, com seus jovens velozes, é ter espaço. Patito melhorou. Ajudou na marcação, driblou e segurou a bola no campo de ataque. Mas foi outro argentino quem brilhou. Martínez entrou no lugar de Danilo e reacendeu o jogo em seu único momento de leve marasmo. A impressão era de que o Santos cozinharia o triunfo até o apito final de Flávio Rodrigues Guerra, mas o hermano, pela esquerda, justificou sua contratação. Aos 35 minutos, entrou na área, cortou para o meio e bateu com consciência, no cantinho.

Martínez acendeu Tite, acendeu a torcida visitante na arquibancada e acendeu até o Santos. Ainda havia forças para nova reação? A resposta veio três minutos depois, da cabeça de Bruno Rodrigo, que acertou o canto esquerdo e conseguiu o feito de deixar o gigante Cássio com os pés pregados no chão. As tentativas de novo empate vieram das bolas paradas de Douglas, que não surtiram o mesmo efeito. Os corintianos vão reclamar do bandeirinha e os santistas vão enaltecer a vitória. Para a história, fica mais um grande confronto entre os alvinegros. Santos 3 x 2 Corinthians.

Embalado pelas duas vitórias consecutivas após a volta de Neymar, o Santos terá uma semana importante. Na quarta-feira, pega o Universidad do Chile, em Santiago, na primeira partida da decisão da Recopa. No sábado, terá pela frente o Palmeiras. Já o Corinthians descansa até o próximo domingo, quando receberá o São Paulo no Pacaembu, na tentativa de manter a supremacia dos últimos anos sobre o rival.

Nos outros jogos da rodada 18, o São Paulo voltou a vencer. Por 40 dias, o São Paulo ficou órfão de Lucas. Foram dez jogos sem seu melhor jogador. Na noite de sábado, time e jogador mataram a saudade um do outro e o resultado foi ótimo: comandados pelo camisa 7, 3 a 0 para cima de uma apática Ponte Preta. O triunfo interrompeu uma série de três derrotas e recolocou o time perto da zona de classificação à Libertadores de 2013.

Quem não se deu bem foi o Palmeiras. O Atlético/GO mostrou que sua boa fase contra os paulistas continua muito viva. Depois de vencer o São Paulo e empatar com Corinthians, Ponte Preta e Santos, o Dragão bateu o Palmeiras por 2 a 1 no Serra Dourada. Além de ganhar uma posição na tabela de classificação, impossibilitou que os paulistas se distanciassem da zona de rebaixamento. No jogo sem maiores emoções entre Portuguesa e Internacional, empate em 1 a 1, com gol do estreante zagueiro Juan para os colorados. E em Belo Horizonte, numa tarde em que Ronaldinho e Seedorf brilhavam, quem decidiu a partida no Independência, foram dois reservas do Atlético-MG que entraram em campo no segundo tempo. Neto Berola recebeu passe de calcanhar de Carlos César e marcou aos 43 minutos da etapa final o gol da vitória por 3 a 2 do líder do Campeonato Brasileiro – e antecipadamente campeão simbólico do primeiro turno – sobre o Botafogo.

(Fotos: Fernando Borges-Terra/ Randes Nunes da Cunha-Gazeta Press/ Pedro Vilela-Agif-Gazeta Press)