Archive for the ‘ Botafogo ’ Category

Fluminense Campeão Brasileiro 2012!!!

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Melhor ataque. Melhor defesa. Maior número de vitórias. Goleador do campeonato. E campeão. A contagem regressiva do Fluminense terminou neste domingo, em Presidente Prudente. Se Fred tiver uma chance, até pode acontecer de perder. Se tiver uma segunda, vá lá, existe a chance de a bola não entrar. Mas uma terceira há de ser fatal. O primeiro tempo em Presidente Prudente parecia avisar que chegaria o momento em que o centroavante desequilibraria a balança da partida, bastante parelha. Pois chegou.

O camisa 9, tão decisivo ao longo de todo o campeonato, alcançou todas as variantes em sua luta pelo gol. Na primeira chance, viu Bruno espalmar; na segunda, observou a bola bater na trave; na terceira, finalmente celebrou. Porque o natural seria que o passe matemático de Rafael Sobis, aos 45 minutos, já rendesse gol na conclusão de Wellington Nem. Mas não. Bruno espalmou. E Fred estava lá, munido desse ímã que parece ter nas chuteiras – sempre hipnotizando a bola na sua direção. 1 a 0 Flu.

O gol foi precedido por forte equilíbrio das duas equipes – os mandantes perderam Henrique, que levou uma pancada de Bruno nas costelas. Se o Fluminense tinha Fred à espreita, o Palmeiras contava com Barcos sempre disposto a incomodar. De costas, acossado por Gum, ele conseguiu girar, mas concluiu para fora aos 18 minutos. Pouco depois, teve uma chance rara. Na pequena área, mal marcado, subiu livre. E cabeceou para fora. A afobação palmeirense foi visível. No início do jogo, até conseguiu controlar o jogo, deixar a bola sob seu domínio – mas sempre acelerando as jogadas mais do que a partida pedia. No desespero, exagerou em jogadas aéreas. Tentou otimizar seus ataques, buscou atalhos, correu contra o relógio.

Mal começava o segundo tempo em Presidente Prudente, e o Vasco alcançava o gol de empate com o Atlético-MG em São Januário. A combinação de resultados dava o título ao Fluminense. Não precisava de mais nada. Era só esperar o tempo passar, manter tudo como estava. Mas os tricolores queriam mais. E tiveram mais – para o bem e para o mal. Fred foi novamente decisivo – involuntariamente, mas foi. Aos oito minutos, ele se deslocou para a ponta direita e decidiu cruzar para a área, onde estava Sóbis. No meio do caminho, a bola desviou em Maurício Ramos e encobriu Bruno. Era o segundo gol. Era a mão na taça, o prenúncio do título.

Só que faltava combinar com o Palmeiras. Por maior que fosse o desespero alviverde, ainda havia vida no adversário. E havia Barcos. Após cobrança de escanteio, a bola ficou viva na área e rumou na direção do Pirata. Ele não perdoou. Renascia a esperança. Eram 15 minutos. Quatro depois, o empate. Novo cruzamento da direita, novo cabeceio, desta vez de Patrick Vieira. E novo gol! Incrível: o 2 a 2 mudava tudo, tirava o título antecipado do Fluminense, renascia o Atlético-MG em São Januário, dava alento ao Palmeiras.

O gol revolucionou a partida. Com ele, o Alviverde resolveu se jogar de vez para o ataque. Passou a agredir o Fluminense, que ganhava espaço para o contra-ataque – em um deles, Maurício Ramos, após novo rebote de escanteio, aos 30 minutos, só não virou a partida porque Diego Cavalieri fez defesa assombrosa. Mas o Fluminense seguia ameaçando. E Fred, sempre ele, fez. Eram 43 minutos do segundo tempo. Jean, novamente gigantesco, cruzou da direita, e o centroavante fez. Gol do Fluminense, gol do título, gol do campeão, do tetracampeão, do clube tantas vezes campeão. Gol da equipe que mais fez gols e que menos tomou. Gol da equipe de Diego Cavalieri, de Jean, de Gum, de Thiago Neves, de Abel Braga. E de Fred… Palmeiras 2 x 3 Fluminense.

A supremacia foi tão grande, a campanha foi tão superior, que os tricolores se permitem o luxo de transformar em festa as três rodadas finais do Brasileirão. Com o resultado, o time do multicampeão Abel Braga foi a impressionantes 76 pontos. Tem dez a mais do que o Grêmio, que assumiu a vice-liderança. O Palmeiras, com 33, vive o inferno. É o 18º, sete abaixo do Bahia, o primeiro fora da linha da queda – e que joga neste domingo. No próximo domingo,o Fluminense recebe o Cruzeiro, no Engenhão e o Palmeiras visita o Flamengo em Volta Redonda.

O Grêmio assumiu a segunda posição por dois fatores. Em uma grande virada contra um grande rival, o Grêmio venceu o São Paulo por 2 a 1, no estádio Olímpico, em Porto Alegre, assumiu a vice-liderança do Brasileirão e confirmou a vaga matemática na Libertadores 2013. Rogério Ceni abriu o placar, de pênalti, cometido por Saimon depois de uma falha gritante. No segundo tempo, André Lima saiu do banco e empatou o jogo. E aos 39, Marcelo Moreno, em uma linda cabeçada, garantiu a vitória aos donos da casa.

Já o Atlético/MG, que até ontem brigava pelo título nacional, caiu para terceiro. Em São Januário, igualdade entre Vasco e Galo: 1 a 1. Os vascaínos, que chegaram a 51 pontos, dependem de um milagre para conquistar uma vaga no G-4, já que somam oito pontos a menos do que o São Paulo, atual quarto colocado, com nove pontos ainda a serem disputados. Outro que sonha com uma remota possibilidade de vaga entre os quatro melhores é o Botafogo, que venceu facilmente a Portuguesa por 3 a 0 no Rio. A Lusa segue bastante ameaçada pelo rebaixamento. Somente se preparando para o Mundial de Clubes, o Corinthians, em ritmo de treino, goleou o Coritiba no Pacaembu. Cruzeiro e Flamengo venceram Bahia e Náutico, respectivamente, e afastaram definitivamente qualquer risco de disputarem a Série B no ano que vem.

*Rodada 35*
Sábado – 10/11/2012
Botafogo 3 x 0 Portuguesa – Engenhão/Rio de Janeiro(RJ)
Corinthians 5 x 1 Coritiba – Pacaembu/São Paulo(SP)
Atlético/GO 2 x 1 Santos – Bezerrão/Taguatinga(DF)

Domingo – 11/11/2012
Vasco 1 x 1 Atlético/MG – São Januário/Rio de Janeiro(RJ)
Palmeiras 2 x 3 Fluminense – Eduardo José Farah/Presidente Prudente(SP)
Cruzeiro 3 x 1 Bahia – Independência/Belo Horizonte(MG)
Figueirense 1 x 1 Sport – Orlando Scarpelli/Florianópolis(SC)
Náutico 0 x 1 Flamengo – Aflitos/Recife(PE)
Grêmio 2 x 1 São Paulo – Olímpico/Porto Alegre(RS)
Ponte Preta 1 x 0 Inter – Moisés Lucarelli/Campinas(SP)

CLASSIFICAÇÃO P
1 Fluminense 76
2 Grêmio 66
3 Atlético/MG 65
4 São Paulo 59
5 Botafogo 54
6 Corinthians 53
7 Vasco 51
Inter 51
9 Flamengo 47
10 Cruzeiro 46
Ponte Preta 46
Santos 46
13 Naútico 45
Coritiba 45
15 Portuguesa 40
Bahia 40
17 Sport 37
18 Palmeiras 33
19 Figueirense 30
20 Atlético/GO 26

(Fotos: Lucas Uebel-Grêmio FBPA-Divulgação / Bruno de Lima-Lancepress! / Fernando Borges-Terra)

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Desespero tomou conta…

Diego Ribeiro
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O gol tardio de Barcos não enganou a torcida do Palmeiras, que vaiou o time ao final do empate com o Botafogo, neste domingo, em Araraquara. Alguns, já prevendo o desastre, choravam. O rebaixamento para a Série B, faltando quatro rodadas para o fim do Campeonato Brasileiro, é cada vez mais realidade pelos lados do Verdão. Fazer o simples nem sempre é tão fácil. O Palmeiras de Gilson Kleina é capaz de provar isso. No discurso, tudo muito bonito: não inventar, tocar fácil, fazer o básico. Na prática… Sabendo disso, o Botafogo de Oswaldo de Oliveira se portou de maneira correta, esperando a primeira falha palmeirense para armar o contra-ataque. O Verdão, mais uma vez, foi superior ao seu adversário. A irritação deu lugar à paciência, postura que animou o pequeno público presente em Araraquara – uma decepção, já que o time precisa demais do apoio do torcedor. Tudo ia bem, até que Maurício Ramos não fez o simples. Justo ele, que durante a semana cobrou tranquilidade dos seus companheiros. Aos 21, resolveu sair jogando, Andrezinho roubou, quatro botafoguenses dispararam e Lodeiro chutou, a bola caprichosamente bateu na trave e voltou na cabeça do uruguaio para fazer 1 a 0. O Botafogo, sim, fazia o básico.

Depois do gol, a torcida ensaiou um protesto, gritando que se o Palmeiras não ganhasse o “bicho ia pegar”. Ainda assim, o pirata Barcos acordou, buscou jogo, tentou tabelas. Mesmo assim, nada levava perigo à meta de Jefferson. Sem imaginação no meio-campo, sobrou para a bola parada de Marcos Assunção. Aos 28, cobrança de escanteio na cabeça de Patrick Vieira, que desviou para Barcos empatar, quase debaixo das traves. O coração palmeirense se esperava novamente.

O Botafogo começou o segundo tempo com marcação no campo de ataque, pressionando a saída de bola alviverde. Sempre com seu bloco de quatro jogadores bem definido: Andrezinho, Fellype Gabriel e Lodeiro em linha, e Bruno Mendes mais avançado. Mais ligado, o Alvinegro, enfim, descobriu o caminho para irritar um Palmeiras que vive altos e baixos na parte psicológica. Gesticulando muito, Oswaldo pedia para seus jogadores rodarem a bola de um lado a outro do campo.

Quando Gilson Kleina mandou Maikon Leite para o aquecimento, a sensação era de que ele sacaria seu jogador mais irritado. No entanto, o palmeirense ousou e tirou Artur, deixando a equipe com três atacantes para tentar retomar as rédeas do jogo. No plano tático, deu certo. O Verdão passou a pressionar, mandar no jogo. O panorama era todo alviverde. Faltou técnica. De novo, o “simples” não apareceu. Luan, duas vezes, Maikon Leite e Patrick Vieira tiveram a bola do jogo quase na pequena área, em lances semelhantes. Nas quatro vezes, perderam suas oportunidades. O castigo foi duro, quase um nocaute. De novo, Maurício Ramos, em dia para ser esquecido. Aos 18 minutos, ele perdeu uma disputa com Lodeiro, que cruzou na cabeça de Elkeson – o atacante acabara de entrar no lugar de Fellype Gabriel: 2 a 1 para o eficiente Botafogo.

Nos 30 minutos que sucederam o gol de Elkeson, o pesadelo das chances perdidas se repetiu no Palmeiras. E tome bola na trave de Maikon Leite, defesa de Jefferson em chute do mesmo atacante, tropeço de Patrick Vieira com o gol vazio, bola de Barcos que a zaga salva em cima da linha…O Palmeiras martelava, martelava, martelava… Torcedores se desesperavam nas arquibancadas. Nas finalizações, um verdadeiro massacre. Tinham sido 21 tentativas de gol verde contra sete do Alvinegro. Aos 45 minutos, Barcos, apareceu – de novo! – na sua missão de salvador. O argentino dominou no peito dentro da área, deixou a bola pingar e encheu o pé esquerdo no ângulo de Jefferson. Palmeiras 2 x 2 Botafogo.

No próximo domingo, se perder para o Fluminense em Presidente Prudente, o Palmeiras já pode ser oficialmente rebaixado, caso Bahia e Portuguesa vençam Cruzeiro e Botafogo, respectivamente. Já o Botafogo lamentou demais o gol sofrido no fim. O time foi aos 51 pontos e continua a oito do São Paulo. O Fogão encara a Lusa, sábado, no Engenhão.

No Morumbi, teve clássico das duas melhores equipes do segundo turno. Aliás, os atacantes Fred e Luis Fabiano são os principais artilheiros do campeonato e provaram que, com eles em campo, todo cuidado é pouco. Os zagueiros Gum, do Flu, e Rafael Toloi, do Tricolor paulista, não tiveram essa precaução. Falharam em lances capitais e permitiram o empate por 1 a 1. O jogo marcou o recorde de público desta edição do Brasileiro: 54.118 pagantes. O empate deixa o Fluminense, com 73 pontos, soberano na liderança e muito perto do título, com chances de ser campeão já no próximo domingo. Já o São Paulo, com 59, se consolida cada vez mais na quarta posição, a última do grupo que garante vaga na Taça Libertadores.

Nos outros jogos da rodada 34, Neymar deu show mais uma vez, e o Santos atropelou o Cruzeiro, fora de casa. O Sport manteve vivo o sonho de permanecer na Série A, passando por cima do desestruturado Vasco. O Bahia foi outro a aumentar suas chances de continuar na elite ao sair vitorioso do confronto direto contra a Portuguesa, no Canindé. E o Atlético/MG praticamente sepultou suas chances de ser campeão ao perder para o Coritiba, no estádio Couto Pereira.

*Rodada 34*
Sábado – 03/11/2012
Flamengo 1 x 0 Figueirense – Raulino de Oliveira/Volta Redonda(RJ)
Cruzeiro 0 x 4 Santos – Independência/Belo Horizonte(SP)
Grêmio 1 x 0 Ponte Preta – Olímpico/Porto Alegre(SP)

Domingo – 04/11/2012
Vasco 0 x 3 Sport – Volta Redonda/Rio de Janeiro(RJ)
São Paulo 1 x 1 Fluminense – Morumbi/São Paulo(SP)
Portuguesa 0 x 1 Bahia – Canindé/São Paulo(SP)
Atlético/GO 0 x 2 Corinthians – Boca do Jacaré/Brasília(DF)
Náutico 3 x 0 Inter – Aflitos/Recife(PE)
Palmeiras 2 x 2 Botafogo – Fonte Luminosa/Araraquara(SP)
Coritiba 1 x 0 Atlético/MG – Couto Pereira/Curitiba(PR)

CLASSIFICAÇÃO P
1 Fluminense 73
2 Atlético/MG 64
3 Grêmio 63
4 São Paulo 59
5 Inter 51
Botafogo 51
7 Vasco 50
Corinthians 50
9 Santos 46
10 Coritiba 45
Naútico 45
12 Flamengo 44
13 Cruzeiro 43
Ponte Preta 43
15 Portuguesa 40
Bahia 40
17 Sport 36
18 Palmeiras 33
19 Figueirense 29
20 Atlético/GO 23

(Fotos: Célio Messias-Agência Lance/ Helio Suenaga-Gazeta Press/ Edson Lopes Jr-Terra/ Giuliano Gomes-Gazeta Press)

Sob os olhares do maestro…

Diego Ribeiro e Leandro Canônico
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O fim de semana começou com festa para o São Paulo e com pressão para o Cruzeiro. E dentro de campo os dois ambientes se confirmaram. Muito embora a partida deste domingo não tenha sido um espetáculo, a festa do Tricolor na apresentação do reforço Ganso valeu o ingresso dos 40.457 torcedores. Antes do jogo, o sorriso estampado no rosto evidenciou bem a felicidade de Paulo Henrique Ganso. Na apresentação do jogador, que assinou contrato por cinco temporadas, a festa foi digna de um craque. Craque empolgado com essa nova oportunidade na carreira, que afirmou que desde a primeira conversa com o São Paulo, há mais de um mês, teve a certeza de que o Morumbi seria o seu destino.

Anunciado por sistema de som, o meia entrou em campo pelo túnel do vestiário e foi recepcionado por dezenas de crianças, que soltaram balões vermelhos, brancos e pretos. O agora camisa 8 do Morumbi, subiu totalmente uniformizado, acenou para a torcida, deu volta olímpica no carrinho da maca e foi extremamente ovacionado pela torcida tricolor. Chamado de maestro por sua qualidade técnica, Ganso foi acompanhado de um mascote tricolor no gramado. O São Paulo, aliás, estava vestido como o líder de uma orquestra, de terno e batuta na mão. Eufórica, a torcida tricolor gritou: “ô, o Ganso é tricolor” e depois cantou o hino são-paulino. Afinal, Ganso agora é o maestro tricolor.

Os aplausos efusivos da torcida tricolor durante a apresentação de Ganso no gramado do Morumbi foram substituídos por vaias ao fim do primeiro tempo. E com razão. Os primeiros 45 minutos da partida contra o Cruzeiro foram ruins. Bem ruins. Nenhum dos dois apresentou criatividade suficiente para levar perigo ao outro lado. Mais ousado nos minutos iniciais, a Raposa teve mais posse de bola e pressionou o rival no campo de defesa. Mas não conseguiu chegar com força. Com Lucas apagado do lado direito, o São Paulo tinha apenas uma jogada ofensiva: arriscar pelo lado esquerdo, com as investidas de Osvaldo. Mas não deu certo. O atacante tricolor era até insinuante quando pegava na bola, porém não deu trabalho ao goleiro Fábio.

A ausência do machucado Luis Fabiano prejudicou os donos da casa, mas também não houve muita ação por parte da armação tricolor. No Cruzeiro, ao fim do primeiro tempo, duas alterações por conta de lesão. Borges e Souza entraram nas vagas de Wallyson e Wellington Paulista, respectivamente. Antes mesmo de o cronômetro marcar dez minutos do segundo tempo, Celso Roth foi obrigado a fazer sua terceira e última alteração. Lucas Silva entrou no lugar de Charles, que sentiu lesão em disputa de bola com o são-paulino Lucas. Se do lado mineiro os problemas eram as lesões, do lado tricolor eram as finalizações. Com apenas duas no primeiro tempo, o São Paulo continuou mal nesse quesito na etapa final. Ney Franco, então, decidiu sacar Willian José, substituto do machucado Luis Fabiano, e mandar a campo o garoto Ademilson.

Coincidência ou não, Ademilson participou das melhores jogadas do Tricolor na partida até então. Aos 22, Ademilson tabelou com Douglas. O lateral cruzou da direita, e Fábio espalmou para Osvaldo, que completou para o gol de cabeça. Em vantagem no placar, o São Paulo passou a dominar as ações da partida. Mais veloz após a entrada de Ademilson, o time pressionou e não deu espaço ao Cruzeiro.

Quando tinha a bola, a Raposa trocava muitos passes à procura de uma brecha na defesa são-paulina. Não encontrou. E teve de correr muito para segurar os contra-ataques tricolores com Osvaldo, Lucas e Ademilson. A vitória mantém o São Paulo na briga pela Libertadores e aumenta a pressão no Cruzeiro de Celso Roth. São Paulo 1 x 0 Cruzeiro. Com mais esses três pontos, o São Paulo foi a 42, em quinto, e mantém perseguição ao Vasco, com 44, na busca de um lugar na zona de classificação à Taça Libertadores da América. Já o Cruzeiro, pressionado na saída de Belo Horizonte, segue com 35 pontos, na nona posição, cada vez mais distante da briga pelo G-4.

Se o jogo do Morumbi ficou devendo tecnicamente, no Engenhão a disputa foi bem interessante. Em mais uma grande atuação de Clarence Seedorf, o Botafogo lutou, mas não saiu do empate em 2 a 2 com o Corinthians. O holandês, que voltou ao time depois de dois jogos fora por causa de uma contratura na coxa esquerda, marcou os dois gols dos alvinegros do Rio, enquanto Paolo Guerrero e Douglas fizeram para os paulistas. Já no Pacaembu, na noite de sábado, era o primeiro jogo do Santos após a venda de Paulo Henrique Ganso para o São Paulo. Mas a ausência mais sentida foi a de sempre: Neymar. Sem ele, o time foi presa fácil para a Portuguesa. O goleador Bruno Mineiro, duas vezes, e Léo Silva fizeram os gols da vitória, e André descontou para o apático Alvinegro, 3 a 1.

Mas o maior destaque do sábado foi o Palmeiras. Aliás, quando o goleiro Wilson colocou a cabeça no travesseiro naquela noite, deve ter demorado para pegar no sono. Na cabeça, só Marcos Assunção. O volante do Palmeiras infernizou a vida do rival e foi o grande responsável pela vitória alviverde por 3 a 1 sobre o Figueirense. No jogo que marcou a boa estreia do técnico Gilson Kleina no comando da equipe paulista, Assunção deu assistências para os dois primeiros gols, de Thiago Heleno e Henrique, marcou o terceiro. A vitória faz o Verdão chegar a 23 pontos e subir para o 18º lugar, ultrapassando o próprio Figueirense. Com a derrota do Coritiba para o Sport, no domingo, o Verdão está mais perto de sair da zona de risco: cinco pontos.

(Fotos: Cristiano Andújar-Agência Lance/ Marcelo Pereira-Terra/ Wagner Meier-Agif-Gazeta Press)

Vaga sofrida…

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O Botafogo lutou, pressionou e venceu, mas não levou a vaga às oitavas de final da Copa Sulamericana. Com um golzinho que fez toda a diferença, o Palmeiras se classificou mesmo perdendo por 3 a 1 nesta quarta-feira, no Engenhão, pelo jogo de volta da primeira fase da competição internacional. Mesmo com todo o sufoco, o Verdão se classificou graças à vitória por 2 a 0 na partida de ida e o gol marcado fora de casa – critério de desempate no torneio.

Emoção não faltou na partida, que merecia público bem maior no Rio de Janeiro – apenas 2.434 pagantes compareceram ao Engenhão. O Botafogo abriu o placar com Seedorf (após receber passe de Lucas, impedido), sofreu o empate com Patrik, marcou dois gols no segundo tempo e fez 15 minutos insanos no fim. Pressão total, bolas choradas, finalização na trave. Sem sucesso.

O time de Luiz Felipe Scolari aguarda o vencedor do confronto entre Guarani, do Paraguai, e Millonarios, da Colômbia, que farão o primeiro jogo no dia 30, e o segundo, em 19 de setembro. Cheio de desfalques, o Verdão continua sua maratona entre Sul-Americana e Campeonato Brasileiro, buscando alternativas para se virar. Nesta quarta, a classificação heroica veio com 12 desfalques e apenas cinco jogadores no banco de reservas. O Botafogo, por outro lado, foca no Campeonato Brasileiro para buscar uma vaga na Libertadores.

No outro jogo entre brasileiros que definiu vaga na fase internacional da Sulamericana, o Grêmio conseguiu chegar ao apito final classificado. Mesmo perdendo por 3 a 2 no Couto Pereira, a equipe gaúcha somou o placar à vitória por 1 a 0 em Porto Alegre e comemorou graças ao maior número de gols fora de casa.

(Fotos: Mauro Pimentel-Terra/ Lucas Uebel-Divulgação)

‘Santo André’…

Alexandre Lozetti
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Gols anulados, grandes defesas, discussões e até sangue no rosto. Os ingredientes da primeira etapa foram dignos dos dois últimos campeões da Libertadores. Alternância de poder em campo. O Peixe tinha de volta o quarteto que encantou o país há dois anos: Arouca, Ganso, Neymar e André. Com eles, tentou sufocar logo no início e o centroavante, em sua segunda partida após o retorno ao clube, quase abriu o placar ao desviar chute de fora da área. Sorte de Cássio que a bola se arrastou, fraquinha, até suas mãos. A diferença do Santos de 2012 para o de 2010 é que em vez do veterano Robinho, que era quase um coadjuvante de luxo, agora quem complementa o setor de ataque é o jovem argentino Patito Rodriguez. Mas o Timão não se intimidou e foi se tornando dono da casa.

Em poucos minutos, o Corinthians fez com que todos se lembrassem do domínio absoluto que teve na semifinal da Libertadores, quando venceu por 1 a 0. Mas também havia uma diferença: Sheik, autor daquele golaço, não esteve em campo. Em seu lugar, Romarinho teve espaço para deitar, rolar e chutar. Sorte dos Brunos, Peres e Rodrigo, que Rafael impediu dois gols do herói da Bombonera. O goleiro do Peixe deu sangue, literalmente, pelo time. Um corte no supercílio fez sua cara ficar vermelha – resultado de um choque com o zagueiro Bruno Rodrigo. E vermelho de raiva ele ficou quando Douglas, em ótima tarde, cobrou falta na cabeça de Danilo. Ele, que também havia feito gol na semifinal, fez de novo. Artilheiro do Timão na temporada, com 12 gols.

Neymar, até então, tinha atuação sem grande destaque. Mas craque é aquele que aproveita os momentos mais raros. E como é raro o sistema defensivo conritiano dar moleza a alguém. Seis minutos após o gol corintiano, o atacante carregou, caminhou, acelerou, se livrou facilmente dos marcadores e entrou na área, só observado pelos quatro adversários. Livre, rolou para André completar para o gol e dar ainda mais molho ao duelo.

Neymar, Paulinho, Arouca, Danilo, Ganso, Douglas, Rafael, Cássio… Eram tantos grandes jogadores em campo, que talvez o assistente Emerson Augusto de Carvalho tenha ficado receoso de ser esquecido. Decidiu, então, cometer erro gritante, logo no terceiro minuto da etapa final: não marcou três impedimentos no mesmo lance. Bruno Rodrigo cabeceou, Durval desviou e André completou para o gol, colocando o Peixe à frente e deixando os corintianos indignados.

Não é comum o Timão atuar em desvantagem e tudo que o Peixe espera, com seus jovens velozes, é ter espaço. Patito melhorou. Ajudou na marcação, driblou e segurou a bola no campo de ataque. Mas foi outro argentino quem brilhou. Martínez entrou no lugar de Danilo e reacendeu o jogo em seu único momento de leve marasmo. A impressão era de que o Santos cozinharia o triunfo até o apito final de Flávio Rodrigues Guerra, mas o hermano, pela esquerda, justificou sua contratação. Aos 35 minutos, entrou na área, cortou para o meio e bateu com consciência, no cantinho.

Martínez acendeu Tite, acendeu a torcida visitante na arquibancada e acendeu até o Santos. Ainda havia forças para nova reação? A resposta veio três minutos depois, da cabeça de Bruno Rodrigo, que acertou o canto esquerdo e conseguiu o feito de deixar o gigante Cássio com os pés pregados no chão. As tentativas de novo empate vieram das bolas paradas de Douglas, que não surtiram o mesmo efeito. Os corintianos vão reclamar do bandeirinha e os santistas vão enaltecer a vitória. Para a história, fica mais um grande confronto entre os alvinegros. Santos 3 x 2 Corinthians.

Embalado pelas duas vitórias consecutivas após a volta de Neymar, o Santos terá uma semana importante. Na quarta-feira, pega o Universidad do Chile, em Santiago, na primeira partida da decisão da Recopa. No sábado, terá pela frente o Palmeiras. Já o Corinthians descansa até o próximo domingo, quando receberá o São Paulo no Pacaembu, na tentativa de manter a supremacia dos últimos anos sobre o rival.

Nos outros jogos da rodada 18, o São Paulo voltou a vencer. Por 40 dias, o São Paulo ficou órfão de Lucas. Foram dez jogos sem seu melhor jogador. Na noite de sábado, time e jogador mataram a saudade um do outro e o resultado foi ótimo: comandados pelo camisa 7, 3 a 0 para cima de uma apática Ponte Preta. O triunfo interrompeu uma série de três derrotas e recolocou o time perto da zona de classificação à Libertadores de 2013.

Quem não se deu bem foi o Palmeiras. O Atlético/GO mostrou que sua boa fase contra os paulistas continua muito viva. Depois de vencer o São Paulo e empatar com Corinthians, Ponte Preta e Santos, o Dragão bateu o Palmeiras por 2 a 1 no Serra Dourada. Além de ganhar uma posição na tabela de classificação, impossibilitou que os paulistas se distanciassem da zona de rebaixamento. No jogo sem maiores emoções entre Portuguesa e Internacional, empate em 1 a 1, com gol do estreante zagueiro Juan para os colorados. E em Belo Horizonte, numa tarde em que Ronaldinho e Seedorf brilhavam, quem decidiu a partida no Independência, foram dois reservas do Atlético-MG que entraram em campo no segundo tempo. Neto Berola recebeu passe de calcanhar de Carlos César e marcou aos 43 minutos da etapa final o gol da vitória por 3 a 2 do líder do Campeonato Brasileiro – e antecipadamente campeão simbólico do primeiro turno – sobre o Botafogo.

(Fotos: Fernando Borges-Terra/ Randes Nunes da Cunha-Gazeta Press/ Pedro Vilela-Agif-Gazeta Press)

Já vi essa letra antes…

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Parecia que os erros dos dois lados seriam fundamentais para selar o empate entre Coritba e Corinthians, neste domingo, no estádio Couto Pereira, em Curitiba. Coritiba e Corinthians abusaram dos erros no primeiro tempo e só não foram para o intervalo zerados porque a equipe da casa apresentou ligeira vantagem nos duelos de meio-campistas. Pela direita, Gil ficava de olho em Danilo, Junior Urso marcava Douglas pelo meio e, pela esquerda, Chico era o responsável por conter os avanços de Paulinho. Enquanto isso, o Timão tentava fazer a já conhecida marcação por pressão no ataque.

Aos poucos, o Timão conseguia sair da forte marcação adversária e passou a encontrar espaços principalmente pelo lado esquerdo de seu ataque. Fabio Santos e Danilo, auxiliados por Romarinho, levavam vantagem sobre Ayrton e Gil. Romarinho teve as melhores oportunidades do Corinthians, mas pecou em todas. As investidas corintianas não intimidaram o Coxa, que logo retomou o domínio da partida e abriu o placar. Éverton Ribeiro aproveitou cochilo da defesa adversária e tocou para Chico, que enfiou para Leonardo. De primeira, o atacante acertou passe às costas de Paulo André, e Éverton Ribeiro venceu Cássio, aos 46 minutos.

Na saída para o intervalo, Danilo reconheceu a pouca efetividade do ataque corintiano e pediu mais presença ofensiva. No vestiário, possivelmente a conversa com o técnico Tite foi sobre este tema, já que o treinador trocou o meia Douglas pelo atacante peruano Paolo Guerrero. A troca surtiu efeito, e o Timão voltou mais ligado. Mas, tempo depois, Tite foi obrigado a substituir Fabio Santos, sentindo lesão, pelo argentino Martinez. Jorge Henrique, então, foi deslocado para a esquerda. E assim, improvisado, o Timão melhorou e virou o jogo. Jorge, bancando o lateral, cruzou na cabeça de Paulinho, que cabeceou para o chão e venceu o goleiro Vanderlei, aos 20 minutos.

O gol aumentou ainda mais o ritmo da partida, que se tornou eletrizante, com ótimas chances para os dois lados. O empate não servia, e as equipes faziam um jogo franco. No entanto, faltava acertar o pé no último lance. Quando parecia que o jogo terminaria empatado, o Timão conseguiu a virada. Martínez achou Paulinho pela direita. O volante cruzou rasteiro e Romarinho chegou finalizando de calcanhar, aos 45 minutos. Da mesma maneira que fez o seu primeiro com a camisa do Timão, no clássico diante do Palmeiras. Golaço que selou a vitória dos paulistas. Coritiba 1 x 2 Corinthians. Com o resultado, o Corinthians soma 21 pontos e ocupa a décima colocação na classificação do campeonato. O Coritiba, com 15, está em 15º.

Nos outros jogos da rodada 16, destaque para o Grêmio. Na base da raça gaúcha, o time de Vanderlei Luxmeburgo conquistou uma vitória por 2 a 1, de virada, sobre o São Paulo, em pleno Morumbi. No sábado, no Pacaembu, o Atlético Goianiense teve boa atuação, mas não conseguiu segurar os argentinos Patricio Rodriguez e Miralles, que entraram no segundo tempo e salvaram o Peixe da derrota, marcando um gol cada e decretando o empate por 2 a 2.

Portuguesa e Botafogo podem fazer melhor do que apresentaram neste domingo. Lusa e Alvinegro se alternaram no domínio do jogo, sem exercer efetivamente uma superioridade. Com isso, a igualdade ficou de bom tamanho, e os rivais ficaram no empate por 1 a 1. Por falar em confronto Rio-SP, Fluminense e Palmeiras entraram em campo prometendo um grande jogo no Engenhão. Diante de 8.536 presentes, no entanto, as expectativas não vingaram, e quem brilhou foi um coadjuvante: Jean esperou até o fim para dar a terceira vitória seguida ao Flu, esta por 1 a 0, e garantir a vice-liderança. A primeira posição ainda é do Atlético/MG, que bateu o até então segundo colocado, Vasco, e agora abriu três pontos de vantagem para o vice-líder.

(Fotos: Felipe Gabriel-Agência Lance/ Giuliano Gomes-Gazeta Press/ Léo Pinheiro-Terra/ Bruno Cantini-Atlético/MG-Divulgação)

G10…nota 10!

Alexandre Lozetti
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Pode um campeão da América estabelecer como meta ficar entre os dez melhores do Brasil? Pode. Agora pode! Era o que Tite queria. Enquanto as forças estavam voltadas para a Libertadores, seu Corinthians chegou a ficar na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. A meta inicial era modesta: chegar ao G-10. E foi alcançada. Com uma tática “Rothiana” de parar o jogo, a equipe mineira só conseguiu equilibrar no início, quando se posicionou mais à frente e Montillo teve certa liberdade para jogar. O camisa 10 estava veloz, com deslocamento e toques rápidos, mas foi perdendo os espaços, diminuindo o ritmo, até que o campeão da Libertadores já tinha domínio total.

Danilo participou muito do jogo e dava aquela velha impressão de ser impossível lhe roubar a bola. Numa de suas jogadas características, acertou um chute forte de fora da área, teve até auxílio de um desvio na zaga, mas Fábio espalmou. A movimentação dos corintianos confundiu o Cruzeiro, que mesmo assim perdeu a grande chance de abrir o placar. Em cobrança de escanteio, Leandro Guerreiro ficou de frente para o gol e, de pé esquerdo, chutou para fora.

Tantas faltas da Raposa, em algum momento, trariam prejuízo. Aos 20 minutos, quando Sandro Silva, que gosta de toques refinados, errou o domínio dentro da área, errou também o tempo da bola e acertou as pernas de Jorge Henrique: pênalti bem batido por Chicão. E o volante cruzeirense, que já tinha cartão amarelo, foi poupado pelo árbitro Leandro Vuaden. Mas não por Celso Roth. Era tão óbvio que ele seria expulso, que logo foi substituído por Fabinho. Esquema ofensivo incapaz de fazer os mineiros ameaçarem até o fim do primeiro tempo.

Na etapa final, o Corinthians manteve a postura do primeiro tempo até o Cruzeiro voltar a adiantar sua formação. Quando notou que estava exposto aos contra-ataques, o time paulista ficou mais precavido. Montillo, que estava sumido, apareceu, mas muito nas bolas paradas. Sim, o feitiço virou contra o feiticeiro e os mineiros passaram a ser parados com faltas. O argentino tentou cruzar, mas não achou a cabeça de nenhum companheiro. Tentou bater direto, mas não achou o ângulo de Cássio. Celso Roth trocou Diego Renan de lateral, da esquerda para a direita, e ele até conseguiu levar perigo, como numa dividida que acertou, sem intenção, o goleiro Cássio. As aparições ofensivas do Corinthians eram raras, mas perigosas, sempre com participação de Sheik e Romarinho. Velozes no contra-ataque, eles chegavam rapidamente à área e, quando conseguiam a finalização, paravam nas mãos de Fábio.

Tite tentou esquentar o morno fim de jogo no Pacaembu. O técnico chamou o peruano, de cabelo esquisito. Ele foi aplaudido pela Fiel desde o aquecimento e voltou a animar a arquibancada quando foi chamado pelo professor. Guerrero jogou sete minutos, agradou ao professor e ainda terá tempo de mostrar que é guerreiro como seus companheiros. Já Paulinho resolveu comemorar seus 24 anos em grande estilo. Segundos antes do apito final, acertou um belo chute no ângulo, após excelente troca de passes do ataque corintiano. Soprou as velinhas e fez mais de 30 mil convidados voltarem para casa com um presente. Corinthians 2 x 0 Cruzeiro.
Com a vitória, o Timão chega a décima colocação com 15 pontos. Ainda não é o “paraíso”, mas dá tranquilidade para, nas próximas rodadas, tentar se aproximar dos que estão à frente. Um deles, justamente o Cruzeiro (sexto colocado com 20 pontos), perdeu chance de entrar na zona de classificação para a Libertadores. No fim de semana, ambos voltam a jogar no domingo pelo Campeonato Brasileiro. O desafio do Timão será o lanterna Bahia, às 16h, no Pituaçu. Já a Raposa receberá o Palmeiras, às 18h30, no Independência.

Nos outros jogos da rodada 12, o São Paulo voltou a tropeçar. O Atlético-GO queria sair da lanterna, o São Paulo sonhava com o G-4. Quarenta e cinco minutos foram suficientes para que os dois times mostrassem suas realidades. O Dragão, que venceu por 4 a 3, deixou a impressão que fugir da zona de rebaixamento pode não ser uma tarefa impossível. Já o Tricolor, após duas eliminações na temporada (Paulistão e Copa do Brasil) e uma troca de treinador, mostrou que precisa de mais para não completar mais um ano sem título.

Em Porto Alegre, o Grêmio venceu o Fluminense por 1 a 0 e confirmou a boa fase no Brasileirão. Último invicto, o Fluminense perdeu pela primeira vez. Mas a liderança foi definida no clássico do Rio. No duelo dos maestros, aquele que suportou até o fim saiu vencedor do Engenhão. Em jogada de raça, Juninho Pernambucano deu assistência para Alecsandro marcar o único gol contra o Botafogo. Em sua segunda partida, o holandês Clarence Seedorf teve desempenho positivo, correu e participou mais do jogo do que na estreia, mas não foi capaz de se destacar, sendo substituído faltando 15 minutos e sofrendo a segunda derrota em dois jogos disputados.

(Fotos: Léo Pinheiro-Terra/ Carlos Costa-Futura Press/ Mauro Pimentel-Terra)