Palmeirenses ‘Aflitos’…

Diego Ribeiro
GLOBOESPORTE.COM

O drama do Palmeiras cresce a cada rodada, e o Náutico se aproxima da tranquilidade no Campeonato Brasileiro. Justamente nesse estádio e com requintes de crueldade para o torcedor paulista, o Timbu foi, mais uma vez, implacável em seus domínios. E como se não bastasse o momento turbulento, a sorte deixou de acompanhar o Palmeiras. O primeiro tempo contra o Náutico foi uma exata demonstração de que a fase é das piores. O Verdão teve nas mãos o controle da partida, ignorou a força dos pernambucanos em casa, criou chances claras, mas voltou para os vestiários em desvantagem no placar.

Apesar dos desfalques, principalmente de Marcos Assunção e Barcos, os paulistas começaram a partida pressionando. Foram mais de dez minutos de amplo domínio. Oportunidades não faltaram. Primeiro, Felipe salvou em chute forte de Luan. Depois, sem goleiro, Obina desviou na pequena área, mas Alison salvou sobre a linha. O Verdão, porém, pagou caro por se abrir e perder as oportunidades. Com a defesa rival exposta, o Náutico precisou de apenas uma chance para marcar. Aos 13, o artilheiro Kieza aplicou um belo drible em Thiago Heleno na área e, com estilo, colocou a bola no canto esquerdo de Bruno, aumentando o desespero verde.

Ao contrário de outras partidas, o Palmeiras não entrou em desespero com o gol sofrido. O Timbu se retraiu à espera de um novo contra-ataque e permitiu que o adversário chegasse novamente. Mas, por outro lado, as chances diminuíram. Já na volta para a etapa final, os visitantes não conseguiram manter o mesmo ímpeto. O Náutico voltou mais bem posicionado defensivamente, parou de errar tanto e impediu uma nova pressão. De quebra, poderia ter decidido a partida antes dos dez minutos. Araújo parou em bela defesa de Bruno na área, e Rhayner carimbou a trave.

O drama aumentou a partir dos 17 minutos. Nitidamente mais nervoso, o Palmeiras perdeu o zagueiro Thiago Heleno, expulso após uma falta em Araújo. O lance foi suficiente para descontrolar ainda mais a equipe. Sem a mesma troca de passes da etapa inicial, o time passou a viver de lances isolados, como um perigoso chute de Obina que passou próximo ao ângulo esquerdo de Felipe.

Gilson Kleina ainda tentou de tudo para fazer o Verdão reagir. Betinho, Patrick Vieira e Vinicius entraram, mas pouco fizeram para mudar o comportamento da equipe. A única chance de perigo surgiu aos 37. Após cruzamento da Tiago Real, Luan tentou pegar de primeira na área e jogou para longe a última chance. Coube ao Náutico conter a tentativa de abafar dos paulistas e administrar a vantagem para praticamente se garantir na Série A no próximo ano. Meta que, a cada rodada, está mais distante de ser cumprida no Palmeiras. Náutico 1 x 0 Palmeiras. O resultado deixa o Palmeiras com 26 ponos e em péssima situação, no 18º lugar. A oito rodadas do fim, a diferença para o Bahia (derrotado pelo Coritiba), último a se salvar neste momento, permanece em nove pontos.

Já no Morumbi, Rogério Ceni pisou no gramado do estádio do São Paulo pela quingentésima vez. Para presenteá-lo, o São Paulo resolveu dar o que o goleiro mais gosta: dedicação, raça, vontade e disposição. Receita que, mesmo executada por apenas 30 minutos, foi fatal para o frágil Figueirense. A vitória por 2 a 0, com gols de Luis Fabiano e Douglas, e mais a derrota do Vasco para o Santos pelo mesmo placar levaram o Tricolor pela primeira vez ao G-4 do Brasileirão. O time catarinense está ainda mais perto do rebaixamento.

Nos outros jogos da rodada 30, o Fluminense manteve os nove pontos de folga na liderança do campeonato, mas com uma dose considerável de sofrimento e outro punhado de polêmica. Após levar gol no primeiro minuto da partida em São Januário, os lances do triunfo tricolor foram questionáveis: o de Fred nasceu de um pênalti marcado em toque de mão duvidoso de Luan, e o de Gum se originou em falta inexistente sobre Marcos Junior. O Atlético/MG também venceu, 2 a 1, também de virada, pra cima do Sport. Do peltão da frente, o único a não vencer foi o Grêmio, que empatou com o Grêmio em 1 a 1.

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