Arquivo para 13 de setembro de 2012

Urgente! Felipão não é mais o técnico do Palmeiras!!!


Em reunião realizada na Academia de Futebol na tarde desta quinta-feira, Luiz Felipe Scolari e a diretoria palmeirense chegaram a um acordo pela saída do treinador do comando do Palmeiras. Depois da derrota da noite de ontem, 3 a 1 diante do Vasco, em São Januário, na qual o Verdão acumulou a décima quarta derrota no Brasileirão e caiu para a décima nona posição, vice-lanterna, a frente apenas do Atlético Goianiense. Pouco mais de dois meses depois de conquistar o título da Copa do Brasil, a irregularidade derrubou o consagrado comandante. Do título nacional até o duelo com o Vasco foram 16 partidas pelo Brasileirão, sendo nove derrotas, três empates e somente quatro vitórias. Juntamente com ele, sairá o seu tradicional parceiro, o auxiliar Flávio Murtosa. O coordenador técnico Galeano e o gerente de futebol César Sampaio podem ser os próximos a perderem os cargos no Palestra.

Em sua segunda passagem pelo alviverde, Felipão permaneceu a frente do Palmeiras por dois anos e dois meses, conquistando 66 vitórias, 46 empates e 43 derrotas em 155 partidas, atingindo um aproveitamento de aproximadamente 52%. O contrato que era válido até dezembro acabou rescindido três meses e meio antes do fim. Além do Palmeiras, onde conquistou grandes títulos na sua primeira passagem, entre 1997 e 2000, com títulos da Libertadores, Copa do Brasil e Copa Mercosul, Scolari ainda teve passagens marcantes por Cruzeiro, Seleção Brasileira (campeão mundial em 2002), seleção de Portugal, Chelsea, da Inglaterra, e Bunyodkor, do Uzbequistão (campeão uzbeque em 2009).

Para o lugar de Luiz Felipe, alguns nomes já são cogitados. O mais forte, surpreendemente, é o de Émerson Leão, recém saído do São Paulo, e que está atualmente no comando do São Caetano, disputando o acesso na Série B. Porém, o presidente do São Caetano, Nairo Ferreira, já foi constatado sobre essa possibilidade e garantiu que Leão não deixa o comando do Azulão, independente da situação palmeirense. Outros nomes ventilados são os de Jorginho, que também assumiu o comando do Bahia recentemente, e Vadão, que faz campanha fraca com o Guarani, também na Série B.

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Desespero…


Na rodada de número 23, a goleada sofrida diante do Bahia em pleno estádio de São Januário fez com que o técnico do Vasco, Cristóvão Borges pedisse demissão do cargo de comandante vascaíno. Três dias depois, no mesmo local, o consagrado treinador Luiz Felipe Scolari pode ter feito sua última partida à frente do Palmeiras. Na zona de rebaixamento, o Verdão é o time que mais perdeu no Campeonato Brasileiro e acumulou a décima quarta derrota, caindo ainda mais, agora para a penúltima posição na tabela.

Sob os olhares já do novo treinador, Marcelo Oliveira, ex-Coritiba, o Vasco encontrou um Palmeiras bem postado no início do jogo. Marcação adiantada e pouco espaço para os anfitriões trabalharem a bola. Porém, aos poucos, a preocupação devido à necessidade da vitória, também para os cariocas, foi pesando mais para os visitantes e os comandados do interino Gaúcho começaram a se soltar dentro de campo e explorar os flancos, principalmente com o equatoriano Tenório. Com isso, os paulistas passaram a se defender mais e tentar alguma coisa apenas no contra-ataque.

Mais uma vez, o que destoava para um bom futebol era a quantidade de passes errados das duas equipes. Tanto que faltava acertar o toque final para chegar próximo aos gols. Sendo assim, o gol que inaugurou o marcador no Rio de Janeiro saiu de uma falha da defesa. E foi a vascaína. Aos 23, a torcida palmeirense se encheu de esperança após sobre de cobrança de escanteio, a bola sobrou para Tiago Real fazer novo cruzamento da direita, Dedé e cia. ficaram apenas observando o zagueiro Wellington tocar de cabeça. Fernando Prass ainda conseguiu salvar no primeiro lance, mas na sobra Luan aproveitou nova falha de Dedé e empurrou para a rede. 1 a 0 Palestra.

Mas, para desespero da torcida verde, e para amenizar a revolta da pequena torcida vascaína presente em São Januário, o time da casa conseguiu empatar rapidamente. Aos 29 minutos, Wendel fez cruzamento da intermediária, Alecsandro cabeceou livre para o meio, e, mais livre ainda, Tenorio apareceu na pequena área para apenas empurrar para dentro, deixanto tudo igual. Mesmo abalando os visitantes, o gol de empate fez com que o jogo ficasse mais aberto, com os dois times buscando mais o campo de ataque.

Na volta para a etapa final, a bronca de Felipão deve ter surtido efeito. Ao sair para o intervalo, ele reclamou das poucas oportunidades de ataque criadas pelo alviverde. E seus comandados voltaram dispostos a mudar essa situação. Luan chegou ao menos duas vezes com perigo e Fernando Prass tranquilizou a casa. Por outro lado, os anfitriões, que quase nem chegavam ao ataque, aproveitaram a primeira grande oportunidade que tiveram. Seis minutos. Juninho levantou em bola parada, Nilton avançou completamente só e cabeceou de nuca para trás e venceu um caído goleiro Bruno.

A vantagem no placar acalmou o Vasco e o time conseguiu se postar ainda melhor em campo, enquanto o adversário passou a se lançar ao ataque, completamente desesperado e desorganizado. Gaúcho ainda mandou a campo Felipe, para segurar mais a bola. Do outro lado, Felipão sacou Tiago Real e mandou mais um atacante, Vinícius. Pouco tempo depois, trocou o inoperante Barcos por Obina. Nada deu certo. Pelo contrário. Aos 40 minutos, contra-ataque rápido e Tenório arrancou do meio campo, se livrou de alguns marcadores e serviu Juninho Pernambucano que, em velocidade, invadiu a área e só teve o trabalho de escolher o canto e deslocar Bruno, sacramentando o placar final. Vasco 3 x 1 Palmeiras.

O Palmeiras despencou ainda mais e o segundo pior time do torneio, apenas a frente do Atlético/GO. Luiz Felipe Scolari se reúne nesta quinta-feira com a diretoria do Verdão e deve encerrar a segunda passagem no comando da equipe. Para piorar, o próximo adversário palmeirense é o arquirival Corinthians. Já o Vasco parece estar se recuperando da fase difícil e Marcelo Oliveira chegará a uma equipe embalada pela boa vitória diante dos paulistas. O time da colina se mantém no G4, com 42 pontos.

Nos outros jogos da rodada 24, o Fluminense sofreu, foi dominado pela Portuguesa no Canindé, mas conseguiu fazer dois gols e bater a Lusa, fora de casa, seguino na ponta da tabela. Quem segue na cola do Flu é o Atlético/MG. O Galo recebeu e superou o São Paulo no estádio Independência. Dois pontos separam o Tricolor e os atleticanos.

O Corinthians voltou a não jogar bem e suou para alcançar o empate diante da Ponte Preta, no Pacaembu. Já o Santos voltou a se encontrar com a vitória. Contando com a volta de Neymar, o Peixe fez um jogo truncado diante do Flamengo, que também atravessa fase difícil, mas marcou com o camisa 11 e com Victor Andrade, para fazer dois a zero e mandar para longe a ameaça de aproximação da zona de degola.

(Fotos: Mauro Pimentel-Terra/ Léo Pinheiro-Terra/ Ramon Bitencourt-Agência Lance/ Guilherme Dionizio-Gazeta Press)

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