Arquivo para junho \28\UTC 2012

“Quando eu nasci, Deus olhou e falou: esse é o cara!”


Essa frase certa vez foi dita por um certo atacante que destruía os adversários. Parecia predestinado. Foi o principal responsável por uma das maiores conquistas do futebol brasileiro: o tetracampeonato da Seleção. O nome dele…Romário. Muitos vão afirmar coincidência, mas o nome e a frase desse craque também podem servir ao jovem que fez a diferença na noite desta quarta-feira, deixando uma das maiores torcidas do Brasil mais próxima da realização de um sonho inédito, nos 101 anos de vida de um dos clubes mais populares não só do país, como do mundo. E quis o destino que ele fosse contratado junto ao Bragantino, já em meio à Libertadores, após um bom Campeonato Paulista, sendo inscrito apenas para as semifinais, no lugar do contundido Edenílson. Seu nome? Romari…nho.

Final de Taça Libertadores da América. Boca Juniors. Estádio La Bombonera completamente lotado. A tradicional torcida xeneize apoiando de maneira única e especial, como estão acostumados a prestigiar e empurrar o Boca, principalmente em partidas importantes. Esse era o cenário para um dos maiores clubes do Brasil, mas inexperiente em torneios internacionais, que briga (e muito) para alcançar o tão sonhado primeiro título continental. Mas os ‘novatos’ não se amedrontaram ao assustador cenário que os envolvia. Iniciou o jogo de igual para igual com os donos da casa. Tanto que a primeira chance de perigo da partida foi dos brasileiros. Paulinho roubou a bola no meio campo, arrancou na sua maneira tradicional, e encheu o pé da intermediária. Um chutaço! Grande defesa do goleiro Orion.

O tempo foi passando, os argentinos catimbavam e provocavam muito. Entradas fortes e discussões intimidantes não faltaram. O meia Erviti era o mais impaciente dos anfitriões, discutindo e trocando xingamentos com uma série de jogadores rivais. Aos poucos, o Boca foi mostrando sua força. Contando com os passes milimétricos do maestro Riquelme, as trocas de passes eram perigosas e obrigavam os defensores corintianos a não vacilarem nem um segundo sequer. Em uma delas, aos 34, o camisa 10 jogou de primeira para Mouche na direita, que cruzou. De maneira incrível, o ex-corintiano Santiago Silva, o ‘El Tanque’, emendou um belíssimo voleio. A bola explodiu em Alessandro que evitou o primeiro gol argentino. Antes mesmo do intervalo, o Corinthians sofreu baixa importante. Jorge Henrique sentiu lesão muscular e teve de ser substituído por Liédson.

Se o primeiro tempo começou de forma mais equilibrada, a etapa final teve início com amplo domínio dos anfitriões. Partindo para cima com o intuito de encurralar os brasileiros, o time da casa adotou postura intensamente ofensiva e acabou por criar boas chances de abrir o marcador. O ataque fez com que os adversários recuassem excessivamente, dando espaços para a criação de oportunidades, tanto em lançamentos longos, quanto em trocas de passes. Até devido a isso, o Timão passou a adotar os contra-ataques, mas com a ausência de Jorge Henrique, os comandados de Tite perderam muito em velocidade, já que Liédson, brigando e se esforçando muito, ainda sente muito a parte física, e não demonstra a mesma rapidez.

Aos 15 minutos, mais uma boa troca de passes do Boca, em que Riquelme, já dentro da área, rolou para Mouche, que bateu de primeira, mas em cima de Cássio, que fez boa defesa. Mas o Boca já era muito melhor à essa altura e, apoiado pela sua incessante torcida apaixonada, conseguiu chegar ao gol aos 28 minutos. Em cobrança de escanteio raramente não cobrada por Riquelme, o homem das bolas paradas, Mouche levantou na área, Ledesma subiu no segundo pau, cabeceou para o meio, onde havia um livre Santiago Silva que mergulhou para mandar para as redes. Com Cássio batido após escorregar, Chicão, na linha do gol, usou a mão para evitar que a bola ultrapassasse. O árbitro já apontava o marca do pênalti, quando a bola ainda bateu na trave, antes de sobrar para o zagueiro Roncaglia pegar a sobra de primeira e estufar a rede alvinegra. Gol do Boca.

Se a situaçào já estava difícil para os brasileiros, com o gol sofrido tendia a piorar ainda mais. Após abrir o marcador, os donos da casa se animaram e vieram com tudo para cima, buscando ampliar a vantagem. A bola não saía do campo de defesa do Timão. Porém, uma alteração acabou por mudar o rumo do jogo, e quem sabe, da definição do campeão da Libertadores 2012. Tite optou por sacar um cansado Danilo e lançar a campo um jovem de apenas 21 anos, recém contratado, que fez apenas seu segundo jogo com a camisa do Corinthians no último domingo e decidiu o clássico contra um dos maiores rivais, o Palmeiras, fazendo dois golaços. Romarinho. E ele fez a diferença.

41 minutos. Romarinho ainda nem havia encostado na bola quando Riquelme falhou no meio campo, perdeu o domínio da bola sozinho, Paulinho aproveitou, ficou com ela e serviu Émerson. O camisa 11, de maneira brilhante, dominou girando, já se livrando da marcação de Roncaglia. Seguiu no lance. Com a chegada do outro zagueiro Schiavi cortou para a direita e fez inenarrável enfiada de bola para Romarinho, que saiu em velocidade, invadiu a área, olhou para o goleiro Orion, que caía ao chão para tentar a defesa e, de maneira fria e com extrema categoria, o atacante deu um leve toque para encobrir o arqueiro rival e empatar o jogo em um dos últimos lances da partida. Boca Juniors 1 x 1 Corinthians.

Com o importante gol de empate, o Timão consegue fazer o segundo jogo em casa em igualdade de condições. Diferentemente das fases anteriores, o gol fora de casa não tem peso maior na decisão. Ou seja, qualquer empate no Pacaembu leva a decisão para a prorrogação e, se necessário, pênaltis. Quem vencer, se torna o campeão.

(Fotos: AFP/ Marcelo Pereira-Terra/ AP/ Reuters)

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Urgente! Leão não é mais o técnico do São Paulo!!

Era de se imaginar. A eliminação na Copa do Brasil foi o estopim para a perda da paciência da direção sãopaulina com o treinador Émerson Leão, que foi demitido na manhã desta terça-feira. No final da manhã, o próprio treinador anunciou que não era mais o comandante tricolor após rápida conversa com o presidente do clube, Juvenal Juvêncio.

As divergências entre Leão e cartolas começaram a se intensificar com o ‘episódio Paulo Miranda’, no qual o zagueiro foi afastado pela diretoria, contrariando a vontade do treinador. E isso aconteceu poucas horas antes de confronto importante, frente a Ponte Preta, pelas Oitavas de final da Copa do Brasil. Quanto ao elenco, Leão afirma que não havia problemas com os jogadores. Mas a torcida sãopaulina também não demonstrava mais muita paciência com o comandante, principalmente depois da derrota para o Coritiba, que culminou na saída do Tricolor da Copa do Brasil.

Contratado de maneira até surpreendente no dia 24 de outubro de 2011, Leão a princípio ficaria até o final do Campeonato Brasileiro, cerca de dois meses. Após um desempenho satisfatório nesse período, o técnico acabou tendo o contrato renovado. Até a derrota do último sábado, Émerson Leão disputou 44 jogos no comando do São Paulo, com 26 vitórias, 6 empates e 12 derrotas, caindo nas semifinais do Campeonato Paulista e na Copa do Brasil.

Para o lugar de Leão, o presidente Juvenal chegou a admitir que está com problemas para achar um substituto que possa comandar o São Paulo com sucesso devido a, palavras dele, ‘escassez do mercado brasileiro’. Com isso, se comentou bastante o nome do português André Villas-Boas, que ganhou notoriedade com o Porto em 2010, e foi demitido do Chelsea, em meados da última Liga dos Campeões da Europa, curiosamente conquistada pelo próprio clube inglês. A princípio, Villas-Boas teria recusado a proposta sãopaulina. Mesmo com essa falta de interesse em treinadores locais, alguns nomes são comentados nos corredores do Tricolor, tais como Marcelo Oliveira, do Coritiba, e Vadão, do Guarani. Por hora, o interino no cargo, mais uma vez, é o auxiliar Milton Cruz.

(Fotos: Vipcomm/ Divulgação/ Tom Dib-Lancenet/ Bernardo Medeiros-Globoesporte.com)

Embala Timão…!!

Carlos Augusto Ferrari e Marcelo Prado
GLOBOESPORTE.COM


Romarinho teve um domingo para não esquecer. Na primeira partida como titular do Corinthians, o atacante fez jus ao nome de craque contra ninguém menos que o maior rival do clube. Não fossem pelos três minutos iniciais, o primeiro tempo teria sido todo do Corinthians. Com vontade de mostrar serviço para Tite, os reservas controlaram o jogo. A forte marcação e a disposição da equipe anularam as principais jogadas do Verdão. O Alvinegro só não foi para os vestiários com a vantagem no placar graças ao goleiro Bruno e à trave.

Antes do domínio, o susto. Aos três minutos, Cicinho fez boa jogada, indo até a linha de fundo pelo lado direito, jogou para trás e, após chute errado de João Vitor, Mazinho desviou na pequena área e fez 1 a 0. Depois disso, o rendimento do Verdão despencou. Escalado para ser o cérebro da equipe, Daniel Carvalho foi facilmente anulado e quase não apareceu. Sem criatividade, os atacantes tiveram de recuar para buscar a bola e amenizaram o trabalho da zaga rival.

O Corinthians rapidamente se recompôs. Com velocidade e três atacantes, segurou o adversário em seu campo de defesa. O empate por muito pouco não veio no que seria um golaço de Liedson, aos 15 minutos. Depois de confusão na área, o Levezinho acertou uma linda bicicleta, a bola tocou na trave, correu a linha do gol e foi afastada pela defesa. O espaço dado pelo Verdão permitiu que o Corinthians seguisse em cima. A igualdade veio apenas aos 33, em uma linda jogada. Liedson tabelou com Willian na área e cruzou. Romarinho entrou em velocidade e, de letra, tocou para as redes. Primeiro gol do atacante na estreia como titular.

Insatisfeito com o rendimento da equipe, Felipão fez duas alterações no Palmeiras no intervalo. Daniel Carvalho e Mazinho saíram para as entradas de Valdivia e Maikon Leite. A tentativa de melhorar o rendimento ofensivo, porém, não deu certo. O Corinthians continuou melhor. Pressionando bastante, o Timão chegou à virada aos dez minutos. E mais uma vez com um golaço de Romarinho. O atacante recebeu passe na entrada direita da área, deu um drible de corpo em Cicinho e soltou uma bomba para o gol. A bola entrou no canto direito, sem qualquer chance de defesa para Bruno.

O Palmeiras foi obrigado a acordar com o placar desfavorável. Felipão trocou Juninho por Fernandinho na lateral esquerda e a equipe ganhou mais velocidade para atacar. O Timão passou a administrar e a procurar os contra-ataques. Em um deles, Liedson teve grande oportunidade, mas desperdiçou. O Levezinho avançou livre pelo campo adversário e, na entrada da área, chutou. Bruno, bem posicionado, conseguiu espalmar para escanteio no canto esquerdo. Na última chance do Verdão, Julio Cesar impediu o empate em chute cruzado de Maikon Leite. Corinthians 2 x 1 Palmeiras.

O resultado melhora um pouco a situação corintiana nas primeiras rodadas do Brasileirão. A equipe tem agora quatro pontos em seis partidas, mas não consegue deixar o grupo dos quatro piores, está em 17º. O Timão agora volta a se concentrar na primeira partida da decisão da Taça Libertadores, contra o Boca Juniors, quarta-feira, às 21h50m, em Buenos Aires. Enquanto a decisão da Copa do Brasil diante do Coritiba não chega, o Verdão encara o Figueirense, domingo, na Arena Barueri.

Nos outros jogos importantes da rodada 6, o Cruzeiro se isolou na ponta da tabela, ao bater o Vasco, até então líder, em pleno estádio de São Januário, no Rio de Janeiro. Com boa apresentação de Ronaldinho Gaúcho, o Atlético Mineiro atropelou o Náutico, 5 a 1. O Santos jogou pela primeira vez com o time titular no Campeonato Brasileiro e decepcionou. 2 a 2, em plena Vila Belmiro. Já no Canindé, no sábado, a situação foi ainda pior. Com intensa pressão e já mergulhado na crise, o São Paulo foi derrotado pela Portuguesa, que contou com uma boa estreia do experiente goleiro Dida, no auge de seus 38 anos.

(Fotos: Roberto Vazquez-Futura Press/ Cleber Mendes-Lancepress!/ Léo Pinheiro-Terra)

*Rodada 6*
Sábado – 23/06/2012
Vasco 1 x 3 Cruzeiro – São Januário/Rio de Janeiro(RJ)
Atlético/MG 5 x 1 Náutico – Independência/Belo Horizonte(MG)
Portuguesa 1 x 0 São Paulo – Canindé/São Paulo(SP)
Domingo – 24/06/2012
Atlético/GO 1 x 4 Fluminense – Serra Dourada/Goiânia(GO)
Sport 0 x 2 Inter – Ilha do Retiro/Recife(PE)
Figueirense 1 x 1 Bahia – Orlando Scarpelli/Florianópolis(SC)
Corinthians 2 x 1 Palmeiras – Pacaembu/São Paulo(SP)
Botafogo 1 x 2 Ponte Preta – Engenhão/Rio de Janeiro(RJ)
Santos 2 x 2 Coritiba – Vila Belmiro/Santos(SP)

CLASSIFICAÇÃO P
1 Cruzeiro 14
2 Atlético/MG 13
Vasco 13
4 Grêmio 12
Fluminense 12
6 Inter 11
7 Botafogo 9
São Paulo 9
Botafogo 9
Ponte Preta 9
11 Coritiba 7
Portuguesa 7
Náutico 7
Figueirense 7
15 Bahia 6
16 Sport 5
17 Corinthians 4
Santos 4
19 Palmeiras 2
20 Atlético/GO 1

Copa Verde…

Diego Ribeiro
GLOBOESPORTE.COM


Bem ao estilo da histórica rivalidade entre Palmeiras e Grêmio, o Verdão conseguiu superar o Tricolor gaúcho e se garantiu na decisão da Copa do Brasil. Com ampla vantagem na disputa devido ao bom resultado conquistado em Porto Alegre – vitória por 2 a 0 – o time comandado pelo técnico Luiz Felipe Scolari suportou a pressão dos visitantes.

Marcos Assunção foi vetado nos vestiários, por causa de dores no joelho, e foi um susto para o torcedor que não o viu entre os titulares. Bem ao clima das marcantes decisões da década de 1990 envolvendo Palmeiras, Grêmio, Luiz Felipe Scolari e Vanderlei Luxemburgo, a partida começou com os ânimos exaltados. Logo aos cinco minutos, o argentino Hernán Barcos ficou no gramado reclamando de dores nas costas, depois de jogada com dois defensores do Tricolor gaúcho. Revoltado com a postura do palmeirense, Werley foi tirar satisfação e acabou iniciando confusão. Depois de alguns empurrões entre o zagueiro gremista e Daniel Carvalho, e muita discussão, o árbitro Ricardo Marques Ribeiro mostrou cartão amarelo para ambos. Quatro minutos mais tarde, após dividida entre Artur e Pará, na direita do ataque alviverde, os dois atletas se encararam e trocaram xingamentos.

Com a bola rolando, o Palmeiras, mesmo jogando com a vantagem de poder perder por até um gol de diferença, se mostrou mais perigoso nos primeiros minutos e teve duas boas chances de abrir o marcador. Victor se saiu melhor nas primeiras chegadas. O Grêmio só acordou depois dos 27 minutos, quando Souza assustou Bruno com um chute de longa distância. Com o Palmeiras acuado e sem conseguir fazer a bola parar no campo de ataque, o Tricolor gaúcho cresceu na partida e pressionou nos minutos finais. Na melhor chance, Kleber aproveitou bobeira de Maurício Ramos, dominou na grande área, mas acabou travado por Artur na momento do arremate.

Precisando de gols para levar, pelo menos, a decisão para a cobrança de pênaltis, o Grêmio manteve o espírito do fim da primeira etapa e voltou para o segundo tempo tentando pressionar o Verdão. Com o meia Rondinelly no lugar do volante Souza, Luxemburgo apostou no volume de jogo de seu meio-campo para encurralar o Palmeiras em sua defesa. O único problema foi a chuva, que voltou a cair em Barueri, fato que prejudicou o gramado e o toque de bola das duas equipes. Com pouco espaço por baixo, o Tricolor gaúcho passou apostar nas jogadas aéreas, principalmente depois da entrada de André Lima no lugar de Marco Antônio.

Com pouco futebol, a solução encontrada pelas duas equipes foi apostar na vontade. Enquanto o Grêmio tentava pelo alto, o Verdão se posicionou com eficiência na defesa e passou a explorar os contra-ataques e o nervosismo do adversário. Para tentar diminuir a pressão dos visitantes, e tentar fazer a bola sair do campo de defesa, o técnico Luiz Felipe Scolari apostou na entrada do chileno Valdivia no lugar de Daniel Carvalho. Mas foi a aposta de Vanderlei Luxemburgo que deu certo aos 21 minutos. Edilson cobrou falta da esquerda com perigo, Bruno bateu roupa e soltou nos pés de Fernando, que só teve o trabalho de empurrar para o fundo da rede e aumentar ainda mais tensão da partida: 1 a 0 para o Grêmio.

Com o Tricolor gaúcho cada vez mais se lançando ao ataque, o torcedor do Palmeiras, preocupado, só conseguiu respirar aliviado aos 28 minutos. Valdivia puxou contra-ataque pela esquerda, deu bom drible no marcador e passou para Juninho. O lateral do Verdão devolveu para o chileno, que dentro da grande área tocou de primeira, com categoria, sem dar chance para Victor.

Nervoso, o Grêmio perdeu a cabeça e a classificação aos 34 minutos. Hernán Barcos puxou ótimo contra-ataque e só foi parado por Rondinelly, que deu um carrinho por trás no palmeirense e acabou expulso pelo árbitro. Na sequência do lance, Edilson deu um soco no rosto do zagueiro Henrique e também recebeu o cartão vermelho. Depois de seis minutos de paralisação, e muita conversa entre o trio de arbitragem, Ricardo Marques Ribeiro resolveu também dar cartão vermelho para o palmeirense antes de reiniciar a partida. Com ótima vantagem e um a mais em campo, a vaga ficou mesmo com o Palmeiras. Sem saber qual será o futuro– o Mago vai discutir se continua no clube depois das finais da Copa do Brasil –, o camisa 10 do Verdão devolveu a alegria ao torcedor alviverde e recolocou o clube na decisão de um campeonato nacional após 12 anos de espera. Palmeiras 1 (3) x (1) Grêmio.

O adversário palmeirense na decisão vai jogar a segunda e decisiva partida em casa. Na noite desta quarta-feira, no Couto Pereira, o caldeirão verde fez a diferença, e o time comandado por Marcelo Oliveira chegou à segunda final de Copa do Brasil consecutiva. O Coxa não jogou tão bem como no Morumbi mas, no momento em que o São Paulo era melhor, abriu o placar e, a partir daí, tomou conta do jogo. O placar por 2 a 0 garantiu a festa nas arquibancadas e deu ao time nova chance de conquistar o caneco, depois de vê-lo escapar em 2011 na decisão contra o Vasco.

Ao São Paulo, restam apenas lamentações. Sem disputar uma final de campeonato desde 2006, o time, como ocorreu no Campeonato Paulista, sucumbiu mais uma vez no momento de decidir. Aparantemente, o técnico Emerson Leão segue no comando, já que havia sido garantido no cargo pelo presidente Juvenal Juvêncio independentemente do que acontecesse em campo. A CBF sorteou, na tarde desta sexta-feira, os mandou e os paranaenses decidem em casa. A primeira final será disputada na quinta-feira, dia 5 de julho, em São Paulo, e a segunda em Curitiba, no dia 11.

(Fotos: Léo Pinheiro-Terra / Robertson Luz-Gazeta Press/ Heuler Andrey-Dia Esportivo-Agif-Gazeta Press/ Giuliano Gomes-Gazeta Press)

HistóriCORINTHIANS…


Como não poderia ser diferente, foi uma noite cercada de tensão (muita tensão), nervosismo (muito nervosismo) e digna daquelas que não se esquece jamais. No estádio do Pacaembu, Corinthians e Santos fizeram a ‘final brasileira’ da Taça Libertadores de 2012, final essa que valia uma vaga na grande decisão do torneio, frente aor argentinos do Boca Juniors, ou os chilenos do Universidad, que decidem a outra semifinal na noite desta quinta. Para os corintianos, mais uma possibilidade de realizar o tão esperado sonho de primeiramente chegar à inédita final, e depois o título mais almejado e nunca alcançado pelos alvinegros. Do outro lado, o Santos: atual campeão continental, vice mundial, que buscava conquistar a América pela quarta vez, a segunda consecutiva. No jogo de ida, na Vila Belmiro, os visitantes haviam levado a melhor: 1 a 0. O jogo prometia.

Como era de se imaginar também, com a boa vantagem conquistada na partida de ida, o Corinthians, mesmo jogando em casa, em um Pacaembu totalmente lotado e com o apoio de sua Fiel torcida, começou acoado. Porém, acoado até demais. O Santos pressionava desde o início, mas também não tinha muito sucesso nas criações das jogadas. Era muito difícil passar pelas linhas defensivas brilhantemente postadas no campo corintiano. Se o intuito era não tomar gols, Tite, mais uma vez, armou seus comandados a fazerem um excelente trabalho defensivo. Não à toa, a zaga do Timão ostentava o título de melhor defesa do torneio até aqui, com apenas dois gols sofridos em 11 jogos disputados. E, para ajudar a defesa corintiana, Neymar, Ganso e cia. não pareciam muito inspirados. Para ajudar a dupla sensação do futebol brasileiro, Muricy Ramalho entrou com mais dois atacantes, além do camisa 11, Alan Kardec e Borges. Elano ficou no banco. Mas a postura ofensiva não dava resultado.

Como os donos da casa marcavam muito bem em seu campo, Paulo Henrique Ganso passou a voltar ao campo de defesa, onde tinha mais espaço para receber e carregar a bola, se afastando dos homens de frente, dificultando os passes bem efetuados, o que é sua especialidade. Tanto que a melhor chance de gol havia sido corintiana em contra-ataque. Após ótima troca de passes, semelhante ao gol de Émerson na Vila Belmiro, seus substituto Willian foi quem recebeu o último passe, mas chutou bem fraco, nas mãos de Rafael. Depois que a primeira chance santista apareceu, com mais de 30 minutos jogados, em chute de Juan pelo lado esquerdo, que também parou na mão do goleiro Cássio, a paciência visitante foi premiada com alguns espaços que começaram a aparecer. Aos 35 minutos, Neymar conseguiu acertar uma de suas arrancadas, se livrou da marcação de Fábio Santos, avançou e fez o passe para Alan Kardec pelo lado direito. O camisa 19 foi ã linha de fundo e conseguiu fazer o cruzamento rasteiro. Borges, no carrinho, conseguiu desviar a trajetória da bola, que caprichosamente bateu na trave e voltou encontrando o pé do menino Neymar, que continuou correndo e conferiu, livre de marcação na pequena área. 1 a 0 Santos.

O gol, o primeiro sofrido por Cássio em jogos da Libertadores e apenas o terceiro em toda a competição, abalou o Corinthians, que passou a se defender ainda mais, para evitar um segundo gol ainda no primeiro tempo, o que seria catastrófico para o time de Parque São Jorge, que seria obrigado a fazer três. Antes do final da primeira etapa, um sinal de que as coisas poderiam ser muito difíceis para os anfitriões. Em lance de grande destaque de Rafael, Willian cruzou da esquerda e o pequenino Jorge Henrique mergulhou bonito para cabecear, a bola bateu no chão e o arqueiro santista fez uma excepcional defesa, evitando o empate.

Tite não costuma mudar no intervalo, ou antes mesmo dos 15 minutos do segundo tempo. Mas esse jogo não era como de costume. O Corinthians precisava de gol. E Tite mudou. No intervalo. Sacou um inadaptado Willian, que não substituiu Émerson à altura, e mandou para campo o contestado Liédson. Contestado ao menos pela comissão técnica, pois a torcida gosta e confia muito no camisa 9, embora seja nítida a deficiência, aparentemente já crônica, que sofre o artilheiro. Mas poucos corintianos imaginavam que a reação do Timão fosse tão rápida na etapa complementar. E não veio dos pés do português naturalizado. Antes mesmo de se completar dois minutos jogados no segundo tempo, Alex levantou cobrança de falta na área, Paulinho subiu de cabeça junto com o zagueiro Edu Dracena, a bola resvalou nos dois e sobrou inacreditavelmente para um isolado Danilo, que teve a calma, tranquilidade e categoria de um centroavante matador na hora de dominar e deslocar Rafael. Tudo igual no Paulo Machado de Carvalho.

Foi a vez do Peixe sentir o baque. Neymar tentava de tudo quanto era jeit lá na frente, mas não achava mais espaços. Abria pelas pontas, tentava pelo meio, mas a marcação de Alessandro, Castán e cia. parecia intransponível àquele momento. Passada a metade dos últimos 45 minutos, Muricy então resolveu mexer. Sacou Adriano e Juan, para as entradas de Elano e Léo. Buscava explorar a experiência e raça dos atletas. Mas a defesa corintiana se mostrava mais competente do que nunca. Não permitia sequer que o tão importante goleiro Cássio se mostrasse eficaz como nas partidas anteriores. As poucas bolas levantadas na área, eram o momento em que o camisa 24 se fazia lembrar pelas saídas e socos na bola, afastando para longe.

Mesmo com toda essa superioridade defensiva do Corinthians, as feições pelo Pacaembu, e crê-se que por todos os lugares em que se tinha uma televisão ou rádio ligados com corintianos em volta, entregavam qual era o sentimento: tensão. A torcida parecia ter dificuldade em acreditar que aquele momento estava perto. O relógio demorou para passar. Os últimos dez minutos, embora o Santos pouco criasse, foram de total e completa apreensão da torcida da casa. Mas, no maior estilo ‘Corinthians’, o atual campeão nacional presenteou seus apaixonados torcedores com um feito histórico. O apito final do árbitro Leandro Vuaden fez explodir uma série de sentimentos nos corações alvinegros: alegria, alívio, satisfação, emoção, choro, orgulho, amor. O Corinthians, pela primeira vez em quase 102 anos de história, é o Brasil na final da Taça Libertadores da América. Corinthians 1 (2) x (1) 1 Santos.

E o corintiano vai ter pouco tempo para assimilar a sensação da conquista da vaga para a final. Pois já na próxima quarta-feira, começa a busca pela conquista do outro sonho, o maior de todos eles. O título. Jogando fora de casa, o Corinthians enfrenta o vencedor de Boca Juniors e Universidad do Chile. Já os atuais campeões da Liberta agora focam suas atenções totalmente ao Campeonato Brasileiro, única chance da equipe disputar a Libertadores do ano que vem. E vai ser preciso recuperar os pontos perdidos nesse início de Brasileirão. O Santos, assim como o Corinthians, que é o último colocado, está no momento na zona de rebaixamento.

(Fotos: Ricardo Matsukawa-Terra)

Ajuda e atrapalha…

Marcelo Hazan
GLOBOESPORTE.COM


No dia em que homenageou os ídolos da conquista da Taça Libertadores da América de 1992, há exatos 20 anos, o São Paulo contou com um Luis “Palhinha” Fabiano endiabrado. Para o bem e para o mal. Em campo, o Tricolor atuou com os nomes dos símbolos da conquista nas camisas dos atletas: Denis (Zetti); Douglas (Cafu), Paulo Miranda (Ronaldão), Rhodolfo (Antônio Carlos) e Cortez (Ivan); Fabricio (Suélio), Casemiro (Pintado), Cícero (Elivélton) e Jadson (Raí); Lucas (Muller) e Luis Fabiano (Palhinha). Provavelmente inspirado pelos ídolos, o Tricolor começou melhor. Do outro lado, o Atlético-MG do badalado Ronaldinho Gaúcho apostava no craque, um dos destaques do Galo diante do Palmeiras na última rodada, para seguir a boa fase no Brasileirão.

Bernard, mais perigoso do Galo, protagonizava as melhores investidas do time mineiro. Aberto pelas pontas e com velocidade, o meia apostava nos dribles para superar a defesa rival. Em um deles, o jogador passou pelo volante Fabrício que, sozinho, desabou no gramado. O atleta foi substituído chorando, com uma torção no joelho esquerdo. Em seis meses de São Paulo, o camisa 8 ainda não conseguiu atuar por um jogo completo, nem dois jogos seguidos pelo clube. Do outro lado, Ronaldinho Gaúcho se destacou mais pelos erros nas cobranças de falta do que pela produção com a bola rolando na etapa inicial.

Quando a etapa inicial já chegava perto do fim, Jadson “Raí” apareceu. No lance anterior, o meia já havia obrigado Giovanni a fazer boa defesa, evitando o primeiro gol. Mas, na sequência, aos 41 minutos, não teve jeito. Ele enfiou bom passe pela direita para Luis Fabiano, que girou de primeira e abriu o placar no Morumbi. Segundo gol do camisa nove em quatro jogos no Brasileirão.

Insatisfeito com o desempenho do time, Cuca trocou Pierre por Leandro Donizete no intervalo. Apesar de improdutiva taticamente, a substituição surtiu efeito na mudança de atitude na equipe, nitidamente melhor no segundo tempo. O Galo deixou a postura pacífica de lado para tomar as rédeas do jogo. Trocando de papéis com o Galo, o Tricolor passou a explorar os contra-ataques. Querendo ao menos o empate, Cuca novamente mudou: Juninho entrou no lugar de Danilinho, passando o time para o esquema 4-4-2. O sistema foi modificado, mas o melhor do Atlético seguia o mesmo: Bernard.

No desespero, o treinador do Galo fez a última substituição: tirou o lateral-direito Carlos César para a entrada do atacante André. Mas não deu certo. O São Paulo ainda perdeu boa oportunidade com Lucas, ovacionado pela torcida ao ser substituído por Osvaldo. Já no fim da partida, aos 40 minutos do segundo tempo, Luis Fabiano fez falta dura em Leandro Donizete e levou amarelo. Logo em seguida, reclamou, e muito, com o árbitro Elmo Alves Resende Cunha e tomou o vermelho, com direito a ofensas e xingamentos após a expulsão. Em cinco rodadas do Brasileirão, LF9 levou três amarelos nos três primeiros jogos, ficou de fora, suspenso no quarto e no quinto levou dois amarelos e o vermelho. São Paulo 1 x 0 Atlético/MG.

Com o resultado, o Tricolor soma nove pontos e chega à sexta colocação na classificação. O Galo, com um ponto a mais, é o terceiro na tabela. Na próxima quarta, na capital do Paraná, o Tricolor enfrentará o Coritiba – às 21h50m – na tentativa de confirmar o resultado do primeiro jogo (1 a 0) para carimbar sua ida para a grande decisão da Copa do Brasil, contra Palmeiras ou Grêmio. Já o Atlético ganha uma semana de descanso e só tem jogo marcado para às 21h de sábado, quando receberá o Náutico no estádio Independência, em Belo Horizonte.

Tirando o Tricolor, os outros paulistas continuam mal das pernas no Campeonato Brasileiro. No sábado, a Portuguesa levou um chacoalhão no Rio de Janeiro e foi goleada por 4 a 1 pelo Fluminense. No domingo, o Santos entrou com o timwe totalmente reserva contra o Flamengo, também em território carioca. Com penalti sofrido pelo ex-santista Ibson, e convertido por Botinelli, o Rubro-Negro venceu por 1 a 0.

O Palmeiras jogou em casa, em Barueri, diante do líder Vasco e quase conseguiu os três pontos. Com gol do já talismã Mazinho, o Palmeiras vencia até os 37 minutos do segundo tempo, quando Juninho Pernambucano bateu falta com maestria e igualou tudo: 1 a 1. Pior que o Palmeiras está o Corinthians no Brasileirão. A um passo da inédita final de Libertadores, o Timão foi com o time reserva para Campinas, contando apenas com Willian, que será titular contra o Santos na vaga do expulso Émerson, e saiu derrotado do confronto diante da Ponte Preta. Gol de André Luís. Resultado: Corinthians ainda último colocado com apenas um ponto conquistado em cinco jogos.

(Fotos: Léo Pinheiro-Terra/ Daniel Ramalho-Terra/ Alê Cabral-Agência Lance/ Célio Messias-Gazeta Press)

SemiFINAL Brasileira na Libertadores…


Lá se foram os primeiros 90 de uma das decisões de 180 minutos mais aguardadas da história, podemos dizer assim. É assim que podemos caracterizar a semifinal entre Santos e Corinthians, valendo uma vaga na grande decisão da Taça Libertadores da América de 2012. E o duelo entre o atual campeão continental e o atual campeão brasileiro não poderia ser diferente. Cercado de muita tensão, nervosismo e polêmica, o primeiro jogo entre as equipes válido por um torneio internacional não surpreendeu pelos ingredientes, mas talvez pela postura dos envolvidos, principalmente quanto aos visitantes, que se intimidaram ainda menos do que se esperava e igualaram as ações, ao menos em grande parte do jogo.

Após o apito inicial do árbitro Marcelo de Lima Henrique, o Corinthians mostrou que a escolha da direção santista pela Vila Belmiro, para aumentar a pressão para cima dos rivais não havia dado certo. Parecia que o jogo era no Pacaembu. Tomando a iniciativa das ações, mesmo com poucas opções no setor ofensivo, os visitantes surpreenderam os anfitriões e acoaram os badalados adversários. Usando Alex e Danilo se revezando na frente e na articulação e com Jorge Henrique e Emerson bem abertos nas pontas para usar e abusar da velocidade, o Timão conseguiu povoar do meio para frente. Abusando das bolas levantadas na área, os meias e alas santistas acabaram por consagrar o bom arqueiro corintiano Cássio, que ainda não sabia do quão importante seria para o resultado final da partida. Além dele, destaque para mais um bom desempenho da melhor defesa da Libertadores até aqui: Chicão e Castán, juntamente com os demais companheiros defensores sofreram apenas dois gols em 11 jogos.

Vinte e sete minutos da primeira etapa, mais uma descida do meio campo corintiano. Paulinho. O camisa 8 recebeu passe curto de Alex e, utilizando uma de suas principais armas, chegou com velocidade de trás, em meio à defesa santista. No meio de três defensores, achou Émerson livre do lado esquerdo de ataque, dentro da grande área. Com extrema categoria e como quem entende muito do assunto, o camisa 11 dominou a bola com um toque, de mandeira que ela rodasse e parasse, na medida, para ser chutada com técnica ainda maior entrando no ângulo esquerdo do goleiro Rafael, que pulou, mas não tinha chances de fazer a defesa. Golaço!

O Corinthians, naturalmente, se fechou e esperou o Peixe chegar. Mas o Peixe não chegava. A criação falhava muito. Tanto que quem tomava iniciativa de tentar criar alguma coisa era o volante Adriano, que corria muito, partindo ao ataque, para ajudar na armação. Paulo Henrique Ganso, que tanto foi comentado que retornaria após a cirurgia para esse jogo, retornou. Mas não fez nada de chamativo na etapa inicial. A melhor chance dos donos da casa nos primeiros 45 minutos foi no final. Jogada pela esquerda, Adriano para Juan, Juan vai para a linha de fundo, joga para trás e Elano entrou batendo. Seria gol, mas ela explodiu no pé de Fábio Santos.

Perdendo o jogo, Muricy Ramalho ousou e voltou para o segundo tempo com o atacante Borges no lugar de um ineficiente meia Elano. O Peixe foi para cima, como era de se imaginar. O Timão se fechou, como era de se imaginar. Mas o problema santista ainda era o meio de campo, com Arouca e Ganso pouco inspirados, voltando de lesão. Aos 12, a chance que os corintianos tanto queriam para sacramentar a vitória e se aproximar ainda mais da inédita final de Libertadores. Lançamento longo vindo de trás e o único atacante real do Timão na partida, Émerson, saiu em disparada no mano a mano com o único zagueiro que estava na defesa naquele momento, Durval. O atacante ganhou na velocidade, saiu de frente para Rafael, tinha a chance de finalizar, mas não o fez, aguardou e esperou a chegada de Durval. Houve o contato, Émerson caiu, pediu o pênalti, mas Marcelo de Lima Henrique mandou seguir.

O Santos chegava cmo mais frequência, mas esbarrava em noite inspirada do camisa 24 do Timão. O lance mais incrível foi após cobrança de escanteio de Neymar, a bola passou por todo mundo e parou nos pés de Juan, que dominou e emendou um belo sem pulo, no ângulo. Defesa Sensacional de Cássio. Antes disso, o Peixe ainda havia tentado com Durval e com Borges, ambos em bolas pelo alto, onde o arqueiro paulistano levou a melhor.

Tudo estava normal, apesar de toda a tensão, mas o jogo seguia sem maiores problemas. Até que Neymar não gostou de duas faltas sequenciais não marcadas, uma de Paulinho, outra de Leandro Castán e pegou forte o camisa 4, esquecendo a bola e indo direto nas pernas do zagueiro. Empurra-empurra e cartão amarelo para o melhor jogador do Brasil. Isso fez com que os ânimos ficassem alterados. E com que o árbitro se visse na obrigação de agir para controlar o jogo novamente. No lance seguinte, Émerson, que já tinha o amarelo, ainda nervoso também pela chegada de Neymar, chegou duro no atacante. Recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Ele não joga a segunda partida.

Com um jogador a mais, Muricy Ramalho mandou o time pra frente, substituindo Arouca e Alan Kardec pelos jovens Felipe Anderson e Dimba. Mas faltando pouco mais de oito minutos para o final da partida, os refletores da Vila Belmiro se apagaram e fizeram com que o jogo ficasse dezoito minutos paralizado. Na volta, Tite sacou Alex e mandou mais uma zagueiro, Wallace. Com duas linhas de 4 e 5 jogadores, o Corinthians se portou muito bem e segurou o placar, sem ser mais ameaçado até o final. Santos 1 x 0 Corinthians.

Com a vitória fora de casa, o Corinthians joga por um empate para conseguir a classificação para a primeira final de Libertadores da América da história do clube. Porém, para o confronto decisivo, não contará com seu principal atacante, já que Émerson foi expulso. Do outro lado, o Santos terá que vencer para permanecer com o sonho de conquistar o título continental pela segunda vez consecutiva. Vitória de 1 a 0 para os praianos leva a decisão para os pênaltis. O adversário de Corinthians ou Santos na final sairá do confronto entre Boca Juniors, da Argentina, e Universidad do Chile. As duas equipes jogam essa noite e na próxima quinta-feira.

(Fotos: Ricardo Matsukawa-Terra)

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