Arquivo para maio \31\UTC 2012

Urgente! Ronaldinho não joga mais no Flamengo!!!


Eis que depois de muitos desentendimentos e confusões, a situação de Ronaldinho Gaúcho no Flamengo parece ter chegado em um nível insuportável. Um ano e cinco meses após a confirmação da escolha do jogador e das juras de amor feitas ao Flamengo, depois de dar fim a uma disputa que envolvia Palmeiras e Grêmio pela sua aquisição, o camisa 10 não é mais jogador do Flamengo. Ele cobra do Rubro-Negro uma dívida de mais de 40 milhões de reais e, no início da tarde desa quinta-feira, obeteve uma liminar concedida pelo juiz André Luiz Amorim Franco, na 9a. Vara do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro, se desligando do clube, ou seja, dando fim ao vínculo que existia entre as duas partes(atleta e clube).

Em entrevista ao progrma Arena, do canal fechado Sportv, a advogada do jogador, Gislaine Nunes, afirmou com todas as letras que Ronaldinho não é mais jogador do Flamengo, que o contrato foi rescindido judicialmente, e que o valor cobrado ao Fla pelo meia é ‘altíssimo, milionário’. O vice-presidente jurídico do Flamengo, Rafael de Piro, confirmou que o clube já foi notificado da decisão judicial que deixa o jogador livre do contrato que era válido até dezembro de 2014. O diretor admitiu que a relação entre o jogador e o clube estava bastante desgastada nos últimos meses, devido às pendências financeiras. O que complicou a situação flamenguista foi neste ano, quando ficou responsável pelo pagamento integral do alto salário de Ronaldinho. Em 2011, a Traffic era responsável pelo pagamento de 75% dos vencimentos do atleta, mas desistiu do negócio em 2012.

Durante a passagem pelo Flamengo, Ronaldinho Gaúcho participou de 74 jogos, marcando 28 gols. O único título conquistado foi o Campeonato Carioca de 2011.

(Fotos: Mauricio Val-Vipcomm/ Vipcomm/ Marcelo de Jesus-Uol)

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‘You win’…


Depois de iniciar a série de amistosos com ótima vitória diante da Dinamarca, contando com atuação inspirada de Hulk, autor de dois dos três gols brasileiros na vitória por 3 a 1, o time verde e amarelo viajou até Washington, nos Estados Unidos, encarar os donos da casa. Com os reforços de Neymar e Rafael, que não atuaram na primeira partida, os comandados de Mano Menezes voltaram a fazer uma boa apresentação e conseguiram vencer e convencer mais uma vez.

Marcando em cima desde o início, o Brasil mostra realmente postura diferente à que apresentava até o ano passado. Como um dos maiores destaques, o goleiro Rafael, estreante como titular no gol brasileiro, fez grandes defesas e parece confirmar sua vaga na Olimpíada de Londres. No ataque, Neymar, muito bem marcado, também jogou bem. Não deu show como de costume, mas abriu espaços importantes para finalizações de Hulk e Damião. Quem impressionou também foi Oscar. Vestindo a camisa 10, o meia, que foi confirmado como jogador do Internacional, comprado de vez junto ao São Paulo, encerrando toda a polêmica, atuou com muita tranquilidade e armou as principais jogadas ofensivas do Brasil.

Aos 11, foi dele a jogada que resultou em pênalti, quando o zagueiro norte-americano Onyewu colocou a mão na bola no chute de Leandro Damião. Neymar fez 1 a 0. Aos 25, o camisa 11 cobrou escanteio, Thiago Silva se antecipou aos zagueiros e cabeceou bonito para dobrar a vantagem. Antes do intervalo, Danilo vacilou na defesa, Bradley acertou ótimo passe em profundidade, Johnson cruzou e Gomez só teve o trabalho de empurrar para o fundo da rede.

Na etapa final, os anfitriões até pressionaram, mas não conseguiram converter a pressão em gols. Aos seis minutos, os brasileiros aproveitaram muito bem um contra-ataque e marcaram o terceiro. Em excelente troca de passes, Marcelo entrou em velocidade, jogou para Hulk, que mandou na linha de fundo para Neymar cruzar para trás para o lateral bater forte de primeira e estufar as redes. Com o terceiro gol do Brasil, os Estados Unidos se desestabilizaram na partida, passando a chegar com mais violência, principalmente em Neymar. Pato entrou aos 15 no lugar de Damião. No seu primeiro lance em campo, o atacante do Milan aproveitou cruzamento rasteiro de Neymar e bateu de primeira no pé da trave.

A partir daí, só deu EUA. E só deu Rafael. No mínimo três defesas impressionantes. Como castigo por vários gols perdidos, o golpe de misericórdia veio aos 41. Mais um contra-ataque rápido, mais um ótimo lançamento de Marcelo, no peito de Alexandre Pato, que matou bonito e encheu o pé direito para fechar a goleada. Estados Unidos 1 x 4 Brasil. No próximo domingo, o Brasil encara o México, ainda nos Estados Unidos, em Dallas.

(Fotos: Reuters/ Gettyimages brasil)

E deu Santos x Corinthians…

Marcelo Hazan
GLOBOESPORTE.COM


Também foi suado, também foi sofrido e também foi emocionante, mas o sonho da conquista do tetracampeonato do Santos na Taça Libertadores da América também continua vivo. Depois de perder fora de casa, todos sabiam que furar o bloqueio do “Fortín” não seria tarefa nada fácil para o Santos. Os visitantes vieram a campo extremamente disciplinados taticamente, as duas linhas de quatro dos argentinos nunca se distanciavam. O pouco criativo meio de campo santista, liderado por um Ganso no sacrifício, esteve perdido na armação.

Muito nervoso pela necessidade de abrir dois gols de diferença, o Alvinegro não conseguiu impor seu ritmo. Das tribunas de honra da Vila, Diego, Robinho e Alex, trio da geração campeã brasileira de 2002, certamente ficaram preocupados com o que viram na etapa inicial. Exceção feita a lances esporádicos, o time não ameaçou Barovero. O Vélez, por sua vez, aproveitava esse nervosismo para tocar a bola com muita eficiência e irritar o Peixe.

De tanto pegar a bola e procurar Neymar a todo instante, o Santos, enfim, conseguiu algo. Aos 39 minutos, o time retomou a bola e Elano enfiou belo lançamento da zaga para o ataque na direção do craque. Após dominar de cabeça e passar por Barovero, Neymar sofreu falta do goleiro, na entrada da área – era gol certo. Resultado: o argentino foi expulso. Nos minutos finais, o Peixe até tentou aumentar a pressão no embalo da torcida, mas foi pouco. Sobrou nervosismo e faltou bola.

Um jogador a mais durante 45 minutos para fazer ao menos um gol. Esse era o panorama do Santos quando voltou do intervalo contra o Vélez Sarsfield. A equipe poderia ter calma, tranquilidade e colocar a bola no chão até conseguir o objetivo. Em um desespero inexplicável desde o apito inicial, porém, a opção foi outra: chuveirinho e cruzamentos na área, totalmente fora das características da equipe. Totalmente aberto e desesperado, o Santos dava espaços para os contra-ataques. E o disciplinado Vélez quase aproveitou em duas oportunidades. Primeiro com Fernández, em lance de muita ousadia e genialidade, quando do meio de campo finalizou e quase surpreendeu Rafael. Depois, com Martínez fazendo boa jogada e rolando para o mesmo Fernández novamente perder.

Daí para frente, o Santos passou a usar quase que de forma única os cruzamentos. Com o time nervoso pelo tempo que passava, a situação já virava dramática. Muricy, então, resolveu mudar: trocou Juan por Léo, ovacionado pela torcida. E o time ganhou o fôlego que precisava pela esquerda. Rentería já havia tomado o lugar de Adriano, mas sem qualquer notoriedade, exceção feita aos erros bizarros. Foi então que Alan Kardec teve a chance de ouro, nascida em um ótimo passe de Elano. Completamente livre, porém, o atacante finalizou mal e Montoya defendeu. Parecia o fim para o Santos, já cansado e desesperado.

Léo, então, deu as caras e mostrou por que recebe tanto apoio das arquibancadas. Aos 36, em uma jogada espetacular pela esquerda, o experiente lateral arrancou, tabelou, invadiu a área e deixou Alan Kardec novamente livre para, desta vez, abrir o placar. Explosão de alegria e alívio na Vila Belmiro.

Incendiado pelo gol, o Alçapão ferveu de forma ensurdecedora. O Peixe ainda buscou o segundo no tempo normal, mas ficou no 1 a 0 e teve de passar pelo drama dos pênaltis. Drama na Vila. O clima era de apreensão, afinal, a geração de Neymar e Ganso, campeã da Libertadores em 2011 e da Copa do Brasil em 2010, ainda não havia passado pela necessidade da disputa de penais. E o iluminado Santos ainda contou com a má pontaria dos argentinos. Apenas Martinez e Sebá converteram para o Vélez. Canteras chutou por cima, e Rafael defendeu a cobrança de Papa. O Peixe teve 100% de aproveitamento nas cobranças, com Alan Kardec, Ganso, Elano e Léo convertendo para o Peixe. Neymar, o quinto jogador escolhido por Muricy para bater, nem precisou confirmar a classificação alvinegra para a próxima fase. Santos 1 (4) x (2) Vélez Sarsfield.

Na sequência da competição continental, acontecerá um jogo muito aguardado por muita gente. O Santos vai decidir uma vaga na grande final contra o rival Corinthians. Por ter melhor campanha na primeira fase, o Timão terá a vantagem de disputar o segundo jogo no Pacaembu. A diretoria do Peixe ainda não decidiu onde mandar a primeira partida. Na outra partida das Quartas, que definiu o último semifinalista também tivemos penalidades. Libertad, do Paraguai e Universidad do Chile empataram novamente em 1 a 1. Na decisão por pênaltis, vitória dos chilenos por 5 a 3. A segunda semifinal será entre Universidad do Chile e Boca Juniors, da Argentina.

A quatro passos do paraíso…


O sonho do inédito título da Taça Libertadores da América para o Corinthians permanece vivo. Faltam apenas quatro jogos para o Timão alcançar o maior desejo de todos os corintianos. E foi de maneira épica que o alvinegro ultrapassou o maior obstáculo até aqui na competição continental em 2012. Jogando em um Pacaembu lotado, com a torcida fervorosa e apaixonado, como de costume, Tite e seus comandados receberam a excelente equipe do Vasco, que buscava o segundo título da Liberta, e não se intimidou com a pressão. Após o empate sem gols no jogo de ida no Rio de Janeiro, os cariocas viajaram até a capital paulista com o cenário de que um gol dificultaria e muito a vida do rival. O empate sem gols, levaria a decisão para os pênaltis. Qualquer outra igualdade, classificaria o Vasco e mais uma vez acabaria com o sonho corintiano.

Desde o apito inicial, as equipes se respeitaram muito, optando preferencialmente pelo cuidado com a defesa do que com o setor ofensivo. Em outras palavras, preocupados mais em não tomar gols, do que em fazê-los. Por outro lado, raça e vontade não faltaram a nenhum de dois lados. E a Fiel torcida agradecia com um espetáculo nas arquibancadas. Mesmo com o introsamento de um bom tempo jogando junto, o time de Parque São Jorge sentia falta de um centroavante. O meio conseguia criar, mas faltava alguém para chegar com uma boa finalização. Liedson, em má fasé principalmente física, assistia o jogo do banco de reservas. Danilo atuava como armador, Emerson e Jorge Henrique abriam um de cada lado e Alex tentava ‘quebrar o galho’ dentro da grande área adversária. Já do outro lado, o ótimo elenco vascaíno proporcionava ao técnico Cristóvão Borges bom ritmo de jogo com Juninho e Diego Souza armando a equipe e Éder Luís e Alecsandro mais à frente, aliando velocidade e técnica na chegada ao ataque.

Tamanha era a vontade e a entrega de todos os jogadores, que as chegadas mais duras acabaram acontecendo. Leandro Vuaden tentava segurar o ímpeto dos atletas, contrariando seu estilo de arbitragem que tradicionalmente é e deixar o jogo seguir com mais frequência. Nas bolas paradas, melhor para quem tem Juninho Pernambucano. O camisa 8 sempre arrepiava os cabelos do torcedor corintiano nas finalizações, principalmente nas cobranças dessas faltas. Em uma das entras com intensa vontade, Eder Luis e Jorge Henrique dividiram, se estranharam, encostaram cabeça com cabeça e receberam cartão amarelo. O lance de maior perigo da etapa inicial foi pelo alto. Cruzamento de Fábio Santos pela esquerda e, vindo de trás como de costume, Paulinho subiu com liberdade e cabeceou bonito. Mais bonita ainda foi a linda defesa do goleiro Fernando Prass, mandando para fora. Mal sabiam todos que era um prenúncio da decisão da partida…

O segundo tempo começou com tensão ainda maior do que o primeiro. Conforme o tempo ia passando, a responsabilidade em não errar, em não correr riscos de se aproximar da eliminação ia aumentando cada vez mais. Na altura da metade da segunda etapa, Paulinho arrancou pelo meio e avançava em dureção à área. Porém, os defensores rivais não o permitiram chegar e o desarmaram. Talvez faltosamente. Leandro Vuaden não marcou, para revolta de Tite. Começava aí mais um drama corintiano. O árbitro do jogo não gostou das reclamações do treinador alvinegro e expulsou Tite de campo. O Corinthians perdia seu comandante à beira do campo. Para piorar, logo na saída de Tite, os anfitriões foram todos para a área para uma bola levantada. A defesa vascaína afastou e ela ficou nos pés de Alessandro, o último homem da defesa, já no círculo central. O camisa 2 olhou pra frente, ia despachar a bola, mas Diego Souza foi mais esperto e interceptou o passe, dominando a bola e saindo correndo ao ataque, de frente para o gol e para o goleiro Cássio, sem nenhum defensor à sua volta. Era a bola do jogo. O Vasco provavelmente eliminaria o Cornithians ali. E assim não aconteceu. O goleiro, que no começo da Libertadores era a terceira opção de Tite, cresceu para cima do camisa 10 do Vasco, que bateu fraco no canto. Cássio espalmou e salvou o Timão. Para aumentar o desespero corintiano, na sequência, na cobrança desse escanteio, Nilton testou e a bola bateu no travessão.

A inexistente ‘morte súbita’, que antigamente determinava que o autor do gol vencesse a partida automicamente, ressucitou no gramado do Pacaembu após os 30 minutos. Mais psicológicamente do que outra coisa, ninguém poderia sofrer o gol. Tite, expulso, abriu mão de alguma cabine ou camarote do estádio e, surpreendentemente, apareceu no meio da arquibancada, misturado ao ‘bando de loucos’. Ao solicitar substituições para a equipe, inacreditavelmente, os jogadores iam até o alambrado para receber as instruções do comandante. Recuperado do susto, o Corinthians se refez e partiu para cima, encurralando o Vasco no campo de defesa. Porém, a arma utilizada não dava muito certo: os levantamentos para a área. Em um desses, Alessandro cruzou, Fágner ia subir para afastar mas Renato Silvacabeceou para trás. Émerson apareceu livre, bateu forte de pé direito, no cantinho. Fernando Prass foi buscar, encostou nela e a bola ainda bateu na trave.

Quarenta minutos passados e a decisão por cobrança de pênaltis já eram uma realidade na mente de corintianos e vascaínos. Mas, aos 42 minutos, da maneira mais ‘corintiana’ possível. Cobrança de escanteio. Alex levantou com categoria. Paulinho. Subiu mais uma vez com total liberdade, o zagueiro Rodolfo, estático, assistiu e torceu. Não teve jeito. Cabeceada perfeita do camisa 8 do Corinthians. No canto, sem chances de defesa para Fernando Prass. O Pacaembu explodiu de felicidade. Na numerada, Tite comemorou no meio da Fiel, junto a torcedores, segurança e alguns membros da comissão técnica. Drama, alegria, alívio, realização. O Vasco sentiu, não conseguiu mais nada nos pouco mais de três minutos de jogo que ainda aconteceram. O Corinthians está classificado para as semifinais. Corinthians 1 x 0 Vasco.

Com a vaga, o Corinthians já iguala a melhor campanha em uma edição de Libertadores da América. Como em 2000, quando foi eliminado pelo rival Palmeiras, o Timão está na semifinal e agora espera. Espera pois ainda não sabe qual será o adversário. Muito embora, o mais provável seja outro rival: o temido Santos. Na notie desta quinta, o Peixe recebe o Vélez Sarsfield, no jogo de volta, na Vila Belmiro. Na primeira partida, os argentinos venceram por 1 a 0 e jogam pelo empate. Porém, se o Vélez eliminar o atual campeão da Libertadores, o chaveamento se altera. Isso porque, se teve drama no Pacamebu, o pesadelo foi muito pior no Engenhão. Depois de perder o jogo de ida por 1 a 0 na Argentina, o Fluminense recebeu o Boca Júniors e vencia pelo mesmo placar, que levava a disputa aos pênaltis, até os 45 minutos do segundo tempo quando, em um bate e rebate na grande área, Santiago Silva apreceu para mandar para a rede e eliminar o Tricolor da competição. Com isso, como não pode haver uma final com equipes do mesmo país, se o Vélez se classificar, enfrenta o Boca em uma das semifinais. Caso isso aconteça, o adversário corintiano sai do confronto entre Universidad do Chile e Libertad. No primeiro jogo, no Paraguai, 1 a 1.

(Fotos: Ricardo Matsukawa-Terra/ Bruno Santos-Terra / AFP)

Chelsea Campeão da Liga dos Campeões da Europa!!!


O cenário era totalmente adverso. Adversário jogando em casa, com toda a torcida a favor. Todos os prognósticos contrários a um êxito na decisão. Isso ainda com um começo ruim na competição, com direito à queda de treinador no meio do torneio, com interino no comando até aqui. Além disso, a pressão do conquistar o título para também não ficar de fora da próxima edição da Liga dos Campeões, uma vez que o sexto lugar no Campeonato Inglês não foi o suficiente para atingir a vaga. Nada disso abalou o Chelsea, que acreditou até o fim e saiu premiado da segunda decisão de Liga dos Campeões da Europa nos 107 anos de história do clube.

Outro fator que fazia a torcida do Bayer de Munique ficar ainda mais confiante eram os desfalques ingleses. O capitão Terry, Ivanovic, Raúl Meirelles e o brasileiro Ramires desfalcavam os Blues. Para suprir as ausências, Roberto Di Matteo promoveu o retorno de David Luiz, recuperado de contusão, Cahill assumiu a zaga e o jovem Bertrand, reserva de Ashley Cole, foi deslocado para a ala esquerda. Até por tudo isso, o treinador fez com que a equipe se preocupasse mais com a marcação, o que dificultou as criações de chances no ataque, mas também ajudou a não correr extremos riscos lá atrás. Desde o início, os alemães quiseram fazer valer o mando de campo e o fator ‘torcida’. Com Ribery e Robben abertos pelas pontas, Mario Gomez centralizado e Thomaz Muller chegando de trás, os anfitriões spressionavam mas acabavam parando na muralha armada na defesa azul.

Por falta de opções, o ataque do Bayern começou a arriscar chutes de fora da área. Mário Gomez, artilheiro alemão na competição, era seguido de muito perto por David Luiz. Já o time do brasileiro, tentava as investidas em contra-ataques. Mas Kalou e Bertrand não conseguiam servir Drogba de maneira satisfatória, assim como faz Ramires, por exemplo. Mesmo com toda a pressão, a sorte estava do lado inglês. E isso ficou claro aos 20 minutos, no chute de Robben que parou na trave. A última chance do primeiro tempo saiu dos pés de ‘Super Mario’. Aos 42, David Luiz saiu para dar o bote em Muller, a bola sobrou para o camisa 33, que se livrou da marcação de Cahill e, de frente para Peter Cech, mandar para muito longe.

Na volta para a segunda etapa, o Chelsea avançou um pouco mais a marcação e passou a criar alguma coisa. Lampard passou a ajudar Juan Mata. Porém, com isso, os ingleses ficaram mais expostos e Ribery começou a preocupar mais ao aparecer com mais efetividade nas costas de Bosingwa, substituto de Ivanovic. Apesar de querer chegar mais ao ataque, até para inibir as investidas rivais, o Chlesa não conseguia criar as chances de gol, claramente sentindo falta de boas armações. Do outro lado, o Bayern seguia impondo seu ritmo. Com a típica velocidade, Robben e Ribery davam trabalho aos marcadores e arriscavam de fora, com a bola passando perto da meta de Peter Cech. Com as ameaças alemãs, o time do ‘todo poderoso’ Roman Abramovic passou a se defender mais novamente, principalmente após a metade do segundo tempo.

Faltando oito minutos para o final do jogo, Robben chegou em velocidade pela esquerda, puxou para a direita (sua tradicional e característica jogada), mas dessa vez, ao invés de chutar a gol ele levantou na área. David Luiz vacilou e não marcou ninguém, Ashley Cole grudou em Mario Gomez e quem chegou de trás, completamente livre para testar para o chão e surpreender Cech foi Thomas Muller. A bola pingou no gramado, enganou o goleiro e foi parar no fundo da rede. Gol do artilheiro e revelação da última Copa, que praticamente decretava o título europeu aos donos da casa. Explosão de 80% da torcida presente ao Allianz Arena.

Com o gol sofrido bem próximo do final do jogo, Di Matteo, por fim, mandou a equipe para frente. Fernando Torres e Malouda entraram. Por outro lado, o treinador Jupp Heynckes puxou o Bayern para a defesa, mandando a campo o zagueirão Van Buyten no lugar do autor do gol. Torres entrou disposto. Brigou em duas jogadas. Na segunda, na linha de fundo, conseguiu o escanteio para o Chelsea. Faltavam dois minutos para o final do tempo regulamentar. Juan Mata cobrou o escanteio e levantou na cabeça de Didier Drogba, que como o excelente atacante matador que é, se antecipou ao zagueiro Boateng e cabeceou com perfeição para vencer o goleiro Neuer, igualando o marcador.

Prorrogação. Com Malouda e Torres, e empatando muito perto do fnial do jogo, a expectativa era de que os visitantes começassem melhor o tempo extra. E permaneceram mesmo no campo de ataque. Mas por três minutos. Em contra-ataque, Ribery avançou pela esquerda, invadiu a área, e Drogba, justo ele, ajudava a defesa, mas atrapalhou. Derrubou Ribery e cometeu pênalti. Robben, o algoz brasileiro na última Copa do Mundo, assumiu a responsabilidade da cobrança e…decepcionou. Bateu forte, mas quase no meio do gol, Peter Cech fez a defesa.

Na segunda etapa da prorrogação, mesmo com a decepção do pênalti perdido, o Bayern reassumiu o domínio do jogo e partiu para cima. Marcando sob pressão, no setor ofensivo, encurralou o Chlesea no campo de defesa. Mesmo assim, não conseguia efetivar a pressão em bolas na rede. A maior chance no segundo tempo extra foi em lance em profundidade, que o lateral e capitão Lahm dividiu com o goleiro Cech, a bola sobrou, Kross dividiu com Cahill e bola espirrou mais uma vez. Dessa vez, sobrou no pé de David Luiz que deu um bico para fora de campo, afastando o perigo. Com a igualdade, a decisão acabaria por ser decidida da mesma fora que foi na outra vez que o Chelsea chegou na final da Liga, em 2008 contra o Manchester, nas cobranças de pênaltis.

Também com experiência em penalidades em final de Liga dos Campeões, já que em 2001 foi campeão em cima do Valência, o Bayern de Munique começou a série. Phllip Lahm bateu forte no canto esquerdo e abriu a contagem. O primeiro pênalti do Chelsea foi do jogador que fez a assitência para o gol decisivo de Drogba: Juan Mata. O espanhol mandou no canto, mas fraco. Fácil defesa de Neuer. Na segunda cobrança, Mario Gomez dobrou a vantagem para os alemães. David Luiz não poderia perder senão dificultaria muito a vida dos ingleses. Tomou muita distância e não decepcionou. 2 a 1 na série. A terceira cobrança dos donos da casa foi feita pelo goleirão. Neuer deixou muito artilheiro envergonhado ao bater com muita categoria, no canto direito de Cech, sem chances de defesa. Lampard bateu na sequência e encheu o pé no meio do gol para não correr riscos, fazendo 3 a 2. No quarto pênalti dos alemães, o atacante croata Olic bateu sem muita força e parou nas mãos de Cech. Ashley Cole foi o responsável por empatar a série.

Todos esperavam Robben, que perdeu pênalti na prorrogação, mas a quinta cobrança do Bayern foi feita pelo ótimo Schweinsteiger. O meia bateu bem, mas muito pro canto. Tirou do alcance de Cech, mas carimbou o pé da trave. A missão de fazer o gol do título ficou para…Didier Drogba. O marfinense assumiu a responsabilidade e não teve o menor problema em mandar Neuer para um canto, a bola para o outro e iniciar a festa inglesa em Munique e na Europa inteira. A Europa é azul. Pela primeira vez, Chelsea Campeão da Champions League! Bayern de Munique 1 (3) x (4) 1 Chelsea.

Campanha coroada com a conquista, que quase parou ainda na primeira fase. Na última partida da fase de grupos, vencer o Valencia na última partida era a única opção. E assim aconteceu. Em seguida, nas oitavas diante do Napoli, o 4 a 1 em uma prorrogação no Stamford Bridge confirmou uma virada de um time com o técnico português André Villas Boas recém-demitido e derrotado por 3 a 1 no jogo de ida. Na semifinal, depois de passar pelo Benfica, os Blues contrariaram o mundo ao baterem o poderoso Barcelona. O russo Roman Abramovich, que levantou a taça na festa, já pode gritar para o mundo: seus milhões tornaram o Chelsea um grande europeu.

Mais uma vez…decidindo do zero…

GLOBOESPORTE.COM


Com muita lama, chuva e um lance polêmico, Vasco e Corinthians empataram pelo primeiro jogo das quartas de final da Libertadores. Foi a primeira vez que os cruz-maltinos, que tiveram dificuldades para penetrar no sólido sistema defensivo do Timão, não fez gol no ano. Já o atual campeão brasileiro segue como único invicto da competição.

Com o gramado encharcado e enlameado, a partida começou bastante truncada e com muitas faltas. Nos primeiros 25 minutos, a bola ficou parada 50% do tempo. Diante da dificuldade de entrar na defesa adversária, os dois times tentaram arriscar chutes de média e longa distância. Fábio Santos, pelo lado corintiano, e Romulo, pelo vascaíno, assustaram os goleiros. Sem uma referência na frente, o Corinthians apostava na velocidade de Jorge Henrique e nas jogadas individuais de Emerson, mas os dois pouco ameaçavam. Bastante avançado, Alex também tinha dificuldade para passar pela marcação do Vasco. No time cruz-maltino, que tinha mais a iniciativa do jogo, Eder Luis e Fagner, pela direita, eram os que davam mais trabalho para os marcadores.

A etapa final começou com mais emoção, principalmente porque o Vasco melhorou e passou a ser mais incisivo nos ataques. Vendo que o time carioca levava perigo pela direita, Tite inverteu o lado de Jorge Henrique, que passou a ajudar na marcação por este setor. A resposta corintiana veio em forma de blitz. Após tabela com Alex, Jorge Henrique deu um peixinho e só não fez o gol porque Prass salvou. No rebote, Ralf pegou de primeira e Rodolfo colocou o pé no caminho para desviar o trajeto da bola e colocar para fora.

Aos 26, o lance de maior perigo e de maior polêmica do jogo. Após um cruzamento de Thiago Feltri da esquerda, Diego Souza mandou de cabeça, Alecsandro desviou para o gol e marcou. O assistente Alessandro Rocha Matos assinalou impedimento. O time da casa reclamou que o atacante Emerson daria condição perto da lateral, em lance polêmico. Tira-teimas de diferentes emissoras que transmitiam o jogo se contradisseram quanto a posição do centroavante vascaíno.

Para dar mais criatividade ao Vasco, o técnico Cristóvão Borges colocou Felipe e Carlos Alberto e tirou Juninho e Diego Souza. Já Tite apostou suas fichas na entrada de Douglas no lugar de Alex. O Vasco continuou mais perigoso e tentou pressionar até o fim. Carlos Alberto teve uma boa oportunidade, mas foi travado na hora de finalizar de frente para o gol. Nilton também esteve perto de marcar e foi atrapalhado pela zaga, mais uma vez o ponto forte do Timão. Tite ainda lançou Elton no lugar de Danilo faltando menos de cinco minutos, mas o panorama não se alterou. Vasco 0 x 0 Corinthians.

No próximo duelo, na próxima quarta-feira, no Pacaembu, o novo empate sem gols leva a decisão para os pênaltis. Igualdade com gols favorece o time carioca. Quem passar deste confronto vai enfrentar na semifinal quem se classificar de Santos x Vélez Sarfield, cujo primeiro jogo será realizado nesta quinta, na Argentina. No outro jogo da noite pelas Quartas da Liberta, no Paraguai, Libertad e Universidad de Chile empataram em 1 a 1.

(Fotos: Fernando Soutello-Agif-Gazeta Press/ EFE/ AFP/ Andrés Cristaldo-EFE)

Vai e Vém ‘pré-Brasileirão’!!!

Eis que os campeonatos estaduais chegaram ao fim e se inicia mais um período de especulações em torno dos clubes Brasil afora, a respeito de saídas e chegadas, contratações e dispensas.


Começando pelo time mais badalado dos últimos tempos: o Santos. No Tricampeão Paulista saída e chegadas praticamente confirmadas. A despedida, que já era esperada, realmente aconteceu após o término do estadual. Nesta terça-feira, o meia Ibson foi liberado pela diretoria santista para acertar com o Flamengo. Já no Rio de Janeiro, o jogador aguarda para saber se o clube carioca conseguirá inscrevê-lo na CBF em tempo de contar com ele já estreia do Brasileirão, no próximo sábado. Para recontratar Ibson, o Fla cedeu o lateral Galhardo e o zagueiro David Braz, além de assumir o pagamento de cerca de R$ 2 milhões junto ao Spartak Moscou, da Rússia, ex-clube do atleta. Além dos jovens ex-rubro-negros, o Peixe também está próximo de anunciar mais dois nomes para reforçar o elenco para o Campeonato Brasileiro. O zagueiro Neto, do Guarani, está praticamente acertado. O atleta, que também interessa a outros clubes, já admite que as negociações com o Santos estão avançadas e que deve partir para a Vila Belmiro em cerca de dez dias. Mas o nome mais surpreendente é o de Bill. O atacante, que não é aproveitado pelo Corinthians, já está se recondicionando fisicamente no CT Rei Pelé e apenas aguarda o resultado dos exames médicos para ser confirmado como jogador do Peixe.

Saindo de Santos e indo para Belo Horizonte, onde o Cruzeiro, que decepcionou no Campeonato Mineiro, ficando de fora da decisão, resolveu trocar de comandante. Saiu o técnico Vágner Mancini, que livrou o time do rebaixamento no Brasileirão do ano passado e demitido após a eliminação dos mineiros na Copa do Brasil frente ao Atlético/PR, e assumiu Celso Roth. O novo e experiente treinador, desempregado desde a saída do Grêmio no ano passado, ele já está está em BH e será apresentado na tarde desta quarta-feira. Será a primeira vez que Roth treinará o clube celeste, treinando o rival Atlético/MG por duas oportunidades, em 2003 e em 2009. Vágner Mancini já se acertou também e foi contratado pelo Sport Recife.

Chegando no Rio de Janeiro, o Flamengo, que também não andou nada bem das pernas na primeira etapa do calendário nacional em 2012, sendo eliminado precocemente tanto do Campeonato Carioca, quanto da Libertadores da América, tenta se recuperar no torneio nacional e corre atrás de reforços. O novo gerente de futebol do clube, Zinho, participou pela primeira vez mais ativamente e apresentou os novos reforços para a equipe. Tratam-se do meia Jorge Luiz, que estava no Friburguense, e o volante Amaral, do Nova Iguaçu. E a lista de novidades não deve parar por aí. Os clube do técnico Joel Santana ainda segue atrás do zagueiro Rafael Donato, do Bahia, e do lateral Ramón, pouco utilizado no Corinthians.

No sul, o Grêmio é outro clube a buscar destaques até então desconhecidos do grande público. Foram contratados pelo Tricolor de Porto Alegre o lateral Tony, do Juventus de São Paulo, e o meia Rondinelly , que chega do Vila Nova, de Goiás. Esses desconhecidos, é claro, chegam após a maior contratação gremista da temporada, o experiente e veterano meia Zé Roberto, contratado junto ao Al Gharafa, do Catar, e se apresenta apenas do dia 4 de julho.

(Fotos: Ricardo Matsukawa-Terra/ Paulo Sérgio-Lancenet/ Tom Dib-Lancenet/ Fadi Al-Assaad-Reuters)

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