Arquivo para abril \27\UTC 2012

Bomba! Urgente! Guardiola de saída do Barcelona!!


Por mais surpreendente que se possa parecer, o melhor time do mundo começa a entrar em crise. E o maior sinal disso é a inesperada notícia de que Guardiola está deixando o cargo de treinador da equipe. Nesta sexta-feira, o comandante anunciou em entrevista coletiva em Barcelona que estará saindo do cargo no fim da atual temporada. Na coletiva, ele afirmou que tomou a decisão após a eliminação da Liga dos Campeões essa semana para o Chelsea, e que já havia comunicado a diretoria, mas que optou por não avisar os jogadores até então.

Não é uma situação fácil pra mim. Lamento a incerteza que gerei por conta disso. É um erro que assumo. Mas a exigência como treinador é muito grande. Por isso renovava de ano em ano. Quatro anos é uma eternidade como treinador do Barça. No início de dezembro, comuniquei ao presidente e ao Zubizarreta que minha etapa aqui estava acabando. Mas eu não podia dizer isso aos jogadores, pois o treinador é um dos pilares no vestiário… Desgasta tudo, e tem me desgastado. Esta é a principal razão para a minha saída.”

Pepe Guardiola foi contratado como técnico do Barça em 2007, logo após encerrar a carreira como jogador. A princípio, o ex-volante comandava o time B, sendo promovido ao time principal na temporada 2008/2009. Em pouco menos de 4 anos, os números são impressionantes. Títulos do Mundial de clubes da Fifa em 2009 e 2011, Liga dos Campeões da Europa em 2009 e 2011, Supercopa Europeia em 2009 e 2011, tricampeão espanhol em 2009/10/11 e Copa do Rey em 2009.

Vou com a sensação de dever cumprido. Estou feliz com o que fiz. Quero agradecer aos jogadores, pelo privilégio de trabalhar com eles. É um prazer ter trabalhado com eles. Eu estou indo embora para poder me recuperar. Vou embora com a sensação de dever cumprido, de ter feito o melhor possível. É um grande clube, com muita força. Obrigado a todos, por tudo.”


Para inibir as possíveis especulações com relação ao substituto de Guardiola, a direção do Barcelona agiu rápido e aproveitou para anunciar o novo comandante. Trata-se de Tito Vilanova, até então auxiliar de Guardiola. O que mostra que o trabalho feito até aqui deve seguir, mesmo mudando o nome do treinador.

(Fotos: AFP/ EFE/ Reuters/ GettyImages)

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“Não tem só jogo de ida, não. Vai ter a partida de volta na Vila também. Lá em Santos eles vão ver.”

Marcelo Hazan
GLOBOESPORTE.COM


Essa foi a frase de um irritado Neymar na saída do gramado do estádio Hernando Silles, em La Paz, na Bolívia, onde o Santos iniciou, com derrota, a sua caminhada nas Oitavas de final da Libertadores. Com o camisa 11 gripado, o Peixe sentiu ainda mais os efeitos da altitude (3.660 metros), na Bolívia, e perdeu do Bolívar em duelo de bastante pressão e muitas faltas no craque alvinegro, que chegou a ser atingido por uma laranja antes da cobrança de um escanteio, no fim da partida – o camisa 11 saiu de campo irritadíssimo. Campos, de falta, fez para os dos donos da casa. E Maranhão marcou para os brasileiros o importante gol fora de casa.

Embora tenha reclamado da gripe desde a chegada ao estádio Hernando Silles, Neymar foi o melhor jogador do Santos. O único a se arriscar mais na altitude. Sozinho, no entanto, e marcado de perto, muitas vezes com faltas, o jovem craque não conseguiu fazer a diferença. Pesou, então, a maior experiência do Bolívar em jogar na adversa condição. O Peixe precisa da vitória simples na Vila Belmiro para avançar, graças ao gol de Maranhão. Porém, se sofrer um gol em casa, dia 10, o Santos terá de fazer três. Ou dois para levar a decisão para os pênaltis. Se sofrer mais de um, terá de vencer por dois ou mais gols de diferença.

Agora, o Santos se prepara para a semifinal do Campeonato Paulista. Depois de eliminar o Mogi Mirim nas Quartas, o Peixe encara o São Paulo, domingo, às 16h, no estádio do Morumbi. Quem vencer avança para a decisão. Em caso de empate, a vaga será disputada nos pênaltis. No outro jogo da noite pelas Oitavas da Libertadores, duelo brasileiro no Beira-Rio. O jogo prometia. Mas os primeiros 90 minutos entre Internacional e Fluminense deixaram a desejar. Com muita marcação e pouca criatividade, as duas equipes construíram raras chances de gol e abusaram das faltas duras. De mais chamativo, Diego Cavalieri. O camisa 12 tricolor defendeu uma cobrança de pênalti de Dátolo logo no início do segundo tempo. Resultado: 0 a 0. A decisão da vaga será no próximo dia 10 de maio, no Engenhão, no Rio.

Alemanha 1 x 1 Inglaterra…Espanha 0!


Poderia ser o jogo de Cristiano Ronaldo, que marcou duas vezes no tempo normal. Ou poderia ser o de Kaká, que saiu do banco de reservas no fim do segundo tempo para se aproveitar do cansaço dos rivais. Mas era a noite de Manuel Neuer. O goleiro titular da seleção alemã se consagrou ao defender as penalidades do português e do brasileiro e ainda contou com um chute para fora de Sergio Ramos para levar o Bayern de Munique à grande decisão da Liga dos Campeões.

Em um cenário próximo do ideal para o Real Madrid, o time conseguiria reverter a vantagem do Bayern de Munique com 15 minutos de jogo. Foi exatamente o que aconteceu em um Santiago Bernabéu pulsante. A torcida comprou o barulho e fez do seu estádio uma arma que funcionou – ao menos no início. Prova disso foi o pênalti marcado logo aos cinco minutos. Di María recebeu lançamento de Marcelo e acertou chute de primeira. Alaba se jogou para interceptar a finalização e tocou com o braço na bola. O juiz hesitou por um instante, mas a pressão foi tamanha que o árbitro húngaro Viktor Kassai apontou para a cal mesmo sem muita convicção. Cristiano Ronaldo não repetiu Lionel Messi na véspera e converteu, desviando de Neuer: 1 a 0.

O Bayern concentrava suas forças no ataque. A resposta quase foi instantânea, mas o holandês Arjen Robben perdeu gol inacreditável após cruzamento de Alaba, aos sete, já na pequena área. Mourinho sabia do perigo que corria e chamou Cristiano Ronaldo para uma rápida conversa. A expressão do treinador foi clara: segurar a bola, ter calma, como o craque português havia pedido depois de fazer o gol da vitória diante do Barcelona, no sábado, ainda que ironicamente. E não é que deu certo? Aos 14, Özil encontrou Cristiano com passe espetacular. O luso não perdoou e fez o segundo dele e dos merengues.

A vantagem àquela altura já era mais do que o suficiente para os donos da casa avançarem à final. Os bávaros, então, avançaram mais a marcação e continuaram chegando com perigo. Tanto que, aos 26, chegaram ao gol. Lahm cruzou para Mario Gómez, que caiu na grande área depois de ser tocado por Pepe. O árbitro marcou pênalti do zagueiro. Robben se encarregou da cobrança e diminuiu, ainda que Casillas e a trave quase tenham evitado. O “lá e cá” seguiu até o fim da primeira etapa. Era um jogaço, para o deleite de Vicente del Bosque e Joachim Löw, técnicos das seleções da Espanha e Alemanha, presentes nas tribunas do Bernabéu.

A partida seguiu carregada de tensão no segundo tempo, o que refletia no comportamento dos torcedores, menos participativos. Mas em campo era mais do mesmo: lá e cá. O tempo foi passando e o jogo virou sinônimo de cautela. O Real sabia que sofrer um gol poderia ser fatal, assim como para o Bayern exagerar nos espaços não pareceria boa ideia. Sem se comprometer, os merengues atacavam com chutes de média distância, principalmente nas faltas de Cristiano Ronaldo. Mourinho pôs Kaká restando pouco mais de 15 minutos para o fim do jogo. O Real tentou embalar em campo, mas não conseguiu – muito por conta do cansaço de Cristiano Ronaldo, que se desdobrava entre ataque e marcação. Kaká entrou mal, sem confiança, desperdiçando contra-ataques. E ainda viu Pepe e companhia se segurarem lá atrás. Era noite de prorrogação.

A prorrogação pôs em campo mais um elemento: a condição física. Cansado, Ribéry deu lugar a um renovado Müller. O Bayern pôde se dar ao luxo de realizar sua primeira substituição no tempo extra depois de ter poupado oito titulares no fim de semana. O Real, enquanto isso, lutava contra todo tipo de fadiga. E o primeiro tempo não teve um grande lance sequer de emoção. O cansaço merengue era maior, mas a postura foi ainda mais ofensiva nos minutos finais de jogo. O problema é que não havia ninguém inspirado que pudesse resolver – Kaká, inclusive, tirava a paciência dos torcedores ao cometer seguidos erros. A decisão sairia da marca da cal, na disputa das penalidades máximas.

Após pouco menos de cinco minutos de descanso, os dois times foram para os pênaltis. Alaba converteu a primeira cobrança. Cristiano Ronaldo, que vinha de 25 pênaltis seguidos sem perder, pegou a bola e… Bateu fraco, permitindo a defesa de Neuer. Na sequência, Mario Gómez fez 2 a 0 para o Bayern. Kaká tinha a chance de diminuir, mas acabou telegrafando o canto (o mesmo de CR7) e Neuer, mais uma vez, defendeu. Quando tinha a chance de praticamente liquidar a fatura, Kroos chutou rasteiro, sem força, e Casillas fez a defesa.Xabi Alonso, na terceira cobrança do Real, finalmente marcou. Logo depois, Lahm bateu com uma “pequena” cavadinha, e Casillas salvou sem problemas: 2 a 1 para o Bayern. O zagueiro Sergio Ramos partiu para a quarta cobrança do Real e mandou longe, muito longe. Schweinsteiger, então, tinha a chance de garantir o Bayern na decisão em casa. E não a desperdiçou. Com força, deslocando Casillas, colocou no fundo da rede, calou o Bernabéu e fez a festa dos bávaros.

Com o sonho do 10º título continental adiado novamente, resta aos merengues concentrarem os seus esforços no Campeonato Espanhol, competição em que o time é líder com sete pontos de vantagem para o arquirrival Barcelona, que também se despediu da Champions nesta semana. Já os alemães apagaram a má impressão deixada no mesmo estádio após a decisão da Liga dos Campeões de 2010. Na ocasião, foram derrotados para o Internazionale de Milão, comandado por José Mourinho, por 2 a 0. A equipe comandada por Jupp Heynckes busca o seu quinto título em final inédita contra o Chelsea, que ainda não conquistou a Champions. A final da Liga acontece na Allianz Arena, casa do Bayern, no próximo dia 19 de maio.

Comprovado…Messi é humano!


Sim. Ele é humano. Se havia alguma dúvida quanto à isso, hoje ficou claro que Lionel Messi é um ser humando como outro qualquer, passível de erros. E ele errou. Em disputa eletrizante, em que a defesa inglesa se postou muito bem frente ao temido e poderoso ataque catalão, o Chelsea conseguiu se classificar para a segunda final de Liga dos Campeões da Europa da sua história. De quebra, os Blues ainda fizeram com que o camisa 10 do Barça sentisse sabores que raras vezes ele havia sentido: falha, derrota e eliminação.

Logo no início da partida, uma perda sentida para cada lado. O zagueiro Cahill se atrapalhou sozinho em drible sofrido na defesa e acabou se contundindo. Ele ainda tentou retornar à campo, mas acabou substituído pelo português Bosingwa. Do lado anfitrião, em jogada de ataque do Chelsea, o goleiro Valdés saiu de maneira estabanada e acabou acertando o próprio companheiro Piqué. O zagueiro do Barcelona chegou a ficar desacordado no momento do choque, mas se recuperou e também voltou ao jogo. Momentos depois, acabou saindo para a entrada de Daniel Alves, que começou no banco. De resto, o panorama da disputa foi exatamente o que se esperava. Barcelona no ataque, Chelsea na defesa. Os poucos avanços ingleses eram em contra-ataques.

Mesmo dominando as ações, os espanhóis não conseguiam criar as oportunidades de perigo como estão acostumados. O nervosismo e a ansiedade dos jogadores era visível, fato esse que é raro se tratando de Barcelona. O toque de bola tradicional era bem interceptado e os chutes de fora, sem muita direção, e os levantamentos na área, para os baixos atacantes, eram frequentes. Mesmo assim, a situação mudou de figura para os donos da casa aos 34 minutos. Após rebote de escanteio, o jovem atacante Cuenca, que vinha fazendo uma fraca exibição, recebeu na ponta direita, foi à linha de fundo e cruzou para o meio. A bola passou por todo mundo e encontrou Busquets na pequena área. O volante só teve o trabalho de empurrar para as redes.

O resultado levava a decisão aos pênaltis, o que ainda servia, de certo modo, para os visitantes. Porém, o zagueiro John Terry não manteve a cabeça no lugar e acabou por prejudicar sua equipe. Fora do lance de bola, o capitão inglês deu uma joelhada no atacante Alexis Sanchéz, foi flagrado e expulso. E, com um homem a mais, a missão foi facilitada e o roteiro parecia se repetir para os atuais campeões da Liga e do mundo. Aos 43, a troca de passes saiu. De Messi para Sanchéz. De Sanchéz para Iniesta. De Iniesta para o gol, na saída de Peter Cech. A vantagem estava dobrada.

Mas, ainda antes do intervalo, um lance fez a diferença e talvez tenha mudado a história de Barcelona e Chelsea, não apenas no jogo, mas na competição. Depois de um vacilo da marcação da defesa do Barça, Lampard acertou excelente lançamento e encontrou o brasileiro Ramires, que disparou em velocidade e com liberdade. Com extrema categoria, o camisa 7, que saiu de frente para o goleiro Valdés, com um leve toque encobriu o arqueiro rival e fez um golaço, diminuindo a diferença e marcando um gol que, àquela altura, dava a classificação para os azuis.

Na volta para o segundo tempo, os anfitriões voltaram a mil, dispostos a marcarem logo para resolver a situação. E tudo indicava que isso não ia demorar a acontecer. Tanto que, no segundo minuto jogado, Drogba tentou ajudar a defesa e acabou derrubando Fábregas dentro da própria área. Pênalti. Era o retorno do Barcelona à boa fase e o gol que afastaria qualquer tipo de crise do Camp Nou. Era, mas não foi. O melhor jogador do mundo foi para a cobrança, bateu forte e acertou o travessão. A falha veio comprovar que todo mundo erra mesmo. Até ele. O camisa 10 já vinha fazendo uma partida discreta, não conseguindo se desvencilhar da marcação, errando passes e até cometendo faltas.

O técnico do Chelsea, Roberto Di Matteo não tinha muitas opções e acabou se fechando ainda mais. Mesmo porque era o que tinha para fazer àquele momento, com um a menos e precisando segurar o resultado, em um claro ataque contra defesa, jogando ainda fora de casa. Todo tempo que era gasto era precioso. Peter Cech fazia sua parte na meta, tanto defendendo as tentativas locais, quanto gastando o tempo que conseguia. Guardiola também tentou se mexer. Mandou à campo Keita e Tello nos lugares de Fabregas e Cuenca. Mas o panorama não se alterou e o time só conseguia chegar na base do ‘abafa’ e logo era ‘abafado’ pela defesa adversária.

O clima de tensão era muito intenso. Até pelo fato de jogadores, comissão e torcedores do Barcelona não estarem acostumado a sofrer tanto na busca de um resultado, normalmente é tão simples. Dessa vez não foi. Muito pelo contrário. No desespero, os espanhóis foram todos ao ataque e, aos 47 minutos, em uma bola rebatida, a posse foi para Fernando Torres. O atacante(espanhol) do Chelsea, que havia acabado de entrar no lugar de Drogba, dominou no circulo central, foi avançando e não viu ninguém à sua frente, a não ser o goleiro Valdés. Com tranquilidade, o camisa 9 driblou o adversário e tocou de leve, fazendo a bola morrer no fundo das redes, assim como morria o desejo do Barcelona de conquistar o Bicampeonato da Liga. Barcelona 2 (2)x(3) 2 Chelsea.

O adversário do Chelsea na decisão sai da outra semifinal entre Bayer de Munique e Real Madrid, que jogam nesta quarta-feira, também na Espanha. Os alemães jogam com vantagem por terem vencido a partida de ida, na Alemanha, por 2 a 1. A Final acontece dia 19 de maio, em Munique.

(Fotos: GettyImages/ Reuters/ AFP/ EFE )

Macaca… ou Zebra…?

Leandro Canônico
GLOBOESPORTE.COM


A zebra do Campeonato Paulista também atende por Macaca. Na tarde deste domingo, no estádio do Pacaembu, a Ponte Preta, oitava colocada na fase de classificação, jogou por água abaixo a bela campanha do Corinthians, líder na etapa inicial da competição. Gramado molhado nunca é bom para time que gosta de tocar a bola. E, no caso do Corinthians, foi ainda pior por causa da forte marcação da Ponte Preta. Sem conseguir furar o bloqueio do adversário, o Timão errou muitos passes e sofreu com os contra-ataques.

Foi em jogada de bola parada, aos 12 minutos, que a Ponte surpreendeu. Willian Magrão arriscou em cobrança de falta ensaiada e teve a ajuda de Julio Cesar. O goleiro do Timão falhou e não conseguiu segurar o chute rasteiro do rival, acelerado pelo campo molhado. Em desvantagem, o Timão partiu para cima em busca do empate. Mas de maneira desorganizada e pouco criativa. Embora estivesse com maior posse de bola, o Corinthians não conseguia levar perigo. Bem diferente da Macaca, que assustou na maioria das vezes que chegou à área corintiana. Tanto que conseguiu ampliar sua vantagem ainda antes do intervalo. Aos 34 minutos, após cruzamento de Uendel da esquerda, a defesa corintiana vacilou e Roger apareceu com oportunismo e completou, fazendo bonito gol.

Apesar da preocupação com os pendurados, Gilson Kleina, que teve cinco jogadores advertidos com cartão amarelo no primeiro tempo, não mudou a Ponte Preta para a etapa final. Preferiu manter o esquema que vinha dando certo. Tite, por sua vez, fez duas alterações. Sacou Danilo e Jorge Henrique e mandou a campo Douglas e Alex, na tentativa de aumentar a criatividade. O Corinthians sufocou a Macaca no campo de defesa. Continuou, porém, vulnerável nos contra-ataques. Como Tite queria, a bola estava quase sempre nos pés de Douglas e Alex, mas os dois, aparentemente sem ritmo, eram presas fáceis para os marcadores.

Em nova tentativa de melhorar, Tite promoveu a terceira alteração no Corinthians: tirou o zagueiro Marquinhos e escalou o atacante Willian. Sem criatividade, o Corinthians abusava das bolas levantadas na área. E a defesa visitante levava a melhor. Com o passar dos minutos, a partida cada vez mais virava uma disputa de ataque, do Timão, contra defesa, da Macaca. Demorou, mas o Timão diminuiu aos 29 minutos. Willian recebeu na grande área, chutou cruzado e fez o primeiro gol do Alvinegro.

O Timão pressionava e a Ponte se defendia. Mas Julio Cesar voltou a falhar. Ao cobrar um tiro de meta muito baixo, a bola bateu nas costas de Leandro Castán na intermediária e sobrou para Renato Cajá. O meia, de primeira, lançou Rodrigo Pimpão em seguida. O goleiro saiu desesperadamente na lateral da área para corrigir o erro, mas não impediu a conclusão do atacante, por baixo. Com 44 minutos do segundo tempo, o 3 a 1 parecia decretar a classificação campineira.

Ainda deu tempo para um golaço de Alex, no lance seguinte, e mais alguma pressão corintiana. Mas a vaga era da Macaca, que calou o Pacaembu e voltou para casa classificada para a semifinal do Campeonato Paulista. Corinthians 2 x 3 Ponte Preta. O Timão agora volta todas as suas atenções para a disputa da Taça Libertadores, principal objetivo do clube no semestre. Fica sem jogar por uma semana e meia. Só volta a campo no dia 2 de maio, contra o Emelec, no jogo de ida das oitavas do torneio sul-americano, às 21h50m (de Brasília), no estádio George Capwell, no Equador. A Ponte Preta enfrentará o arquirrival Guarani na semifinal, provavelmente no estádio Brinco de Ouro da Princesa, já que o Bugre tem melhor campanha. A Federação Paulista de Futebol confirmará data, local, horário e esquema de torcida em reunião nesta segunda-feira.

É isso mesmo. O adversário da Ponte na semi é o rival Guarani. Além do Corinthians, o outro grande a cair nas Quartas é o Palmeiras. Depois de um primeiro tempo horrível de Guarani e Palmeiras, o Bugre foi muito superior no segundo tempo, construiu um justo 3 a 2 neste domingo, no Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas. Fabinho, o homem do jogo, fez dois gols. Fumagalli marcou um golaço olímpico. Marcos Assunção e Henrique diminuíram para o Palmeiras. Ao Verdão, resta se concentrar na Copa do Brasil: na quarta-feira, encara o Paraná Clube, pela primeira partida das Oitavas.

Na outra semifinal, nada de surpresas. Em mais uma tarde de destaque para Neymar, o camisa 11 apanhou bastante como de costume, deu uma bela assistência para Maranhão fazer o primeiro gol e marcou um golaço na segunda etapa, comandando a vitória por 2 a 0 sobre o Mogi Mirim, na Vila Belmiro, e garantindo o Alvinegro Praiano entre os quatro melhores.

O adversário do Peixe é o São Paulo. O Tricolor optou pela ofensividade na escalação, começando no 4-3-3, com o trio Lucas, Luis Fabiano e Fernandinho na frente, e foi premiado. Na noite do sábado, goleou o Bragantino por 4 a 1, no Morumbi. O destaque da partida foi Luis Fabiano. O camisa 9 fez dois golaços no segundo tempo, um de falta e outro dominando no peito e concluindo de forma certeira, mas acabou sendo punido com o terceiro cartão amarelo que o tira da semifinal e perdeu um pênalti quando a vitória era por apenas 2 a 0.

(Fotos: Ale Cabral-Lancepress/ Bruno Santos-Terra/ Mauro Horita-Agif-Gazeta Press/ Sergio Barzaghi-Gazeta Press/ Agencia Lance/ Helio Suenaga-Gazeta Press/ Reuters)

Isso mesmo, sofrimento do Santos!

Marcelo Hazan
GLOBOESPORTE.COM


Foi sofrido. A torcida do Santos teve de esperar até os 40 minutos do segundo tempo para gritar o primeiro gol. Na estreia do uniforme azul-turquesa, o Peixe teve futebol muito abaixo da média e penou durante quase toda a partida para furar a defesa do fraco The Strongest. Sem a pegada e a rapidez de sempre, o Santos versão “azul” decepcionou no primeiro tempo. Sem o tradicional branco, parecia que os jogadores do Peixe não se achavam em campo. Dependente principalmente de bolas paradas e cruzamentos na área, o Alvinegro ameaçou em lances esporádicos. Com os 11 atrás da linha da bola, os bolivianos, saudados por um número razoável de torcedores na Vila Belmiro, defendiam-se como dava. Até Neymar esteve pouco inspirado. O craque produziu uma ou outra jogada, mas sem a intensidade tradicional de quando está nos seus dias normais.

Só no segundo tempo parecia que as broncas de Muricy Ramalho no vestiário haviam surtido efeito. Curiosamente, os contra-ataques passaram a ser as melhores chances do Santos. No mais perigoso deles, Neymar perdeu gol incrível. Ganso passou a recuar e buscar o jogo na zaga, tentando melhorar a qualidade na saída de bola do time. Nem mesmo a eficiência do camisa 10 tornou o time mais produtivo. Os diversos passes errados irritaram o torcedor. E também Muricy, que mexeu na equipe. Descontente, o treinador promovou três alterações, uma delas por obrigação: Alan Kardec no lugar de Henrique (deslocando Adriano para a lateral direita), Ibson substituindo Arouca, com lesão muscular, e Felipe Anderson na vaga de Elano.

A troca de peças não significou mudança prática de postura, e o The Strongest ia se segurando na defesa com os 11 jogadores atrás da linha da bola. Neymar sofreu sete faltas e gerou vários amarelos, mas não conseguia decidir. Marchesini, zagueiro do The Strongest, se destacava na marcação. Quando a angústia tomava conta de todos e dava nó na garganta do torcedor pelo empate, Alan Kardec salvou. O predestinado atacante reserva aproveitou cruzamento de Neymar, pela esquerda, e cabeceou para o fundo da rede, aos 40 minutos. Enfim, o alívio. Dois minutos depois, veio o golpe de misericórdia. Neymar, pela esquerda, escapou em velocidade, deslocou Vaca com um tapa de direita. Santos 2 x 0 The Strongest. No sufoco, o Peixe garantiu a primeira colocação do Grupo 1.

Como o segundo colocado do mesmo grupo, o classificado é o Internacional. Mas não foi uma classificação como os colorados desejavam. Com a derrota por 1 a 0 para o eliminado Juan Aurich, na noite desta quinta-feira, em Chiclayo, no Peru, a equipe permaneceu com oito pontos, e se garantiu graças à derrota do boliviano The Strongest (que ficou com sete pontos), para o Santos na Vila Belmiro. Antes do jogo, falava-se muito no piso sintético do estádio e no vento de Chiclayo. Na partida, porém, o que se viu foi um Inter abusando dos passes errados e com muitas dificuldades de penetrar na área do adversário. A derrota fez com que os gaúchos fizessem a pior campanha entre os classificados.

(Fotos: Reuters/ AP)

Isso mesmo, goleada do Corinthians!


Com direito a “olé” da torcida, o Corinthians fechou com uma grande atuação a primeira fase da Taça Libertadores, nesta quarta-feira, no Pacaembu. É bem verdade que o eliminado Deportivo Táchira-VEN ofereceu pouca resistência, mas o Timão mostrou muita disposição para construir sua maior vitória na temporada, garantindo o primeiro lugar do Grupo 6. A liderança geral ficou com o Fluminense, mas o clube paulista também avança como um dos principais candidatos ao título.

A imensa superioridade técnica deu ao Corinthians o controle de todo o primeiro tempo. O Timão jogou com facilidade e em nenhum momento correu riscos, principalmente por se posicionar quase todo no campo do adversário, como tanto gosta Tite. Com muita disposição e uma marcação ofensiva, a equipe não teve problemas para abrir vantagem em um confronto dado como vitória certa diante de um rival já eliminado. Edenílson foi liberado para abusar da velocidade pela lateral direita, com Jorge Henrique. A aproximação de Paulinho e a garra de Emerson abriram espaços na retranca venezuelana. O Táchira, acuado na defesa, se limitou aos chutões, todos cortados pela zaga alvinegra, a menos vazada do torneio, com apenas dois gols sofridos.

A explosão da Fiel era questão de tempo. E veio com alguém que se ambientou a decidir nos jogos no Pacaembu. Depois de marcar contra Nacional e Cruz Azul, Danilo apareceu na área, aos 17 minutos, e desviou de cabeça a falta batida por Sheik. Aos 26, teve mais. Após bela tabela com Liedson, Paulinho surgiu na frente do goleiro Rivas para apenas empurrar para as redes. 2 A 0 Corinthians.

O Corinthians voltou para o segundo tempo com uma preocupação. O zagueiro Chicão ficou nos vestiários depois de sentir uma lesão na coxa esquerda. Como Tite não tem zagueiros à disposição na reserva (Paulo André e Wallace foram operados), o treinador teve de mexer em três posições. Weldinho entrou na lateral direita, Edenílson passou para o meio de campo e Ralf foi recuado para a zaga.Com o resultado garantido, Danilo foi preservado para a entrada de Douglas na armação das jogadas. O terceiro gol não demorou a sair. Aos 17, Jorge Henrique recebeu a bola na entrada da área pela direita e chutou rasteiro. A bola tocou na trave e entrou.

Pouco depois, aos 24, Emerson pegou de primeira pela esquerda e anotou o quarto. Faltava o gol de Liedson. Questionado desde o início do ano pelo rendimento bem abaixo do esperado, o Levezinho também fez o dele, aos 26. Sheik invadiu a área e foi derrubado: pênalti. A Fiel clamou pelo camisa 9 na cobrança e foi atendida. Ele bateu mal, o goleiro defendeu, mas o próprio centroavante pegou o rebote e ampliou. Mesmo com a enorme vantagem, o Corinthians continuou chegando facilmente ao ataque. Liedson, aos 37, foi derrubado na área pelo goleiro Rivas. A torcida voltou a pedir o Levezinho, mas, desta vez, a cobrança coube a Douglas. Corinthians 6 x 0 Deportivo Táchira.

A equipe dirigida por Tite espera agora os quatro jogos dessa quinta para conhecer seu adversário nas Oitavas. Com 14 pontos, o Corinthians só poderá perder o segundo lugar entre os 16 do “mata-mata” se o Nacional de Medellín vencer o Universidad de Chile por dois ou mais gols de diferença, em Santiago. O clube colombiano tem 11 pontos. No saldo, a vantagem é paulista: 11 a nove. Caso termine como segundo melhor primeiro colocado, o Corinthians enfrentará o 15º classificado, neste momento o Emelec-EQU. A queda para terceiro colocaria o Timão em um duelo diante do 14º, atualmente o Bolívar-BOL. Há também possibilidades de confrontos contra The Strongest-BOL, Universidad de Chile e até Internacional.

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