Arquivo para outubro \31\UTC 2011

Molhado pelo título…

A maioria dos torcedores não é muito chegado em sofrer tanto para conseguir os resultados, mas, se tratando de Corinthians, mais uma vez, podemos dizer que a volta à liderança do Campeonato Brasileiro veio no maior estilo Corinthians. Chuva, muita chuva… dificuldade, muita dificuldade…e sofrimento, muito sofrimento. O time jogou mal, teve de se desdobrar para segurar o Avaí, teve de jogar com um a menos a maior parte da etapa final, mas conquistou três pontos importantíssimos para a manutenção do sonho de conquistar o título nacional.

Antes da partida, o time corintiano entrou com faixa em homenagem ao ex-presidente Lula, diagnosticado com câncer na laringe. Nas arquibancadas, também se fazia clara a mensagem de apoio ao corintianíssimo torcedor ilustre. Dentro das quatro linhas, um começo tenso, no qual os jogadores do Timão se mostraram bastante nervosos e ansiosos, devido à importância da partida. Por jogar em casa, diante de sua torcida e frente ao penúltimo colocado, os comandados de Tite tentaram partir para cima, mas esbarraram no bom time catarinense, sobretudo na marcação no meio, onde Danilo, único homem na armação com a lesão do vetado Alex, ficou sobrecarregado e muito bem marcado. Jorge Henrique, substituto de Alex, também não apareceu muito.

Se o meio não conseguia armar, os laterais também não criavam pelas pontas, e ainda davam espaços na defesa. Mas foi pelo meio que a defesa corintiana vacilou e os visitantes abriram o marcador no Pacaembu. Aos 12 minutos, Lincoln cobrou rápido uma falta na intermediária, acionando William dentro da grande área. O camisa 9 dominou pra cima de Leandro Castán, e só rolou pra trás para Robinho, completamente livre, bater forte no canto de Júlio César, sem nenhuma chance de defesa. 1 a 0 Avaí.

O Corinthians pareceu ter sentido o gol. E também, a chuva. Após sofrer o gol, uma tempestade caiu sobre o Pacaembu, e os corintianos ficaram ainda mais nervosos, errar mais passes e criar ainda menos. O máximo que os donos da casa conseguiram criar foi uma bicicleta de Liédson, que saiu a esquerda do goleiro Felipe. De resto, ainda mais a se lamentar. Aos 30 minutos, Jorge Henrique, que já havia sido atendido pelos médicos por lesão na mão após queda em dividida, sentiu lesão na coxa esquerda e teve de ser substituído. Perdendo o jogo, Tite mandou a única opção ofensiva que tinha no banco, Émerson, que não jogava há cinco jogos, dois por suspensão e três por lesão também na coxa esquerda.

No segundo tempo a chuva deu uma amenizada. Isso fez com que o time corintiano encontrasse mais forças para buscar uma reação. Algumas oportunidades foram aparecendo, principalmente pelo lado direito, com a velocidade e o objetivismo de Émerson. Entretanto, no quinto minuto jogado, os anfitriões sofreram mais um revés. Em um contra-ataque do Avaí, Lincoln arrancava em direção ao gol, ganhando na velocidade de Leandro Castán, que o puxou e, por ser o último homem da defesa, acabou expulso pelo árbitro Leandro Vuaden.

Todo a tática e técnica elaborados por Tite no intervalo caíram por terra naquele momento. Os jogadores passaram a buscar reagir na base da raça e da vontade, típicamente corintianas. Porém, sofriam investidas lá na defesa também. Isso sem contar os erros de passe, que ainda insistiam em se repetir exaustivamente. Só que aos 16 minutos, foi depois de uma falha dos jogadores do Avaí tentando ir ao ataque para matar o jogo, que o Timão empatou. Willian disparou pela direita, com muita velocidade, cortou para o meio, e fez linda enfiada de bola para Émerson bater forte, cruzado, igualando o marcador.

O gol incendiou a torcida no Pacaembu. Os quase 35 mil torcedores presentes passaram a apoiar ainda mais, já pensando na vitória que devolveria a liderança do Brasileirão. E ela veio. E com muito sofrimento. Aos 32 minutos, após cruzamento da direita, Felipe saiu mal, não conseguiu afastar, a bola ficou viva na pequena área, Liédson cabeceou, o goleiro do Avaí ainda tirou a bola com um tapa, mas ela já havia atravessado a linha. Na sequência, a bola ainda bateu no zagueiro Gian, voltou a passear na linha do gol, mas o gol corintiano já havia sido validado anteriormente.

Com um jogador a mais, os catarinenses até chegaram a exercer pressão. Tite ainda colocou Wallace e Edenílson para se proteger dos ataques rivais. O torcedor alvinegro sofreu até o final, mas comemorou o apito final. Corinthians 2 x 1 Avaí. Com a vitória suada, o Timão reassume a ponta, com 58 pontos. A mesma pontuação do Vasco, mas o time paulista leva vantagens no número de vitórias, primeiro critério de desempate (17 contra 16). O próximo compromisso corintiano é no domnigo que vem, dia 6, diante do lanterna da competição América/MG, em Uberlândia. Já o Avaí segue desesperado, na vice-lanterna, com 29 pontos, cinco atrás do Cruzeiro, primeiro fora da zona de descenso. No mesmo da 6, o time do ex-tenista Guga pega o Ceará, em casa.

O Vasco perdeu a primeira colocação pois não conseguiu vencer na rodada 32. O time da colina recebeu o São Paulo, de Émerson Leão, e não encontrou vida fácil. Em um jogo equilibrado, com poucas chances reais, mas boas intervenções dos dois goleiros, Fernando Prass e Dênis, que substituiu o contundido Rogério Ceni, Vasco e São Paulo ficaram mesmo no 0 a 0, o que rendeu aos cariocas apenas um pontinho e a queda para o segundo lugar na tabela. Por outro lado, o Tricolor ficou menos satisfeito ainda. O time do Morumbi despencou muto mais, e já é o sétimo, dividindo ainda a posição com o Figueirense, que bateu o Bahia, e fica atrás do São Paulo apenas no saldo de gols.

Nos outros jogos da trigésima segunda rodada, destaque para o atropelamento do Atlético/PR. E o Furacão foi atropelado por basicamente um nome. Neymar. Simplesmente quatro gols do camisa 11, e o Peixe goleou por 4 a 1. O Botafogo se manteve vivo na briga pela vaga na Libertadores e também pelo título, ao vencer o Cruzeiro por 1 a 0. O Fluminense foi outro que venceu e se manteve na parte de cima da tabela. O Tricolor foi até Fortaleza e superou o Ceará, 2 a 1. E, em Porto Alegre, Ronaldinho Gaúcho reencontrou o Grêmio no estádio Olímpico. E não vai querer se lembrar muito desse momento. Contando com uma atuação discreta do camisa 10, o Fla abriu 2 a 0 e sofreu a surpreendente virada, 4 a 2.

RODADA 32
>Sábado – 29/10/2011
Botafogo 1 x 0 Cruzeiro – Engenhão/Rio de Janeiro(RJ)
Santos 4 x 1 Atlético/PR – Pacaembu/São Paulo(SP)
Ceará 1 x 2 Fluminense – Presidente Vargas/Fortaleza(CE)

>Domingo – 30/10/2011
Vasco 0 x 0 São Paulo – São Januário/Rio de Janeiro(RJ)
Corinthians 2 x 1 Avaí – Pacaembu/São Paulo(SP)
Atlético/MG 2 X 1 Palmeiras – Arena do Jacaré/Sete Lagoas(MG)
Figueirense 3 x 1 Bahia – Orlando Scarpelli/Florianópolis(RJ)
Grêmio 4 x 2 Flamengo – Olímpico/Porto Alegre(RS)
Coritiba 3 x 1 América/MG – Couto Pereira/Curitiba(PR)
Atlético/GO 0 x 1 Inter – Serra Dourada/Goiânia(BA)

CLASSIFICAÇÃO P
1 Corinthians 58
2 Vasco 58
3 Botafogo 55
Flamengo 52
5 Fluminense 50
6 São Paulo 49
7 Inter 48
8 Figueirense 47
9 Grêmio 43
10 Santos 42
Atlético/GO 42
Coritiba 42
13 Palmeiras 41
14 Bahia 36
15 Cruzeiro 34
16 Atlético/MG 33
17 Ceará 32
18 Atlético/PR 31
19 Avaí 28
20 América/MG 25

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Mano faz a saidera ‘européia’ de 2011…

(Foto: Fábio Juppa - O Globo)


O técnico Mano Menezes realizou a última convocação para compromissos da Seleção Brasileira em 2011. E o que mais chamou a atenção foi a ausência de jogadores que atuem no Brasil. Para não prejudicar equipe alguma na reta final do Campeonato Brasileiro, o treinador optou por convocar apenas jogadores que atuam fora do país para os compromissos contra Gabão, no dia 10 de novembro, em Libreville, no Gabão, e contra o Egito, dia 14, em Doha, no Catar. Entre os selecionados, houveram surpresas, como os ex-corintianos Willian, do Shaktar Donetsk, e Bruno César, do Benfica, que foram convocados pela primeira vez. Também foram lembrados o lateral Alexsandro, do Porto, e o meia Dudu, do Dínamo Kiev, que estreiam na Seleção principal, mas que já participaram da Sub-20. E o grande retorno de um craque do futebol nacional. Kaká. Depois de uma série de lesões após a Copa do Mundo, o meia voltou a jogar bem no Real Madrid e foi chamado pela primeira vez por Mano. Já as ausências mais sentidas foram as do goleiro Júlio César, contundido, o zagueiro Lúcio, também da Inter, e Robinho, do Milan.

-> Eis a lista para os amistosos diante de Gabão e Egito:
Goleiros:
Neto (Fiorentina-ITA)
Diego Alves (Valencia-ESP)

Laterais:
Daniel Alves (Barcelona-ESP)
Fábio (Manchester United-ING)
Marcelo (Real Madrid-ESP)
Adriano (Barcelona-ESP)
Alexsandro (Porto-POR)

Zagueiros:
Thiago Silva (Milan-ITA)
David Luiz (Chelsea-ING)
Luisão (Benfica-POR)

Volantes:
Luiz Gustavo (Bayer de Munique-ALE)
Lucas Leiva (Liverpool-ING)
Sandro (Tottenham-ING)
Fernandinho (Shaktar Donetsk-UCR)
Elias (Sporting-POR)

Meias:
Kaká (Real Madrid-ESP)
Bruno César (Benfica-POR)
Hernanes (Lazio-ITA)
Willian (Shaktar Donetsk-UCR)

Atacantes:
Hulk (Porto-POR)
Jonas (Valencia-ESP)
Kléber (Porto-POR)

Leão estreia manso…até demais…

Marcelo Prado
GLOBOESPORTE.COM

O São Paulo perdeu o rumo na temporada 2011. O sonho de ser campeão brasileiro praticamente se transformou em pesadelo, já que o time nem está na zona de classificação da Taça Libertadores da América. E a Copa Sul-Americana já virou passado pelos lados do Morumbi. Na partida que marcou a reestreia do técnico Emerson Leão no comando da equipe, as principais peças novamente negaram fogo, o time perdeu e foi eliminado da competição continental.

As duas equipes entraram em campo no estádio Nicolas Leoz com novidades. No Libertad, o técnico Jorge Burruchaga mudou três jogadores em relação ao time que atuou no Morumbi. No São Paulo, Leão escalou um time mais ofensivo, sacando Cícero e colocando Marlos para dar mais velocidade ao time que já tinha Lucas, Dagoberto e Luis Fabiano. Também no meio-campo, Carlinhos Paraíba reapareceu entre os titulares. Aproveitando-se do seu alçapão, o Libertad começou a partida tomando a iniciativa e não precisou mais do que nove minutos para abrir o marcador, em gol marcado por Aquino, em cobrança de pênalti cometido por Luis Fabiano em cima de Maciel.

Logo depois do gol, Rogério Ceni sentiu uma lesão no tornozelo esquerdo, o mesmo que fraturou em 2009, e a partida ficou paralisada por cinco minutos. Quando a bola voltou a rolar, o São Paulo deu sinal de recuperação em lance de Piris, que recebeu belo passe de Dagoberto e, dentro da área, bateu cruzado, rasteiro, e acertou a trave direita de Medina. O que chamou a atenção no time de Emerson Leão foi que Dagoberto e Lucas trocaram de posição. O atacante atuou de maneira mais recuada e o meia foi para o ataque. O São Paulo, embora não estivesse fazendo uma grande partida, passou a controlar a posse de bola no meio-campo. O time forçava muito o jogo pelo lado esquerdo, com o apoio de Juan. Aos 32, o camisa 6 recebeu assistência de Lucas dentro da área e, cara a cara com Medina, chutou em cima do goleiro adversário. O camisa 1 do Libertad ainda faria mais duas defesas, em chutes de fora da área de Carlinhos Paraíba.

O São Paulo voltou para o segundo tempo com uma alteração. Luis Fabiano, que teve sua pior atuação com a camisa do Tricolor desde que voltou a jogar, sentiu dores na coxa direita e deixou o time para a entrada de Fernandinho, que recebia sua primeira chance após 15 jogos, tempo em que ficou parado se recuperando de uma lesão na perna direita. A partida recomeçou em ritmo bem mais lento. O Libertad, satisfeito com a vantagem, recuou, deu campo ao São Paulo, que, no entanto, voltou desajustado para o campo, sem criar absolutamente nada. Insatisfeito com o desempenho de sua equipe, Jorge Burruchaga também mexeu, colocando Civelli na vaga de Maciel.

Aos 20, o São Paulo chegou a marcar um gol com Rhodolfo, após cobrança de falta de Dagoberto, mas o lance foi anulado, já que o defensor estava impedido. Logo depois, nova mudança na equipe paraguaia: Gamarra, que ficou um mês se recuperando de lesão no joelho, entrou na vaga de Velasquez. Em seu primeiro lance, o atacante deu passe açucarado para Nuñez que, em posição duvidosa, bateu no canto direito de Rogério Ceni. A bola ainda explodiu na trave e bateu na cabeça do goleiro tricolor antes de estufar as redes.

Leão ainda tentou uma última carta, com Cícero na vaga de Marlos. Mas o time, perdido em campo, não deu o menor sinal de recuperação. Ceni ainda saiu sentindo dores, e foi substituído por Denis. O Libertad, por sua vez, esperou o tempo passar e, com sua torcida festejando nas arquibancadas, comemorou demais a vaga. Antes do apito final, Juan foi expulso por reclamação e disse ter sido chamado de macaco pelo árbitro. Libertad/PAR 2 x 0 São Paulo. Os paraguaios, que se garantiram nas quartas de final, terão a LDU (ECU) pela frente na próxima fase do torneio.

Outro brasileiro a se dar mal foi o Botafogo. Com um time misto e desentrosado, o time da estrela solitária foi facilmente goleado por 4 a 1 pelo Santa Fé, em Bogotá, na Colômbia, e está eliminado da Copa Sul-Americana. O jogo de ida, no Engenhão, havia terminado 1 a 1. Diante dos muitos erros de saída de bola e na marcação, o Alvinegro facilitou – e muito – a vida dos colombianos. Nas quartas de final, o Santa Fé vai encarar os argentinos do Vélez Sarsfield, que eliminou o Universidad Católica, do Chile. Já o Flamengo, já se imaginava que não passaria do Universidad de Chile. Os reservas do Flamengo cumpriram, nesta quarta-feira, os últimos 90 minutos do clube na edição 2011 na Copa Sul-Americana. Depois de perder por 4 a 0 no Engenhão, o time precisava ao menos devolver o placar no estádio Nacional de Santiago para seguir sonhando com a classificação. Entretanto, o que se viu em campo foi uma atuação sem brilho e uma nova vitória do Universidad de Chile.

O único time que representará o Brasil a partir de agora é o Vasco. Com juros e correção monetária, o time da colina goleou o Aurora-BOL em ritmo de carnaval por 8 a 3, em São Januário, e se classificou para as quartas de final da Copa Sul-Americana. A equipe conseguiu inverter a vantagem dos bolivianos, que na partida de ida, em Cochabamba, haviam vencido por 3 a 1. O atacante Alecsandro, autor de dois gols, foi o grande personagem da partida. Outro destaque vascaíno foi o meia-atacante Bernardo, que fez dois gols, um deles após driblar com estilo dois marcadores e finalizar com uma bomba de pé direito. Golaço! O time entrou em campo com alguns reservas, apenas quatro titulares. O próximo adversário na Sul-Americana será o Universitário, do Peru.

Bomba! Urgente! Leão é o novo técnico do São Paulo!!

AÍ SIM…fomos surpreendidos novamente!
De maneira surpreendente, o São Paulo divulgou o nome de seu novo treniador no final da manhã dessa segunda-feira. E trata-se simplesmente de Émerson Leão.

Desempregado desde o final de agosto de 2010, quando foi despedido do Goiás, Leão retorna ao São Paulo depois de seis anos e surpreendeu também no seu tempo de contrato. Pouco mais de dios meses apenas, ou seja, até o fim da temporada desse ano. Todavia, existe a possibilidade de extensão de contrato, caso o treinador faça um bom trabalho no comando do time. Em sua primeira passagem no Tricolor, o ex-goleiro levou o time ao terceiro lugar no Campeonato Brasileiro, conseguindo classificação para a Taça Libertadores. Ainda foi campeão paulista em 2005, antes de deixar o clube, de maneira amigável, para ir trabalhar no Japão. Pouco tempo depois, o São Paulo, com Paulo Autuori no comando, se sagrou Campeão da Libertadores e Mundial Interclubes. Outros grandes clubes treinados por Émerson Leão foram Palmeiras, Atlético/MG, Santos, Corinthians, Cruzeiro, Sport e Goiás, além dos japoneses do Verdy Kawasaki e Vissel Kobe, e o Al-Saad, do Catar.

Leão assume a vaga deixada por Adílson Batista, demitido na semana passada, e que foi preenchida interinamente pelo auxiliar Milton Cruz, que em dois jogos obteve uma vitória, diante do Libertad-PAR pela partida de ida das Oitavas de final da Copa Sulamericana, e um empate, pela rodada 31 do Campeonato Brasileiro.

‘Equilibridade’…

Eduardo Cecconi e Leandro Canônico
GLOBOESPORTE.COM


Há exatas duas semanas o Vasco chegou a Porto Alegre líder do Campeonato Brasileiro. Perdeu para o Inter, e voltou ao Rio de Janeiro na 2ª colocação. E neste domingo a história quase se repetiu. Novamente no Estádio Beira-Rio, o time treinado por Dorival Júnior derrubou uma equipe da liderança, mas não da maneira que esperava. Internacional e Corinthians se enfrentaram em partida bastante equilibrada, ao menos no primeiro tempo. Jogando em casa, apoiado por aproximadamente 40 mil colorados, o Inter até levou certa vantagem – teve 53% da posse e finalizou seis vezes – mas os números foram praticamente idênticos nos passes certos, nos passes errados, nos desarmes, nas faltas.

Quem desequilibrou, e impediu a vitória parcial do Inter, foram Julio Cesar e a pontaria colorada. Frente a um ofensivo adversário, muitas vezes posicionado sob as prerrogativas de um reinventado 4-2-4, o goleiro corintiano se viu obrigado a fazer duas boas defesas – nas demais chances, faltou mira na hora de concluir para Jô, Andrezinho e Oscar. Criou-se, entretanto, uma boa perspectiva para o Inter. Aos 40 o lateral Alessandro derrubou Andrezinho com truculência, no campo de ataque, e recebeu cartão vermelho direto do árbitro Evandro Rogério Roman.

A expulsão no final do primeiro tempo levou os dois treinadores a tomarem iniciativas contrastantes no intervalo. Tite reconstituiu a defesa trocando o atacante Willian pelo lateral Welder, sistematizando uma espécie de 4-4-1 em duas linhas; e Dorival Júnior respondeu substituindo o volante Bolatti pelo driblador meia João Paulo, recuando Andrezinho para a proteção defensiva no 4-2-3-1 com cara de 4-2-4. Mas o Corinthians não se intimidou com tamanhas dificuldades. Danilo, por exemplo, desperdiçou ao cabecear nas mãos de Muriel a primeira boa jogada do segundo tempo. Nada que fizesse, também, o Inter desistir da pressão elaborada por Dorival.

E o gol que premiou a insistência colorada saiu aos 21, em jogada dos laterais: Kléber cruzou da esquerda e Nei atirou-se em meio aos zagueiros, e em posição legal, para cabecear no canto e vencer o goleiro Júlio César.

Quando anunciava-se a vitória dos gaúchos, com festa da torcida, D’Alessandro, que já havia recebido cartão amarelo por reclamação na primeira etapa, fez falta dura em Alex, e foi expulso. O cronômetro já passava dos 42 minutos. Era possivelmente a última chance do time paulista. E o ex-jogador do Inter marcou na cobrança de falta. Da intermediária, uma pancada no cantinho de Muriel. Mesmo alcançando o empate, ele respeitou o ex-clube, sem comemorar o gol corintiano. Inter 1 x 1 Corinthians.
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O Inter vai para 48 pontos, e segue na 7ª colocação, desperdiçando a chance de encostar no G-5. O Corinthians tem 55, dois a menos que o Vasco, novo líder. Pela 32ª rodada, o Corinthians recebe o desesperado Avaí no Pacaembu às 16h do próximo domingo. No mesmo dia, às 18h, o Inter visita o Atlético-GO no Estádio Serra Dourada, em Goiânia.

Nos outros jogos da rodada 31, o Vasco reassumiu a liderança do torneio nacional ao bater o Bahia, fora de casa. Com gols de Felipe e Diego Souza, o time da Colina não se intimidou com a pressão da torcida baiana e fez tranquilos 2 a 0 para ultrapassar o Corinthians e liderar novamente o Brasileirão. O outro carioca que briga pela ponta também atuou longe de seus domínios, mas não teve a mesma sorte e/ou competência. Jogando em Florianópolis, o Botafogo saiu na frente, mas sofreu duas viradas e acabou derrotado pelo Avaí por 3 a 2. O São Paulo se distanciou do pelotão de frente ao empatar sem gols, em casa com o Coritiba, 0 a 0. Flamengo e Santos ficaram longe de fazer um jogo tão bom quanto aquele do primeiro turno, mas fizeram jogo equilibrado novamente, e ficaram no empate em 1 a 1. E o Cruzeiro, debaixo de muita chuva, e de maneira heróica, conseguiu virar pra cima do Atlético/GO e fugir da zona de rebaixamento. 3 a 2.

RODADA 31
>Sábado – 22/10/2011
Avaí 3 x 2 Botafogo – Ressacada/Florianópolis(SC)
Palmeiras 1 x 2 Figueirense – Canindé/São Paulo(SP)
América/MG 2 x 2 Grêmio – Arena do Jacaré/Sete Lagoas(MG)
Fluminense 2 x 0 Atlético/PR – Engenhão/Rio de Janeiro(RJ)

>Domingo – 02/10/2011
São Paulo 0 x 0 Coritiba – Morumbi/São Paulo(SP)
Cruzeiro 3 x 2 Atlético/GO – Arena do Jacaré/Sete Lagoas(MG)
Flamengo 1 x 1 Santos – Engenhão/Rio de Janeiro(RJ)
Inter 1 x 1 Corinthians – Beira-Rio/Porto Alegre(RS)
Atlético/PR 1 x 0 Ceará – Arena da Baixada/Curitiba(PR)
Bahia 0 x 2 Vasco – Pituaçu/Salvador(BA)

CLASSIFICAÇÃO P
1 Vasco 57
2 Corinthians 55
3 Botafogo 52
Flamengo 52
5 Fluminense 50
6 São Paulo 49
7 Inter 48
8 Figueirense 47
9 Grêmio 43
10 Santos 42
Atlético/GO 42
Coritiba 42
13 Palmeiras 41
14 Bahia 36
15 Cruzeiro 34
16 Atlético/MG 33
17 Ceará 32
18 Atlético/PR 31
19 Avaí 28
20 América/MG 25

O argentino que resolve e goleada merengue…

Grupo A: Bayern de Munique (ALE), Villareal (ESP), Manchester City (ING), Napoli (ITA).

O grande destaque do chamado ‘Grupo da Morte’ da Liga dos Campeões da Europa em sua terceira rodada, não foi o líder Bayer de Munique do goleador Mário Gomez. Os méritos, dessa vez, vão para um argentino do time do Manchester City. Dadas as devidas circunstâncias do ex-corintiano Carlitos Tevez, que segue afastado da equipe inglesa, você certamente não chutou o nome dele. Sendo assim, o grande nome do momento é Sergio Agüero. E se engana quem acha que o atacante tem vaga cativa no time. Pelo contrário. Agüero começou no banco, diferentemente de Tevez, aceitou entrar no período final da partida diante do Villareal e, aos 48 minutos, fez o gol que garantiu a primeira vitória do City na Liga. Cani abriu o placar para os visitantes e Marchena, contra, igualou para o time da casa. Com a vitória, os ingleses se mantêm com chances, um ponto atrás do Napoli, que, jogando em casa, ficou no empate em 1 a 1 contra o Bayer.

1 Bayern 7
2 Napoli 5
3 Manchester City 4
4 Villareal 0

Grupo B: Inter de Milão (ITA), CSKA Moscou (RUS), Lille (FRA), Trabzonspor (TUR).

De artilheiro para garçom. Parece que as funções do atacante Vágner Love estão mudando na fria Rússia. O ex-palmeirense foi o grande destaque da vitória maiúscula do CSKA sobre a então surpresa do grupo, o Trabzonspor, da Turquia. Surpreendentemente, Love se destacou sem fazer um gol sequer. Porém, as três jogadas dos gols saíram de seus pés, com direito a um passe de calcanhar. Agora, o time de Moscou é o vice-líder da chave, com o mesmo saldo de gols dos turcos, dois pontos atrás do atual líder, a Inter de Milão. Os italianos bateram o Lille, fora de casa, por 1 a 0, gol de Pazzini.

1 Inter 6
2 Trabzonspor 4
CSKA 4
4 Lille 2

Grupo C: Manchester United (ING), Benfica (POR), Basel (SUI), Otelul Galati (ROM).
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A história se repete: Bruno César tem participação decisiva e o Benfica ganha fora de casa. Com um gol do brasileiro e outro do paraguaio Cardozo, os encarnados superaram nesta terça-feira o Basel por 2 a 0, na Suíça, e abriram vantagem no Grupo C. Logo atrás está o Manchester United, que foi à Romênia e conseguiu sua primeira vitória ao bater o Otelul Galati também por 2 a 0, com Rooney marcando duas vezes de pênalti. Os portugueses chegam aos sete pontos na chave, enquanto os ingleses ficam com cinco. O Basel para nos quatro, e o Otelul segue na lanterna, sem pontuar.

1 Benfica 7
2 Manchester Unites 5
3 Basel 4
4 Otelul Galati 0

Grupo D: Real Madrid (ESP), Lyon (FRA), Ajax (HOL), Dínamo Zagreb (CRO).
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Com autoridade e sem precisar do brilho de Cristiano Ronaldo e Kaká – que sequer começou como titular -, o Real Madrid goleou o Lyon por 4 a 0. O principal destaque da partida acabou sendo o atacante Benzema que, diante do seu ex-clube, marcou um gol e deu passe para outro anotado por Khedira. O goleiro Lloris, contra, e Sergio Ramos completaram o placar. O resultado manteve os merengues na liderança isolada da chave com nove pontos e 100% de aproveitamento. O Lyon, que foi o algoz do Real há duas temporadas quando despachou o time espanhol nas oitavas de final da Champions, vem logo atrás com quatro, mesma pontuação do Ajax que venceu o lanterna Dínamo de Zagreb por 2 a 0, na Croácia.

1 Real Madrid 9
2 Lyon 4
Ajax 4
4 Dinamo 0

Grupo E: Chelsea (ING), Valencia (ESP), Bayer Leverkusen (ALE), Genk (BEL).

Os ingleses do Chelsea foram os gigantes que menos encontraram dificuldades na terceira rodada da Liga dos Campeões. Jogando em casa, os Blues não tiveram piedade dos belgas do Genk, e mantiveram a ponta do Grupo E. E o maior destaque da goleada foi o atacante Fernando Torres, autor de três, dos cinco gols. Ivanovic e Kalou também marcaram. No final, 5 a 1 Chelsea. Já o Valencia foi à Alemanha e terminou o primeiro tempo com vantagem graças a um gol de Jonas, ex-Grêmio. Porém, o time levou a virada logo no começo da etapa final e deixou a BayArena com uma derrota de 2 a 1 para o Bayer Leverkusen.

1 Chelsea 7
2 Bayer Leverkusen 6
3 Valencia 2
4 Genk 1

Grupo F: Arsenal (ING), Olympique de Marseille (FRA), Olympiacos (GRE), Borussia Dortmund (ALE).
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Em jogo de muita correria, marcação e raras chances de gol, melhor para quem foi mais ousado nos minutos finais. O Arsenal foi até Marselha enfrentar um Olympique líder e 100% na Liga dos Campeões da Europa, foi dominado no primeiro tempo, mas segurou a pressão e contou a estrela de Arsene Wenger para vencer por 1 a 0 no Velódrome, nesta quarta, em partida válida pela terceira rodada do Grupo F. Pela mesma chave, o Olympiacos fez 3 a 1 no Borussia Dortmund, na Grécia. Com o resultado, o Arsenal pulou para a liderança da chave, com sete pontos, seguido pelo próprio Olympique, com seis. Com apenas um ponto, os alemães estão na lanterna. Holebas, Djebbour e Modesto marcaram para os gregos, enquanto Lewandowski descontou.

1 Arsenal 7
2 Olympique 6
3 Olympiakos 3
4 Borussia 1

Grupo G: Porto (POR), Shakhtar Donetsk (UCR), Zenit (RUS), Apoel (CHI).
GLOBOESPORTE.COM

Mesmo com gol do brasileiro Hulk, o Porto decepcionou mais uma vez na Liga do Campeões. Depois da derrota para o Zenit, o time português empatou em 1 a 1 com Apoel, nesta quarta-feira, em casa. Com o resultado, a equipe soma agora quatro pontos e permanece em terceiro lugar. No outro jogo que completou a chave, o Shakhtar e o Zenit empataram em 2 a 2, em Donetsk. William e Luiz Adriano marcaram para os ucranianos e Shirokov e Fayzulin anotaram para os visitantes. O Shaktar aos poucos dá adeus às chances de se classificar para a próxima fase do torneio, amargando, no momento, a laterna do Grupo G com apenas dois pontos conquistados.

1 Apoel 6
2 Zenit 4
Porto 4
4 Shaktar 2

Grupo H: Barcelona (ESP), Milan (ITA), Bate Borisov (BIE), Viktoria Plzen (RCH).
GLOBOESPORTE.COM

A expectativa, como sempre, era de um punhado de gols. Mas o Barcelona resolveu economizar diante de sua torcida e só fez dois. Foi mais do que o suficiente para derrotar os tchecos do Viktoria Plzen – time regado a cerveja -, por 2 a 0, nesta quarta-feira, no Camp Nou, pela terceira rodada do Grupo H da Liga dos Campeões. O clube da República Tcheca, lugar que mais se consome cerveja no mundo, é de Plzen, localidade na qual foi inventada não só uma marca, mas, sim, um tipo da bebida: Pilsener. Apesar da grande atuação de Lionel Messi, que colocou duas bolas na trave e comandou as ações dos catalães, os gols foram marcados por Andrés Iniesta, logo aos nove minutos de jogo, e David Villa, aos 37 do segundo tempo. O resultado mantém a equipe de Josep Guardiola na segunda colocação da chave, com sete pontos e saldo de seis gols. O primeiro é o Milan, que derrotou o BATE Borisov pelos mesmos 2 a 0, no San Siro, na Itália, e soma sete pontos e quatro de saldo. Segundo a Uefa, o desempate a favor dos rossoneros está justamente nos gols marcados fora de casa no empate por 2 a 2 entre Barça e Milan, na estreia, no Camp Nou.

1 Milan 7
Barcelona 7
3 Plzen 1
Bate 1

Adílson não é mais técnico do São Paulo!

Depois de perder fora de casa para o Atlético/GO por 3 a 0, somar sua sexta partida sem vitória, e deixar o grupo dos cinco melhores pela primeira vez no Brasileirão deste ano, a diretoria do São Paulo decidiu demitir o técnico Adílson Batista. A cúpula tricolor, aliás, não perdeu tempo, e comunicou a saída ao treinador ainda nos vestiários do estádio Serra Dourada. De maneira não-oficial, se diz que Adílson já havia sido informado que, caso não conquistasse um bom resultado contra o Atlético, perderia o emprego. Quem informou a decisão para a imprensa foi o diretor de futebol do clube paulista, Adalberto Batista.

Por sinal, o São Paulo, sempre destacado como clube que valorizava seus funcionários, dando tempo a todos para mostrarem serviço e conquistarem êxito nos cargos, agora parece mudar sua postura e se aproximar do estilo das demais equipes do futebol nacional, que colocam o resultado a curto prazo em primeiro lugar. Desde a saída de Muricy Ramalho do Tricolor, quase na metade de 2009, já foram quatro que passaram pelo cargo (Ricardo Gomes, Sérgio Baresi, Paulo César Carpegiani e Adílson Batista).

Como é de costume, o substituto de Adílson já está definido, ao menos por hora. Trata-se do sempre a postos, Milton Cruz. O auxiliar já está confirmado, no mínimo, para os dois próximos compromissos do São Paulo, quarta-feira diante do Libertad, do Paraguai, pela Copa Sul-Americana, e também para o domingo, contra o Coritiba, fora de casa, pelo Campeonato Brasileiro. Na noite dessa segunda-feira, já aconteceu uma reunião dos diretores sãopaulinos, mas nada de mais chamativo foi definido. A tendência é que Milton Cruz fique a frente do time até o final do Brasileirão, para aí sim, de definir um novo comandante.

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