Arquivo para junho \08\UTC 2011

Valeu, Ronaldo!


Uma noite única, inesquecível. Todo o ambiente ajudou. O atacante que fez chover em gramados por todo o mundo fez isso em São Paulo também na véspera da sua despedida oficial pela Seleção Brasileira. A capital paulista sofreu com as fortes chuvas durante toda a terça-feira, o que fez com que se houvesse preocupação quanto à qualidade do evento. Porém, até São Pedro queria ver uma noite de gala para o futebol no Pacaembu. E assim aconteceu. Brasil e Romênia. Além da despedida de Ronaldo, o jogo valia para o time comandado por Mano Menezes mostrar um futebol melhor do que vem apresentando nas últimas apresentações. Além disso, cada jogador gostaria de se garantir na convocação para a Copa América, que seria realizada após a partida.

Desde o começo da partida, a característica marcante desses atuais atacantes da Seleção foi demonstrada. Com Neymar e Robinho, a velocidade e técnica apurada foi a arma brasileira para adentrar a bem postada defesa romena. Além deles, Mano optou por iniciar mesmo com Fred fechando o trio de ataque, e com o pouco conhecido Jadson, fazendo a armação e vestindo a 10. Mas o ‘sucessor de Ronaldo’, segundo as palavras do próprio Fenômeno, era quem dava o tom. Com ótimas jogadas e seus habituais dribles desconcertantes, o camisa 11 ia para cima e buscava oportunidades de gol. Primeiro, aos 11, ele fez tudo certo, limpou bonito o zagueiro e errou na finalização, mandando por cima. Na segunda grande chance, dez minutos depois, recebeu de Jadson dentro da área, partiu para cima do goleiro, limpou e jogou para o meio da pequena área, onde encontrou Fred, completamente só para apenas empurrar para as redes. Na comemoração, mais homenagem para Ronaldo. Imitação da tradicional comemoração de R9, com o dedo indicador para o alto.

O Brasil mostrava um futebol melhor, e parecia q haveriam mais gols. Principalmente porque os 30 minutos se aproximavam, tempo em que estava marcada a entrada do Fenômeno. Enquanto isso, o telão do Pacaembu mostrava imagens do agora ex-jogador se aquecendo no vestiário, para delírio da torcida. Antes da entrada do camisa 9, Fred ainda teve uma última chance, em mais uma jogada de Neymar. Com um sem-pulo, o atacante do Fluminense mandou para cima. Também antes da substituição, o maior susto brasileiro sofrido na noite. O capitão romeno Muresan bateu falta da intermediária, encheu o pé e carimbou o travessão do goleiro Victor.

Exatamente aos 30 minutos o tão aguardado momento chegou. Ronaldo caminhou lentamente pela linha lateral em direção ao centro para aguardar a saída de Fred. Ao sair, o autor do gol fez reverências ao substituto. Aí foi só delírio da torcida. E a ordem era: bola para o Fenômeno. E Neymar, Robinho e cia. cumpriram à risca às ordens, buscando consagrar o atleta, para que se despedisse da Seleção com gol. Três foram as chances. Na primeira, aos 35, Robinho fez boa jogada pelo meio e rolou para Ronaldo, que pegou totalmente errado e mandou para cima, bem longe do alvo. Quatro minutos depois, Neymar fez boa jogada pela direita e mandou para Ronaldo na pequena área com um passe por entre as pernas do marcador. Porém, o Fenômeno estava muito próximo ao goleiro que conseguiu evitar o gol. A última chance de Ronaldo fazer um gol com a camisa amarela foi aos 42. O capitão Lúcio fez um desarme na defesa e arrancou rumo ao ataque. Antes de chegar na área adversária, Lúcio achou Neymar pela direita. O camisa 11 viu o zagueiro ficar livre no meio da área, mas aguardou a movimentação de Ronaldo, que segurou e esperou a bola um pouco para trás da marca do pênalti. O passe foi na medida e o camisa 9 bateu forte no canto, porém o arqueiro Tatarusani se confirmou como o responsável por evitar o último gol do Fenômeno.

Aos 47 minutos, o árbitro Sérgio Pezzota, da Argentina, apitou o fim da primeira etapa e decretou o fim da era Ronaldo na Seleção. O ex-atacante ainda ganhou a bola do jogo e o apito do juiz de presente. Volta olímpica em baixíssima velocidade, com banners referentes a todos os 15 gols marcados por ele em Copas do Mundo e discurso no meio do círculo central, sempre ao lado dos dois filhos, Ronald e Alex.

Gente, vocês são demais. Desculpem-me, eu tive três chances e não consegui fazer um gol nos meus últimos quinze minutos, o que seria uma pequena retribuição a tudo que vocês fizeram por mim. Meu muito obrigado por tudo que vocês fizeram pela minha carreira, por me aceitarem do jeito que sou, por terem chorado quando chorei, por terem sorrido quando sorri. Só tenho a agradecer do fundo do meu coração. Muito obrigado e até breve, dessa vez fora dos campos.”


Nilmar foi o escolhido para substituir Ronaldo na volta do intervalo. A conversa então passou a ser o desempenho dos atuais comandados de Mano Menezes. Não demorou muito para a torcida pedir o nome do jovem Lucas, do São Paulo. Porém, o Lucas que foi à campo primeiro foi Lucas Leiva, o volante do Liverpool, titular de Mano, mas que começou no banco para dar chance a Sandro, que contundido, teve de ser substituído. Jadson tentava dar opções aos homens de frente, mas não conseguia se destacar com a 10 brasileira. A única oportunidade criada pelo meia do Shaktar Donetsk, da Ucrânia, foi quando encontrou Neymar na grande área e o santista não conseguiu tirar do alcance do goleiro romeno.

Aos 21, o Lucas sãopaulino foi à campo. Porém, no lugar de Robinho, o que causou as primeiras vaias no Pacaembu. Mano ainda sacou Lúcio para dar lugar para Luisão. Mas não teve jeito de melhorar o jogo. Mais uma vez faltou futebol e jogo ficou chato, como tem sido de costume do time brasileiro. E mais uma vez o resultado não veio. O que veio sim foi reclação, indignação e vaias da torcida, com direito a gritos de olé no toque de bola do adversário. A vitória sim veio, diferentemente dos confrontos contra times de maior expressão (derrotas para Argentina e França por 1 a 0 e empate em 0 a 0 com a Holanda), o Brasil conquistou a vitória, mas o resultado esperado pela torcida brasileira esteve longe de se fazer acontecer na noite de terça-feira no Pacaembu. Brasil 1 x 0 Romênia.

Após conversar com todos os jogadores no vestiário, o técnico Mano Menezes anunciou, via telão, os 22 convocados que disputarão a Copa América, a ser disputada na Argentina, a partir do dia 1o. de julho. Com isso, sete jogadores chamados para os amistosos contra Holanda e Romênia tiveram de ser cortados (Jefferson, Fábio, Anderson, Henrique, Thiago Neves, Nilmar e Leandro Damião), e mais dois que não haviam sido chamados, mas que todos já esperavam (Ganso e Pato), fazem parte do grupo que vai à Argentina. Eis os convocados:

Goleiros:
Júlio César (Inter-ITA)
Victor (Grêmio)

Laterais:
Daniel Alves (Barcelona-ESP)
Maicon (Inter-ITA)
André Santos (Fenerbahce-TUR)
Adriano (Barcelona-ESP)

Zagueiros:
Thiago Silva (Milan-ITA)
Lúcio (Inter-ITA)
David Luiz (Chelsea-ING)
Luizão (Benfica-POR)

Volantes:
Lucas Leiva (Liverpool-ING)
Sandro (Tottenham-ING)
Ramires (Chelsea-ING)
Elias (Atlético de Madrid-ESP)

Meias:
Jadson (Shaktar Donetsk-UCR)
Lucas (São Paulo)
Elano (Santos)
Paulo Henrique Ganso (Santos)

Atacantes:
Alexandre Pato (Milan-ITA)
Robinho (Milan-ITA)
Neymar (Santos)
Fred (Fluminense)

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O adeus do Fenômeno…


Em referência à despedida oficial do ex-jogador Ronaldo da Seleção Brasileira que será realizada na noite dessa terça-feira, no Pacaembu, em amistoso em que o Brasil enfrenta a Romênia, esse que vos bloga ‘re-publica’ a homenagem do Sensacionalfc no momento da aposentadoria do Fenômeno. Jogador único e inesquecível não somente na história da Seleção, mas também do futebol mundial.

Foram 18 anos dedicados ao que soube fazer de melhor: jogar futebol. Ronaldo Nazário de Lima se despediu do futebol na manhã dessa segunda-feira(15/02), através de uma entrevista coletiva, concedida no Parque Ecológico do Tietê, em São Paulo, anunciando que não jogará mais como atleta profissional.
Aos 34 anos, Ronaldo não resistiu às intenças lutas contra a forma física, as dores que insistem em lhe perseguir e à pressão de estar no limite de seu potencial em um clube de ponta do futebol profissional. Chega ao fim a carreira de um atacante que fez o que poucos fizeram dentro das quatro linhas, honrando as camisas 9 (no Real Madrid vestiu a 11 e no Milan a 99) e fazendo jus ao apelido de Fenômeno.

“Estou aqui para falar que estou encerrando a carreira como jogador profissional. E dizer que essa carreira foi linda, maravilhosa e emocionante.(…)As dores me fizeram antecipar o fim da minha carreira. Além disso, há quatro anos eu descobri, quando estava no Milan, que sofria de hipotireoidismo. É um distúrbio que desacelera o metabolismo e que, para controlá-lo, é necessário tomar alguns hormônios proibidos no futebol, por poder acusar doping. Imagino que muitos devam estar arrependidos por terem feito chacota sobre o meu peso, mas eu não guardo mágoa de ninguém.”

A aposentadoria, que era programada para o fim de 2011, não chegou a surpreender, mesmo porque o desempenho recente do Fenômeno demonstrava que o astro estava muito aquém daquilo que se espera de um atleta de nível, principalmente se tratando dele, que o nível esperado é sempre o anormal, aquele que choca a todos com sua qualidade e diferencial no futebol. E essa despedida veio com doses intensas de emoção. Por volta das 10 da manhã, se reuniu com os jogadores, membros da comissão técnica e diretoria do atual elenco corintiano para fazer sua despedida interna. Ao final do discurso, todos o aplaudiram de pé e o abraçaram. Já na pequena sala de entrevistas coletivas do centro de treinamento corintiano, acompanhando dos dois filhos Ronald e Alex, Ronaldo fez com que cerca de uma centena de pessoas, entre jornalistas, repórteres, apresentadores, fotógrafos se acotovelassem para conseguir captar, gravar ou simplesmente ouvir as palavras finais do jogador Ronaldo, a partir de agora ex-jogador. R9 falou por cerca de 45 minutos e não escondeu a emoção em momento algum. Chorando muito, fez com que o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, também fosse às lágrimas ao seu lado. Por diversas vezes, o craque precisou parar de falar para se concentrar e segurar as lágrimas. Várias partes do seu discurso foram pausadas, com interrupções para que pudesse respirar mais fundo.

Como marcas em sua vitoriosa carreira, Ronaldo tem como clubes pelos quais atuou o São Cristóvão, do Rio de Janeiro, clube no qual iniciou como jogador profissional, Cruzeiro, PSV da Holanda, Barcelona, Inter de Milão, Real Madrid, Milan e Corinthians. 475 gols marcados; 44 pelo Cruzeiro, 54 no PSV, 47 no Barcelona, 59 na Inter de Milão, 104 no Real Madrid, nove pelo Milan e 35 no Corinthians. Isso tudo, sem contar a vitoriosa passagem pela Seleção Brasileira. Mais 61 gols com a camisa amarela, sendo 15 em Copas do Mundo, o que o faz o maior artilheiro da história das Copas do Mundo. Foram quatro: 1994, na reserva durante a conquista do Tetra nos Estados Unidos; 1998, na França, onde fez quatro gols e era a principal esperança brasileira e caiu junto o time de Zagallo na final contra a França, após uma misteriosa convulsão que nunca será esclarecida por completo; 2002, no Japão e na Coréia do Sul, onde foi uma das maiores estrelas da conquista do Penta, fazendo oito gols; E em 2006, mesmo caindo novamente diante da França, ainda fez três gols. Ainda foi campeão da Copa América em 1997 e 1999 e da Copa das Confederações, em 1997. Se não bastasse tudo isso, ainda foi eleito o melhor jogador do mundo por três vezes, 1996, 1997 e 2002.

Além das graves contusões e da Copa de 1998, uma das maiores decepções que ficarão marcadas na carreira de Ronaldo, foram as duas tentativas frustradas de conquista de inédita Taça Libertadores da América pelo Corinthians. Em seu último clube como jogador profissional, o atacante foi Campeão Paulista em 2009, e Campeão da Copa do Brasil no mesmo ano. Porém, tentou por duas vezes a conquista do título continental, e falhou juntamente com o time de Parque São Jorge nas duas. Em 2010, caindo nas Oitavas de Final, diante do Flamengo, e em 2011 a frustração foi maior ainda, com a eliminação precoce, ainda na fase preliminar, diante da modesta equipe do Deportes Tolima, da Colômbia. Em 2011, Ronaldo jogou apenas 4 jogos, e não marcou nenhum gol. O último gol de sua carreira aconteceu diante do Cruzeiro, um dos clubes de formação do R9, pelo Campeonato Brasileiro de 2010.

“Quero agradecer em especial a torcida do Corinthians porque nunca vi uma torcida tão empolgante, tão apaixonada, tão entregue a um time de futebol. Tive algumas vezes essa cobrança com os resultados, faz essa torcida ficar um pouco agressiva, um pouco fora do controle. Em algumas vezes em outras entrevistas eu falei que não imaginava realmente ter vivido sem o Corinthians. Quero agradecer ao presidente (Andrés Sanchez) e pedir desculpas publicamente por ter fracassado no projeto Libertadores, dizer que você é meu irmão, que a historia foi linda aqui, maravilhosa, que continuarei vinculado ao clube da maneira que você quiser.”


Como planejamento para o futuro, o ex-jogador Ronaldo anunciou que deve permanecer vinculado ao Corinthians, divulgando o nome da equipe paulista no exterior. Vai cuidar de seus negócios, como empresário que já é, e em breve deve anunciar a criação de uma fundação, ‘Criando Fenômenos’. Também informou que tentará organizar uma partida de despedida oficial, provavelmente até o meio do ano, reunindo seus muitos amigos que conseguiu na sua linda, maravilhosa e emocionante carreira, com infinitas vitórias; nas palavras do próprio.

O dono da 9…

Adilson Barros
GLOBOESPORTE.COM


O camisa 9 ideal é artilheiro, decisivo, não deixa oportunidades escaparem. Assim foi Borges neste domingo, em sua estreia pelo Santos. Ele chegou para substituir Zé Eduardo, que foi vendido para o Genoa-ITA e partirá sem jamais ter sido unanimidade. Keirrison, que seria o 9 santista, também está de saída. Foi tão mal que é como se nunca tivesse vindo. Mas bastaram apenas nove minutos para o atacante mostrar suas credenciais e de receber as ‘melhores’ boas vindas no time de Vila Belmiro. O técnico Muricy Ramalho já havia avisado que o reforço era garantia de gol. O novo camisa 9 alvinegro confirmou a previsão do chefe ao completar desvio de Zé Eduardo após cobrança de escanteio de Alan Patrick. O atacante comemorou com a bola sob a camisa, em homenagem aos filhos Mateus e Gabriel, os gêmeos que estão à caminho. E foi isso. O primeiro tempo se resumiu a esse lance de oportunismo do novato.

Com três zagueiros e dois volantes, o Avaí congestionou o meio de campo. A bola batia e voltava. O Leão catarinense mostrava força nos desarmes, mas não tinha nenhuma criatividade com a bola nos pés. Até chegou a rondar a área santista, mas sem jamais conseguir ameaçar o gol defendido por Rafael. O Santos tinha desfalques importantes. Não pôde escalar seus dois laterais titulares (Jonathan e Léo estão machucados), nem seu capitão (o zagueiro Edu Dracena foi poupado). Mas o time sentiu falta mesmo de Elano e Neymar, que estão servindo à Seleção Brasileira. Sem o meia, o Peixe não tinha alguém para acertar o passe no meio de campo – Alan Patrick, o substituto, não conseguia dar sequência às jogadas. E sem Neymar? Bem. Sem Neymar, o Alvinegro Praiano perdeu velocidade, a jogada inesperada, o drible genial, o arremate quase sempre certeiro.

O segundo tempo foi praticamente uma repetição do primeiro. Logo no início, com seis minutos jogados, jogada de escanteio, bola desviada no meio do caminho, gol de Borges. Dessa vez porém, o atacante estava em posição irregular. No momento em que Bruno Rodrigo deu uma casquinha na bola após cruzamento de Alan Patrick, o centroavante alvinegro estava adiantado. Para Borges, pouco importou. Ele festejou mais uma vez. Agora, pedindo para a torcida gritar e pular junto com ele. Na comemoração, Borges socou o ar, “para homenagear o homem” (Pelé).

O Avaí acusou o golpe. Sem nenhum articulação, perdido em campo, o time catarinense agora tinha dificuldades até para armar jogadas. Vendo que o adversário não ameaçava, Muricy Ramalho começou a fazer experiências. Tirou o meia Alan Patrick e colocou o zagueiro Bruno Aguiar. Quis observar o comportamento do time com três zagueiros. E foi exatamente nesse momento que, fiinalmente, o Avaí chegou. Chegou e marcou. Maurício Alves apareceu livre no meio dos defensores alvinegros e empurrou para a rede, já com 42. Um vacilo geral da retaguarda santista. Nada, porém, que ameaçasse a vitória alvinegra, garantida com um terceiro gol no lance final, em contra-ataque puxado por Arouca e finalizado por Rychely – foi o primeiro dele com a camisa do Santos. Santos 3 x 1 Avaí. Com o resultado, o Peixe vai a quatro pontos. Ocupa agora a 11ª posição. Já o Avaí segue na lanterna da competição. Perdeu seus três primeiros jogos. Sofreu nove gols e marcou só dois.

Nos outros jogos da terceira rodada, o Palmeiras contou com um ex-atleticano para superar o Furacão no sábado, no Canindé. Chico marcou o gol da vitória e colocou o Verdão na ponta da tabela. Os reservas de Coritiba e Vasco deram uma prévia do que será o jogo de volta da decisão da Copa do Brasil na próxima quarta-feira(o Vasco venceu o primeiro jogo por 1 a 0 e joga por um empate para ser campeão). E o Coxa vai mais do que embalado pra finalíssima. Apenas 5 a 1 para cima dos cariocas. E o Flamengo se despediu de Petkovic em jogo festivo diante do Corinthians. O time rubro-negro ficou no empate por 1 a 1 com o rival paulista, que até então tinha 100% de aproveitamento no Campeonato Brasileiro.

Foram 197 partidas com a camisa rubro-negra. Ora vestindo a 10, com a qual marcou os gols de falta do título do tricampeonato carioca e da Copa dos Campeões, ambos em 2001. Ora a 43, com a qual comandou ao lado do agora corintiano Adriano o hexa brasileiro. Petkovic se despediu da torcida em jogo com muita emoção e, como mesmo disse, à vera.

RODADA 3
>Sábado – 04/06/2011
Figueirense 2 x 0 Atlético/GO – Orlando Scarpelli/Florianópolis(SC)
Ceará 2 x 2 Botafogo – Presidente Vargas/Fortaleza(CE)
Palmeiras 1 x 0 Atlético/PR – Canindé/São Paulo(SP)
Fluminense 2 x 1 Cruzeiro – Engenhão/Rio de Janeiro(RJ)

>Domingo – 05/06/2011
Santos 3 x 1 Avaí – Vila Belmiro/Santos(SP)
Grêmio 2 x 0 Bahia – Olímpico/Porto Alegre(RS)
Flamengo 1 x 1 Corinthians – Engenhão/Rio de Janeiro(RJ)
América/MG 2 x 4 Inter – Morenão/Belho Horizonte(MG)
Coritiba 5 x 1 Vasco – Couto Pereira/Curitiba(PR)

>Quarta – 08/06/2011
Atlético/MG x São Paulo – Arena do Jacaré/Sete Lagoas(MG)

CLASSIFICAÇÃO P
1 Corinthians 7
2 Palmeiras 7
3 Atlético-MG 6
4 São Paulo 6
5 Grêmio 6
6 Figueirense 6
7 Vasco 6
8 Fluminense 6
9 Flamengo 5
10 Internacional 4
11 Santos 4
12 Botafogo 4
13 Ceará 4
14 Coritiba 3
15 Atlético-GO 3
16 América-MG 3
17 Cruzeiro 1
18 Bahia 1
19 Atlético-PR 0
20 Avaí 0

Gilberto Silva e mais duas caras novas no Grêmio!!


Com status e muita moral, o Grêmio apresentou seu maior reforço da temporada na tarde dessa quinta-feira. Trata-se de Gilberto Silva. O volante de 34 anos volta ao Brasil após nove anos atuando na Europa e assinou contrato de um ano e meio com o clube gaúcho.

Após passagens vitoriosas por Arsenal, da Inglaterra, e Panathinaikos, da Grécia, o esperiente atleta chega para dar mais qualidade e segurança ao meio de campo do time comandado por Renato Gaúcho, com quem já teve uma longa conversa antes da apresentação oficial, assim como com o restante do elenco. Antes de sair do Brasil, Gilberto se destacou nos mineiros América e Atlético. Seu bom futebol pode ser comprovado por sua participação em simplesmente três Copas do Mundo consecutivas, 2002, na qual se sagrou pentacampeão com o time comandado por Luiz Felipe Scolari, 2006 e 2010. Todos como titular. No total, são 93 partidas com a camisa amarelinha. Apesar de tudo isso, o jogador se mostrou motivado e disposto a conquistar novos título, agora pelo Tricolor do Sul.

“Estou super feliz com essa nova etapa da minha vida profissional, com essa nova etapa da minha vida pessoal. É um novo desafio, é um desafio que me motiva. É como se eu tivesse voltado no tempo e começado minha carreira. Com tudo o que eu vivi até agora, com 34 anos, aprendi bastante. Com a ajuda de todos, quero trabalhar bastante para no final da temporada o nosso sacrifício ser recompensado com conquistas.”


Além dele, o Grêmio também apresentou o atacante argentino Ezequiel Miralles, que fez boas apresentações na Taça Libertadores desse ano pelo Colo-Colo, do Chile, e também o meia Marquinhos, ex-Avaí e com passagens por São Paulo e Santos. O atleta vem em uma espécie de acordo com a diretoria santista, clube que detinha os direitos do jogador, jáq que o atacante Borges foi liberado pelos gremistas para atuar no clube de Vila Belmiro.

À base de muito sofrimento…

Adilson Barros e Julyana Travaglia
GLOBOESPORTE.COM


A final chegou! Os Meninos da Vila, comandados por Neymar, estão na decisão da Taça Libertadores. A vaga, porém, veio depois de muito sofrimento. Mesmo depois de algo que talvez nem o mais otimista dos santistas pudesse prever um primeiro tempo como o desta quarta-feira. Um gol rápido, que esmoreceu o Cerro Porteño. Um gol de cabeça de Zé Eduardo. Ele mesmo, criticado nas últimas partidas, completou cruzamento de Elano e acabou com um jejum de 14 jogos: dez pela Taça Libertadores e quatro pelo Paulista. Logo aos dois minutos, após levantamento de Elano em cobrança de falta.

A torcida azulgrana, que fez uma linda festa antes do início da partida, murchou. O otimismo paraguaio foi por terra. Superior tecnicamente, o time alvinegro passou a ter campo para jogar. O Cerro se abriu. Havia um enorme espaço entre os meias e a zaga da equipe de Assunção. Por ali, Danilo e Arouca circulavam livres. Neymar, até então, não havia acertado lances. Trocava de posições com Zé Eduardo, mas ainda não havia conseguido uma jogada mais incisiva. O Cerro foi para o abafa. O técnico Leonardo Astrada mexeu com apenas dez minutos. Sacou Torres para a entrada do meia argentino Iturbe, lançando o time à frente. De repente, um chutão. Edu Dracena mandou a bola para cima para afastar o perigo. Não tinha a menor intenção de armar alguma coisa. Só que ela pingou à frente de Neymar. Antes do atacante alcançar, Pedro Benítez tocou de cabeça para o goleiro Barreto. Era só encaixar, mas o camisa 1, numa espanada bisonha, mandou a bola para dentro da sua própria meta. Aos 27, 2 a 0.

A situação do Peixe era confortável. A do Cerro, desesperadora. Mas um sopro de esperança percorreu as lotadas arquibancadas da Olla Azulgrana, como o estádio do Cerro é conhecido, quatro minutos depois, quando Iturbe cobrou escanteio para César Benítez escorar de cabeça, sozinho. A zaga santista ficou olhando. Neste momento, o estádio “explodiu”. Astrada, então, foi para o tudo ou nada. Tirou o volante Burgos e colocou o atacante Lucero. Uma mudança suicida. Abriu-se um imenso buraco atrás da linha média paraguaia. Foi nesse espaço vazio que, aos 46 minutos, Arouca arrancou livre para armar a jogada do terceiro gol, marcado por Neymar. Nesse momento, a vaga santista na final da Libertadores era questão de tempo. De 45 minutos e mais os acréscimos.

Era natural que o Cerro Porteño voltasse para o segundo tempo em cima do Santos. O que não foi normal foi a forma como o Peixe aceitou a pressão. Abusando dos chutões, o time da Vila Belmiro não conseguia acertar dois passes seguidos para sair de trás. O domínio paraguaio logo resultaria em gol, aos 15 minutos, em um rebote de um cruzamento, marcado por um chute forte de Lucero. O jogo da equipe paraguaia se concentrava do lado direito. Assim, era Cerro em cima. Cruzamentos na área santista. Um atrás do outro. E o Peixe se segurando. Para tentar aumentar o poder de marcação de sua equipe e roubar alguma bola no meio, Muricy Ramalho tirou Elano, que já não conseguia armar nada, e colocou Possebon. Em seguida, substituiu Zé Eduardo por Maikon Leite. A estratégia era clara: roubar a bola e explorar os dois velozes jogadores de frente.

A mudança melhorou a marcação santista, mas acabou com o poder de armação de jogadas. Muricy acreditava que Arouca pudesse sair de trás com a bola dominada, como no lance do terceiro gol. O volante, porém, foi mais um a ficar lá atrás, rebatendo bolas. Neymar e Maikon, sozinhos na frente, só viam a bola de longe. Virou ataque contra defesa. A pressão era tanta que a defesa alvinegra sucumbiu aos 36. Como entrar na área adversária estava difícil, Fabbro recebeu na meia esquerda, livrou-se de dois marcadores e mandou a bomba certeira de fora. Um golaço! A vantagem do Peixe ainda era enorme, mas foi um baque.

Virou drama. Jogo de Libertadores. No momento em que o Santos tentava o desafogo, cavando uma falta na entrada da área, Muricy caiu no chão após ser atingido na cabeça por um objeto. Ele chegou a se ajoelhar por causa da dor e precisou de gelo no local. Faltavam dois gols para o Cerro. Cabia ao Peixe segurar os paraguaios. Para aumentar ainda mais a carga dramática do jogo, Neymar ainda acertou a trave na cobrança dessa falta.

Mas o Cerro devolveu carimbando com violência o travessão aos 48, com Cáceres. O jogo foi quente até os últimos segundos. Edu Dracena ainda foi expulso. E Rafael, no minuto final, segurou o último chute de Fabbro. Apito final e a vaga garantida. Cerro Porteño 3 (3) x 3 (4) Santos. É a chance de conquistar a competição mais cobiçada do continente, oito anos depois. Em 2003, o time de Diego e Robinho perdeu o título para o Boca Juniors. Agora, Neymar e seus “parças” tentarão levar o Alvinegro ao tão esperado tricampeonato continental. O adversário santista na decisão sai do confronto entre Peñarol e Vélez Sarsfield, que fazem o jogo da volta nesta quinta-feira, às 21h50, em Buenos Aires. A equipe uruguaia, que venceu a primeira partida por 1 a 0, no Centenário, joga com a vantagem do empate. As finais estão previstas para os dias 15 e 22 de junho.

Castán se envolve em acidente e Renan bem próximo do Timão!

Carlos Augusto Ferrari
GLOBOESPORTE.COM

O zagueiro Leandro Castán, do Corinthians, se envolveu em um problema fora dos gramados. Por volta das 19h de segunda-feira, o jogador acertou, acidentalmente segundo ele, um tiro de espingarda de pressão no amigo Leonardo Calixto, de 20 anos, no bairro Parati, na cidade de Jaú, a cerca de 300km de São Paulo. O acidente aconteceu durante uma confraternização na chácara da família. No momento, eles praticavam tiro ao alvo com chumbinho. Leandro foi passar a arma para o amigo, quando ela disparou e acertou o peito dele.

Calixto foi levado para a Santa Casa da cidade. O tiro atingiu o baço e perfurou o pulmão. Segundo o pai de Leandro Castán, Marcelo Silva, os médicos realizaram uma drenagem no local e o estado dele é considerado estável. Calixto está na UTI, em observação. Castán será investigado por lesão corporal, mas fez questão de se defender e prestar solidariedade ao amigo. Orientado pelo clube e por advogados a não dar entrevista, Leandro Castán preferiu se manifestar pelo Twitter. Através da rede social, o jogador agradeceu as mensagens de carinho que recebeu, explicou o ocorrido e mostrou preocupação com Leonardo.

Pessoal obrigado pelo carinho e pela força de todos. A mãe do Léo me colocou no telefone para falar com ele. Acabamos de conversar e ele me disse que está se recuperando bem e que logo sai dessa


O diretor-clínico da Santa Casa de Jaú, João Carlos Miranda de Almeida Prado, disse que o projétil disparado parou muito próximo do coração. Afirmou que por muito pouco não foi causado um ferimento fatal.

Mas nem tudo são notícias ruins para o lado de Parque São Jorge. O Corinthians tem um novo goleiro: Renan, destaque do Avaí na campanha que culminou na chegada às semifinais da Copa do Brasil, será anunciado nas próximas horas como reforço do Timão. Clube e jogador chegaram a um acordo financeiro, restando apenas a assinatura da rescisão com a equipe catarinense.

O Corinthians, através da assessoria de imprensa, admite que as negociações estão bastante avançadas, mas só comunicará o acordo assim que o contrato for assinado – o vínculo será até o fim de 2015. Renan, de apenas 20 anos, já foi convocado para a Seleção Brasileira na era Mano Menezes e tem contrato com o Avaí até o fim de 2012 e uma multa rescisória de R$ 5,4 milhões.

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