Arquivo para junho \20\UTC 2011

O ‘xodó’ Luan…

Diego Ribeiro
GLOBOESPORTE.COM

Interessante o mundo do futebol, capaz de transformar vilões em heróis, jogadores medianos em craques, tudo em questão de minutos. Neste domingo, contra o Avaí, no Canindé, o esforçado atacante Luan completava 50 jogos com a camisa do Palmeiras quase sem ser notado, criticado pela torcida e torcendo por uma renovação de contrato que é difícil de ocorrer. Pois o patinho feio teve seu dia de craque e foi o dono da festa.

O técnico Luiz Felipe Scolari atendeu a alguns dos desejos mais latentes na torcida alviverde: lançou Lincoln e Wellington Paulista entre os titulares, nas vagas de Patrik e Adriano. Kleber, com proposta do Flamengo, atuou normalmente. Wellington, que andava insatisfeito com a reserva, acabou escalado aberto pelo lado direito – fora de sua posição original. Ele voltou a todo momento para ajudar na marcação do lateral adversário.

No início, o Avaí, que estreava o treinador Alexandre Gallo, depois de demitir Silas, até conseguiu controlar o meio-campo, trocando passes e tentando confundir a defesa palmeirense. Mas o sistema desmoronou quando o Verdão resolveu jogar e fez o primeiro gol aos 18 minutos: na jogada de sempre, a bola parada. Marcos Assunção cobrou escanteio no segundo pau e viu George Lucas desviar a bola, antes dela entrar. Lincoln, que estava na jogada, acabou creditado erroneamente com o gol.

A partir daí, a confiança fez toda a diferença a favor do Palmeiras. Pela direita, Cicinho jogou muito e não tomou conhecimento da marcação. Pela esquerda, Luan acertava dribles, passes, jogadas difíceis. Na trama entre os dois saiu o segundo gol aos 21. O camisa 2 ganhou na dividida na ponta direita e serviu Luan do outro lado da área. Sozinho, o atacante finalizou no contrapé do goleiro Aleks. Luan jogava tão bem que virou bola de segurança do Palmeiras. Na hora do aperto, o camisa 21 buscou o jogo, pediu o passe. E quando recebeu, partiu para cima sem se envergonhar, assim como não se envergonhava de acompanhar o lateral adversário até a linha de fundo, marcando muito. Aos 40 minutos, numa de suas escapadas, escapou pela esquerda, bateu cruzado e fez mais um golaço, o terceiro do Verdão. A bola ainda desviou em Marcinho Guerreiro antes de passar por baixo das pernas do arqueiro catarinense.

Dois minutos depois ainda deu tempo para mais um. Mais uma vez com a participação de Luan. O camisa 21 deu a aassistência para Kléber, que se livrou da marcação e bateu com muita categoria, de fora da área, mandando no ângulo do goleiro, sem nenhuma chance de defesa. Golaço!

Com a goleada encaminhada, o Palmeiras deu uma relaxada natural e não se arriscou tanto no ataque. O time apenas tocou bola, embalado no ritmo da torcida, que fez festa a cada boa jogada. Sem reação, o Avaí tentou mudar o panorama com Estrada e Fábio Santos, que entraram no intervalo. Nenhum deles foi capaz de melhorar o poder ofensivo do Leão. E foi assim, administrando, que o Palmeiras levou os 45 minutos finais: cadenciado, o Verdão assustava em alguns contra-ataques. 4 a 0 já era um placar pra lá de excelente. Aos 26 minutos, Lincoln sofreu pênalti. Com poucas intervenções no jogo, o goleiro Marcos viu seu nome gritado a plenos pulmões para que ele cobrasse o pênalti. O capitão Kleber não teve dúvidas: gesticulando muito, chamou Marcos para a cobrança. O camisa 12, meio sem jeito, não respondia nem que sim, nem que não. Os companheiros chegaram nele, tentaram empurrá-lo. Quando o goleiro deu alguns passos à frente, a massa foi à loucura, antevendo um momento único na história do Palmeiras. Porém, o manda-chuva não permitiu. Do banco, Felipão não autorizou a consagração ainda maior do ídolo e mandou que ele ficasse em sua meta. Com isso, Kleber pegou a bola e fez o quinto gol, fechando o melhor jogo do Palmeiras na temporada. Palmeiras 5 x 0 Avaí. Com a vitória, o Verdão assumiu a vice liderança, com 11 pontos. Na próxima rodada, o Palmeiras viaja a Fortaleza para pegar o Ceará, domingo, às 16h, no Presidente Vargas. Na mesma data e horário, o Avaí recebe o Fluminense na Ressacada.

Nos outros jogos da rodada 5, clássico mineiro no sábado. E o Cruzeiro segue empacado, na parte de baixo da tabela desse início de Brasileirão. 1 a 1 na Arena do Jacaré. Também no sábado, o Fluminense foi outro time que não conseguiu deslanchar. Pelo contrário, somou mais uma derrota, a segunda em dois jogos sob o comando do técnico Abel Braga. Dessa vez, com um gol sofrido nos acréscimos da etapa final, pelo ex-botafoguense Jóbson, em pleno Engenhão. 1 a 0 Bahia. E no domingo de sol no Ceará, o time da casa sentiu o poderio da molecada do Morumbi. O Tricolor 100% não encontrou maiores problemas para superar os anfitriões, mesmo jogando no estádio Presidente Vargas. Com ótima apresentação do ‘tio’ Rogério Ceni, que pegou até pênalti, o São Paulo contou com gols de Marlos e Lucas para manter a liderança.

RODADA 5
>Sábado – 18/06/2011
América/MG 1 x 1 Cruzeiro – Arena do Jacaré/Sete Lagoas(MG)
Fluminense 0 x 1 Bahia – Engenhão/Rio de Janeiro(RJ)

>Domingo – 19/06/2011
Figueirense 2 x 0 Atlético/PR – Orlando Scarpelli/Florianópolis(SC)
Palmeiras 5 x 0 Avaí – Canindé/São Paulo(SP)
Grêmio 1 x 1 Palmeiras – Olímpico/Porto Alegre(RS)
Flamengo 0 x 0 Botafogo – Engenhão/Rio de Janeiro(RJ)
Ceará 0 x 2 São Paulo – Presidente Vargas/Fortaleza(CE)
Coritiba 1 x 1 Inter – Couto Pereira/Curitiba(PR)
Atlético/MG 2 x 2 Atlético/GO – Arena do Jacaré/Sete Lagoas(MG)

CLASSIFICAÇÃO P
1 São Paulo 15
2 Palmeiras 11
3 Corinthians 10
Figueirense 11
5 Atlético/MG 8
Botafogo 8
Vasco 8
8 Atlético/GO 7
Flamengo 7
Grêmio 7
11 Fluminense 6
Inter 6
13 Santos 5
América/MG 5
Bahia 5
16 Coritiba 4
Ceará 4
18 Cruzeiro 3
19 Atlético/PR 1
Avaí 1

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Saídas mal explicadas no Verdão!!

Diego Ribeiro
GLOBOESPORTE.COM


O futuro do meia Tinga deve ser mesmo fora do Palmeiras. Magoado com o afastamento do elenco, fruto da briga entre a DIS e o técnico Luiz Felipe Scolari, o jogador deve deixar o Verdão e respirar novos ares. Segundo a diretoria do Verdão, a decisão ficaria nas mãos de Tinga. Com a manifestação do meia, a cúpula palmeirense já decidiu liberá-lo para acertar com outro clube – ele tem contrato com o Palmeiras até a metade de 2015.

Após uma reunião com a diretoria, na terça-feira, Tinga chegou a se emocionar e dizer que queria ficar. No entanto, a DIS já classificava a permanência como “muito difícil”. O jogador se considera vítima do fogo cruzado entre o técnico e empresa, que começou por conta de outro atleta: o atacante Vinícius. O garoto recusou proposta do Udinese-ITA, mas viu Felipão acusar a DIS de tentar renovar o contrato do atacante por valores fora da realidade.

Jovem atacante palmeirense Vinícius


Tinga não treinou na Academia de Futebol nesta semana, e sequer foi relacionado para os duelos contra Atlético-PR e Internacional, nas duas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro. Nesta quarta, ele esteve no CT fazendo apenas trabalho de manutenção física, sem participar do trabalho técnico comandado pelo auxiliar Flávio Murtosa. A única chance de ele permanecer é uma mudança no pensamento de Felipão. Contratado da Ponte Preta como uma promessa, no meio do ano passado, ele não vingou em um ano no clube: foram apenas 57 jogos e três gols. Titular no início da temporada 2011, Tinga perdeu espaço após seguidas atuações abaixo da média.

E pode ter mais uma despedida no time de Palestra Itália. Essa mais inesperada ainda. Nem bem chegou ao Palmeiras e Wellington Paulista já pode deixar o clube. Encostado na reserva, sem entender o motivo de não ser utilizado pelo técnico Luiz Felipe Scolari, o jogador recebeu proposta do Internacional e também uma sondagem do Botafogo – as diretorias dos dois clubes negam o interesse no atleta. A pessoas próximas, Wellington se disse muito chateado. A gota d’água teria ocorrido no domingo, quando ficou no banco durante o jogo contra o Inter, vendo jogadores menos badalados – como Luan e Adriano Michael Jackson – sendo titulares. Quando Wellington viu Felipão se virar para o banco e chamar Dinei, o ex-cruzeirense se sentiu desprestigiado.

Felipão sempre quis um camisa 9 para fazer companhia a Kleber. A primeira opção do treinador era Fernandão, que estava no São Paulo. Mas o Gladiador fez lobby junto à diretoria e conseguiu convencer a todos de que era um bom negócio trazer Wellington Paulista, com quem fizera uma boa dupla no Cruzeiro em 2009. Assim, Wellington chegou ao Verdão por empréstimo até o fim do ano. Os clubes interessados no atacante, portanto, precisariam procurar o Cruzeiro antes de falar com o Palmeiras.

0 a 0…pro Santos!

Adilson Barros, Julyana Travaglia e Sergio Gandolphi
GLOBOESPORTE.COM


Foi tenso, brigado, mas jogado também. Como tem de ser final de Taça Libertadores. Como tem de ser um encontro entre times de camisas tão importantes. Um jogo estudado, com marcação forte no meio de campo. Sofrendo intensa pressão de mais de 55 mil torcedores uruguaios na fria Montevidéu, o Santos não se assustou com a festa impressionante que a torcida aurinegra fez no início da partida. Trocou mais passes, não permitiu pressão adversária e acertou uma bola na trave, com Bruno Rodrigo, substituto do capitão Edu Dracena, suspenso. O Peñarol, por sua vez, se mostrou uma equipe perigosa, que se faz de morta e, de repente, assusta nos contra-ataques.

Os dois principais jogadores das duas equipes foram muito mal no primeiro tempo. O santista Neymar voltou a cair à toa. Até levou um cartão amarelo por isso. Esteve bem marcado, é verdade, mas quando houve espaço, não conseguiu acertar as jogadas. A cada tropeço no ar do astro santista, o Centenário se desmanchava em vaias. Já o argentino Martinuccio, camisa 10 do Peñarol, errou muitos passes e foi indeciso em alguns lances. A bola sempre chegava a seu pé, mas saía sem destino certo. Com Adriano em seu encalço, o jogador que está na mira do Palmeiras não foi brilhante como em outras jornadas.

Com as estrelas neutralizadas, o jogo se tornou apenas morno. Os santistas trocavam passes no meio. Arouca iniciava as jogadas, mas quando chegava a Elano, o ataque morria. O camisa 8 não conseguiu dar sequência aos lances e isolou Neymar e Zé Eduardo. O Peñarol, mesmo sem ser avassalador, se aproveitou de bobeiras da zaga santista, que abusou das falhas nas coberturas. Mas não foi competente na finalização a ponto de inaugurar o placar.

A segunda etapa começou com o Santos com a bola, trocando passes, empurrando o Peñarol para trás e, mais importante, sem dar o contra-ataque ao adversário. No entanto, mais uma vez, faltou criatividade ao time santista. Elano, que deveria ser o articulador de jogadas do Peixe, não conseguia acertar o último passe. Este tem se tornado um problema recorrente do Santos: sem Ganso, machucado, falta alguém para pensar o jogo alvinegro. Ainda assim, o time santista ia envolvendo os uruguaios e criou duas ótimas chances desperdiçadas por Zé Eduardo.

De repente, o Peñarol acordou. Como tem sido nesta Libertadores. Quando o adversário se assanha, o time carabonero trata de chegar. A entrada do rápido Pacheco, aberto pela direita, deu agilidade ao ataque aurinegro. No momento em que o Peñarol saiu mais, o jogo, finalmente, se tornou muito bom. Aberto, bem jogado, com os uruguaios apertando, mas dando espaços para os contra-ataques do Santos. Para tentar consertar o problema de armação de sua equipe, Muricy Ramalho tirou Elano e colocou Alan Patrick. O time da casa fez um gol aos 40. O Centenário explodiu. Mas Alonso estava impedido. Um longo suspiro percorreu o espaço reservado para santistas no estádio. Peñarol 0 x 0 Santos. Agora, é esperar a próxima quarta-feira.

Próxima quarta-feira, quando o Peixe joga por uma vitória pelo placar mínimo no Pacaembu para conquistar o tricampeonato da Taça Libertadores. Se houver novo empate, prorrogação. Persistindo a igualdade, pênaltis.

Belletti é contratado pelo Ceará!!

Roberto Leite
GLOBOESPORTE.COM


Belletti, ex-lateral da Seleção Brasileira, que rescindiu contrato com o Fluminense em março deste ano, será apresentado nesta quarta-feira como reforço do Ceará. O jogador de 34 anos já está na capital cearense. A contratação contradiz o discurso do presidente Evandro Leitão, que descartou a vinda de Belletti ao afirmar, na terça, que o clube não faria contratações que não estivessem dentro do orçamento. Por outro lado, no começo da semana, o vice-presidente do clube, Robinson de Castro, revelou que a diretoria estava perto de anunciar um meia experiente, ex-Seleção Brasileira. O atleta, campeão mundial com a Seleção em 2002, e atual campeão nacional com o Flu, que atua também na lateral, atuou em grandes clubes do futebol mundial, tais como Villareal e Barcelona, da Espanha, e Chelsea, da Inglaterra. No Brasil, Belletti foi revelado pelo Cruzeiro, mas também jogou no São Paulo e Atlético Mineiro, além do Fluminense.

Bem vindo de volta, Abel!

E o cartão de visitas (e de boas vindas) ao renomado treinador reestreante no Fluminense ficou a cargo de um atacante que há bem pouco tempo atrás não passava de um desconhecido, uma aposta que se destacou no Figueirense e em quem os dirigentes corintianos apostaram. Aposta muito bem feita. O discreto William não só vem resolvendo as coisas para o Corinthians, como vem fazendo a Fiel torcida não esperar muito dos outros atacantes mais consagrados do elenco, tais como Liédson, que não vem jogando mal, mas não está mais resolvendo as partidas, e Emerson, recém chegado, e ainda menos do célebre Adriano Imperador, que sequer tem previsão de retorno aos gramados para poder estrear com a camisa alvinegra.

Basicamente, o jogo foi definido nos 45 minutos iniciais. O Corinthians começou avassalador. Partindo para cima do Fluminense e prendendo o rival em seu campo de defesa. Voltando ao esquema 4-4-3, que tanto deu certo recentemente no Timão, o técnico Tite promoveu o retorno do xodó Jorge Henrique, agora de contrato renovado, ao time titular e entre os três atacantes de frente, ao lado de William e Liédson. No meio, Danilo, com moral com o treinador, foi não apenas titular e armador da equipe, como o capitão do time, com a braçadeira do zagueiro Chicão que, suspenso, não atuou. Já o Flu já sofreu alterações efetuadas pelo novo treinador. Na lateral esquerda, Júlio César foi confirmado. Os consagrados Deco e Fred (esse último por estar servindo a Seleção Brasileira) retornaram ao time titular e o jovem Tartá ganhou a confiança de Abel para fazer dupla com o camisa 9 tricolor.

Com a blitz corintiana logo de cara, os cariocas não conseguiam passar do meio de campo. E a pressão surtiu efeito. Logo aos 6 minutos, Danilo ganhou a bola na intermediária de ataque, foi para a esquerda e levantou na medida para o pequenino William, 1,71m de altura, subir em meio aos gigantes zagueiros adversários e testar com estilo, para baixo, no canto direito do goleiro Ricardo Berna. 1 a 0 Corinthians.

Aos que imaginaram que o gol acordaria o Fluminense, se enganaram. Abel Braga assistia os seus comandados serem amplamente dominados pelos rivais antes mesmo da metade da etapa inicial. Muito bem marcados, Deco e Conca não conseguiam achar espaço algum para criar jogadas, sofrendo com ótima atuação dos zagueiros corintianos e principalmante do volante Ralf, um monstro no meio campo, que insistia em destruir qualquer possível jogada de perigo do Flu. Aos 23, em lance isolado de perigo, o goleiro Julio César fez defesa Sensacional em cabeçada do zagueiro Gum após escanteio, provando que merece ser o titular, mesmo com a sombra do jovem Renan, contratado junto ao Avaí.

Aos 30 minutos, um contra-ataque mortal dobrou a vantagem dos anfitriões. Após roubar a bola no meio campo, o time alvinegro saiu em disparada rumo ao ataque, a bola ficou com Paulinho que arriscou um chutasso de fora da área. Ricardo Berna conseguiu defender mas, com medo de segurar, preferiu socar a bola, rebatendo para frente. O esperto Liédson se antecipou à marcação e ia finalizar, quando foi derrubado por Leandro Euzébio. Pênalti. Com moral com o chefe e com os companheiros, William, com muito estilo, bateu forte de pé direito e fez a festa da Fiel torcida.

Para o segundo tempo, Abel Braga partiu para o tudo ou nada. Antes mesmo do fim da primeira etapa, o treinador foi obrigado a trocar Deco, que saiu com um problema muscular na coxa direita, por Marquinho. No intervalo, sacou um inoperante Edinho, para mandar a campo o ex-sãopaulino Souza. Cada vez que o camisa 21 tocava na bola, era homenageado pelos torcedores corintianos com uma sonora vaia. Com o ímpeto do adversário e a vantagem no placar, o Corinthians mudou sua postura dentro de campo. Passou a atuar mais fechado e partindo nos contra-ataques. Por outro lado, o time de Parque São Jorge acabou por sofrer intensa pressão.

Para aumentar ainda mais o poderío ofensivo de seu time, Abel sacou Tartá e colocou Rafael Moura no jogo. E o Corinthians não saiu mais do campo de defesa. Para tentar solucionar esses problemas, Tite promoveu a entrada do ex-Fluminense Emerson aos 20 minutos. Jogando contra seu ex-clube, no qual fez o gol do título do último Campeonato Brasileiro e aonde se desentendeu com diretoria e colegas de elenco antes da sua saída, o atacante mostrou muita vontade e entrou com fome de bola. Enquanto isso, o goleiro Julio César ia garantindo lá atrás, fazendo no mínimo mais duas defesas difíceis.

Aos 36, os cariocas pressionavam quando os donos da casa conseguiram encaixar um contra-ataque que não resultou no tão desejado gol de Emerson por muito pouco. Após sofrer uma jogada de perigo, Paulinho deu um bico do campo de defesa e achou Emerson no círculo central. O camisa 11 botou na frente e partiu em velocidade para cima de Mariano, o único defensor que estava no campo de defesa. Passou fácil pelo lateral, se livrou também do goleiro Berna, porém perdeu o ângullo para o chute, parou, esperou a chegada de algum companheiro, tocou no meio e Leandro Euzébio afastou de dentro da pequena área. A partir daí, o Tricolor já abrandou seu ímpeto ofensivo e demonstrou certo conformismo. Melhor para o Corinthians, que administrou e garantiu mais três pontos importantes, se mantendo na parte de cima da tabela. Corinthians 2 x 0 Fluminense.

Com a vitória, o Timão agora soma 10 pontos e mantém a invencibilidade no Brasileirão, com três vitórias e um empate em quatro jogos. O próximo compromisso corintiano agora é apenas no dia 26, ou seja, o torcedor alvinegro só verá seu time em campo daqui duas semanas. O confronto diante do Santos, que seria no próximo domingo, foi adiado devido á participação do Peixe na final da Taça Libertadores, nas duas próximas quartas-feiras. Portanto, o time de Parque São Jorge só joga no outro domingo, dia 26, em outro clássico, contra o São Paulo. Já o Fluminense recebe o Bahia, no Rio de Janeiro, no próximo sábado.

Nos outros jogos da rodada 4, o São Paulo manteve o 100% de aproveitamento. Jogando no Morumbi, os comandados de Paulo César Carpegiani mostraram que a desconfiança para com a equipe e com o treinador estavam equivocadas, ao menos até o momento. Os garotos tricolores mandaram convincentes 3 a 1 para cima do Grêmio e se isolaram na ponta. Também no sábado, o Santos foi mais uma vez com os reservas, dessa vez pegar o Cruzeiro, na Arena do Jacaré. E não fizeram feio, não. Com um gol de Borges no finalzinho, o Peixe ficou com o empate em 1 a 1 e conquistou um ponto importante. O Palmeiras foi até Porto Alegre e também empatou. 2 a 2 com o Inter. E o Flamengo perdia para um Atlético/PR em crise até os 47 minutos da etapa final, quando o atacante Deivid, em sua primeira participação no campeonato, fez o gol que livrou o Rubro-Negro da derrota e manteve o Furacão na lanterna da competição.

RODADA 4
>Sábado – 11/06/2011
Avaí 2 x 2 América/MG – Ressacada/Florianópolis(SC)
Cruzeiro 1 x 1 Santos – Arena do Jacaré/Sete Lagoas(MG)
São Paulo 3 x 1 Grêmio – Morumbi/São Paulo(SP)
Vasco 1 x 1 Figueirense – São Januário/Rio de Janeiro(RJ)

>Domingo – 12/06/2011
Corinthians 2 x 0 Fluminense – Pacaembu/São Paulo(SP)
Inter 2 x 2 Palmeiras – Beira-Rio/Porto Alegre(RS)
Botafogo 3 x 1 Coritiba – Engenhão/Rio de Janeiro(RJ)
Atlético/GO 4 x 1 Ceará – Serra Dourada/Goiânia(GO)
Atlético/PR 1 x 1 Flamengo – Arena da Baixada/Curitiba(PR)
Bahia 1 x 1 Atlético/MG – Estádio Pituaçu/Salvador(BA)

CLASSIFICAÇÃO P
1 São Paulo 12
2 Corinthians 10
3 Palmeiras 8
4 Atlético/MG 7
Botafogo 7
Figueirense 7
Vasco 7
8 Fluminense 6
Flamengo 6
Atlético/GO 6
Grêmio 6
12 Inter 5
Santos 5
14 América/MG 4
Ceará 4
16 Coritiba 3
17 Cruzeiro 2
Bahia 2
19 Atlético/PR 1
Avaí 1

Jorge fica!!!

Carlos Augusto Ferrari
GLOBOESPORTE.COM


Fim da novela: Jorge Henrique renovou seu contrato com o Corinthians até 31 de dezembro de 2014. Depois de muita especulação sobre o futuro do campeão da Copa do Brasil e do Paulistão de 2009, a diretoria do Timão e o empresário do atleta, Roberto Gomes, selaram o acordo em reunião realizada nesta tarde de sexta-feira, em São Paulo. O jogador, aliás, pode até participar da partida de domingo, contra o Fluminense, às 16h, no Pacaembu, pelo Campeonato Brasileiro.

Jorge Henrique tinha contrato com o clube paulista até o fim da temporada 2011 e discutia a prorrogação do vínculo há algumas semanas. O caso, porém, gerou até um mal estar. O presidente Andrés Sanches revelou que o jogador havia pedido muito para ficar. O agente do baixinho, porém, negou veementemente. Jorge recebeu várias propostas para deixar o Alvinegro. Internacional e Fluminense manifestaram interesse, mas os paulistas tinham prioridade no acerto. Destaque em 2009, o atacante caiu bastante de rendimento em 2011, chegando a ocupar o banco de reservas após o Campeonato Paulista.

Paralelo a isso, o Timão apresentou nesta tarde de sexta-feira a nova numeração fixa do elenco para a disputa do Campeonato Brasileiro. O atacante Adriano usará a camisa 10, como aconteceu em sua chegada ao clube. A 9 ficará com Liedson, atual titular e artilheiro alvinegro na temporda 2011, com 12 gols.

1 – Júlio César
2 – Alessandro
3 – Chicão
4 – Leandro Castán
5 – Ralf
6 – Fábio Santos
7 – Willian
8 – Paulinho
9 – Liédson
10 – Adriano
11 – Emerson
12 – Alex
13 – Paulo André
14 – Ramírez
15 – Moradei
16 – Denner
17 – Morais
18 – Welder
19 – Elias
20 – Danilo
21 – Edenílson
22 – Danilo Fernandes
23 – Jorge Henrique
25 – Wallace
27 – Nenê Bonilha
28 – Gauther
29 – Fran
30 – Renan

Vasco Campeão da Copa do Brasil 2011!!!

GLOBOESPORTE.COM


Foram oito anos, dois meses e 18 dias de uma angustiante espera. A conquista do Campeonato Carioca em 23 de março de 2003 tinha sido a última do Vasco em competições no grupo de elite. Tão logo o árbitro Sálvio Spinola ergueu os braços no lotado Couto Pereira, na gélida noite desta quarta-feira, depois de sofrimento intenso nos 90 minutos, a imensa torcida cruz-maltina era “bem feliz, norte e sul, norte e sul deste país”, conforme o hino do genial Lamartine Babo. O frio de 10 graus no palco da decisão já não importava mais: o calor da festa aqueceu dentro e fora do estádio. A Copa do Brasil 2011 tem como dono, pela primeira vez, clube cujo nome é de navegante português, mas que marca a fase do atual Trem-Bala.

A torcida do Coritiba fez a sua parte para tentar pôr fim à impetuosidade do Trem-Bala. Lotou o Couto Pereira, apoiou o time. O técnico Marcelo Oliveira surpreendeu ao escalar três volantes no meio-campo e apenas um atacante. Sem Anderson Aquino, o craque da companhia – suspenso pelo terceiro cartão amarelo recebido na derrota no Rio, no primeiro jogo, por 1 a 0 -, ele optou pelo marcador Marcos Paulo. A intenção era povoar o meio-campo, ter a posse de bola, evitar um gol do Vasco no início – que certamente desanimaria, e muito, a equipe no restante da partida. A tática só durou dez minutos. O passe de Diego Souza para Éder Luis, que já tinha assustado o Coritiba ali pela direita, fez o atacante disparar até a linha de fundo. O toque rasteiro encontrou Alecsandro livre. Foi só tocar e correr para o abraço, aos 11. O mesmo artilheiro da vitória em São Januário, dessa vez, não comemorou à la seu pai, o atacante Lela, ídolo do Coritiba, que botava a língua para fora. Preferiu homenagear Ronaldo Fenômeno ao usar o indicador apontando para frente.

Aquele resultado não só dava ao time a vantagem de sair sem a taça apenas se perdesse por dois gols de diferença como também esfriava o ímpeto do Coxa e de sua torcida. Marcelo Oliveira, percebendo a besteira que fez na escalação inicial, resolveu mexer aos 26 minutos. Sacou Marcos Paulo, que colocara para fechar o meio, e lançou mais um atacante, Leonardo. Demorou dois minutos para empatar a partida. Davi, que armava a equipe com competência, alçou bola para Jonas pela direita. O toque de cabeça para a área encontrou Bill livre – numa falha de marcação vascaína – para cumprimentar e mandar para as redes, aos 28.

Voltou tudo. Empolgação da torcida do Coritiba, correria do time. E o Vasco sentiu também o golpe. Só Felipe aparecia mais, conseguindo prender bem a bola. Do outro lado, Davi ditava melhor ainda o ritmo da equipe. Rafinha, enfim, deu o ar da graça com sua velocidade: aos 44, após centro da meia-esquerda do esforçado Léo Gago, levou a melhor após uma deixada de Davi para ele bater com perigo. O rebote de Fernando Prass na defesa foi exatamente nos pés de Davi, e o camisa 10 não perdoou com sua canhota: 2 a 1 para o Coxa no apagar das luzes do primeiro tempo.

Os dez primeiros minutos da segunda etapa foram de puro nervosismo das duas equipes. Praticamente não houve futebol. O Coritiba estava mais duro nas divididas. O Vasco não se intimidava. Com mais posse de bola, o time da casa explorava a velocidade de Rafinha pela direita. Até estava um pouco melhor. Mas futebol tem dessas coisas. Brilhou a estrela de Eder Luis, e faltou a do goleiro Edson Bastos. Aos 12 minutos, ao receber bola na meia-direita, o camisa 7 resolveu arriscar um chute. O goleiro pulou errado, a bola passou justamente onde estava colocado antes: o Vasco empatava a partida e botava a mão na taça. Eder Luis puxava a comemoração do trem-bala com o resto do time.

Precisando de dois gols para virar a situação, Marcelo Oliveira fez duas mexidas. Botou Eltinho no lugar de Lucas Mendes e Marcos Aurélio no de Léo Gago. O Coxa ganhou um gás. A partida voltou a ferver quando, aos 21, após uma pixotada de Rômulo para fora da área, Willian acertou uma bomba que tomou efeito e foi à esquerda de Fernando Prass. Era o terceiro gol do Coritiba. Esperança renovada. Davi, Rafinha, Leonardo e Bill cresciam. Do lado do Vasco, Alecsandro, Felipe e Diego Souza sumiam, davam sinais de cansaço. Em lance polêmico pela esquerda, entre Dedé e Leonardo, que se enroscaram na área, o Coxa pediu pênalti, não marcado. A pressão aumentava quando Ricardo Gomes sacou, de uma vez só, Felipe e Diego Souza, para pôr Jumar e Bernardo.

Ainda que o Vasco ganhasse fôlego, a pressão do Coxa aumentava. Nem era mais técnica. Era coração. O time carioca se defendia como podia, heroicamente. O jogo foi um perigo para os cardíacos. Mas, mesmo com a derrota, a explosão foi vascaína. Por marcar mais gols fora de casa, o Vasco é Campeão da Copa do Brasil e está de volta à Libertadores em 2012! Agora, é só pensar em festa. Sábado à noite, contra o Figueirense, pela quarta rodada pelo Brasileiro, o time reencontra a torcida e Juninho Pernambucano, que será apresentado em grande estilo. O Coritiba, de ressaca, pega domingo, no Engenhão, o Botafogo.

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