“Voltamos à nossa realidade. Não podemos iludir os torcedores. Conseguimos algumas vitórias, mas foi aos trancos e barrancos.”


Somente pela forte porém realista declaração do atacante sãopaulino Dagoberto após o término do clássico já dá para se tirar uma boa conclusão de como as coisas se sucederam no confronto entre Corinthians e São Paulo na tarde de domnigo, no Pacaembu. Confronto esse entre um experiente e descansado Timão e um Tricolor não menos embalado, líder da competição, entretanto, com muitos desfalques e repleto de garotos.

Com uma série de desfalques importantes, tais como o craque Lucas, servindo à Seleção, Rhodolfo, Miranda e Henrique Miranda, contundidos, Rodrigo Souto e Juan, suspensos, o técnico Paulo César Carpegiani quebrou a cabeça para montar o time titular. E ainda teve de lidar com mais uma ausência de última hora. Casemiro, com amidalite, também não pôde ir à campo. Mesmo assim, o treinador optou por manter no banco de reservas os experiente Ilsinho e Rivaldo, para colocar no time titular jovens como o meia Rodrigo Caio, de apenas 17 anos, que jamais havia sequer jogado entre os profissionais. Do lado corintiano, também uma baixa. O recém contratado Alex, não teve sua documentação regularizada e não pôde estrear. Contudo, o time da última vitória frente ao Flu, duas rodadas atrás, foi mantido.

E o Timão foi para a pressão desde o início de jogo. Marcando desde o campo de defesa adversário, os comandados de Tite dominaram as ações desde o começo. Logo no primeiro minuto, o volante Paulinho, com um belo chute de fora da área, obrigou Rogério Ceni a fazer ótima defesa no seu canto direito. Rogério, aliás, que alimentava a esperança de marcar, novamente, seu centésimo gol na carreira diante do Corinthians. Dessa vez, pela contagem da Fifa, que não considera dois gols do arqueiro marcados em amistosos. Do lado tricolor, Wellington não dava espaços para Jorge Henrique e o estreante Rodrigo Caio colou no experiente e ex-sãopaulino Danilo, com o objetivo de diminuir a criatividade da armação corintiana. Do lado esquerdo, o outro garoto Luiz Eduardo atuou improvisado na lateral esquerda e conseguia segurar Willian.

Mesmo bem postada, a equipe jogava de forma excessivamente defensiva, e chamava o Corinthians para cima. Tanto que o goleiro Júlio César pouco trabalhou. E apenas em contra-ataques. Aos 28, a maior chance dos visitantes. Em cruzamento de Marlos vindo da direita, Dagoberto apareceu na pequena área com boas condições para marcar, mas acabou furando e perdendo boa chance. A marcação sãopaulina era forte. Mas acabou por se abalar em dois lances pontuais. Depois de ser punido com cartão amarelo por se desentender com Paulinho em um deles, no outro, aos 40 minutos, Carlinhos Paraíba recebeu o vermelho ao fazer falta dura em Welder. Rogério foi ao desespero, reclamou muito e foi advertido com um cartão amarelo pelo árbitro Rodrigo Braghetto.

Na volta para o segundo tempo, os mandantes mantiveram a mesma pressão. Na verdade, pressão ainda maior, pela vantagem numérica dos atletas em campo. E não demorou para sair o primeiro gol do clássico. Antes de se completar o segundo minuto jogado, a bola foi cruzada rasteira da esquerda, Danilo conseguiu se livrar da marcação de Rodrigo Caio, clareou para o chute de pé direito, mas ainda deu um drible desconcertante do zagueiro Bruno Uvini, antes de bater colocado com a esquerda, sem nenhuma chance de defesa para um batido Rogério Ceni.

O gol abalou o São Paulo e a inexperiência de seus jogadores, somada ao fato de estar com um homem a menos em campo fez com que o time se reprimisse em demasia e chamasse o adversário para cima. Aos oito minutos, o Corinthians dobrou a vantagem. Após cobrança de escanteio, Paulinho subiu mais que a defesa, cabeceou no canto, obrigando Rogério a fazer boa defesa mas espalmar para frente, no pé de Liédson que, com uma cavadinha, fez o segundo gol corintiano. O gol afundou o Tricolor. Aos 14 minutos, Ralf soltou um balasso de fora da área, carimbando a trave. Na continuação da jogada, a bola voltou aos pés alvinegros, pela direita, Danilo acionou Liédson na área. O camisa 9 girou para cima de Xandão e mandou uma pancada de pé direito. 3 a 0.

Carpegiani, atônito com o que via, ainda tentou fazer algo. Mantendo, como sempre, Rivaldo inutilizado, o treinador mandou à campo Ilsinho e Henrique. Mas nada mudou. Um impiedoso Corinthians continuava pressionando no ataque. Aos 34 minutos, mais uma vez Danilo. Em boa jogada, dessa vez pela esquerda, o camisa 20 cruzou na área e achou mais uma vez Liédson, para o atacante só empurrar para as redes e anotar seu ‘hat-trick’. Dois minutos depois, o ato final. Jorge Henrique carregou na intermediária, ajeitou e disparou um chute forte. A bola foi em cima de Rogério, que se atrapalhou com o efeito e acabou por engolir um belo frango. Peru. Para fechar a goleada e a queda da invencibilidade e dos 100% de aproveitamento do São Paulo. Corinthians 5 x 0 São Paulo.

Ainda invicto, o Timão permanece na segunda posição, com 13 pontos ganhos e um jogo a menos. Foi a quarta vitória em cinco jogos, com um empate e nenhuma derrota. O próximo compromisso do time de Parque São Jorge já é na próxima quarta-feira, fora de casa, diante do Bahia, em Pituaçu. Já o São Paulo, apesar da vexatória goleada, se mantém na liderança do torneio, dois pontos a frente do rival. Também na próxima quarta, o Tricolor recebe o Botafogo, no Morumbi.

Nos outros jogos da rodada de número seis, outro atropelamento. O Flamengo conseguiu espantar a crise goleando o Atlético/MG, no Engenhão. Contando com boa atuação de Ronaldinho Gaúcho, o que há muito não acontecia, o Rubro-Negro fez 4 a 1 pra cima do Galo e entrou para o grupo dos oito melhores do Brasileirão. O Cruzeiro estreou o novo treinador e ‘Papai Joel’ estreou com o pé direito na Raposa. 2 a 1 frente ao Coritiba, em Sete Lagoas. O Botafogo conseguiu se manter na parte de cima da tabela ao bater o Grêmio, também no Engenhão. O Santos não jogou mais uma vez. Ainda devido à participação na final da Taça Libertadores,o Peixe teve seu jogo diante do América/MG, adiado para o começo de julho. E o Palmeiras decepcionou. O time verde foi até Fortaleza e acabou surpreendido pelo Ceará. 2 a 0 para o time da casa e os comandados de Luiz Felipe Scolari perdem a chance de encostar no líder.

RODADA 6
>Sábado – 25/06/2011
Cruzeiro 2 x 1 Coritiba – Arena do Jacaré/Sete Lagoas(MG)
Flamengo 4 x 1 Atlético/MG – Engenhão/Rio de Janeiro(RJ)
Atlético/PR 0 x 2 Bahia – Arena da Baixada/Curitiba(PR)

>Domingo – 19/06/2011
Corinthians 5 x 0 São Paulo – Pacaembu/São Paulo(SP)
Inter 4 x 1 Figueirense – Beira-Rio/Porto Alegre(RS)
Botafogo 2 x 1 Grêmio – Engenhão/Rio de Janeiro(RJ)
Ceará 2 x 0 Palmeiras – Presidente Vargas/Fortaleza(CE)
Avaí 0 x 1 Fluminense – Ressacada/Florianópolis(SC)
Atlético/GO 0 x 1 Vasco – Serra Dourada/Goiânia(GO)

>Sábado – 02/07/2011
Santos x América/MG – Vila Belmiro/Santos(SP)

CLASSIFICAÇÃO P
1 São Paulo 15
2 Corinthians 13
3 Palmeiras 11
Botafogo 11
Vasco 11
6 Figueirense 10
Flamengo 10
8 Fluminense 9
Internacional 9
10 Atlético/MG 8
Bahia 8
12 Atlético/GO 7
Grêmio 7
Ceará 7
15 Cruzeiro 6
16 Santos 5
América/MG 5
18 Coritiba 4
19 Atlético/PR 1
Avaí 1

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