Arquivo para junho \30\UTC 2011

Ponta sofrida…


Dessa vez, foi mais ao estilo corintiano, do qual os torcedores estão muito mais habituados. Com um futebol muito menos vistoso, em comparação ao apresentado diante do rival São Paulo, na goleada do último domingo, o Corinthians foi até Salvador, encarar a dura missão de tirar pontos do Bahia em seu estádio Pituaçu. E, depois de sofrer alguns maus bocados, contou principalmente com a estrela do goleiro Júlio César para alcançar o objetivo.

O time da casa vinha embalado, duas vitórias fora de casa e a visível ascensão na tabela. Porém, o time ainda não havia vencido em Pituaçu, e ainda tinha que lidar com uma série de desfalques, devido a contusões, suspensões e cláusulas contratuais de alguns jogadores emprestados pelo próprio Corinthians. Já os paulistas, ainda mais motivados, após os 5 a 0 do último final de semana, e a chance de assumir a ponta. Com as ausências de Carlos Alberto e Lulinha, era o experiente Ricardinho dava o tom do meio campo baiano. Servia os atacantes com certa qualidade, mas o atacante Júnior não conseguia concretizar as chances criadas. Porém, os visitantes não se sentiram intimidados e partiram para cima para não ficarem acoados pelos rivais. E a postura deu resultado. Logo aos dez minutos, Jorge Henrique achou espaço na intermediária e fez ótima assistência para Lideson sair de frente para o gol de Marcelo Lomba. O arquiro do Bahia foi obrigado a derrubá-lo. Pênalti. Na cobrança, Chicão bateu de maneira ousada, no meio do gol, meio fraco, e a bola passou muito perto do pé de Lomba. Mas entrou, deixando o Timão na frente.

O gol parecer ter abatido os anfitriões, que não conseguiram criar muitas oportunidades no decorrer da etapa inicial. Já sem muita inspiração, Ricardinho não conseguia mais criar, e as jogadas ficaram sendo repetidamente pendendo para o lado esquerdo, passando sempre pelo veloz Ávine. Em vantagem, os coritianos deixaram para sair no contra-ataque e se fecharam um pouco no setor defensivo. O atacante Júnior teve ainda mais algumas chances, sem sucesso. Antes do final do primeiro tempo ainda, o técnico Renê Simões ainda optou por substituir o lateral Jancarlos por outro lateral, Marcos, devido ao cartão amarelo que o titular já havia recebido.

Na etapa complementar, o Corinthians voltou bem calmo e tranquilo, sabendo administrar sua vantagem. Já o Bahia, parece não ter conseguido acertar seus erros no intervalo. Muitos erros de passes e pouca criatividade. E ainda viram o goleiro Marcelo Lomba salvar uma grande chance em chute forte de Liedson, de dentro da área. Renê Simões ainda tentou mexer mais, sacando Ávine e lançando um jogador ainda mais ofensivo, Maranhão, atuando como ponta. E o time passou a abusar das bolas alçadas na área, obrigando Júlio César a se desdobrar. Outra arma eram as cobranças de falta de longa distância. Marcone acertou chutes extremamente fortes e viu o goleiro corintiano a fazer no mínimo três defesas Sensacionais.

Por volta do trigésimo minuto, o técnico Tite promoveu a estreia de Alex. O meia entrou no lugar de Danilo, mas ainda jogou pouco, sem muito tempo para se avaliar, ainda mais com o time sendo pressionado. Mas ainda deve evoluir bastante tanto no desempenho, quanto no entrosamento com a equipe. Minutos depois, Emerson ainda foi a campo substituindo Willian. Mas o panorama geral não mudou. Pressão do Bahia e Corinthians se defendendo até o final, contando com noite iluminada de Júlio César. Aos 36, após cruzamento em cobrança de falta da esquerda, o volante Fahel desviou de cabeça e empatou o jogo. Entretanto, ele e mais dois jogadores estavam pouca coisa impedidos e o gol foi anulado. No final, reconhecendo o esforço de seus jogadores, a torcida do Bahia aplaudiu o time. Bahia 0 x 1 Corinthians. Com mais três pontos, o time de Parque São Jorge assume a liderança do Campeonato Brasileiro. A fase é boa e o time agora soma 16 pontos, com cinco vitórias e nenhuma derrota em seis jogos. E o alvinegro ainda tem um jogo a menos, hein?! Marcada pro dia 10 de agosto, contra o Santos. Antes disso, o próximo compromisso corintiano é na próxima quarta-feira, diante do Vasco, no Pacaembu. Já o Bahia encara o Avaí, também no dia 6 de julho, em Florianópolis.

Nos outros jogos da quarta-feira, o maior destaque é para a crise do São Paulo, que se agravou ainda mais. Após um bom começo de campeonato, a goleada sofrida frente ao Corinthians e os excessivos desfalques parecem ter abalado intensamente o Tricolor. Na noite de quarta-feira, frente à sua torcida no Morumbi, o time de Paulo César Carpegiani recebeu o Botafogo e apresentou um futebol irreconhecível. Com mais uma falha assumida de Rogério Ceni e um gol de pênalti, o São Paulo acabou derrotado por 2 a 0 e perdeu a liderança da competição. Nos demais jogos, Ronaldinho Gaúcho voltou a se destacar, marcou dois gols e ajudou o Flamengo na vitória frente ao América/MG, em Sete Lagoas. O Grêmio não conseguiu vencer o Avaí no estádio Olímpico e a situação do técnico Renato Gaúcho parece ficar insustentável. O Cruzeiro, de ‘Papai Joel’, atropelou o Vasco, mesmo jogando no Rio de Janeiro. E o Santos, ainda de ressaca pelo título da Libertadores, e sem seus principais jogadores na Seleção Brasileira, também saiu derrotada da rodada 7. Perdeu para o Figueirense, em Florianópolis, por 2 a 1.

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Tarefa cumprida, sem brilho, mas cumprida…

GLOBOESPORTE.COM

A Seleção Brasileira estreou como se esperava na Copa do Mundo Feminina de Futebol: com vitória. Não foi um espetáculo, nem teve grande atuação de Marta, é verdade, mas a equipe jogou para o gasto e bateu a Austrália, por 1 a 0, em Mönchengladbach, nesta quarta-feira. O gol foi marcado por Rosana, no início do segundo tempo, e garantiu ao time canarinho a liderança do Grupo D, ao lado da Noruega, que bateu Guiné Equatorial no primeiro jogo do dia.

(Foto:Reuters)


A equipe do técnico Kleiton Lima não começou bem a partida. Mesmo experiente em Mundiais em com retrospecto amplamente favorável contra a Austrália, o time sentiu o nervosismo da estreia e não se encontrou nos 45 minutos iniciais. No entanto, cresceu na segunda etapa, abriu o placar rápido e assegurou os três pontos e manteve os 100% de aproveitamento em estreias na competição, mesmo voltando a errar muito e a sofrer pressão no fim do jogo. Agora, com a sensação de dever cumprido na primeira partida, a equipe volta as atenções para a partida do próximo domingo, justamente contra a Noruega, às 13h15, em duelo que vai valer a liderança da chave. Uma vitória pode garantir a Seleção Brasileira na próxima fase da competição.

Um pentacampeão pelo outro…


Em um só dia, a torcida cearense perdeu um pentacampeão e ganhou outro. Pouco menos de duas semanas após o anúncio e apresentação de Belletti pelo Ceará, o lateral de 35 anos anunciou pelo seu twitter pessoal que está se aposentando do futebol profissional. Depois de debater o assunto com os familiares, o jogador decidiu desistir do projeto que tinha junto ao clube nordestino. Segundo ele, as dores no tendão de Aquiles foram mais fortes que sua vontade de continuar nos gramados.

Por mais que eu queira seguir, o corpo não deixa. Encerro hoje minha carreira como jogador de futebol profissional por problemas físicos. O entusiasmo, a força de vontade e a superação nao conseguem ser mais fortes do que as dores. Peço desculpas ao Ceará e seus torcedores por não poder cumprir o contrato. E agradecer a diretoria do clube pela oportunidade.

Belletti foi revelado pelo Cruzeiro, mas se destacou mesmo para o futebol nacional no São Paulo, a partir de 1996. No clube do Morumbi, conquistou três títulos estaduais e um Rio-SP. Em 1999, passou pelo Atlético/MG e foi eleito um dos melhores jogadores do Campeonato Brasileiro. Disputou a Copa do Mundo de 2002, como reserva do capitão Cafu. Na Europa, jogou no Villareal, Barcelona e Chelsea. Seu último clube, pelo qual atuou efetivamente, foi o Fluminense.

Se por um lado a notícia é triste, por outro as boas novas são motivo de confiança para o time da ‘Carroça Desembestada’. O zagueiro e volante Edmílson se reúne com a diretoria cearense nessa terça-feira para fazer as avaliações físicas e finalizar sua contratação. Segundo o presidente Robinson de Castro, o experiente atleta se apresenta na tarde dessa mesma terça.

Antes de atuar pelo Vovô, Edmílson passou por São Paulo e Palmeiras no país e se destacou em grandes clubes europeus, tais como Lyon, da França, e Barcelona e Villareal, da Espanha. Teve grandes passagens também na Seleção Brasileira. Assim como Belletti, também fez parte do elenco campeão na Copa do Japão e Coréia, pelo Brasil em 2002. Foi titular do time comandado por Luiz Felipe Scolari. Na Copa de 2006, uma lesão no joelho provocou o seu corte, a menos de 15 dias da estreia.

“Voltamos à nossa realidade. Não podemos iludir os torcedores. Conseguimos algumas vitórias, mas foi aos trancos e barrancos.”


Somente pela forte porém realista declaração do atacante sãopaulino Dagoberto após o término do clássico já dá para se tirar uma boa conclusão de como as coisas se sucederam no confronto entre Corinthians e São Paulo na tarde de domnigo, no Pacaembu. Confronto esse entre um experiente e descansado Timão e um Tricolor não menos embalado, líder da competição, entretanto, com muitos desfalques e repleto de garotos.

Com uma série de desfalques importantes, tais como o craque Lucas, servindo à Seleção, Rhodolfo, Miranda e Henrique Miranda, contundidos, Rodrigo Souto e Juan, suspensos, o técnico Paulo César Carpegiani quebrou a cabeça para montar o time titular. E ainda teve de lidar com mais uma ausência de última hora. Casemiro, com amidalite, também não pôde ir à campo. Mesmo assim, o treinador optou por manter no banco de reservas os experiente Ilsinho e Rivaldo, para colocar no time titular jovens como o meia Rodrigo Caio, de apenas 17 anos, que jamais havia sequer jogado entre os profissionais. Do lado corintiano, também uma baixa. O recém contratado Alex, não teve sua documentação regularizada e não pôde estrear. Contudo, o time da última vitória frente ao Flu, duas rodadas atrás, foi mantido.

E o Timão foi para a pressão desde o início de jogo. Marcando desde o campo de defesa adversário, os comandados de Tite dominaram as ações desde o começo. Logo no primeiro minuto, o volante Paulinho, com um belo chute de fora da área, obrigou Rogério Ceni a fazer ótima defesa no seu canto direito. Rogério, aliás, que alimentava a esperança de marcar, novamente, seu centésimo gol na carreira diante do Corinthians. Dessa vez, pela contagem da Fifa, que não considera dois gols do arqueiro marcados em amistosos. Do lado tricolor, Wellington não dava espaços para Jorge Henrique e o estreante Rodrigo Caio colou no experiente e ex-sãopaulino Danilo, com o objetivo de diminuir a criatividade da armação corintiana. Do lado esquerdo, o outro garoto Luiz Eduardo atuou improvisado na lateral esquerda e conseguia segurar Willian.

Mesmo bem postada, a equipe jogava de forma excessivamente defensiva, e chamava o Corinthians para cima. Tanto que o goleiro Júlio César pouco trabalhou. E apenas em contra-ataques. Aos 28, a maior chance dos visitantes. Em cruzamento de Marlos vindo da direita, Dagoberto apareceu na pequena área com boas condições para marcar, mas acabou furando e perdendo boa chance. A marcação sãopaulina era forte. Mas acabou por se abalar em dois lances pontuais. Depois de ser punido com cartão amarelo por se desentender com Paulinho em um deles, no outro, aos 40 minutos, Carlinhos Paraíba recebeu o vermelho ao fazer falta dura em Welder. Rogério foi ao desespero, reclamou muito e foi advertido com um cartão amarelo pelo árbitro Rodrigo Braghetto.

Na volta para o segundo tempo, os mandantes mantiveram a mesma pressão. Na verdade, pressão ainda maior, pela vantagem numérica dos atletas em campo. E não demorou para sair o primeiro gol do clássico. Antes de se completar o segundo minuto jogado, a bola foi cruzada rasteira da esquerda, Danilo conseguiu se livrar da marcação de Rodrigo Caio, clareou para o chute de pé direito, mas ainda deu um drible desconcertante do zagueiro Bruno Uvini, antes de bater colocado com a esquerda, sem nenhuma chance de defesa para um batido Rogério Ceni.

O gol abalou o São Paulo e a inexperiência de seus jogadores, somada ao fato de estar com um homem a menos em campo fez com que o time se reprimisse em demasia e chamasse o adversário para cima. Aos oito minutos, o Corinthians dobrou a vantagem. Após cobrança de escanteio, Paulinho subiu mais que a defesa, cabeceou no canto, obrigando Rogério a fazer boa defesa mas espalmar para frente, no pé de Liédson que, com uma cavadinha, fez o segundo gol corintiano. O gol afundou o Tricolor. Aos 14 minutos, Ralf soltou um balasso de fora da área, carimbando a trave. Na continuação da jogada, a bola voltou aos pés alvinegros, pela direita, Danilo acionou Liédson na área. O camisa 9 girou para cima de Xandão e mandou uma pancada de pé direito. 3 a 0.

Carpegiani, atônito com o que via, ainda tentou fazer algo. Mantendo, como sempre, Rivaldo inutilizado, o treinador mandou à campo Ilsinho e Henrique. Mas nada mudou. Um impiedoso Corinthians continuava pressionando no ataque. Aos 34 minutos, mais uma vez Danilo. Em boa jogada, dessa vez pela esquerda, o camisa 20 cruzou na área e achou mais uma vez Liédson, para o atacante só empurrar para as redes e anotar seu ‘hat-trick’. Dois minutos depois, o ato final. Jorge Henrique carregou na intermediária, ajeitou e disparou um chute forte. A bola foi em cima de Rogério, que se atrapalhou com o efeito e acabou por engolir um belo frango. Peru. Para fechar a goleada e a queda da invencibilidade e dos 100% de aproveitamento do São Paulo. Corinthians 5 x 0 São Paulo.

Ainda invicto, o Timão permanece na segunda posição, com 13 pontos ganhos e um jogo a menos. Foi a quarta vitória em cinco jogos, com um empate e nenhuma derrota. O próximo compromisso do time de Parque São Jorge já é na próxima quarta-feira, fora de casa, diante do Bahia, em Pituaçu. Já o São Paulo, apesar da vexatória goleada, se mantém na liderança do torneio, dois pontos a frente do rival. Também na próxima quarta, o Tricolor recebe o Botafogo, no Morumbi.

Nos outros jogos da rodada de número seis, outro atropelamento. O Flamengo conseguiu espantar a crise goleando o Atlético/MG, no Engenhão. Contando com boa atuação de Ronaldinho Gaúcho, o que há muito não acontecia, o Rubro-Negro fez 4 a 1 pra cima do Galo e entrou para o grupo dos oito melhores do Brasileirão. O Cruzeiro estreou o novo treinador e ‘Papai Joel’ estreou com o pé direito na Raposa. 2 a 1 frente ao Coritiba, em Sete Lagoas. O Botafogo conseguiu se manter na parte de cima da tabela ao bater o Grêmio, também no Engenhão. O Santos não jogou mais uma vez. Ainda devido à participação na final da Taça Libertadores,o Peixe teve seu jogo diante do América/MG, adiado para o começo de julho. E o Palmeiras decepcionou. O time verde foi até Fortaleza e acabou surpreendido pelo Ceará. 2 a 0 para o time da casa e os comandados de Luiz Felipe Scolari perdem a chance de encostar no líder.

RODADA 6
>Sábado – 25/06/2011
Cruzeiro 2 x 1 Coritiba – Arena do Jacaré/Sete Lagoas(MG)
Flamengo 4 x 1 Atlético/MG – Engenhão/Rio de Janeiro(RJ)
Atlético/PR 0 x 2 Bahia – Arena da Baixada/Curitiba(PR)

>Domingo – 19/06/2011
Corinthians 5 x 0 São Paulo – Pacaembu/São Paulo(SP)
Inter 4 x 1 Figueirense – Beira-Rio/Porto Alegre(RS)
Botafogo 2 x 1 Grêmio – Engenhão/Rio de Janeiro(RJ)
Ceará 2 x 0 Palmeiras – Presidente Vargas/Fortaleza(CE)
Avaí 0 x 1 Fluminense – Ressacada/Florianópolis(SC)
Atlético/GO 0 x 1 Vasco – Serra Dourada/Goiânia(GO)

>Sábado – 02/07/2011
Santos x América/MG – Vila Belmiro/Santos(SP)

CLASSIFICAÇÃO P
1 São Paulo 15
2 Corinthians 13
3 Palmeiras 11
Botafogo 11
Vasco 11
6 Figueirense 10
Flamengo 10
8 Fluminense 9
Internacional 9
10 Atlético/MG 8
Bahia 8
12 Atlético/GO 7
Grêmio 7
Ceará 7
15 Cruzeiro 6
16 Santos 5
América/MG 5
18 Coritiba 4
19 Atlético/PR 1
Avaí 1

Maikon Leite é do Palmeiras!!

Diego Ribeiro
GLOBOESPORTE.COM


Dois dias depois de comemorar o tricampeonato da Taça Libertadores com o Santos, o atacante Maikon Leite já vive novo desafio em sua curta carreira profissional. Acertado com o Palmeiras desde janeiro, o novo camisa 7 alviverde foi apresentado nesta sexta-feira, na Academia de Futebol. Empolgado, Maikon chegou avisando que pode ser o novo talismã da equipe de Luiz Felipe Scolari.

Nem o fato de o Santos disputar o Mundial de Clubes faz o reforço se arrepender da transferência. Com um ânimo fora do comum, Maikon Leite espera enfrentar o Barcelona, sim, mas no ano que vem, vestindo a camisa do Palmeiras. O presidente Arnaldo Tirone e o vice Roberto Frizzo acompanharam a apresentação. De 6 meses para cá, quando fez o acerto com o Verdão, ele continuou jogando no Santos e chegou a ser titular quando Neymar estava com a Seleção Sub-20, no Sul-Americano da categoria. Maikon assinou até a metade de 2016, com uma multa rescisória alta, na casa dos R$ 136 milhões para o mercado internacional, e R$ 60 milhões para negociação dentro do Brasil. O feriado impediu que ele fosse registrado na CBF e tivesse seu nome no BID (Boletim Informativo Diário) da entidade. Assim, ele não tem condições de enfrentar o Ceará neste domingo. A estreia deve ocorrer na próxima quinta-feira, em partida contra o Atlético-GO, no Canindé.

Desde que assinei, fui profissional com o Santos, saí pela porta da frente e estou entrando aqui também pela porta da frente. Sou pé-quente, venho de um título e quero ganhar mais. Quero ganhar Sul-Americana, Brasileiro, e chegar à Libertadores no ano que vem. Quero o bi da América. Vim atrás de títulos, quero chegar à Libertadores em condições de brigar por título. Tenho cinco anos de contrato, então dá tempo de chegar lá.


Antes de chegar ao Palmeiras, o atacante se destacou no Santo André e passou por Santos e Atlético/PR. Em sua ainda curta carreira, Maikon já tem duas graves lesões no currículo e uma superação impressionante. No dia 17 de agosto de 2008, na partida contra o Flamengo, na Vila Belmiro, válida pelo Campeonato Brasileiro de 2008, o jogador sofreu um rompimento em todos os ligamentos do joelho direito, afastando-o dos gramados por oito meses. Já em 2009, no dia 21 de junho, na partida contra o Atlético Mineiro, válida pela 7ª Rodada do Campeonato Brasileiro, o atleta sofreu um rompimento no ligamento cruzado anterior do joelho direito, afastando-o dos gramados com data prevista para retorno em janeiro de 2010. Ambos pelo time de Vila Belmiro.

a,e, i… agora o Peixe é Tri!!!

Adilson Barros e Julyana Travaglia
GLOBOESPORTE.COM


Um esquadrão branco, com um ataque genial, imprevisível, artilheiro. Muitas vezes, o Santos foi descrito assim nos anos 60, quando Pelé e seus companheiros chacoalharam a América. O mesmo texto agora, 48 anos depois, serve para o time de Neymar, Ganso, Elano, Léo, Dracena, Arouca, Durval, Rafael. Sim, o Santos é, novamente, campeão da Taça Libertadores. Tricampeão.

Buscando acabar logo com o nervosismo e a angústia das arquibancadas, o Santos entrou em campo querendo um gol rápido. Os comandados de Muricy Ramalho acreditavam que, na pressão, o Peñarol se abriria. Puro engano. Apesar de boas investidas e jogadas inspiradas de Ganso, que acertou ótimos passes, faltou o chute certo. Os números dos primeiros 45 minutos ratificaram o domínio santista. O Peixe teve 67% de posse de bola, contra 33% do seu rival. Foram oito arremates ao gol uruguaio, contra apenas um dos carboneros.

O astro Neymar esteve sempre cercado por três jogadores. Gingava de um lado para o outro sem conseguir abrir o espaço. À medida que o tempo passava e o gol não saía, o Pacaembu ia murmurando, apreensivo. O goleiro Sosa brilhou em cobrança de falta de Elano da entrada da área aos 19. O Peñarol, limitado tecnicamente, se resumia a bloquear as investidas do adversário. Segurava o Santos, tentava encaixar um contra-ataque, que não veio em toda a primeira etapa. Assim, o jogo ficou morno. O Peixe murchou, perdeu o ritmo e passou a errar alguns passes, Arouca, visivelmente em uma má noite, principalmente. Mas quem disse que seria fácil? Era final de Taça Libertadores.

Má noite? Logo no terceiro minuto da etapa complementar, o camisa 5 mostrou o verdadeiro Arouca. E lá veio ele, em desabalada carreira. Uma arrancada mágica, uma tabela esperta com Ganso, que tabelou de letra, Arouca passou para Neymar, que, enfim, soltava o grito preso na garganta do torcedor nas arquibancadas. Um chute rasteiro no contrapé do goleiro. Neymar, histórico. Em seu camarote no Pacaembu, Pelé vibrava, reverenciando seu sucessor. Em campo, o craque alvinegro chupava o dedo, homenageando Mateus, que chega em novembro. O filho do ídolo santista vai nascer campeão continental.

O jogo continuou. Claro. Faltavam ainda longos minutos. Nas arquibancadas se abraçavam e choravam. Não dava para fazer os ponteiros correrem mais rápido? Não dava. Então, o Peixe tratava de dar as cartas em campo. A diferença técnica entre os times era gritante. O Santos, agora, tinha espaços para matar o jogo. O Peñarol tinha dificuldades para sair jogando. Não parecia possível o título escapar. Absolutamente. O Santos continuava em cima, muito melhor, trocando passes, colocando os uruguaios na roda. Então, aos 23 minutos, Danilo arrancou pela direita, deixou o marcador para trás, cortou para dentro e entrou para a história. Pé esquerdo, canto direito do goleiro. Nova explosão no Pacaembu. Choro, abraços. O título ainda mais próximo.

Mas nada com o Santos foi fácil nessa Libertadores. Faltando dez minutos para o final, o Peñarol mostrou suas garras. Numa escapada pela direita, a bola cruzada, desvia em Durval, que tentou rebater e entra. A partir daí, os uruguaios esboçaram uma pressão em busca pelo gol de empate, que levaria a partida à prorrogação. Mas, foi apenas um susto passageiro. Logo o Peixe retomou o dominio e teve até chances para marcar mais gols, principalmentes em chances inacreditáveis com Paulo Henrique Ganso, que perdeu chance de dentro da pequena área, Neymar, que em contra-ataque acertou caprichosamente a trave, e com Zé Eduardo, que teve sua última chance de gol com a camisa do Peixe (já que está vendido para o Genoa, da Itália) no rebote desse mesmo chute na trave de Neymar. Não precisou. O árbitro encerrou o jogo e decretou o tricampeonato santista. Santos 2 x 1 Peñarol.

Após o apito final, cenas fortes e totalmente desnecessárias. Jogadores das duas equipes trocaram agressões em campo, em uma intensa e extremamente violenta batalha campal, diante de uma Polícia Militar que pouco fez para conter os brigões. Conflito esse que, no entanto, não acabou com o brilho da conquista do Peixe.

O Peixe e sua nova geração de ouro caminham a passos largos para ser campeão de tudo em 2011. No início do ano, manteve a supremacia em São Paulo. Agora, tornou-se rei da América. O terceiro passo poderá ser dado em dezembro, quando a equipe de Muricy Ramalho terá o Mundial de Clubes da Fifa pela frente e, provavelmente, o temido Barcelona. Será a chance de poder ver um duelo fabuloso: Neymar x Lionel Messi. Parabéns, Santos e santistas. A América, de novo, é de vocês.

Cuca cai..Joel é o novo técnico do Cruzeiro!!!

GLOBOESPORTE.COM


O técnico Cuca não conseguiu suportar a pressão e não segue a frente do Cruzeiro. O treinador pediu demissão do cargo úm dia após o empate com o América-MG, em 1 a 1, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. À frente do Cruzeiro, Cuca conquistou o Campeonato Mineiro e o vice-campeonato brasileiro. E a Raposa não demorou a definir seu substituto. Ainda na tarde de domingo, a equipe já tinha novo treinador. Joel Santana. Joel Natalino de Santana, 62 anos, nascido no dia 25 de dezembro – por isso o segundo nome, em homenagem à data.

‘Papai Joel’ chegou animado ao seu novo clube. Na primeira entrevista como treinador do Cruzeiro, soltou diversas pérolas e, também, falou sério ao comentar o mais novo desafio da carreira de 30 anos à beira do gramado. Disse, por exemplo, que teve sorte ao ser o eleito pelo presidente Zezé Perrella para assumir a vaga de Cuca, mas ressaltou que o dirigente também teve sorte de tê-lo escolhido. Ele ressaltou que comandar o Cruzeiro será a “cereja do bolo” de uma carreira vitoriosa, durante a qual passou por diversos clubes, em várias regiões do país. Depois de rodar por diversos estados, pela primeira vez vai trabalhar no futebol mineiro. Assinou contrato de seis meses com o Cruzeiro e chegou falando em conquistar uma vaga na Libertadores de maneira mais ambiciosa: conquistando o título do Campeonato Brasileiro, não apenas ficando no G-4. O último time de Joel Santana foi o Botafogo. No time carioca, o treinador esteve entre 2010 e 2011. Antes disso, foi o comandante da Seleção da África do Sul, na preparação para a Copa de 2010.

“Tenho meus métodos, minhas manias, meus hábitos. Tenho a prancheta, faz parte da história. Como deixar de lado um objeto que me ajudou a ser campeão oito vezes? Então, só porque agora as coisas estão melhores vou colocá-la debaixo da gaveta? É ela que coloca comida lá em casa. Sou um homem realizado, já atingi meus objetivos. Não sairia da minha casa e mudaria de estado se não acreditasse no meu trabalho. Futebol é igual a romance, você só sabe quando está nele. Via tudo de fora, mas preciso conversar com os jogadores. Vamos jogar com o que tivermos de melhor, pois queremos vencer. Vamos ter o primeiro contato com os jogadores. É difícil, mas não temos tempo: é arregaçar as mangas e começar a trabalhar.

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