Arquivo para 13 de maio de 2011

Urgente! Carpegiani não é mais técnico do São Paulo!!


O clima ficou mesmo insustentável após a eliminação da Copa do Brasil e Paulo César Carpegiani foi demitido já nessa sexta-feira do cargo de técnico do São Paulo. Na verdade, a informação é que o treinador ainda nem foi informado oficialmente. Apóa a partida, Carpegiani não voltou para a capital paulista, foi direto para Porto Alegre, passar a folga com a família, já que o elenco se apresenta apenas na segunda-feira. Porém, a diretoria tricolor já se reuniu e definiu pela dispensa, que deve ser informada ao mesmo nessa tarde.

Em sua segunda passagem pelo São Paulo, Paulo César Carpegiani disputou 38 jogos, com 24 vitórias, quatro empates e dez derrotas. No total, contando com a passagem de 1999, são 106 jogos, 65 vitórias, 13 empates e 28 derrotas. E nenhum título. Um dos maiores fatores que fizeram com que a dmeissão se concretizasse foi a resistência do agora ex-técnico sãopaulino para com o experiente Rivaldo. Carpegiani o mantinha no banco e o colocava em campo apenas por poucos minutos. Após a partida de ontem, na derrota para o Avaí que custou a eliminação na Copa do Brasil, o meia de 39 anos desabafou e se disse humilhado por não ter tido a chance de entrar e ajudar os companheiros. Nas declarações pós-jogo, O então treinador entrou em contradição, pois chegou a afirmar que um dos fatores pela derrota foi o fato do time ser muito jovem e não ter sabido segurar e cadenciar a bola quando estava com vantagem. Para isso, tinha Rivaldo lá, mas não foi lhe dada essa oportunidade.

Para a sucessão de Carpegiani, alguns nomes já são comentados nos bastidores do São Paulo. Ney Franco, que dificilmente largaria a Seleção Sub-20, e Joel Santana, atual desempregado, são os nomes com menos força. Os mais fortes são de Dorival Júnior, atualmente no Atlético/MG mas que tem como os altos salários um grande empecilho, e Cuca, esse mais provável até por não estar em um bom momento no Cruzeiro. Porém, se comenta também que esse último não teria o apoio total do líder e capitão Rogério Ceni.

O pesadelo de Carpa…

Marcelo Prado
GLOBOESPORTE.COM


Precisando de uma vitória por dois gols de diferença por perder o jogo de ida por 1 a 0 no Morumbi, Silas resolveu arriscar no Avaí. Com o reforço do meia Marquinhos, que atuou graças a um efeito suspensivo, o técnico acou o volante Acleisson para colocar o camisa 10 ao lado de Estrada na armação. Além disso, Julinho, que atuou como lateral-esquerdo no Morumbi, formou dupla de ataque com William. No São Paulo, Carpegiani promoveu os retornos de Lucas e Fernandinho na frente, com Marlos como opção no banco de reservas.

As duas equipes começaram a partida em alta velocidade. O Avaí, por ter a necessidade de reverter o prejuízo, e o São Paulo, pela característica de seus jogadores, que não conseguem valorizar a bola, jogaram sempre buscando o ataque. Jogando em casa, o time catarinense também aproveitou para pressionar a arbitragem. A cada marcação do gaúcho Márcio Chagas da Silva, um dos atletas pressionava o juiz, que teve trabalho com a forte pegada do Avaí. Para se ter uma ideia, o anfitrião teve três atletas recebendo cartões amarelos na primeira parte da etapa inicial. No seu primeiro ataque, o São Paulo abriu o marcador. Aos 15, Dagoberto cobrou falta pela direita, sofrida por Jean, e Casemiro, de cabeça inaugurou o marcador.

Na saída de bola, Estrada recebeu na esquerda, foi ao fundo e cruzou na cabeça de William, que testou no canto direito de Rogério, que ficou estático, sem reação: 1 a 1, e a torcida do Avaí, que estava calada, voltou para o jogo. A partir daí, o duelo ficou complicado para o São Paulo. O time não conseguia manter a posse de bola. O esquema com Lucas aberto pela direita e Fernandinho pela esquerda não resultou o efeito esperado porque as duas peças não entraram no jogo. Dagoberto, o mais lúcido do time, pouco podia fazer sozinho. Aos 30, o Avaí ficou em vantagem no marcador. Após cobrança de escanteio de Marquinhos pela esquerda, Bruno Silva cabeceou, e Xandão e Carlinhos Paraíba, que estavam na linha do gol, não conseguiram fazer o corte: 2 a 1. Daí para frente, até o final do primeiro tempo, o Avaí tomou conta do jogo. Carpegiani deu sorte de não ver o time levar o terceiro gol para tentar arrumar as coisas no vestiário.

Tentando dar ritmo ao time e fazer a bola parar no ataque, Carpegiani sacou Fernandinho, visivelmente fora de forma, para colocar Marlos. Mas, como no primeiro tempo, o São Paulo mal teve tempo para respirar. Tão logo a bola saiu, Diego Orlando desceu pela direita e cruzou para a área. A defesa mais uma vez marcou bobeira, e a bola sobrou para Marquinhos Gabriel, que bateu no canto esquerdo de Rogério Ceni: 3 a 1. A Ressacada explodiu de felicidade, afinal era o placar que o Avaí precisava para se classificar.

Carpegiani, no banco de reservas, se desesperou. Mudou o esquema tático, saindo do 3-5-2 para o 4-4-2, com a entrada de Henrique na vaga de Xandão. Aos seis minutos, o time teve uma chance de ouro para marcar o segundo e voltar a ser o dono da vaga. Marlos tocou para Dagoberto, que deu brilhante assistência a Jean. Este, cara a cara com Renan, bateu para fora. Preocupado com o crescimento do São Paulo, Silas mexeu no Avaí, sacando o meia Estrada para a entrada do volante Acleisson. Isso fez mal ao time, que perdeu o controle da bola, até então absoluto até o terceiro gol.

À medida que o tempo passava, o jogo ganhava uma característica interessante. O São Paulo forçava muito pelo lado esquerdo, com Juan e Marlos. Lucas continuava fazendo apenas figuração no gramado. E o Avaí, quando tinha a bola, não tinha mais a tranquilidade para tocar e esperar um contra-ataque para matar o jogo. Isso muito porque o meia Marquinhos, um dos melhores em campo, cansou e foi substituído. No São Paulo, Carpegiani colocou Willian José na vaga de Marlos, com quem havia se desentendido anteriormente. E Rivaldo, que não foi aproveitado, ficou bastante chateado. O Tricolor ainda pressionou no final, mas o gol salvador não saiu. E o dono da casa quase fez o quarto aos 41 minutos, em cobrança de Acleisson, que foi na trave. Mesmo sem ampliar no fim, o Avaí comemorou, pois segue na briga para conquistar o título mais importante de sua história. Avaí 3 x 1 São Paulo. O Avaí segue firme na busca por um lugar na Libertadores de 2012.

Depois de ser eliminado na semifinal do Campeonato Paulista pelo Santos, a equipe viu o sonho de conquistar o título inédito se transformar em pesadelo. A vida não será nada fácil para os jogadores tricolores e principalmente para o técnico Paulo César Carpegiani que, além de não ser unanimidade dentro do próprio elenco, é muito criticado por conselheiros e torcedores. Não será nenhuma surpresa se ele deixar o comando do time. Além disso, a ira de um certo jogador contra Carpegiani fez com que o clima ficasse ainda pior na saída do estádio da Ressacada. Rivaldo, de 39 anos, ficou no banco de reservas durante os 90 minutos de jogo e mostrou toda a sua insatisfação.
“Nunca fui tão humilhado. Aos 39, não precisava passar por isso. Fui duas vezes para o aquecimento na esperança de entrar e ele não me colocou. Mereço respeito. O jogo estava nas nossas mãos. Eu poderia ter entrado e acalmado os companheiros, mas não tive a oportunidade.

O treinador, ao saber do desabafo do meia, foi duro e breve.
“O Rivaldo faz parte do elenco e é opção minha escalar ou não. Mas é em um momento como esse que vemos o caráter das pessoas.

Ao ouvir o comandante, Rivaldo voltou a falar com a imprensa e se defender, dizendo que ao mostrar insatisfação não desrespeitou ninguém.
“Ele está equivocado. Sou um grande jogador, fui eleito o melhor do mundo, nunca criei confusão com ninguém, agora não estou aqui só para tirar foto com torcedor. Realmente é humilhante ver o time perder em campo e não poder fazer nada. E quando falo isso, não estou querendo questionar o que ele faz. Não vejo problema em continuar trabalhando com ele. Ele expôs o pensamento dele. Não desrespeitei e não passei por cima de ninguém.


O adversário do Avaí na semifinal é o Vasco. Foi sofrido, sem vitória, mas os comandados de Ricardo Gomes se aproveitaram bem do regulamento e eliminaram o Atlético-PR nas quartas de final da Copa do Brasil com um empate de 1 a 1, nesta quinta-feira, em São Januário. Como fez dois gols na casa do adversário, no empate por 2 a 2 da semana passada na Arena da Baixada, em Curitiba, o time carioca garantiu sua vaga nas semifinais da competição. O herói da classificação foi Elton, que começou no banco e foi o autor do gol de cabeça que deu a igualdade no marcador num momento crítico da partida, aos 34 minutos da etapa final. Nieto havia feito o do time paranaense, seis minutos antes. O primeiro jogo na luta para chegar à final será em São Januário e o segundo em Florianópolis.