Arquivo para 2 de maio de 2011

GP de São Power…

eBand.com.br


O australiano Will Power voltou a mostrar a sua força em São Paulo. Pela segunda vez consecutiva, o piloto da Penske venceu a etapa brasileira da Indy, encerrada na manhã desta segunda-feira, após o adiamento da prova neste domingo por conta do mau tempo no circuito do Anhembi, na zona norte da capital paulista. Em seguida, Graham Rahal cruzou na segunda posição, Ryan Briscoe foi o terceiro e Dario Franchitti finalizou na quarta colocação.

O mau tempo em São Paulo na tarde deste domingo, dia 1o., provocou o adiamento da etapa da Indy no Brasil. Depois de uma manhã quente e de sol neste domingo, poucos entre os 41 mil presentes nas arquibancadas ainda acreditavam na previsão de chuva para a Itaipava São Paulo Indy 300 Nestlé. Mas em questão de minutos, nuvens carregadas chegaram ao Anhembi e o que era uma fina garoa logo se transformou em um temporal. Assim que foi dada a largada por Emerson Fittipald, já sob chuva, o S do Samba foi palco de um acidente na primeira curva da prova, após duas voltas sob bandeira amarela. Helio Castroneves acertou o muro na saída da chicane. Depois, Simona de Silvestro ficou prensada por Vitor Meira e bateu no carro de Helinho. Instantes depois, foi a vez de Danica se juntar aos dois, e, no impacto, acertar com a roda traseira o carro de Tony Kanaan. O baiano sofreu uma luxação na mão esquerda, com um sangramento no polegar.

Com a chuva mais forte, às 13h49 a direção de prova colocou a prova sob bandeira vermelha, paralisando a corrida, após quatorze voltas. A organização da prova anunciou, por volta de 17h, que a corrida foi adiada para a manhã de segunda-feira. Esta foi a segunda vitória de Power na temporada. Antes, ele venceu a segunda etapa da Indy, no Alabama. Após ser pole pela quarta vez no ano, ao largar na frente no domingo, o australiano também saiu na primeira colocação no reinício da corrida nesta segunda-feira. Ele chegou a ser ultrapassado na 26a. volta pelo japonês Takuma Sato, caiu para a oitava posição, mas se recuperou e conseguiu garantir a vitória.

Os brasileiros não foram bem na disputa. Vitor Meira terminou em 17o, seguido por Helio Castroneves e Tony Kanaan, 21o e 22o, respectivamente. Raphael Matos e Bia Figueiredo abandonaram a corrida. Além de vencer a corrida, Power também comemorou a liderança do campeonato, com 168 pontos. O segundo colocado é Dario Franchitti, com 154, seguido por Oriol Servia, com 110. O brasileiro mais bem colocado é Tony Kanaan, na sexta posição, com 99. Vitor Meira é o 12o; Castroneves, o 17o.; Raphael Matos é o 18o e Bia Figueiredo é a 26a. colocada no geral.

– Confira a classificação final:

. Will Power (AUS/Penske),
2º. Graham Rahal (EUA/Ganassi),
3º. Ryan Briscoe (AUS/Penske),
4º. Dario Franchitti (ESC/Ganassi),
5º. Oriol Servià (ESP/Newman-Haas),
6º. Mike Conway (ING/Andretti Autosport),
7º. Justin Wilson (ING/Dreyer & Reinbold),
8º. Takuma Sato (JAP/KV),
9º. James Hinchcliffe (CAN/Newman-Haas),
10º. JR Hildebrand (EUA/Panther),
11º. Sebastian Saavedra (COL/Conquest),
12º. Scott Dixon (NZL/Ganassi),
13º. Ernesto Viso (VEN/KV),
14º. Marco Andretti (EUA/Andretti Autosport),
15º. James Jakes (ING/Dale Coyne),
16º. Charlie Kimball (EUA/Ganassi),
17º. Vitor Meira (BRA/Foyt),
18º. Ryan Hunter-Reay (EUA/Andretti Autosport),
19º. Alex Tagliani (CAN/Sam Schmidt),
20º. Simona de Silvestro (SUI/HVM),
21º. Hélio Castroneves (BRA/Penske),
22º. Tony Kanaan (BRA/KV),
23º. Danica Patrick (EUA/Andretti Autosport),
24º. Bia Figueiredo (BRA/Dreyer & Reinbold), abandonou
25º. Raphael Matos (BRA/AFS), abandonou

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Santos e Corinthians decidem o Paulistão!!!

Leandro Canônico e Marcelo Prado
GLOBOESPORTE.COM


Pacaembu, mando de campo do Palmeiras. Torcida completamente verde. Poucos lances e muita confusão. Nervoso, o Verdão entrou em campo “pilhado”, como se diz popularmente. Parecia estar na mesma vibração da torcida, que, irritada com as polêmicas em relação à arbitragem durante a semana, pressionou Paulo Cesar de Oliveira desde a primeira falta marcada em favor do Corinthians. Dentro desse ambiente tenso, Valdivia esquentou ainda mais o clima ao provocar Chicão, ameaçando jogar a bola na cara do zagueiro alvinegro, aos dois minutos. Logo depois, no lance seguinte, Kleber, um dos palmeirenses mais exaltados em campo, foi advertido com o cartão amarelo por falta em Leandro Castán.

Em um raro momento de futebol, o Verdão fez o Timão recuar e arriscou com alguns chutes de fora da área. Ambos com Valdivia. Corinthians, então, tentou explorar a velocidade do trio ofensivo formado por Jorge Henrique, Dentinho e Liedson. Não conseguiu. E, com pouco futebol, sobrou espaço para confusão (e lesões). A partida, aliás, começou a pegar fogo depois que Valdivia deu seu chute no vácuo e sentiu a perna de apoio, no caso a esquerda. Isso foi aos 20 minutos. Logo na sequência, o chileno pediu para sair. Mas antes mesmo de ele ser substituído, houve mais confusão. O zagueiro Danilo deu um carrinho frontal em Liedson e levou cartão vermelho. O corintiano também entrou forte no lance, mas não foi advertido por Paulo Cesar de Oliveira.

Era para Lincoln entrar no lugar de Valdivia, mas Felipão teve de recompor a zaga. Escalou, então, Leandro Amaro, aos 26. Dois minutos depois, porém, o técnico alviverde foi expulso por conta de uma reclamação, seguida de uma discussão acalorada com Tite. Inconformado com a expulsão, Felipão fez jogo duro. Só deixou o banco de reservas depois que Policia Militar chegou. Sem espaço para o futebol, Palmeiras e Corinthians fizeram um primeiro tempo pouco produtivo, mas bastante aguerrido. Tanto que, aos 38 minutos, o Verdão perdeu mais um jogador por lesão. Foi Cicinho, que sentiu a coxa direita e deixou o campo para a entrada de João Vitor.

Os 15 minutos de intervalo serviram para acalmar os ânimos das duas equipes, em especial do Palmeiras. Com outra postura, o Verdão foi para cima do Timão e por muito pouco não abriu o marcador aos seis minutos. Marcos Assunção bateu falta com perfeição e obrigou Julio Cesar a se esticar todo para defender. E foi do escanteio provocado por essa espalmada que saiu o gol do Palmeiras, que sufocou o rival nos minutos iniciais do segundo tempo. Aos sete, Marcos Assunção cobrou fechado, e Leandro Amaro, zagueiro que entrou na vaga do machucado Valdivia, desviou de cabeça na primeira trave.

O gol inflamou a torcida alviverde na arquibancada do Pacaembu. A cada lance, a cada desarme, a cada chute, a vibração era enorme. Ao Corinthians, então, restou tentar uma reação. E para melhorar a ligação do meio de campo com o ataque, Tite sacou Alessandro e mandou a campo o peruano Luis Ramírez. Logo na sequência, Tite sacou Dentinho e escalou Willian. Mas o Palmeiras estava vibrante. Mesmo com um jogador a menos, a equipe de Felipão não dava espaços para o rival alvinegro.

Porém, aos 19, o predestinado William mostrou seu valor mais uma vez, e empatou o jogo. Após cobrança de escanteio de Jorge Henrique, Willian desviou de cabeça. A zaga chegou a tirar a bola, mas o auxiliar levantou a bandeira, correu para o meio e confirmou o gol: 1 a 1. Os palmeirenses, no entanto, reclamaram.

Com o empate do Corinthians, o jogo ficou mais aberto. E o Palmeiras voltou a arriscar alguns chutes. Luan assustou aos 25, Kleber aos 27… Mas a melhor chance mesmo saiu dos pés de Marcos Assunção. O volante cobrou falta aos 38 minutos, e Julio Cesar viu a bola raspar o seu travessão. O Timão ainda fez uma pressão no final, mas a decisão foi mesmo para os pênaltis. Cinco pênaltis para cada lado, todo mundo foi para as redes. Os gols alvinegros foram marcados por Chicão, Willian, Fábio Santos, Leandro Castán e Morais. Pelo Palmeiras, Kleber, Marcos Assunção, Márcio Araújo, Luan e Thiago Heleno marcaram. Na primeira cobrança alternada, João Vítor desperdiçou e Julio César fez a defesa. Ramírez converteu a sexta penalidade corintiana e colocou o time de Parque São Jorge na decisão do Campeonato Paulista. Palmeiras 1 (5) x (6) 1 Corinthians.

A primeira partida será no próximo domingo, dia 8 de maio, no estádio do Pacaembu. E o jogo de volta no dia 15, na Vila Belmiro, na Baixada Santista. Isso porque o adversária corintiano na decisão foi definido no sábado, e é o Santos. Jogando com sua força máxima e contando com mais qualidade técnica do que o São Paulo, o Peixe soube suportar a pressão do adversário, que teve muita correria e pouca criatividade, e, contando com uma ótima alteração de Muricy Ramalho no intervalo, venceu com justiça no Morumbi.

Até os 15 minutos da etapa inicial, os dois times jogaram em alta velocidade, buscando o ataque e deixando espaços defensivos. No Tricolor, Paulo César Carpegiani mudou o esquema tático. Em vez do tradicional 3-5-2, o time foi postado com duas linhas de quatro, com Xandão fazendo o papel de falso lateral pela direita. No Peixe, Muricy Ramalho não quis saber de poupar e mandou força máxima a campo. O São Paulo apostava na movimentação constante dos seus homens de frente, mas faltava uma peça para pensar o jogo. Marlos, apesar de ter vontade, errava muitos passes. Como a bola não chegava, Dagoberto tinha de recuar para buscar o jogo. Do lado santista, Ganso não tinha liberdade para jogar, e Neymar, caindo pela esquerda, não conseguia criar lances de perigo, pois Xandão ficava parado no setor.

No intervalo, Muricy, que tem uma história vitoriosa no São Paulo, principalmente por causa da conquista de três títulos brasileiros, foi homenageado pela torcida tricolor, que gritou seu nome. Ele acenou, devolvendo o carinho, e afirmou que isso não tem preço. Preocupado com o avanço do São Paulo na etapa inicial, o técnico do Santos resolveu mexer, sacando o inoperante Zé Eduardo para colocar o zagueiro Bruno Aguiar. Com isso, o time passou a atuar no 3-5-2, e Ganso e Elano adiantaram seus posicionamentos. A mudança fez muito bem ao Santos, que começou o segundo tempo dominando as ações.

O crescimento do Alvinegro se refletiu no marcador aos 15. Após falta de Miranda no meio-campo, o Peixe cobrou rápido e a bola foi lançada para Ganso pela esquerda. Com liberdade, o camisa 10 cruzou na cabeça de Elano, que, sozinho na pequena área, concluiu no contrapé de Rogério Ceni.

Em desvantagem, Carpegiani partiu para o tudo ou nada. Sacou Casemiro, que estava pendurado com um cartão amarelo, e escalou Fernandão. Depois, sacou Marlos e colocou Rivaldo. Escancarado, o São Paulo não esboçou reação e ainda deixou o contra-ataque à disposição do Peixe. E foi assim que, aos 27, a dupla infernal da Vila Belmiro entrou em ação. Neymar escapou pelo meio, fugiu de Xandão, invadiu a área e, com um toque genial, recuou para Ganso, que bateu de pé esquerdo, sem chance para Rogério Ceni. São Paulo 0 x 2 Santos. Antes da decisão estadual, o Peixe volta as atenções para a Libertadores da América. Joga na terça-feira, no México, diante do América local, com a vantagem de ter vencido a primeira partida, na Vila, por 1 a 0.

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