Arquivo para abril \29\UTC 2011

Luz no meio da escuridão…

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(Foto: Photocamera)


Ao contrário do que aconteceu na fase de grupos, o Fluminense entrou com o pé direito na etapa decisiva da Libertadores. Pouco mais de 25 mil torcedores compareceram ao Engenhão para apoiar o time e montar um mosaico onde se lia “guerreiros”, uma homenagem aos jogadores pela vitória sobre o Argentinos Juniors, que garantiu a classificação tricolor às oitavas de final. E a festa da torcida do Fluminense começou antes mesmo de a bola rolar. O motivo? O retorno da iluminação, após um longo apagão no Engenhão. Assim como aconteceu no último fim de semana, no jogo entre o Tricolor e o Flamengo, as luzes do estádio se apagaram. O incidente ocorreu antes mesmo do árbitro apitar o começo do jogo e fez com que a partida tivesse início às 22h55m, uma hora e cinco minutos depois do programado.

A falta de iluminação fez com que os dois times tivessem que ficar por um longo tempo no aquecimento. Os exercícios fizeram bem ao Tricolor que entrou bem quente na partida. Tanto, que logo aos três minutos, o Fluminense, com um gol-relâmpago, fez o apagão ser esquecido. Conca bateu escanteio, Edinho desviou, e Rafael Moura cabeceou para o fundo das redes. O goleiro do Libertad ainda tentou tirar, mas só chegou na bola quando ela já estava dentro da baliza.

O bom início, entretanto, foi apenas uma fagulha de esperança em um jogo movimentado. As duas equipes passaram a fazer um duelo truncado, com muitos erros de passe de lado a lado. Para sorte dos tricolores, as luzes do Engenhão voltaram com bastante força. Se não, era capaz de alguém cair no sono em meio à falta de emoções do duelo. Na primeira etapa, o único motivo de susto para os tricolores foi a lesão sentida por Julio César. Sem nenhum jogador para a posição no banco (Carlinhos está lesionado), Enderson Moreira teve que improvisar Fernando Bob na esquerda.

O Libertad voltou para o segundo tempo disposto a buscar o empate. E a tática era clara: bolas cruzadas para a área, na expectativa por uma falha da defesa tricolor. A estratégia se mostrou acertada. Por duas vezes, Berna não se entendeu com a defesa e saiu em falso. Por sorte, os lances não deram em nada. Contudo, a terceira vez foi fatal. Aos 15 minutos, Bonet cruzou da intermediária, o arqueiro do Flu saiu mal do gol, e Gamarra se antecipou para deixar tudo igual no Engenhão.A paciência da torcida acabou nesse instante. Os torcedores passaram a pegar no pé do goleiro Ricardo Berna e pedir com insistência a entrada de Araújo. E foram atendidos pelo interino Enderson, que colocou o atacante no lugar de Fernando Bob para tornar a equipe mais ofensiva. Araújo ainda dava os primeiros passos em campo quando, aos 27, Marquinho recebeu no meio, driblou o adversário e bateu com categoria para o fundo do gol. As vaias imediatamente se transformaram em gritos de incentivo.

Que aumentaram ainda mais de tom dois minutos depois, quando Conca bateu falta com categoria e fez o terceiro gol, sacramentando a vitória tricolor. Fluminense 3 x1 Libertad.As duas equipes voltam a se enfrentar na próxima quarta-feira, dia 4 de maio, no estádio Defensores del Chaco. O Tricolor pode até perder por um gol de diferença. O mesmo placar do primeiro confronto leva a decisão para os pênaltis. Caso marque dois gols no Paraguai, o time das Laranjeiras pode até perder por dois que seguirá na competição (4 a 2 ou 5 a 3, por exemplo).

Outro brasileiro que se deu bem no jogo de ida das Oitavas da Libertadores foi o Santos. O Peixe não apresentou contra o América-MEX um futebol vistoso, com lances brilhantes. Não foi envolvente como costuma ser. Mas venceu. Uma vitória magra, é verdade: apenas 1 a 0, gol de PH Ganso, com uma bomba certeira de pé esquerdo. O suficiente para jogar por um empate ou até perder por um gol, desde que marque, na partida de volta pelas oitavas de final da Taça Libertadores, terça-feira, às 22h45m (horário de brasília), em Querétaro, a 221 km da Cidade do México. O América, por sua vez, precisa vencer por dois gols de diferença. Se devolver o 1 a 0, leva a decisão para os pênaltis.

Quem se deu melhor ainda, e que faz uma campanha digna de um favorito à conquista do título, é o Cruzeiro. A vitória celeste por 2 a 1, diante do Once Caldas, da Colômbia, em pleno estádio Palogrande, em Manizales, foi suficiente para que o time mineiro ficasse em situação tranquila nas oitavas de final da competição sul-americana. Os gols da Raposa foram marcados por Wallyson e Ortigoza, ambos no segundo tempo. Nuñez descontou para os colombianos. O jogo de volta acontece na próxima quarta-feira, às 21h50m, em Sete Lagoas. Para se classificar, a equipe mineira poderá perder por 1 a 0. O time colombiano precisa vencer por dois gols de vantagem ou por um, desde que marque ao menos três em Minas Gerais. Se vencer por 2 a 1, o Once Caldas leva a decisão para os pênaltis. O vencedor do confronto enfrentará Santos ou América, do México.

E o Inter também trouxe um bom resultado para o Brasil. Chamar de empate o que aconteceu nesta quinta-feira, em um Centenário enlouquecido com a torcida do Peñarol, é simplificar a importância (e a sorte!) do Inter. Valeu como vitória esse 1 a 1 em Montevidéu. Valeu muito, em grande parte, porque o Inter não teve uma atuação das melhores. Corujo fez o gol do Peñarol. Leandro Damião marcou para o Inter. O resultado aproxima o time de Paulo Roberto Falcão das quartas de final da Libertadores da América. Basta uma vitória na próxima quarta-feira, no Beira-Rio. Até o empate, desde que por 0 a 0, serve. Os carboneros buscam a vitória ou empate por mais de dois gols. Novo 1 a 1 leva a decisão aos pênaltis. O classificado enfrentará Grêmio ou Universidad Católica nas quartas.

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Desequilíbrio mágico…

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No terceiro ato dos duelos entre Real Madrid e Barcelona, Lionel Messi foi quem mais uma vez fez mágica, e quem protagonizou o espetáculo, deixando o português Cristiano Ronaldo como mero figurante. Em campo, o confronto não foi diferente das declarações da véspera dadas por José Mourinho e Pep Guardiola. Enquanto o português acusou o espanhol de reclamar dos acertos da arbitragem, o treinador do Barça afirmou que a resposta seria dada dentro de campo. E foi aí que o Barcelona calou o Santiago Bernabéu: com futebol.

O Real Madrid entrou em campo disposto a segurar o ímpeto do Barcelona e chegar ao gol de Valdés nos contra-ataques. Congestionando o meio-campo e segurando as principais peças do rival, a equipe de José Mourinho soube segurar a maior parte do tempo as estrelas do time catalão, principalmente Messi e Xavi, que tiveram pouco espaço para trabalhar a bola. Mas sempre que o argentino ou o espanhol tinham espaço, o Barça chegava com força ao gol do Real Madrid. A primeira bulha do jogo aconteceu aos cinco. O árbitro Wolfgang Stark demorou a assinalar uma falta e os jogadores do Barcelona iniciaram um princípio de reclamação. Mesmo com o Real fechado, o time catalão seguiu melhor.

Assim como gosta, a posse de bola era o forte do Barcelona na partida. O time tinha maior domíno do jogo, mas não chegava de forma contundente ao gol do Real. Sempre que o Barcelona partia para o ataque, os jogadores do Real Madrid se posicionavam atrás da linha da bola, o que dificultava as ações dos visitantes. Em dado momento da etapa inicial, Cristiano Ronaldo chegou a pedir para os companheiros pressionarem os rivais em busca de uma maior posse do “balón”.

A partir dos 30 minutos, o Real acordou na partida e passou a ter mais posse de bola. E foi aí também que os ânimos se acirraram ainda mais no clássico espanhol. Aos 35, Di María cavou uma falta após entrada de Daniel Alves. O brasileiro se irritou e reclamou com veemência. Porém, o lateral-direito só foi advertido aos 38, quando derrubou Özil ao lado da grande área. E a confusão tomou conta do jogo. Além do lance de Daniel Alves, Arbeloa ainda deu um encontrão em Pedro, que foi ao chão reclamando de um soco no rosto. Em meio às discussões, Piqué chegou a agarrar o pescoço de Sérgio Ramos, que tentava evitar brigas entre os mais exaltados. Do lado de fora, José Mourinho apenas sorria de maneira irônica.

Após o término do primeiro tempo, mais uma confusão, desta vez no banco de reservas. O goleiro reserva Pinto deu um tapa no rosto do lateral Arbeloa e acabou expulso. Keita e Valdés separaram os “irritadinhos” e seguiram para o vestiário.

Na volta para a etapa final, Mourinho mudou a equipe. Mas não foi com a entrada de Kaká. O técnico português optou por Adebayor na vaga de Özil, que não repetiu a boa atuação da final da Copa do Rei. E a alteração surtiu efeito e o Real Madrid começou melhor no segundo tempo. Quando parecia que o time merengue teria o seu momento de pressão, o brasileiro natualizado português Pepe foi imprudente em uma entrada em Daniel Alves. O jogador solou o lateral-direito do Barça e levou o cartão vermelho.

Inconformado, José Mourinho não parava de reclamar do lance e chegou a ouvir algumas palavras de Puyol, capitão do Barcelona. De tanto esbravejar na beira do gramado e soltar ironias para o quarto árbitro, o português também foi expulso pelo alemão Wolfgang Stark. Quem também foi advertido, mas com amarelo, foi o lateral-direito do Real, Sérgio Ramos. Por acúmulo de cartões, ele está fora do jogo de volta.

Com um jogador a mais, Guardiola optou por colocar em campo um atleta mais agudo. Affelay entrou na vaga de Pedro aos 25 e, seis minutos depois, ajudou o Barça a abrir o placar. O holandês aproveitou escorregão de Marcelo, avançou para a linha de fundo e cruzou. Messi se antecipou aos zagueiros e tocou para o fundo da rede.

Em vantagem, o Barcelona soube ainda mais tirar proveito do seu futebol de toque e posse de bola. Ora em busca do segundo gol, ora disposto a segurar o marcador para decidir a vaga no Camp Nou. A irritação dos donos da casa também ficou latente com o estilo da equipe catalã. Aproveitando-se do nervosismo dos rivais, a magia de Messi entrou em campo. Aos 41, o argentino passou por Diarra, Sérgio Ramos e Albiol, invadiu a área e tocou na saída de Casillas. Silêncio no Bernabéu. Real Madrid 0 x 2 Barcelona. Para se garantir na final da Champions, o Barcelona pode perder até por um gol de diferença na Catalunha. Para não depender da prorrogação ou dos pênaltis, o Real Madrid necessita vencer por três de diferença.

Juninho é do Vasco!!!

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(Foto: Vasco.com.br)


Agora é oficial, Juninho Pernambucano está de volta ao Vasco. O meia de 36 anos assinou contrato e já tirou foto com a camisa 8. O presidente Roberto Dinamite esteve no Qatar resolvendo os últimos detalhes do acerto, que foi sacramentado na última terça-feira. O jogador deve começar a trabalhar no dia 10 de junho, mas ainda não há data marcada para apresentação oficial.

Juninho abriu mão do alto valor que recebia no Al-Gharafa em nome do desejo de encerrar a carreira em São Januário. Entendendo que a situação do Vasco não permite grandes investimentos, o meia tem garantido apenas cerca de R$ 600 por mês – pouco mais que o salário mínimo brasileiro, que atualmente é R$ 545. Mas o tratamento não é o de um trabalhador comum. Seu contrato terá bonificação por metas alcançadas. Também existe acordo em relação a patrocínios. O jogador terá direito a 50% de futuros contratos com novos parceiros. Além disso, o Reizinho tem um projeto da diretoria para seguir na Colina após o fim da carreira, com um cargo no departamento de futebol.

Juninho volta ao Vasco dez anos depois da despedida, em 2001, quando conquistou o título brasileiro de 2000 – por conta da queda de uma grade no segundo jogo da decisão com o São Caetano, o jogo do título foi disputado em janeiro da temporada seguinte, no Maracanã. O retorno acontece depois de várias tentativas frustradas de reaproximação. Com 295 jogos e 55 gols pelo Vasco, Juninho participou do maior momento da história do clube, a conquista da Libertadores de 1998. Além do Brasileiro de 2000, também conquistou o título nacional de 1997, o Carioca de 1998, o Torneio Rio-São Paulo de 1999 e a Mercosul de 2000.

Não tem Neuer que pare…

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Com defesas espetaculares principalmente no primeiro tempo, o goleiro Neuer tentou roubar a atenção na primeira semifinal da Liga dos Campeões entre Manchester United e Schalke 04, nesta terça-feira, em Gelsenkirchen. Pretendido pelos ingleses para substituir o futuro aposentado Van der Sar, o “paredão alemão” só pôde evitar que a pressão de Rooney, Giggs & Cia. se transformasse em uma goleada.

Manuel Neuer, 25 anos, nascido em Gelsenkirchen e titular da Alemanha na última Copa do Mundo, fez muito provavelmente os melhores 45 minutos de sua carreira. E, quem sabe, garantiu um emprego para a próxima temporada. Em uma primeira etapa de domínio completo, o Manchester United bombardeou o goleiro alemão em inúmeras oportunidades. Das 11 finalizações, sete foram para o gol. Nenhuma passou da muralha alemã. Nos primeiros minutos, no entanto, o Schalke também atacava. Teve chances aos 30 segundos, seis e oito minutos. E foi só. A partir de então não mais se ouviu falar de Raúl, Edu ou Farfán, carrascos de Valencia e Inter de Milão nas fases anteriores. Sem o titular Höwedes, fora de campo, era a zaga que sofria. E Neuer, é claro, trabalhava.

Depois de muitas participações importantes, entretanto, a A grande intervenção de Neuer estava reservada para os 27 minutos. Vidic cruzou já dentro da área e Giggs apareceu de surpresa. Mesmo com muita gente encobrindo sua visão, o arqueiro esticou o braço em lance de puro reflexo. A defesa impressionou e fez parecer as restantes comuns.

Os times voltaram iguais para o segundo tempo. Não era de se esperar, portanto, que algo fosse diferente em campo. Logo com um minuto, Evra desviou de cabeça e colocou Neuer para “aquecer”. Aos cinco, Chicharito resolveu “quebrar” o pacto de Neuer quando dominou na grande área e mandou para as redes. O gol não valeu – o mexicano estava mesmo impedido –, mas mostrou ao menos que aquela rede poderia balançar. O Schalke era tímido em suas investidas e não conseguia achar espaços na defesa do Manchester, ainda não vazada em seis jogos fora de casa nesta edição da Liga dos Campeões.

O Manchester também não se satisfazia com o 0 a 0, mas tinha em campo jogadores não só mais renomados, como capazes de decidir a qualquer instante. Faltava Neuer deixar. Aos 21, Rooney novamente mostrou que sua má fase ficou no semestre passado e descolou lindo passe para Giggs, livre, tocar na saída do goleiro alemão e, enfim, vencer o arqueiro rival. 1 a 0.

Não houve tempo sequer para Neuer descansar e se concentrar. Aos 23, em outra bela troca de passes, Chicharito ajeitou para Rooney na grande área. O Shrek, nome do jogo, veio no embalo e não desperdiçou.

A confortável vantagem para a partida de volta fez o Manchester United abusar da troca de passes. Era difícil ver o Schalke com a bola e, quando acontecia, atacando. Tudo leva a crer que os ingleses estarão novamente em uma final continental – a terceira em quatro anos. Schalke 0 x 2 Manchester. As equipes voltam a se enfrentar no próximo dia 4 de maio, quarta-feira, também às 15h45m (de Brasília), agora no Old Trafford, na Inglaterra. O time do técnico Alex Ferguson pode perder por um gol de diferença e deixa a missão de quase um milagre para os azuis-reais. A repetição do placar leva o confronto para a prorrogação, enquanto triunfos por dois de diferença a partir de 3 a 1 dão a vaga para os alemães.

Proibido para menores…

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O Santos foi o primeiro semifinalista do Campeonato Paulista. A técnica dos Meninos da Vila e o pé esquerdo certeiro de Neymar prevaleceram sobre a vontade da Ponte Preta, que, bem na hora do mata-mata, sofreu sua única derrota para um time grande do estado neste Paulistão. A vitória santista foi conquistada com todos os titulares em campo. Muricy Ramalho não quis saber de poupar ninguém para o primeiro duelo das oitavas de final da Taça Libertadores contra o América do México, quarta-feira (21h50m de Brasília), na Vila. A ideia era dar entrosamento à formação. O Santos mostrou bom futebol no primeiro tempo e poderia ter liquidado a fatura com mais facilidade. Diminuiu o ritmo no segundo e levou alguns sustos, como uma bola na trave. Mas, no geral, mostrou-se superior à Ponte e mereceu a vaga às semifinais do Paulistão. Santos 1 x 0 Ponte Preta.

(Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)


O dragão não parecia ser tão feroz quanto aquele que a história conta, mas o Corinthians precisou ser guerreiro como São Jorge para chegar às semifinais do Campeonato Paulista. No dia de seu padroeiro, o Timão teve de enfrentar uma verdadeira guerra para vencer o Oeste, na noite de de sábado, no Pacaembu, pelas quartas de final. O jogo pareceu que seria fácil depois que Liedson colocou o Alvinegro em vantagem logo aos nove minutos. Entretanto, uma falha de Julio Cesar (gol de Fábio Santos) nos acréscimos da etapa inicial transformou a partida em um drama. Mas o Timão criou inúmeras chances e viu o Oeste salvar duas bolas sobre a linha até que Willian, em um golaço, manteve a equipe viva na briga pelo título. Corinthians 2 x 1 Oeste.


Na Arena Barueri, o São Paulo não foi brilhante. Longe disso. Chegou até a passar dificuldades em vários lances. No entanto, fez prevalecer sua melhor qualidade técnica sobre a Portuguesa, neste domingo à tarde. A Lusa, na base da vontade, tentou se igualar, mas sofreu demais com a falta de qualidade de seus jogadores de frente e, mais uma vez, ficou pelo caminho. Ilsinho e Dagoberto marcaram os gols do Tricolor. Os comandados de Paulo César Carpegiani ainda contaram com uma tarde inspirada de seu ídolo e comandante em campo, Rogério Ceni. O arqueiro esteve em ótima tarde e fez defesas brilhantes. Como teve melhor campanha na primeira fase a equipe são-paulina será mandante, jogando no Morumbi. São Paulo 2 x 0 Portuguesa.


No último jogo das Quartas, Luiz Felipe Scolari manteve o seu bom histórico com o Palmeiras. Na 51ª partida eliminatória sob o comando do técnico, o Verdão bateu o Mirassol e se juntou aos outros três grandes do estado na semifinal do Campeonato Paulista. Na noite deste domingo, no Pacaembu, o treinador alcançou a sua classificação de número 37. Mas não sem um pouco de drama. Depois de sair na frente com um golaço de Valdivia, aos 10 do primeiro tempo, o Palmeiras levou o empate antes de descer para o intervalo, justamente de um ex-corintiano – Marcelinho, revelado pela base alvinegra e ainda atleta do Timão. Os erros nas finalizações ficaram claros. Mesmo assim, coube a Márcio Araújo, atleta “queridinho” de Felipão e muito prestigiado no grupo, a missão de tirar a igualdade do marcador e colocar o Palmeiras nas semifinais. Palmeiras 2 x 1 Mirassol.

E as semifinais foram confirmadas mesmo para o próximo final de semana, no mesmo molde de semifinal; com uma partida única, a mando do time de melhor campanha da primeira fase, no caso São Paulo e Palmeiras.

Sábado, 30/04/2011
| Morumbi
São Paulo x Santos

Domingo, 01/05/2011
| Pacaembu
Palmeiras x Corinthians

Guerra inacreditável…

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O Fluminense correu, lutou e brigou até o fim pela sua classificação para as oitavas de final da Libertadores. E mais uma vez, o Tricolor mostrou que nada é impossível para o time das Laranjeiras. A missão já era complicada. O Fluminense precisava vencer o Argentinos Juniors, fora de casa, e ainda torcer por uma derrota do Nacional-URU diante do América-MEX, em Montevidéu. Em caso de empate, o Tricolor teria de triunfar por dois gols para chegar às oitavas. Momentos antes da decisão, o afastamento de Emerson por indisciplina parecia ser o ponto final de uma participação apagada do atual campeão brasileiro na principal competição sul-americana. Mas ainda faltavam 90 minutos e, quando a bola rolou, os guerreiros mostraram que não desistiriam assim tão facilmente.

Com Rafael Moura formando o ataque titular com Fred, o Fluminense se postava bem no campo de defesa e sempre saía com perigo e objetividade para o ataque. Mais recuado, Valencia formava com Gum e Edinho uma linha de três zagueiros. O domínio do meio-campo dava ao Tricolor total controle sobre a partida. E as chances não demoraram a aparecer. Enquanto o Argentinos Junios só tinha finalizado uma vez ao gol de Ricardo Berna, o clube das Laranjeiras já tinha criado três oportunidades para marcar. Na melhor chance, Fred acertou a trave direita. Tentando se impor na base da violência, os donos da casa abusavam das faltas duras. Neste momento, um filme passava na cabeça dos cerca de 800 tricolores que foram até a Argentina para incentivar o time. Em Montevidéu, há duas semanas, diante do Nacional-URU, o Fluminense apresentou uma incrivel superioidade na etapa inicial. Mas saiu derrotado por 2 a 0. Dessa vez, porém, o gol saiu logo. Após linda jogada com Marquinho pela esquerda, Julio Cesar saiu na frente de Navarro e apenas deslocou o goleiro para abrir o placar: 1 a 0, aos 17 minutos.

A festa da torcida brasileira durou apenas oito minutos. Após cruzamento na área, Berna ficou com a bola, mas o juiz Wilmar Roldán marcou pênalti alegando que Gum agarrou Salcedo. O zagueiro do Fluminense não reclamou. Na cobrança, o próprio Salcedo deslocou o goleiro tricolor para empatar. O jogo tinha a cara da Libertadores: brigado, corrido e muito catimbado. Ao tentar cobrar um lateral, Mariano foi atingido por algum objeto atirado pela torcida argentina. Enquanto o jogador reclamava com a arbitragem e demorava a reiniciar a partida, os torcedores do Argentinos Juniors, enlouquecidos, se penduravam na grande que fica a cerca de dois metros do gramado e o xingavam de tudo que era possível. Fred, então, tratou de dar mais motivos para os donos da casa ficarem nervosos. Aos 39, o artilheiro soltou a bomba em cobrança de falta da intermediária e contou com a falha de Navarro para deixar o Tricolor novamente em vantagem.

(Foto: Agência Photocâmera)


Em desvantagem, o time da casa partiu para o ataque. E até teve duas boas chances. A vantagem do clube carioca de um gol ainda não era suficiente para classificar o Fluminense, já que, em Montevidéu, Nacional-URU e América-MEX empatavam por 0 a 0. O time argentino voltou do vestiário mais ofensivo, substituindo um zagueiro por um atacante. O Flu começou pressionando, criando oportunidades, mas, mesmo melhor na partida, acabou castigado aos nove minutos. Oberman, que tinha acabado de entrar, aproveitou um rebote na entrada da área e chutou. A bola desviou em Valencia e matou Ricardo Berna, que nada pode fazer: 2 a 2.

O gol abateu o time tricolor. O Argentinos Juniors podiam não criar grandes chances, mas passaram a ter o domínio da partida. Nervoso, o Fluminense via o time da casa rondar sua área. Até que aos 22 minutos foi a vez da sorte mudar de lado. Marquinho cobrou escanteio, Fred cabeceou e Navarro espalmou. A bola sobrou na frente de Rafael Moura com o gol vazio a frente: 3 a 2 no placar e esperança renovada.

O tempo foi passando e, quando o cronômetro do confronto entre argentinos e brasileiros marcava 41 minutos, a partida entre Nacional-URU e América-MEX terminou empatada. Faltava um gol. Apenas um gol. Um minuto depois se viu algo que já era um tanto quanto desacreditado. Pressionando já no desespero, os visitantes trocavam passes no ataque, tentando achar espaços, quando Araújo lançou Edinho na área. O volante tentou driblar o goleiro Navarro e foi ao chão, em lance que o árbitro colombiano Wilmar Roldán interpretou como pênalti. Milagre. Fred pegou a bola. Chamou a responsabilidade. E não decepcionou a massa tricolor em Buenos Aires, no Rio e pelo mundo. Com uma cobrança perfeita, no ângulo direito, ele decretou a classificação para as oitavas. Mais uma vez, o Fluminense contraria a matématica, pois avançou mesmo com apenas 8% de chances. Argentinos Jrs. 2 x 4 Fluminense.

Após o apito final, os argentinos mostraram que não sabem perder e partiram para a briga. E a situação foi feia, principalmente para o time brasileiro, que saiu do gramado com uma série de jogadores e membros da comissão técnica bastante feridos no confronto corporal. A atitude contrariou a própria torcida argentina, que aplaudiu a heroica classificação do Fluminense. Afinal, para o time de guerreiros, nada é impossível. Agora, o Flu encara o Libertad-PAR, e o primeiro jogo será já na próxima quarta, dia 27, no Engenhão. Mas o clube das Laranjeiras não terá muito tempo para festejar. No domingo, enfrenta o Flamengo, às 16h (de Brasília), no mesmo estádio, pela semifinal da Taça Rio.

Já o outro brasileiro que corria riscos de ficar de fora da próxima fase do torneio continental, conseguiu se garantir com emoções menos intensas. A vitória por 3 a 1, com gols de Danilo, Neymar e Jonathan, sobre o Deportivo Táchira-VEN, nesta quarta-feira, no Pacaembu, consolidou a reação do Santos e o qualificou para disputar as Oitavas de final da Taça Libertadores. A equipe alvinegra, porém, não conseguiu o primeiro lugar do grupo. Foi a 11 pontos, mas ficou em segundo porque o Cerro supreendeu vencendo o Colo Colo, por 3 a 2, de virada, no Chile. Os paraguaios também fecharam a primeira fase com 11 pontos, mas terminaram com melhor saldo de gols (5 a 3). O Peixe agora pega o América do México e o primeiro jogo será na Vila Belmiro.

-> Confira a classificação final dos grupos da primeira fase e os confrontos de Oitavas de final da Libertadores:

Grupo 1
1 Libertad (PAR) 14
2 Once Caldas (COL) 7
3 Univ. San Martín (PER) 6
4 San Luis (MEX) 5

Grupo 2
1 Jr. Barranquilla (COL) 13
2 Grêmio 10
3 Oriente Petrolero (BOL) 6
4 León Huánuco (PER) 5

Grupo 3
1 América (MEX) 10
2 Fluminense 8 [9]*
3 Nacional (URU) 8 [3]*
4 Argentinos Jrs. (ARG) 7

Grupo 4
1 Univ. Católica (CHI) 11
2 Vélez Sarsfield (ARG) 10
3 Caracas (VEN) 9
4 Unión Española (CHI) 4

Grupo 5
1 Cerro Porteño (PAR) 11 [5]*
2 Santos 11 [3]*
3 Colo Colo (CHI) 9
4 Dep. Táchira (VEN) 2

Grupo 6
1 Inter 13
2 Jaguares (MEX) 9
3 Emelec (EQU) 8
4 Jorge Wilstermann (BOL) 4

Grupo 7
1 Cruzeiro 16
2 Estudiantes (ARG) 10
3 Deportes Tolima (COL) 8
4 Guaraní (PAR) 0

Grupo 8
1 LDU (EQU) 10
2 Peñarol (URU) 9
3 Independiente (ARG) 8
4 Godoy Cruz (ARG) 7

* – saldo de gols

Oitavas

– Cruzeiro x Once Caldas
– América x Santos
– Jr. Barranquilla x Jaguares
– Cerro Porteño x Estudiantes
– Libertad x Fluminense
– LDU x Vélez
– Inter x Peñarol
– Universidad Católica x Grêmio

Adriano fora de atividade por 5 meses!!!

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Adriano mal chegou ao Corinthians e já se tornou desfalque. Na tarde desta terça-feira, durante um simples trabalho físico no gramado, acompanhado dos fisioterapeutas, o atacante rompeu o tendão de Aquiles do pé esquerdo. A previsão do departamento médico é de que o jogador leve cinco meses para se recuperar.

Principal reforço do Corinthians para a temporada de 2011, Adriano se recupera de uma cirurgia no ombro direito e estava trabalhando intensivamente para estrear no dia 22 de maio, contra o Grêmio, no estádio Olímpico, em Porto Alegre, pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro. Seu debute, agora, só será possível em setembro, no segundo turno. O camisa 10 foi operado na manhã desta quarta-feira no hospital São Luiz, no bairro paulistano do Morumbi. A cirurgia no seu pé esquerdo foi feita pelo médico Joaquim Grava, durou cerca de uma hora, sendo realizada com sucesso.

(Foto: André Lessa / Agência Estado)


O médico corintiano explicou, em entrevista coletiva, os detalhes da cirurgia. A previsão é de que ele esteja mesmo atuando pela equipe em cinco meses. O jogador receberá alta na quinta-feira e ficará pouco mais de uma semana no Rio de Janeiro.
“A cirurgia foi bem sucedida, durou 30 minutos. Não foi uma reconstrução. Foi uma reparação, a sutura do tendão. Para a felicidade do Adriano, (a lesão) não foi no meio do tendão e, sim, na união do tendão com o músculo, o que facilita a cicatrização. Ele ficará quatro semanas imobilizado. São 15 dias sem nenhum tipo de movimento. Após isso, ele retira os pontos e mantém a imobilização com alguns movimentos determinados. Após três semanas, poderá começar o aeróbico, com piscina e bicicleta. Com cinco semanas, pode andar e iniciar a fisioterapia.”


O Corinthians e preocupa também com o lado psicológico do Imperador. O jogador chorou ao sofrer a lesão, mas vem recebendo apoio dos membros da comissão técnica para não se abalar durante o processo de recuperação. O ex-atacante do Timão Ronaldo se manifestou pelo Twitter para lamentar a contusão do “irmão” Adriano.
Adriano força meu irmao.. to junto contigo nessa e tenho certeza que todo mundo q gosta de vc tb vai estar…vc é forte, é guerreiro…. daqui a pouco vai estar de volta fazendo o que mais gosta e o que te deixa feliz que é jogar bola.

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