Arquivo para fevereiro \28\UTC 2011

Água, muita água…e algumas outras emoções…

Diego Ribeiro e Leandro Canônico
GLOBOESPORTE.COM


Normalmente, os clássicos reservam emoções. Mas o deste domingo, entre São Paulo e Palmeiras, no Morumbi, pela décima rodada do Campeonato Paulista, caprichou nesse sentido. Teve atraso por conta da chuva, falta de luz, pontapés, golaço, expulsão. Era para o clássico ter começado às 16h. Mas desde às 14h deste domingo um temporal castigou a região do estádio do Morumbi. A cada minuto, as poças aumentavam no gramado, e os canos de escoamento de água da arquibancada pareciam cachoeiras. Até mesmo uma piscina a torcida improvisou.

(Foto: Agência Estado)

Por uma hora, o trio de arbitragem avaliou as condições do gramado e esperou os bancos de reservas deixarem de estar alagados. E quando decidiram que a bola iria rolar, não agradaram ao técnico Felipão, do Palmeiras. Com cara de poucos amigos, ele mostrou-se contrário à realização do clássico neste domingo. Após uma hora e dez minutos de atraso por conta da chuva, o primeiro tempo do clássico começou quente. Logo de cara, o tricolor Miranda e o alviverde Valdivia se estranharam na lateral. Mas o árbitro apenas contornou na base de conversa. Só que o lance foi o cartão de visita do que seriam os 15 primeiros minutos. Nervosos, os jogadores trocavam mais pontapés do que passes. A decisão do árbitro de advertir esses jogadores acalmou um pouco o ímpeto dos atletas. E com a bola rolando sem interferências, o Tricolor levou a melhor. O trio formado por Lucas, Dagoberto e Fernandinho infernizou a defesa alviverde. E o gol saiu aos 25 minutos. Fernandinho recebeu a bola na esquerda, invadiu a área, ajeitou e encheu o pé, cruzado, no ângulo esquerdo de Deola. Um golaço! Quando ele ainda comemorava, faltou luz no Morumbi. E os palmeirenses, atordoados com o gol, reclamaram que as luzes se apagaram antes de o atacante concluir. Sem razão! O blecaute ocorreu segundos depois

Após 15 minutos de paralisação, a energia voltou. E o Tricolor ficou ainda mais ligado. O Palmeiras, por sua vez, só conseguia arriscar em chutes de longa distância. Sem sucesso. Melhor para o São Paulo, que com Lucas, Dagoberto e Fernandinho só não aumentou a vantagem por falta de pontaria. O técnico Luiz Felipe Scolari iniciou o segundo tempo com mudança na zaga: tirou Danilo, que participou da jogada do gol são-paulino, e lançou Leandro Amaro. Nada que mudasse o andamento do jogo, ainda dominado pelo Tricolor. Sempre apostando na velocidade, o time começou a aproveitar o avanço palmeirense para surpreender nos contra-ataques.

O jogo voltou a ficar nervoso. Muito nervoso. De um lado, Miranda reclamando de uma suposta cotovelada de Kleber. Do outro, Carlinhos Paraíba se estranhando com Valdivia. Dificilmente a partida terminaria com os 22 jogadores em campo. O segundo tempo seguia com poucas chances de gol e muita discussão. Aos 12 minutos, aconteceu o esperado. Atordoado, Alex Silva tirou satisfações após uma suporsta falta, nem marcada pelo árbitro, e deu um empurrão de maneira violenta em Adriano, que havia acabado de entrar, depois de o atacante palmeirense ter caído na entrada da área. Marcelo Aparecido de Souza não hesitou e aplicou o cartão vermelho nele.

O Verdão não soube aproveitar a vantagem numérica e ofereceu pouca pressão. Com isso, até Miranda se arriscou no ataque são-paulino e saiu fazendo fila na zaga do Palmeiras, para delírio da torcida. Na única chance mais clara do time alviverde, Tinga acertou um petardo de fora da área, mas parou em grande defesa de Rogério Ceni. O camisa 1, que era dúvida para a partida, se destacou. Não só nesse lance. Aos 37 minutos, após falha da defesa tricolor no meio de campo, Adriano recebeu em profundidade e saiu na cara do gol. Mas Ceni cresceu na frente dele e defendeu. O empate já era uma realidade. Tanto que, no lance seguinte, aos 39, uma bela trama de Valdivia e Kleber terminou nos pés de Adriano Michael Jackson. Desta vez, ele chutou de esquerda e tirou Rogério do lance. Belo gol, com direito, enfim, à prometida dancinha na comemoração. Empate razoável para as equipes depois de uma tarde tão estranha. São Paulo 1 x 1 Palmeiras.

A igualdade frustrou um pouco as pretensões de Tricolor e Verdão na briga pela liderança, mas com 19 e 21 pontos, respectivamente, ambos seguem bem colocados. O Palmeiras, no entanto, deixa o Morumbi ainda carregando um jejum de nove anos, já que não vence o rival tricolor no estádio desde 2002. Pior ainda é o retrospecto de Felipão. Desde que voltou ao Palmeiras, o técnico ainda não conseguiu vencer um clássico. São três empates e três derrotas. Pelo Paulistão, o Tricolor volta a campo no próximo sábado, às 16h, contra o São Caetano, fora de casa. No mesmo dia, às 18h30m, o Palmeiras recebe o Santo André, no Pacaembu. Só que o Verdão, na quarta-feira, tem um compromisso pela Copa do Brasil, contra o Comercial-PI, também no estádio Paulo Machado de Carvalho.


Nos outros confrontos da rodada 10, o Corinthians quase se tornou líder. No sábado, o Timão assumiu a liderança provisória ao bater com tranquilidade o Grêmio Prudente, no Pacaembu. 4 a 0, com mais dois gols do artilheiro Liédson, um de Dentinho e mais um de Fábio Santos. A Ponte Preta continua subindo na tabela. Dessa vez, foi até o ABC paulista, enfrentar o Santo André, e venceu os donos da casa por 2 a 0. E, também no sábado, mas na Vila Belmiro, o Santos tropeçou. O empate em 1 a 1 diante do São Bernardo custou mais do apenas dois pontos perdidos e a queda para a quinta posição na tabela. A diretoria não aguentou e acabou cedendo à pressão, principalmente dos torcedores, e demitiu o técnico Adílson Batista. Contratado em novembro de 2010, Adilson só assumiu o time depois do último Campeonato Brasileiro. O treinador participou da preparação do elenco para 2011, mas só dirigiu a equipe em 11 partidas. Apesar de ter apenas uma derrota em seu currículo como técnico do Santos (foram mais cinco empates e cinco vitórias), Adilson nunca foi uma unanimidade na Vila. Sob seu comando, a equipe teve aproveitamento de 60,6% dos pontos disputados, marcou 23 gols e sofreu 13. Os nomes comentados para sua substituição são Abel Braga, antigo sonho santista, Ney Franco, técnico da Seleção Brasileira Sub-20, e o argentino Marcelo Bielsa, ex-técnico da seleção do Chile.

Rodada 10
Sábado, 26/02/2011|
l Décio Vitta
Americana 0 x 2 Mogi Mirim

| Pacaembu
Corinthians 4 x 0 Grêmio Prudente

| Bruno José Daniel
Santo André 0 x 2 Ponte Preta

| Estádio dos Amaros
Oeste 1 x 0 Linense

| Vila Belmiro
Santos 1 x 1 São Bernardo

Domingo, 27/02/2011
| Novelli Júnior
Ituano 3 x 1 Botafogo

| Jayme Cintra
Paulista 0 x 2 Mirassol

| Morumbi
São Paulo 1 x 1 Palmeiras

| Alfredo de Castilho
Noroeste 0 x 0 São Caetano

| Canindé
Portuguesa 0 x 0 Bragantino

1 Mirassol 22
Corinthians 22
3 Palmeiras 21
4 São Paulo 19
Santos 19
6 Ponte Preta 18
7 Oeste 17
8 Americana 16
9 Bragantino 13
10 Paulista 12
São Caetano 12
Mogi Mirim 12
13 Portuguesa 11
Ituano 11
15 Botafogo 10
16 São Bernardo 9
Noroeste 9
18 Linense 6
Santo André 6
20 Prudente 5

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2 pontos e muita insegurança…

Thiago Fernandes
GLOBOESPORTE.COM


Assim que os jogadores do Fluminense entraram em campo, nesta quarta-feira, ouviram a torcida gritar: “Hoje é guerra”. Após o empate em 2 a 2, diante do Argentinos Juniors, da Argentina na estreia, também no Engenhão, os três pontos eram essenciais, mas a batalha, no entanto, foi bem mais complicada do que gostariam os tricolores. Com a escalação muito mudada, se adaptando aos desfalques e ao esquema 3-6-1, o Tricolor de Muricy Ramalho não conseguiu superar o Nacional-URU e empatou a sua segunda partida consecutiva em casa pela Taça Libertadores. O 0 a 0 no placar obriga que o clube busque pontos longe do Rio de Janeiro – seus três próximos jogos são fora de casa – para seguir vivo na luta pela classificação às oitavas de final do torneio.

O novo tropeço em casa fez com que os tricolores vaiassem muito o time após o jogo. Carlinhos foi o alvo preferido dos torcedores durante toda a partida. Até o técnico Muricy Ramalho ouviu alguns gritos de “burro” após o resultado. Com os dois empates em dois jogos, o clube está em segundo no Grupo 3, com dois pontos. O América-MEX lidera a chave com três, e o Argentinos Juniors está em terceiro, com um. As duas equipes, porém, têm um jogo a menos – elas se enfrentam nesta quinta-feira, na Argentina. O Nacional-URU fecha a chave com um ponto conquistado. A primeira batalha nas “trincheiras adversárias” já tem data e hora para acontecer. Na próxima rodada, o Fluminense vai até ao México encarar o América. O jogo será na quarta-feira, dia 2 de março, às 21h50m (de Brasília). No mesmo dia, mas às 20h30m (de Brasília), o Nacional recebe o Argentinos Juniors.


Alexandre Aliatti
GLOBOESPORTE.COM


Já em Porto Alegre, a estreia também não foi boa, empate em 1 a 1 frente ao Emelec, no Equador. Porém, a recuperação veio em grande estilo jogando a primeira na Liberta frente aos seus torcedores no Beira-Rio. E foi irônico ver um volante, justamente um volante, salvar a pele do técnico Celso Roth. É uma pequena piada do futebol fazer com que um jogador de marcação, daqueles que o treinador é acusado de idolatrar, vá a campo, faça dois gols, dê paz ao Inter. O argentino Mario Bolatti é volante. Volante bom, mas volante. Volante goleador, mas volante. E foi ele, ao marcar duas vezes no primeiro tempo, o grande destaque da vitória de 4 a 0 do Colorado sobre o Jaguares, do México, na noite desta quarta-feira, no Beira-Rio.

Leandro Damião e Oscar, na etapa final, marcaram os outros gols de uma vitória recheada por vaias a Roth, marcada por atuação inconstante, fabricada para colocar o Inter na liderança do Grupo 6 da Libertadores, com quatro pontos, à frente do Emelec no saldo de gols. O resultado, porém, não eliminou a desconfiança dos torcedores com Roth. Ele foi chamado de burro até depois de o Inter abrir 3 a 0. Encerrada a partida, o Inter terá duas semanas dedicadas exclusivamente aos treinos. O Colorado volta a campo apenas em 9 de março, contra o Ypiranga, pelo Gauchão. O próximo desafio pela Libertadores é no dia 16, na Bolívia, diante do Jorge Wilstermann.

Fernando Martins Y Miguel
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E em Minas Gerais, após arrasar o Estudiantes em sua estreia na Taça Libertadores, fazendo 5 a 0 no algoz argentino, o Cruzeiro confirmou seu favoritismo ao golear o Guaraní, do Paraguai, por 4 a 0, e chegou à liderança isolada do Grupo 7 da competição, com seis pontos e nove gols de saldo. Mais uma vez o atacante Wallyson brilhou, marcando os dois primeiros gols da Raposa. Quando o jogo já estava liquidado, Farías e Thiago Ribeiro, que entraram no decorrer da partida, fizeram um cada e fecharam a conta. Já o Guaraní segue na lanterna, sem nenhum ponto – perdeu na primeira rodada por 1 a 0 para o Tolima, na Colômbia. Tolima, aliás, que, após eliminar o Corinthians e superar o Guarani na primeira rodada, sofreu sua primeira derrota no torneio continental. 1 a 0 para o Estudiantes. O Guarani, do Paraguai, recebe, no dia 9 de março, o Estudiantes, em Assunção, no Paraguai. Já o Cruzeiro volta a campo pela Taça Libertadores no próximo dia 2, contra o Tolima, no estádio Manuel Murillo Toro. Será o primeiro jogo da equipe mineira fora de casa.

A maldição holandesa…

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Os alemães do Bayern de Munique deixaram o estádio Giuseppe Meazza, nesta quarta-feira, realizados. Não se tratava de uma vingança da última final da Liga em 2010, como fizeram questão de ressaltar todos os jogadores e comissão técnica ao longo da semana. Mas a “revanche”, exatos 300 dias depois da real decisão no último ano, diante do atual campeão Inter de Milão veio de maneira dramática, no final e com direito á falha do grande Júlio César, decisivo na conquista européia interista na última temporada, em chute justamente de um holandês, que estava presente no dia em que o goleiro brasileiro cometeu sua última (e uma das raras) falhas; no duelo contra a Holanda pelas Oitavas de final da Copa do Mundo na África de 2010.

Parecia que o gol era mesmo um detalhe quando o árbitro apitou o fim do primeiro tempo, um dos melhores desta edição da Champions League. Inter de Milão e Bayern de Munique jogavam transformados, como se, ironicamente, valesse um título. Os alemães foram levemente superiores. Mesmo longe de seus domínios, trabalharam melhor a bola – não à toa terminaram com 56% da posse -, e finalizaram mais vezes ao gol de Julio César. Kraft, goleiro alemão, trabalhou, e muito bem, em chutes de Cambiasso e Eto’o. Sem companhia na frente, o camaronês conseguiu se virar e foi a melhor opção ofensiva da equipe de Leonardo. Do lado de lá, a dupla formada por Robben e Ribéry causou estragos à defesa interista pelas pontas. O francês, em cruzamento do holandês, chegou até a acertar o travessão em cabeçada, aos 23 minutos. Mas também contou com o bom coadjuvante Luiz Gustavo. Em dois chutes de fora da área, o volante brasileiro assustou Julio César.

O ritmo seguiu alucinante nos primeiros minutos da etapa final. Aos sete, foi a vez de Robben carimbar a trave em ótima jogada individual ao tabelar com Müller. Eto’o, cinco minutos depois, obrigou Kraft a soltar a bola na grande área, limpa para Cambiasso. O volante argentino, sem o menor cacoete de matador, isolou grande chance. Mas Robben estava mesmo inspirado. No ataque seguinte, driblou dois marcadores e chutou com força, de fora da área. Leonardo foi forçado a substituir o zagueiro Ranocchia quando o jogo se concentrava mais no meio-campo. Kharja, outra contratação do mercado de inverno, entrou bem. Mas Kraft seguia fazendo grandes defesas e decidindo para os alemães.

Quando o placar caminhava para um injusto empate sem gols, o Bayern fez valer sua ligeira superioridade em campo e levou ótima vantagem na bagagem para a Alemanha. Aos 44, Robben chutou rasteiro de fora da área, Julio César meio que perdeu o tempo da bola e rebateu para o meio; Mario Gómez, que vinha mal na partida, completou. Inter 0 x 1 Bayer. Agora, aos alemães vale a possibilidade de qualquer empate em casa, na partida do dia 15 de março, às 16h45 (de Brasília), para avançar às quartas de final e, de quebra, tirar um concorrente direto da disputa. Uma terça-feira que vai parar a Europa e lotar a Allianz Arena.

No outro confronto das Oitavas da Liga, com uma proposta de um jogo seguro, o Manchester United segurou a pressão do Olympique de Marselha e saiu da França com um empate em 0 a 0. A vaga na próxima fase será decidida na Inglaterra, daqui a duas semanas.

Tudo igual, em mais um Lyon e Real…

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Em fevereiro de 2010, o Real Madrid saiu do primeiro jogo diante do Lyon com uma derrota por 1 a 0 que futuramente o eliminaria pela sexta vez consecutiva nas oitavas de final da Liga dos Campeões. Com Mourinho, o decisivo confronto pela mesma fase, em 2011, soa ao menos um pouco mais esperançoso. O placar de finalizações no primeiro tempo no estádio Gerland foi de 7 a 2. Para o Lyon. Os donos da casa souberam se impor diante dos poderosos merengues e só não saíram para o intervalo em vantagem por detalhes. Participativo, o meia brasileiro Michel Bastos levou perigo conforme o técnico José Mourinho já temia ao colocar Arbeloa, jogador mais de marcação, no time titular ao invés de Marcelo.

A etapa inicial do Real Madrid pode ser resumida em três minutos. Dos 28 aos 30, duas chances criadas, sempre de fora da área, com Di Maria e Cristiano Ronaldo. Adebayor, isolado, só aparecia quando o assistente levantava a bandeira marcando impedimento. Se não veio com Kaká ou Benzema para o segundo tempo, o Real Madrid ao menos apresentou uma postura diferente. Já não se deixava sufocar pela marcação apertada adversária, como também foi ao ataque com muito perigo nos quatro primeiros minutos.

Aos 3, Cristiano Ronaldo cobrou falta ao seu estilo, venenosa, e carimbou o poste esquerdo de Lloris. No minuto seguinte, Sergio Ramos subiu mais alto do que rivais e companheiros e cabeceou escanteio no travessão. Aos 14, Mourinho pôs Benzema em campo no lugar de Adebayor. O atacante francês precisou de 43 segundos para marcar contra o ex-clube. Primeiro, ajudou na recuperação de bola no campo ofensivo e deixou Özil organizar. O alemão tocou para Cristiano Ronaldo, que devolveu de primeira ao último carrasco da Seleção Brasileira. Benzema driblou e chutou no momento exato: a bola ainda passou por entre as pernas de Lloris e fugiu do alcance do carrinho de Cris.

O gol pareceu mesmo obra do destino. E deu ao Real o controle da partida. Os merengues tocavam no campo de ataque e tinham quase 60% da posse de bola. Mas as aparências, já dizia o ditado, enganam. E o Lyon respondeu com a bola parada. Aos 38, Cris desviou falta de cabeça para o meio da área. Gomis, livre, completou de direita, sem chance para Casillas.

A torcida se empolgou e os franceses foram para frente. Já não havia mais tática que transformasse um passe em contra-ataque para o Real. A pressão existiu de fato, mas o Lyon não conseguiu finalizar e o placar seguiu intacto. Lyon 1 x 1 Real Madrid. O confronto segue em aberto, mas dá aos espanhóis a vantagem de começarem a partida do próximo dia 16, no Santiago Bernabéu, classificados. Novo 1 a 1 obriga a disputa da prorrogação e pênaltis. Empate com mais de quatro gols (a partir de 2 a 2) leva o Lyon às quartas.

No outro confronto da terça-feira, o Chelsea, com uma bela atuação do atacante francês Anelka, que marcou dois gols, o Chelsea derrotou o Copenhague por 2 a 0, na Dinamarca, no primeiro confronto entre as equipes pelas oitavas de final da Liga dos Campeões. Com a vantagem, o time inglês pode até perder por um gol de diferença, na partida de volta, em Londres, daqui a duas semanas, que se classifica para as quartas.

Jucilei também de saída!!


Segundo o próprio empresário do atleta, Jucilei não deve mais atuar com a camisa do Corinthians. Nick Arcuri, responsável pelos negócios da carreira de Jucilei, afirmou que as negociações com o Anzhi Makhachkala, da Rússia, estão avançadas e o ex-camisa 8 do Timão deve mesmo ser companheiro de clube do ex-ídolo corintiano Roberto Carlos, que migrou para o Daguistão, pequena província russa, onde o Anzhi ofereceu cifras tentadoras para o lateral esquerdo.

O volante está no Rio de Janeiro desde a última quinta-feira, após a vitória por 2 a 0 frente ao Mogi Mirim, no Pacaembu, que provavelmente deve ter sido a última com a camisa alvinegro, descansando com a família. Liberado pela diretoria para acertar sua transferência, Jucilei não deve ter mesmo sua saída dificultada, uma vez que, além da dispensa, o presidente Andrés Sanchez já revelou até parte dos valores da negociação, afirmando que o clube de Parque São Jorge ficará apenas com 30% dos valores acordados, uma vez que não é o detentor de todos os direitos do jogador. 50% ficará para o Corinthians/PR (ex-J. Malucelli), clube formador, e os outros 20% para empresários de Goiás, que compraram junto ao Corinthians esses direitos. De acordo com o presidente corintiano, a proposta é de algo em torno de € 10 milhões (R$ 22 milhões).

Fábio acaba com o Santos…


Antes do clássico, homenagem ao mais novo aposentado do cenário esportivo mundial. Homenagens e mais homenagens para Ronaldo. Com direito a mudanças até na numeração dos jogadores corintianos. Após cada número tradicional, de 1 a 11, utilizado pelos atletas alvinegros, foi acrescentado o número 9, camisa utilizada pelo Fenômeno na maioria de seus clubes e também na Seleção Brasileira. Por exemplo, o lateral e capitão, na ausência de Chicão, machucado, Alessandro, vestia a camisa de número 29. Wallace entrou com a 39, Castán com a 49, Jorge Henrique foi a campo trajando a 79, Dentinho era 92 e o atacante Liedson acrescentou um 0 na tradicional 9 e foi o 90. Até o goleiro Júlio César participou da homenagem e atuou com o número 19 às costas. Mas o jogador decisivo do confronto contra o Santos curiosamente é o substituto de outro ídolo recém-saído do Parque São Jorge. Roberto Carlos saiu do Corinthians vislumbrando a cabal independência financeira que o futebol russo o ofereceu. Em seu lugar, Tite tentou Marcelo Oliveira, mas quem foi pro clássico foi Fábio Santos. E o ex-gremista foi quem decidiu e ajudou o Timão a conquistar mais três pontos no Paulistão.

Os torcedores corintianos possivelmente não estavam muito confiantes para o clássico diante dos badalados meninos da Vila, e não lotou o Pacaembu. Antes do apito inicial, Ronaldo desfilou com seus filhos e fez a festa dos presentes. Assim que a bola rolou, a partida apresentou um Corinthians mais ofensivo e organizado, com as entradas de Morais e Dentinho nos lugares dos meias Danilo e Ramírez, titulares nos últimos compromissos. Já o técnico Adílson, sacou Pará e entrou com Róbson no meio campo e Danilo deslocado para a lateral direita, como vinha atuando pela Seleção Sub-20. E a primeira chance de gol foi do time da Baixada. Aos 17, Elano cobrou falta levantando a bola na área corintiana, onde o zagueiro santista Durval apareceu completamente livre, mas cabeceou para fora. Mas foi justamente através de bola parada também que os donos da casa abriram o marcador. Com 23, infração quase frontal, na região da intermediária santista. Sem Chicão, oficial batedor de faltas da equipe, Morais e Fábio Santos se apresentaram para a cobrança, mas foi o lateral esquerdo que conseguiu acertar milimétricamente no ângulo, sem chances de defesa para o goleiro Rafael.

A desvantagem foi o time da Vila partir para cima do Corinthians e a pressão veio com o pessoal de frente. Um apagado Neymar tentava se movimentar e intimidar a desentrosada dupla de zaga (Wallace e Castán) do Timão. Em uma dessa investidas, com rapidez e muito toque de bola, o Peixe chegou ao empate. Aos 40, Elano tentou entrava pelo meio, tentou acionar Róbson pela direita, a zaga interviu, mas a bola sobrou no pé direito do camisa 8. ‘Pra quê’. Um chute mortal, no ângulo de Júlio César. Golaço!

No segundo tempo, junto com as equipes que voltaram do vestiário, veio um temporal considerável, daqueles que costumam assolar a capital paulista e assustar a todos. Muita água e queda na qualidade do futebol apresentado. O Santos voltou um pouco melhor, conseguindo se aproximar mais do setor ofensivo. Mas, aos poucos, o time da casa também saía para o campo de ataque. E foi em uma dessas tentativas que os comandados de Tite conseguiram desempatar novamente. Dentinho entrou pela esquerda, fez suas já tradicionais graças e pedaladas na frente do volante Adriano, que havia acabado de entrar no lugar de Rodrigo Possebom, e foi derrubado pelo camisa 15 do Santos. Na cobrança, alguém pelo qual nem os corintianos esperavam, mas naquele momento já confiavam. Fábio Santos. O camisa 69 (lembram do esquema de numeração não é?) bateu no ângulo novamente, Rafael nem saiu na foto e o Timão fez 2 a 1.

Adilson então percebeu que a situação havia se dificultado um bocado, e tentou mandar seu time á frente. E com suas peças principais do início do Campeonato Paulista. Maikon Leite e Zé Eduardo que, não se sabe bem o motivo, estavam ambos no banco de reservas, uma vez que um apagado Diogo e um despercebido Róbson entraram entre os 11 iniciais. Mas os dois entraram após os 25, Róbson e Danilo foram substituídos, os atacantes entraram, mas as alterações não fizeram efeito no Peixe. Tite mandou seu time mais para a defesa e não cedia espaços para os rivais. E os contra-ataques não eram esquecidos pelos corintianos. Tanto que foi em um deles que o vitorioso do confronto foi decretado. E em grande estilo. Aos 41, Ralf roubou a bola de Diogo no meio do campo, e acionou o atual dono da camisa 9. Liedson, lembrando o último atacante a vestir a 9 antes dele no Timão em sua melhor fase no clube paulista, ganhou na velocidade dos marcadores santistas e com um leve toque encobriu Rafael e levou a Fiel ao delírio. Um gol fenomenal. Corinthians 3 x 1 Santos.

Com a vitória, o Corinthians já o terceiro na tabela de classificação, com 19 pontos, um atrás do líder Palmeiras. No próximo sábado, recebe o Grêmio Prudente, às 19h30m, no Pacaembu. Já o Santos, que foi ultrapassado por Mirassol e São Paulo, além do próprio Corinthians, desabou para o quinto lugar e volta a campo pelo estadual diante do São Bernardo, também no próximo sábado, às 18h30m, na Vila Belmiro.

Nos outros jogos da nona rodada, o São Paulo voltou a vencer e a convencer no Paulistão. O Tricolor recebeu o Bragantino no Morumbi, ainda sem Rivaldo, poupado. Mas se deu ao luxo de ainda desperdiçar um pênalti com o ídolo Rogério Ceni batendo mal. Mesmo assim, Lucas, Fernandinho, Miranda e até o estreante, também recém chegado do Sub-20, William José marcaram e tome goleada, 4 a 0. A Portuguesa…tropeçou mais uma vez. O time do Canindé, que perdeu o meia Héverton (com ‘H’), destaque da equipe, que brigou com a diretoria e torcida e acertou sua transferência para o Atlético/PR, foi até São Caetano e perdeu para os anfitriões por 1 a 0. Já a Ponte parece estar se acertando a bateu bem o Botafogo jogando em Campinas. 3 a 1. E o Palmeiras ficou apenas no empate sem gols em um jogo chato diante do Mogi Mirim, fora de casa, em jogo que marcou o retorno do camisa 10 Valdívia. Porém, esse único ponto bastou aos palmeirenses para os manter na liderança do Campeonato Paulista.

Rodada 9
Sábado, 19/02/2011|
l Décio Vitta
Americana 2 x 0 Ituano

| Morumbi
São Paulo 4 x 0 Bragantino

| Bruno José Daniel
Santo André 0 x 4 Paulista

| Prudentão
Grêmio Prudente 0 x 2 Oeste

| Anacleto Campanella
São Caetano 1 x 0 Portuguesa

Domingo, 13/02/2011
| Moisés Lucarelli
Ponte Preta 3 x 1 Botafogo

| Municipal de Mirassol
Mirassol 2 x 0 Linense

| Pacaembu
Corinthians 3 x 1 Santos

| Estádio Primeiro de Maio
São Bernardo 2 x 0 Noroeste

| Romildo Ferreira
Mogi Mirim 0 x 0 Palmeiras

1 Palmeiras 20
2 Mirassol 19
Corinthians 19
4 São Paulo 18
Santos 18
6 Americana 16
7 Ponte Preta 15
8 Oeste 14
9 Paulista 12
Bragantino 12
11 São Caetano 11
12 Portuguesa 10
Botafogo 10
14 Mogi Mirim 9
15 São Bernardo 8
Ituano 8
17 Noroeste 8
18 Linense 6
Santo André 6
20 Prudente 5

Salvos pelo herdeiro…

Carlos Augusto Ferrari
GLOBOESPORTE.COM

Ronaldo disse adeus aos gramados, mas deixou a camisa 9 para um substituto à altura. Em um jogo difícil, com atuação ruim e até vaias da torcida, o herdeiro do ataque alvinegro Liedson usou todo o oportunismo que o consagrou em Portugal para ajudar o Corinthians a superar de maneira suada o Mogi Mirim, na noite dessa quinta-feira, no Pacaembu, em partida atrasada da quarta rodada do Campeonato Paulista.

Só deu Corinthians no primeiro tempo, mas a exibição esteve longe de agradar. Liedson, Leandro Castán e Chicão foram os que mais se aproximaram do gol em chances claras, cada um a seu estilo. O Timão começou fazendo o que Tite pediu durante os treinos da semana: tocou a bola e envolveu o adversário sem grandes dificuldades. Entretanto, acabou perdido e sem vantagem no placar. O peruano Ramírez começou ameaçando bons lances, rápido e com bons passes, abriu espaço na defesa rival. Mas, minuto após minuto, foi caindo de rendimento e levando a equipe para baixo. Assim como o peruano, Danilo também alternou bons e maus momentos. A técnica, porém, não foi capaz de superar a lentidão, fazendo o time esbarrar no bolo de defensores formado pelo Sapão.

Os minutos finais foram desesperadores para a torcida. Chicão saiu de campo machucado para a entrada de Wallace – com uma lesão na coxa direita, ele dificilmente encara o Santos. Para piorar o setor de criação, Ramírez e Danilo apagaram definitivamente e acabaram com a paciência da Fiel. No apito final, algumas vaias dos poucos alvinegros que compareceram ao Pacaembu (7.248 pagantes). Tite ligou o despertador no vestiário, e o Corinthians acordou no segundo tempo. Mais ligado, o Timão reapareceu com maior movimentação e não demorou a encurralar o Mogi outra vez. Aos três minutos, a primeira grande oportunidade. Liedson carimbou a trave esquerda depois de cruzamento de Jorge Henrique.

Durou pouco a empolgação. Logo depois, o Timão voltou a cometer os mesmos erros da primeira etapa e revoltou a torcida. A bronca era tanta que a Fiel foi ao delírio quando a placa subiu mostrando a entrada de Dentinho no lugar de Danilo. Tite insistiu nas trocas, tirando Jucilei para a entrada de Morais. O titular deixou o campo visivelmente contrariado, gesticulando muito. Quando a vitória parecia cada vez mais difícil, Liedson resolveu. Dentinho, aos 26, arriscou de fora da área, o goleiro João Paulo deu rebote e o Levezinho, sem marcação, bateu forte no canto esquerdo.

A partir daí, o Corinthians passou a controlar melhor a partida. O segundo gol veio aos 41, depois de uma grande bobagem do goleiro rival. João Paulo tentou driblar e perdeu a bola para Liedson, que apenas empurrou para o gol, sacramentando a vitória dos anfitriões. Corinthians 2 x 0 Mogi Mirim. O Timão está agora em quarto lugar, com 16 pontos, três atrás do líder Palmeiras. Domingo, faz o clássico dos invictos contra o Santos, às 16h, novamente em São Paulo. Já o Mogi Mirim começa a se complicar na luta para se manter na elite do Paulistão. O Sapão segue na 13ª posição, com oito pontos, dois acima do grupo dos quatro últimos que descerão à Série A-2. No próximo domingo, o clube vermelho recebe o Palmeiras, às 16h, no estádio Romildo Vitor Gomes Ferreira.

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