Arquivo para janeiro \31\UTC 2011

São Elano!!!

Adilson Barros
GLOBOESPORTE.COM

O São Paulo dominou o jogo, criou chances, rondou a área do Santos a todo o momento, finalizou mais: 17 a 10. Mas no número que vale, o de gols, o Peixe foi bem melhor na Arena Barueri. Pode-se dizer que o time da Vila Belmiro venceu graças à eficiência de sua equipe, personificada principalmente em Elano.

Bem a seu estilo, o Santos começou veloz, explorando as descidas de Maikon Leite pela direita. O meia Róbson, com intensa movimentação, conseguia se livrar da marcação dos volantes são-paulinos e era visto por todos os lados do campo. Aos dez minutos, essa mobilidade alvinegra confundiu a defesa são-paulina. Róbson recebeu pela direita e, de pé esquerdo, achou Elano, que entrava na área sem ser percebido pelos tricolores. O meia só escorou de cabeça, para o chão, sem chance para Rogério Ceni.

Aos poucos, o São Paulo retomou o domínio da posse de bola e, consequentemente, do jogo. À medida que a chuva engrossava, a equipe do Morumbi ampliava sua superioridade. Pela esquerda, Juan e Fernandinho confundiam a marcação santista, Pará, que não sabia para onde correr, era facilmente envolvido. Para tentar resolver isso, Adilson Batista fez uma inversão. Passou o ala para o meio, e deslocou Adriano, que marca melhor, para fazer a lateral direita. O Tricolor, no entanto, não conseguiu transformar seu melhor posicionamento em chances de gol. A não ser por uma, aos 38, quando Dagoberto cobrou falta da esquerda e Rafael deixou a bola escapar. Ela ultrapassou a linha, mas o gol foi anulado por impedimento: a zaga alvinegra saiu rápido e deixou o ataque são-paulino realmente adiantado.

O São Paulo voltou ainda melhor para os segundo tempo. Posse de bola, posicionamento correto, marcação precisa. O Santos não passava do meio de campo. Fernandinho continuava deitando e rolando pelo lado esquerdo, confundindo a marcação santista. O problema é que o Tricolor, mais uma vez, tinha dificuldades para criar aquela chance mais efetiva. Rondava a área, até invadia o espaço defendido por Rafael. Só que o passe final nunca achava um pé são-paulino.

O Santos parecia morto. Só parecia. Maikon Leite não havia acertado nenhum lance em toda a partida. Apagado, isolado na ponta direita, facilmente desarmado pelos zagueiros são-paulinos. De repente, aos 28 minutos, Elano recebeu na intermediária. Ajeitou, tomou distância. Miranda, em vez de correr para tentar abafar o chute, ficou só olhando. O tiro saiu forte e rasteiro. Rogério Ceni errou e espalmou no pé de Maikon, que só empurrou para o gol. Era o bastante. Santos 2 x 0 São Paulo. O Santos volta a campo na próxima quarta-feira para enfrentar a Ponte Preta, às 19h30m, em Campinas. Já o São Paulo joga quinta, contra o Linense, também às 19h30m, no Morumbi, jogo que deve marcar a estreia de Rivaldo.

No Canindé, no outro clássico da tarde de domingo, o Palmeiras conseguiu vencer a Portuguesa por 2 a 0. E em São Bernardo do Campo, com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pediu um empate entre São Bernardo, time da cidade onde mora, e Corinthians, seu clube de coração, no estádio Primeiro de Maio, o pedido foi atendido, graças ao seu xará peruano, o estreante Luis Ramírez. Foi do meia o gol que evitou a primeira derrota do Timão no ano e que deu números finais à igualdade por 2 a 2 entre as equipes.

Rodada 5
Sábado, 29/01/2011
| Moisés Lucarelli
Ponte Preta 0 x 0 São Caetano

| Alfredo de Castilho
Noroeste 1 x 5 Americana

| Estádio dos Amaros
Oeste 0 x 1 Mirassol

| Bruno José Daniel
Santo André 1 x 1 Ituano

Domingo, 30/01/2011
| Gilberto Siqueira Lopes
Linense 3 x 2 Paulista

| Arena Barueri
Santos 2 x 0 São Paulo

| Estádio Santa Cruz
Botafogo 1 x 1 Bragantino

| Romildo Ferreira
Mogi Mirim 3 x 1 Grêmio Prudente

| Primeiro de Maio
São Bernardo 2 x 2 Corinthians

| Canindé
Portuguesa 0 x 2 Palmeiras

1 Santos 13
Palmeiras 13
3 Americana 12
4 Mirassol 10
5 São Paulo 9
6 Ponte Preta 7
Paulista 7
8 Oeste 6
Mogi Mirim 6
Portuguesa 6
Corinthians 6
Bragantino 6
13 Ituano 5
São Bernardo 5
Linense 5
16 Santo André 4
Botafogo 4
Noroeste 4
19 São Caetano 2
20 Prudente 1

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PC Gusmão não é mais o treinador do Vasco!!!

Depois de um dos piores começos de temporada da história do clube, a diretoria vascaína resolveu tomar alguma atitude. E a que foi tomada foi a mais óbvia. Sobrou para o treinador. PC Gusmão foi demitido do cargo de comandante do time de São Januário.

O treinador não resistiu às três derrotas nos três primeiros compromissos do Vasco pela Taça Guanabara, principalmente pelo fato de ser surpreendido por três equipes pequenas do Rio de Janeiro. As derrotas frente ao Rezende (1 a 0), Nova Iguaçu (3 a 2) e Boa Vista (3 a 1) na última quinta-feira, fizeram com que PC Gusmão fosse dispensado pelo clube que é o lanterna do Grupo 2, com nenhum ponto conquistado até aqui. Após a última derrota, o presidente Roberto Dinamite concedeu entrevista coletiva, bancando a permanência do técnico. Porém, na manhã dessa sexta-feira, aconteceu uma reunião extraordinária, na casa de Dinamite, com outros membros da diretoria, fez com que o mandatário vascaíno mudasse de idéia.

Um dos pontos que pesaram contra o técnico foi a desconfiança de algumas pessoas no clube de que ele havia vazado a informação da discussão entre o capitão do time, Carlos Alberto e Roberto Dinamite no vestiário. O treinador tinha contrato com o clube até a metade do ano. Esta foi a segunda passagem de PC pelo Vasco como técnico. O ex-goleiro, reserva do clube no fim dos anos 80, teve a primeira chance como comandante na Colina quando treinou a equipe interinamente em 2001. Junto com o técnico, saem o auxiliar Acácio e o preparador físico Jorge Sotter. Ainda não foram divulgados nomes para o lugar do ex-treinador. O próximo compromisso do Vasco é domingo, simplesmente diante do rival Flamengo, às 19h30m, no Engenhão. Se isso não bastasse, o confronto deve marcar a estreia de Ronaldinho Gaúcho no Rubro-Negro.

Com a segurança de São Marcos…

GLOBOESPORTE.COM


Depois de quatro meses longe da meta palmeirense, o goleiro Marcos viu uma situação bem diferente quando saiu do gramado do Pacaembu, na partida da noite desta quinta-feira, contra o Paulista. Se antes o time deixava o campo sob desconfiança, agora existe esperança de dias melhores no Alviverde. Avaliando que o time palmeirense já apresenta melhores condições físicas, depois de quase 20 dias de treinamentos, o técnico Luiz Felipe Scolari resolveu promover o retorno do goleiro Marcos. O atleta de 37 anos não assumia a meta da equipe em um jogo oficial desde 5 de setembro passado, quando, em jogo contra o Cruzeiro, levou uma pancada perto do joelho esquerdo – o mesmo que havia sido submetido a uma artroscopia.

O pentacampeão foi bastante exigido nos primeiros 15 minutos, e mostrou que mantém a velha forma, fazendo boas defesas. Próximos na tabela do Paulistão, Palmeiras e Paulista faziam um jogo brigado no meio-campo. Até que a bola parada movimentou o placar. Kleber sofreu falta, e Assunção foi para a cobrança. O volante, que durante a semana chegou a reclamar da bola usada no Estadual, parece ter, finalmente, se adaptado ao novo modelo. Com precisão, ele colocou no cantinho esquerdo do goleiro Cristiano e fez 1 a 0, aos 19 minutos, no seu primeiro gol de falta no ano.

Aos 34, porém, Assunção precisou deixar o gramado por sentir dores na região da virilha – ele foi substituído por João Vitor. E assim o Palmeiras perdeu boa parte do meio-campo, ficando mais exposto aos ataques do Paulista. Marcos só não foi vencido por Hernani e companhia porque a defesa alviverde livrou o perigo a qualquer custo. Não foi raro ver Danilo ou Cicinho se atirando no chão. Sem saída de bola, sobrou o contragolpe em velocidade. E o Palmeiras soube aproveitar a oportunidade que teve, já nos minutos finais do primeiro tempo. Luan disparou e passou para Rivaldo, que rolou para Kleber fuzilar contra Cristiano. Com 2 a 0, o Alviverde matou as reações do Paulista no fim da primeira etapa.

No retorno do intervalo, o Paulista voltou apertando mais o Palmeiras. Mas, apesar de pressionar mais o rival, os erros de passes dificultavam a tentativa do time de Jundiaí de diminuir diferença. Vendo a sua equipe com dificuldades na armação das jogadas, Felipão mexeu. Como na partida contra o Oeste, ele tirou Dinei e colocou Patrik. E logo o Palmeiras conseguiu encaixar um contragolpe fatal. Aos 21, Cicinho tramou boa jogada com Patrik, que chutou cruzado, no canto direito de Cristiano, para ampliar a conta: 3 a 0. O gol do meia, que já havia marcado contra o Oeste, colocava o Palmeiras ainda mais na cola do líder Santos.

A noite só não foi perfeita porque Marcos não passou ileso no jogo. Aos 35 minutos, Rone levantou a bola na área, e a zaga palmeirense se atrapalhou, com Maurício Ramos marcando contra. Palmeiras 3 x 1 Paulista. Com a vitória, o Verdão conseguiu fechar a quarta rodada na cola do líder Santos. No próximo domingo, às 17h (de Brasília), o Palmeiras visita a Portuguesa, no Canindé. Já o Paulista tenta a recuperação no mesmo dia, mas às 19h30m, contra o Linense, fora de casa.

O líder Santos perdeu os dois primeiros pontos no Paulistão. Na Arena Barueri, o Peixe começou muito bem, mas acabou surpreendido pelo até então lanterna da competição, São Caetano. Com dois gols de Elano, Santos 3 x 3 São Caetano. Falando em supresa, a Ponte Preta, depois de bater o São Paulo, no Morumbi, conseguiu mais três pontos que não eram muito esperados. Dessa vez, a vítima foi a Portuguesa. Em pleno Canindé, a Lusa foi superada pela Macaca, e acabou derrotada por 3 a 1. E o São Paulo conseguiu se recuperar da última derrota em casa. Frente à sensação do campeonato até aqui, o Americana, o Tricolor enfrentou jogo durísssimo, mas conseguiu superar os anfitriões. 4 a 3.

Rodada 4
Quarta, 26/01/2011
| Décio Vitta
Americana 3 x 4 São Paulo

| Arena Barueri
Santos 3 x 3 São Caetano

| 1o. de maio
São Bernardo 0 x 2 Oeste

| Municipal de Mirassol
Mirassol 1 x 1 Santo André

| Canindé
Portuguesa 1 x 3 Ponte Preta

| Jayme Cintra
Ituano 3 x 3 Linense

| Alfredo de Castilho
Noroeste 2 x 2 Bragantino

Quinta, 27/01/2011
| Prudentão
Grêmio Prudente 1 x 1 Botafogo

| Pacaembu
Palmeiras 3 x 1 Paulista

Quinta, 17/02/2011
| Pacaembu
Corinthians x Mogi Mirim (Jogo adiado devido à participação do Corinthians na Taça Libertadores da América)

1 Santos 10
Palmeiras 10
3 Americana 9
São Paulo 9
5 Paulista 7
Mirassol 7
7 Oeste 6
Ponte Preta 6
Portuguesa 6
10 Corinthians 5
Bragantino 5
12 Ituano 4
São Bernardo 4
Noroeste 4
15 Mogi Mirim 3
Santo André 3
17 Botafogo 3
18 Linense 2
19 São Caetano 1
Prudente 1

Água e óleo…

Utilizando as palavras de meu sábio pai, fazendo uma referência que vem a calhar nesse momento. Água e óleo não conseguem se misturar. Não conseguem se adaptar um ao outro de maneira natural. Nem no mínimo de maneira satisfatória. É o que se observa quando o assunto é Corinthians e Taça Libertadores da América. Mais uma vez, o Timão iniciou sua trajetória no tão sonhado campeonato que lhe falta na sala de troféus. Porém, mais uma vez, o sonho corintiano pode ficar pelo caminho. Na verdade, o pesadelo pode se repetir sendo ainda mais trágico, intenso e de dores imediatas para a Fiel. No Campeonato Brasileiro do ano passado, o time de Parque São Jorge foi de virtual campeão para terminar apenas na terceira posição, sendo obrigado a disputar a chamada fase preliminar da Libertadores. O adversário… um desconhecido e fraco Deportes Tolima, da Colômbia. Que se preocuparia apenas em se defender em São Paulo, para tentar assustar de alguma forma no jogo de volta na Colômbia. E assim aconteceu. O Corinthians apresentou um futebol fraquíssimo, longe de ser digno de representar o Brasil na competição sulamericana. E decepcionou mais de 26 mil torcedores presentes ao Pacaembu.

O clima estava todo propício para uma festa, como não poderia ser diferente se tratando da torcida Fiel corintiana. Mas, dentro de campo, as coisas não aconteceram da forma esperada. Mesmo com toda a orientação e ciência de que é preciso se colocar o nervosismo de lado na Libertadores, parece que com o Corinthians isso não é possível. Os jogadores simplesmente não conseguem apresentar um futebol de qualidade e despreocupado com o que virá, mostrando nítidos e intensos nervosismo e ansiedade para que a coisa se resolva da melhor forma possível, e rápido. Coisa que não aconteceu.
Apesar de apresentar um toque de bola, e maior posse desde o início, o time da casa pecava nas tentativas de penetrar na defesa colombiana, que se guardava de maneira firme.

Com o tempo, a perna ficava cada vez mais pesada, os passes eram cada vez mais errados e a paciência da torcida foi se esvairindo. Roberto Carlos, Alessandro, Jucilei, Bruno César, Dentinho, Ronaldo… Todos erraram bastante. Com isso, os adversários começaram a se arriscar ao ataque. E chegaram com muito mais perigo que os anfitriões, que se defendiam com a perigosa linha de impedimento nos contra-ataques rivais. Aos 25 minutos, inclusive, o Tolima conseguiu até marcar um gol. Mas o árbitro Enrique Osses, do Chile, anotou um dos muitos impedimentos. Esse foi contestável. Quando o chileno apitou o fim da primeira etapa, as vaias já eram ouvidas, mas em volume baixo, mesmo com a Fiel ciente, de que, por mais incrível que parecesse, o Tolima havia sido melhor que o Corinthians nos primeiros 45 minutos.

No segundo tempo, os corintianos tentaram apoiar o time, como de praxe. Mas foi só os erros voltarem a aparecer, o nervosismo dos jogadores aumentar e ficar visível a cada minuto que passava para os torcedores irem desanimando e se revoltando. Até o posicionamento dos jogadores era confuso. Misteriosamente, um sumido Bruno César se apresentava na ponta direita, se escondendo atrás dos marcadores. Jorge Henrique buscava o jogo, tentando uma possível armação das jogadas, o que não é sua especialidade. O volante convocado por Mano Menezes para a Seleção em outras oportunidades, Jucilei, parecia precisar de uma bússola para se localizar, completamente perdido e irreconhecível.

Percebendo que a armação estava falha, o técnico Tite resolveu mudar aos dez minutos. Colocou Edno, que não conta com a simpatia da torcida, no lugar de Bruno César. Mas tudo dava errado. Aos 15, em chance na cobrança de falta, Roberto Carlos, tão temido nas oportunidades de bola parada, conseguiu acertar seu companheiro Jorge Henrique na entrada da área. O tempo passava e a aflição só aumentava e as coisas insistiam em não acontecer. A cada lance perdido, lamentação, crítica e revolta se tornavam cada vez mais perceptíveis no Pacaembu. Tite ainda mandou a campo Marcelo Oliveira e Danilo, nos lugares de Roberto Carlos e Dentinho, mas nada aconteceu mesmo. A pressão no final não fez com que houvesse gol algum na partida e o Corinthians vê bem perto a repetição de um pesadelo recorrente, mas dessa vez em versão curta. Corinthians 0 x 0 Deportes Tolima(COL).

Para os torcedores mais otimistas, uma boa notícia. Qualquer empate com gols no confronto da próxima semana, em Ibagué, na Colômbia, classifica o Timão. Ou seja, um gol marcado deixa o time brasileiro em boas condições. Porém, um novo 0 a 0 leva a definição aos pênaltis. E quem vencer, obviamente, vai à fase de grupos da Taça Libertadores da América. Lembrando que o vencedor do confronto entra no Grupo 7, com o também brasileiro Cruzeiro, o argentino Estudiantes e o paraguaio Guarani. O jogo decisivo acontece na próxima quarta-feira, dia 2 de fevereiro. No outro jogo envolvendo brasileiro na chamada Pré-Libertadores, o Grêmio, já sem o atacante Jonas, que se transferiu para o Valência, da Espanha, foi até o Uruguai, e também empatou. 2 a 2 com o Liverpool (URU). Na próxima semana o jogo acontece no estádio Olímpico, em Porto Alegre.

Misto morno…

Márcio Iannacca
GLOBOESPORTE.COM

Pendurados com um cartão amarelo, Juan, Neymar e Casemiro ficaram no banco. Danilo estava suspenso e desfalcou o Brasil. Para evitar perder jogadores por suspensões, Ney decidiu escalar o time misto, já que os cartões serão zerados para o hexagonal final. O Brasil demorou a encaixar uma jogada. Mas quando conseguiu, deu show. Aos 23, Alan Patrick iniciou o contra-ataque no meio-campo e tocou para Oscar. O meia do Internacional deu um lindo passe de calcanhar para Henrique, que entrou na área e bateu no canto direito do goleiro Jaramillo.

Cinco minutos depois, o Equador perdeu o camisa 10 Cazares, que recebeu cartão vermelho por falta em Alan Patrick. Vale lembrar que o mesmo árbitro Diego Abal expulsou na estreia dois jogadores do Brasil e o técnico Ney Franco. Na etapa final, Ney colocou Lucas e Willian José em campo aos oito minutos, reforçando o meio-campo. Porém, aos 17 Lucas recebeu um cartão amarelo e deixou o técnico preocupado com suspensão para o hexagonal: aos 19, o camisa 10 foi substituído por Alex Sandro.

Mas o jogo, sem maiores emoções nem ameaças para os brasileiros, terminou mesmo com a vitória pela diferença mínima, Equador 0 x 1 Brasil, e garantiu para o time canarinho o primeiro lugar do Grupo B do Sul-Americano Sub-20. O resultado no estádio Jorge Basadre deixou a Seleção com 10 pontos, seguida por Equador e Colômbia com quatro. O Paraguai tem três, e a Bolívia aparece com um. Os quatro países chegarão à última rodada, na próxima sexta, com chances de classificação (entram os três primeiros). No Grupo A, a Argentina já garantiu uma vaga. O campeão e o vice do Sul-Americano jogarão as Olimpíadas de 2012. Os quatro primeiros colocados vão para o Mundial Sub-20 deste ano, que será realizado na Colômbia.

Mano inicia os trabalhos de 2011…


No final da manhã dessa terça-feira, o técnico Mano Menezes anunciou a sua primeira convocação no ano de 2011. A lista foi divulgada para a disputa do primeiro compromisso da Seleção no novo ano, o amistoso diante da França, dia 9 de novembro, em Paris. Na escolha, Mano optou por não convocar jogadores que atuam no Brasil, com a justificativa de não prejudicar a preparação e o retorno das equipes brasileiras às atividades. De maior novidade entre os chamados do treinador brasileiro, tem os retornos do goleiro Julio César, titular do Brasil na Copa do Mundo de 2010, e Hernanes, que foi chamado na primeira lista de Mano, mas não vinha sendo lembrado mais pelo comandante da Seleção. Além deles, surpresa para a presença de Jadson, ex-Atlético/PR, atualmente no Shakhtar Donetsk, da Ucrania, e Renato Augusto, ex-Flamengo, e que joga no Bayer Leverkusen, da Alemanha. Eis a lista completa:


Goleiros
Julio Cesar (Inter)
Gomes (Tottenham)
Neto (Fiorentina)

Laterais
Daniel Alves (Barcelona)
Rafael (Manchester United)
Marcelo (Real Madrid)
André Santos (Fenerbahçe)

Zagueiros
Breno (Bayern)
David Luiz (Benfica)
Thiago Silva (Milan)
Luisão (Benfica)

Volantes
Lucas (Liverpool)
Ramires (Chelsea)
Sandro (Tottenham)
Elias (Atlético de Madri)
Hernanes (Lazio)

Meias
Anderson (Manchester United)
Renato Augusto (Bayer Leverkusen)
Jadson (Shaktar)

Atacantes
Robinho (Milan)
Alexandre Pato (Milan)
André (Dínamo de Kiev)
Hulk (Porto)

Flamengo conquista a Copa SP!!!

Carolina Elustondo
GLOBOESPORTE.COM


O sol resolveu aparecer com força no aniversário de São Paulo e tirou cada gota de suor dos jogadores e dos torcedores. Empurrado pela torcida que era maioria e encheu o Pacaembu, o Flamengo encontrou nos primeiros minutos um Bahia nervoso na final da Copa São Paulo de Futebol Júnior. E logo esse nervosismo baiano foi aproveitado pelos rivais. Aos sete minutos, depois do escanteio, o zagueiro Frauches pegou uma sobra na área e, de pé esquerdo, soltou a bomba, acertando a rede de Renan, sem chances para o goleiro: 1 a 0 para o Rubro-Negro.

Mas o técnico tricolor, Laelson Lopes, não estava nada satisfeito com o desempenho de sua equipe. E foi ousado. Ainda aos 11 minutos da primeira etapa, fez uma mudança: tirou o lateral João Marcos, que sentia dores, e colocou Valson, mais ofensivo, para tentar chegar ao empate. Aos poucos a mudança surtiu efeito. O Flamengo até chegava mais, mas perdia a bola pedindo faltas. Até que, aos 30 minutos, conseguiu um pênalti após Marllon acertar um chute no rosto de Rafael. Festa dos torcedores tricolores, que estavam em menor número, mas muito animados. O próprio Rafael anotou com uma cobrança alta, bem colocada, e registrou o empate.

(Foto: Marcos Ribolli/Globoesporte.com)


Foi a vez de o Flamengo sentir o impacto do gol e se enrolar em campo. César seguiu sendo exigido pelo ataque do Bahia. Mas, aos poucos, o time carioca voltou a criar boas chances. E, mais uma vez, a cair demais pedindo falta, o que não comovia a arbitragem. E o Bahia, um pouco mais relaxado, guardou energia para o segundo tempo. Segunda etapa essa na qual o Tricolor voltou tranquilo e disposto a virar o jogo. O goleiro flamenguista continuava a fazer defesas importantes. O Flamengo ainda tentava entrar no ritmo mas, sem uma boa atuação de Negueba, que é considerado o principal atleta do grupo, era afobado e tinha dificuldades de trocar passes nos contra-ataques.

Em um lance individual, o atacante Lucas sofreu falta dura de Dudu e precisou ser substituído pouco depois. O jogador do Bahia poderia ter sido expulso, mas recebeu amarelo. Só que o vermelho que não veio naquele momento apareceu aos 23 minutos. O mesmo Dudu puxou a camisa e derrubou na área Thomas, que entrou na vaga de Lucas. O atleta do Bahia foi mais cedo para o chuveiro. Negueba bateu com tranquilidade, no canto alto direito do gol de Renan.

O gol e a expulsão deram ao time carioca o ânimo e a confiança que estavam faltando. A partir daí, o Rubro-Negro passou a bombardear a defesa do Bahia com várias oportunidades em velocidade, principalmente com Thomas. Negueba, que não vinha bem, também cresceu na partida. O Bahia, com um a menos e sofrendo também com o calor, tinha muita dificuldade de segurar o adversário, mas conseguia na medida do possível. No minuto final, o Bahia calou a torcida do Flamengo por um instante: Laercio pegou uma sobra pela esquerda, sozinho na área, e chutou para o gol. César espalmou e salvou o título do Fla. O goleiro ainda faria outra defesa em chute de longe de Filipe. Depois do sufoco, a torcida do Flamengo soltou o grito de “é campeão”! Flamengo 2 x 1 Bahia.

Depois de 21 anos, o Flamengo volta a fazer festa no dia do aniversário de São Paulo. Com as presenças da presidente Patrícia Amorim e do técnico Vanderlei Luxemburgo como torcedores ilustres, a equipe carioca conquistou seu segundo título na história da competição – o primeiro foi em 1990, em um time que tinha Marcelinho Carioca, Djalminha, Paulo Nunes, Júnior Baiano e Nélio. Os nomes de hoje são César, Negueba, Frauches, Rafinha, Lucas e Adryan.

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