Arquivo para agosto \20\UTC 2010

Santo porco…

Julyana Travaglia
GLOBOESPORTE.COM


Foi uma noite de tensão, emoção, aflição e alívio no Pacaembu. A quinta-feira que estava programada para ser toda do velho “São Marcos”, ídolo palmeirense que comemorava 500 partidas pelo clube, também foi de outros dois santos; o torcedor conheceu “São Tadeu” e “São Marcos Assunção”.

(Foto: Ag. Estado)


O técnico Luiz Felipe Scolari não pode reclamar da torcida. Quem enfrentou a noite fria da capital paulista e compareceu ao Pacaembu empurrou o time do primeiro minuto até mesmo quando os jogadores já estavam nos vestiários para o intervalo. Mas a sincronia dos torcedores, que criaram um mosaico com o rosto de Marcos e o número 500 – alusivo à quantidade de jogos pelo clube – , demorou a aparecer em campo. Usando o mesmo time que venceu o Atlético-PR no último sábado, pelo Brasileiro, Felipão viu o Palmeiras nervoso. Embora tivesse a bola por mais tempo, a equipe não conseguia marcar. Foram raras as vezes em que o goleiro Marcos foi ameaçado. Apenas Viáfara trabalhava com intensidade.

A tensão atingiu também Scolari, que não parava de gesticular à beira do gramado. A aflição tinha motivo. Mesmo tendo a posse de bola, o Palmeiras não conseguia vencer Viáfara e a sua própria ansiedade por sentir que tinha que fazer logo um gol. Só nos acréscimos do primeiro tempo as sensações mudaram no Pacaembu. Da tensão, veio um alívio. Da precisão de um passe, veio a esperança. No toque certeiro de Marcos Assunção, um dos homens de confiança de Scolari, saiu o gol palmeirense. O passe foi para Tadeu, que só encobriu Viáfara e correu para o abraço, aos 47 minutos. Abraços no campo e nas arquibancadas. Aplausos de Felipão para seus comandados. Um toque de esperança para a classificação. Um terço da missão estava cumprida.

Para ter a missão completada com sucesso, o Palmeiras precisava de mais dois gols – 2 a 0 empataria a conta e levaria a disputa para os pênaltis. Mas o Vitória voltou disposto a não facilitar as coisas para os paulistas. Ex-dirigente do Alviverde, o técnico Toninho Cecílio, do rival baiano, tratou de adiantar seus jogadores para conter a euforia palmeirense. Assim, ele aproximou Thiago Humberto e Elkeson de Schwenck. Mas os baianos não contavam com uma lambança do colombiano Viáfara. Aos 12 minutos, o goleiro resolveu trocar as mãos pelos pés e complicou a vida do Vitória. Ele foi até a lateral de campo afastar o perigo e, inexplicavelmente, ficou prendendo a bola sob a marcação de Tadeu. Tocou para frente, no pé de Fabrício. O zagueiro pegou a sobra e viu Márcio Araújo livre pelo lado direito. O volante, improvisado na lateral, chutou cruzado e a bola sobrou para o próprio Tadeu marcar novamente: 2 a 0.

O volume de jogo palmeirense era muito superior ao do time baiano. Enquanto os paulistas já tinham dado 20 chutes em direção ao gol até os 35 minutos do segundo tempo, a equipe rubro-negra só havia arriscado em quatro oportunidades. No entanto, mesmo com o domínio, o terceiro gol, aquele que garantiria a classificação sem o nervosismo dos pênaltis, teimava em não sair. Conforme os ponteiros do relógio avançavam, o Vitória se mostrava satisfeito com a loteria das penalidades. Nas arquibancadas, as palmas se alternavam com os dedos cruzados. E nascia outro santo no Pacaembu, outro ‘santo’ chamado Marcos dos Santos Assunção (seu nome completo). Aos 43 minutos, o Palmeiras conseguiu uma falta na intermediária. Estava um pouco longe, mas o especialista Marcos Assunção secou a bola com a camisa, se concentrou e disparou a bomba! Impressionantemente, o que parecia impossível estava acontecendo. A bola entrou na chamada ‘forquilha’ e o Verdão marcava o terceiro que tanto precisava. O placar de 3 a 0 colocava o Alviverde na fase internacional da Sul-Americana. Festa nas arquibancadas. Era a noite de “São Tadeu” e “São Assunção” e claro, “São Marcos”. Palmeiras 3 (3) x (2) 0 Vitória.

Derrotado na primeira partida por 2 a 0, há uma semana, no Barradão, o time paulista conseguiu uma virada na base da raça, da garra e com o apoio de mais de 20 mil torcedores. O técnico Luiz Felipe Scolari provou que o espírito “copeiro” que o consagrou na primeira passagem pelo clube, ainda vive. O adversário do Palmeiras nas oitavas de final será U. de Sucre (BOL), Colo Colo (CHI) ou Cerro Porteño (PAR). O terceiro espera pelo confronto entre os dois primeiros.

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Inter campeão da América 2010!!!

Daniel Cassol, Jeremias Wernek e Marinho Saldanha
UOL ESPORTE


Antes do apito inicial, parecia que seria fácil. A vantagem era toda do Inter, que havia vencido por 2 a 1 em Guadalajara. Mas o time de Celso Roth entrou em campo nervoso, errou passes, e até esboçou um quadro de tragédia no Beira-Rio. Mas um herói colorado, uma jovem promessa e o ‘talismã’ da equipe na competição viraram o jogo e deram ao Inter o bicampeonato da Libertadores.

Pelé entregou a taça ao capitão Bolívar


O primeiro tempo da decisão do Beira-Rio foi amarrado. O Internacional não foi nem um arremedo daquele que dominou o jogo de Guadalajara. Já o Chivas, amparado pelas faltas no centro do campo, se manteve seguro. Especulava com lançamentos longos ou ataques pelos flancos. No time gaúcho, Sóbis começou apagado e o meio teve como destaques Tinga e D’Alessandro. Kleber e Nei não chegavam com constância e simplesmente serviam para tabelas e combinações dos meias. O Inter parecia pouco à vontade para se expor e arriscar jogadas de ataque. O silêncio da torcida durante boa parte da etapa inicial era um sinal de que o maduro Inter que havia dominado o jogo no México havia levado a cautela dos discursos da semana para dentro do gramado do Beira-Rio.

Substituto de Alecsandro, que ficou fora por lesão, Rafael Sóbis só foi chutar ao gol com 28 minutos do primeiro tempo. Mas o caminho para o Inter abrir o marcador era ocupado por um adversário firme e capaz de contragolpear rapidamente. Foi assim que, aos 42 minutos, De Luna cruzou para Bravo, que ajeitou de cabeça para o interior da área. Fabián, quase na marca do pênalti, girou e acertou um voleio sem chances para Renan. Era apenas o segundo gol sofrido pelo Inter dentro do Beira-Rio na Libertadores.

O susto do primeiro tempo fez o Inter voltar do intervalo com vontade de resolver as coisas imediatamente. D’Alessandro trocou de lugar com Taison e o volante Guiñazu apareceu mais no ataque. Mas, de novo, o Inter esbarrava na marcação mexicana. O Inter seguia nervoso, ao passo que o Chivas comprovava o que haviam dito os jogadores mexicanos ao longo da semana, quando lembravam das boas atuações fora de casa na competição. Firme na defesa e com bom toque de bola, aos poucos o Chivas foi acalmando o jogo e deixando o Beira-Rio em silêncio outra vez. Mas o que era tensão se transformou em alegria aos 16 minutos do segundo tempo. Quando o Chivas parecia que voltaria a controlar o jogo, Kleber acertou um cruzamento em curva da esquerda e Rafael Sóbis, herói do título de 2006, se antecipou ao goleiro e empurrou para o gol. Festa solitária de Sóbis, que ainda machucou o braço no lance. Um gol para mudar o rumo da partida e devolver a confiança no bicampeonato.

Mais seguros, os colorados tocavam a bola e chegavam com mais força ao ataque, agora com a participação do meia Giuliano, que entrou no lugar de Taison. O Chivas, no entanto, não deixava de assustar, principalmente em falhas da defesa do Inter. Rafael Sóbis deixou o campo para entrada do jovem Leandro Damião, que, em sua primeira participação, após um levantamento na área, acabou acertando o companheiro Tinga. O volante quase sai de campo mais cedo, assim como havia acontecido em 2006, mas Tinga voltaria a campo com uma touca de natação vermelha, protegendo o corte na cabeça.

Porém, aos 30 minutos, Leandro Damião, se redimiu do choque com o campanheiro e m grande estilo. O jovem, que fazia seu primeiro jogo em sua primeira participação na Libertadores, aproveitou um passe errado do defensor mexicano, aplicou um ‘drible da vaca’ no zagueiro Luna e disparou com muita velocidade em direção ao gol. Chutou forte, a bola bateu no goleiro Luis Michel e morreu nas redes, para a explosão do Beira-Rio.

O jogo seguiu pegado até o final, Tinga acabou deixando o campo para entrada de Wilson Matias e o Inter segurou o resultado. Mas, depois de uma competição excelente que fez, não poderia faltar o gol dele. Aos 44 minutos, Giuliano confirmou a fama de ‘talismã’ da equipe. O camisa 11 dominou na entrada da área e, em ótima movimentação passou no meio de dois marcadores antes de tocar por cima de Michel, que saía a seus pés. Terceiro gol do Inter. Sexto gol do meia na Libertadores.

O Chivas ainda chegaria ao segundo gol, com Araújo aproveitando o rebote. Mas já não havia mais tempo. Oscar Ruiz apontou o centro do gramado e as provocações entre mexicanos e brasileiros se transformaram em um princípio de briga, que logo foi controlado e a festa vermelha tomou conta do Beira-Rio. Depois de quatro anos, o Inter volta a conquistar a América. O clube consolida seu domínio em terras sul-americanas e volta a ter a oportunidade de disputar o Mundial Interclubes em dezembro. Iguala o número de títulos da Libertadores do rival Grêmio, segue sendo o único clube brasileiro com conquistas internacionais desde 2006 e entra definitivamente para a lista dos grandes do futebol mundial.

Internacional 3 x 2 Chivas Guadalajara
Inter: Renan; Nei, Bolívar, Índio e Kléber; Sandro, Tinga (Wilson Mathias), Guiñazú e D’Alessandro; Taison (Giuliano) e Rafael Sóbis (Leandro Damião). Téc. Celso Roth

Chivas: Luis Michel; Magallón, Luna, Reynoso e Ponce (Escalante); Araújo, Baéz (Vázquez) e Fabián; Arellano, Bautista e Omar Bravo. Téc. Jose Luis Real

Estádio: Beira-Rio, em Porto Alegre (RS).
Árbitro: Oscar Ruiz (Fifa/Colômbia). Auxiliares: Abraham González (Colômbia) e Humberto Clavijo (Colômbia).

Sulamericana não está pra Peixe…

GLOBOESPORTE.COM

É o fim do sonho santista de conquistar tudo em 2010. O Avaí fez valer a vantagem conquistada no primeiro jogo, quinta-feira passada, no Pacaembu, quando venceu por 3 a 1, e está nas oitavas de final da Copa Sul-Americana. Com 14 minutos de jogo, o Avaí poderia estar vencendo o Santos por 2 a 0. A equipe da casa começou em cima, tocando muito bem a bola e envolvendo a equipe visitante, que dava muitos espaços, principalmente entre o zagueiro Durval e o lateral-esquerdo Léo. Por ali, abriu-se um enorme espaço que o lateral-direito Patric, do Avaí, soube ocupar. O Santos tinha dificuldades para sair jogando. Sofria com a forte marcação do Avaí. Rudnei e, principalmente, Marcinho Guerreiro eram carrapatos que não desgrudavam de Paulo Henrique Ganso e Neymar.

Aos 14, a equipe catarinense teve uma grande chance para marcar, mas o capitão santista Edu Dracena salvou. Primeiro, o zagueiro se atrasou para sair e deu condições para Rudinei, que entrou livre pelo meio e tocou na saída de Rafael. Dracena correu, correu e conseguiu alcançar a bola, quando ela já começava a ultrapassar a linha fatal. Valeu como um gol alvinegro. Mas a partir dos 20 minutos, porém, o jogo mudou de lado. O Peixe colou a bola no chão e passou a tocar bem, sempre em direção do gol, como tem sido o seu estilo neste ano. Marquinhos, que foi revelado pelo Avaí e até hoje é reverenciado pela torcida, apareceu e dividiu as atenções com Ganso. Aos 23, ele acertou um lindo toque de calcanhar pelo alto para Zé Eduardo, que dominou, passou pela marcação e, mesmo sem ângulo, pegou um chute certeiro, que entrou no canto direito de Renan. Um belo gol, que renovava as esperanças santistas.

Na verdade, faltavam ainda mais dois gols. Dois gols que não vieram. O Santos passou o segundo tempo com a bola nos pés, trocando passes, mas insistindo muito nas jogadas pelo meio. Isso porque os dois laterais, Pará e Léo, não apareceram para o apoio. Marcando implacavelmente, o meio de campo do Avaí ia destruindo as jogadas do Peixe e, graças aos espaços deixados pelos santistas, criou chances de gol, obrigando a um já recuperado da grave contusão no jogo de ida, Rafael, fazer boas defesas para salvar o time da Vila. Dorival ainda tentou. Lançou Madson, Marcel, mas, apesar de todo o volume de jogo do Peixe, o Avaí não passou por nenhum grande apuro no segundo tempo e, até com certa tranquilidade, assegurou sua classificação. Avaí 0 (3) x (2) 1 Santos.

Agora, o Avaí aguarda o vencedor de Universidad San Martín-PER e Emelec-EQU, que se enfrentam nos dias 15 e 23 de setembro.

Antônio Carlos é o novo técnico do Prudente!!

GLOBOESPORTE.COM

Depois de uma semana sem técnico, após a saída de Toninho Cecílio do comando, o Grêmio Prudente anunciou nesta terça-feira seu substituto: Antônio Carlos Zago, ex-Palmeiras e São Caetano, é o novo treinador do clube. Antônio Carlos, que já mora em Presidente Prudente, estava desempregado desde sua demissão do Verdão, em maio. Foram três meses à frente do Alviverde. Com a saída de Toninho Cecílio para o Vitória, Diego Cerri assumiu interinamente o comando da equipe do interior paulista. Na última rodada do Brasileirão, a equipe perdeu em casa para o Vasco por 2 a 1.

Zago assinou contrato até o final do Campeonato Paulista de 2011 e será apresentado oficialmente nesta quarta-feira, às 15h, no estádio Prudentão. O treinador já irá comandar o treino de quarta-feira e estará à frente da equipe para a partida contra o Goiás, sábado, às 18h30m, no Serra Dourada.

Fluzão dispara na dianteira…

GLOBOESPORTE.COM

Um domingo perfeito para o torcedor tricolor, que compareceu em bom público ao Maracanã, quase 60 mil presentes, com direito a vitória, tropeço do principal adversário e folga na liderança do Brasileirão. Os escalados do Inter eram os reservas, já que o time joga contra o Chivas no jogo de volta da Final da Libertadores, na quarta-feira, mas nomes como Fabiano Eller, Tinga e Rafael Sóbis deixavam claro que o Inter estava longe de ser moleza para o Fluminense. Ciente disso, o Tricolor começou a partida a mil por hora, empurrado pela torcida e com um Emerson, recuperado de lesão, endiabrado. Correndo de um lado para o outro, o Sheik buscava espaços e tentava levar a equipe ao ataque. O Colorado, por sua vez, bem postado na defesa, criava dificuldades. Entretanto, no ataque, os gaúchos não tinham força.

Trocando passes no campo ofensivo, a equipe de Muricy Ramalho tinha dificuldade de encontrar espaços, mas dominava a partida e passou a martelar em busca do gol. Aos 11, a primeira explosão nas arquibancadas: o placar eletrônico anunciou o gol do Avaí contra o Corinthians, na Ressacada. Mais líder do que nunca, o Fluminense passou a impor um ritmo avassalador. Oito minutos depois, a alegria aumentou. Após lançamento de André Luis em cobrança de falta, Mariano avançou com liberdade pela direita, cortou para o meio e arriscou de canhota. A bola desviou em Fabiano Eller e morreu mansa no fundo do gol de Renan: 1 a 0. Extasiado, o torcedor começou a gritar que o show estava começando, e o Colorado se perdeu em campo.

Tanto que não demorou muito para o Tricolor ampliar. Aos 22, depois de cruzamento despretensioso na área, Fabiano Eller, que não esteve em boa tarde, tirou a bola das mãos de Renan e colocou para escanteio. Na cobrança, Conca colocou com perfeição na cabeça de Washington, que testou firme e fez o segundo.

Soberano em campo, o Flu passou a adotar uma prática comum desde o retorno do Brasileirão após a Copa: recuou e esperou os espaços para contra-ataques. Na volta para o segundo tempo, o Fluminense manteve a mesma estratégia, evitando se expor e explorando os contragolpes. Aos 6 e aos 11, o Avaí marcou duas vezes e fez 3 a 1 no Corinthians, garantindo a festa no Maracanã. Assim como no primeiro tempo, as notícias vindas de Santa Catarina pareciam empolgar mais ainda os jogadores tricolores. A prova disso é que aos 14, no primeiro contra-ataque do segundo tempo, Mariano tocou para Conca, que deixou Emerson em excelente posição. Na frente de Renan, ele tocou para o fundo do gol e manteve a média: quatro jogos e quatro gols.

A partir daí, parecia que o que acontecia em campo era o que menos importava. Os nomes de Emerson e Muricy foram gritados, seguido de “olas” e aplausos a cada passe mais enfeitado. Ao término da partida, a festa se fez completa com a “união” de jogadores e torcedores. Enquanto na arquibancada canções eram entoadas, em campo a equipe deu as mãos e agradeceu o apoio. Fluminense 3 x 0 Internacional.

Em Florianópolis, o jogo acabou mesmo com a vitória do Avaí para cima do Corinthians (3 a 2), sendo assim, o Tricolor é agora ainda mais líder da competição, abrindo quatro de vantagem sobre os paulistas. Na próxima rodada, o Fluminense tem o clássico contra o Vasco, às 18h30m (de Brasília), no Maracanã, em partida que deve marcar a estreia de Deco. Antes do jogo deste domingo, o luso-brasileiro entrou em campo para saudar o torcedor. O Inter recebe o Atlético-GO, no mesmo dia, às 16h, em Porto Alegre.

Nos outros jogos da rodada 14, o Palmeiras, finalmente conseguiu sua primeira vitória sob o comando de Luis Felipe Scolari. No Pacaembu, o Verdão bateu o Atlético/PR, no sábado. No domingo, o São Paulo estreou seu novo comandante, Sérgio Baresi, e se salvou somente nos acréscimos. Ricardo Oliveira marcou aos 46 e empatou o jogo em 2 a 2. E em Salvador, a reedição da decisão da Copa do Brasil. E a disputa teve o mesmo vencedor da última partida, mas dessa vez quem comemorou foram os baianos realmente. Goleada. 4 a 2.

Rodada 14
Sábado, 14/08/2010
| Pacaembu
Palmeiras 2 x 0 Atlético/PR
| Ipatingão
Atlético/MG 3 x 1 Guarani
| Serra Dourada
Atlético/GO 0 x 2 Botafogo
| Maracanã
Flamengo 1 x 0 Ceará

Domingo, 15/08/2010
| Maracanã
Fluminense 3 x 0 Inter
| Ressacada
Avaí 3 x 2 Corinthians
| Eduardo Farah
Grêmio Prudente 1 x 2 Vasco
| Barradão
Vitória 4 x 2 Santos
| Morumbi
São Paulo 2 x 2 Cruzeiro
| Olímpico
Grêmio 2 x 0 Goiás

1 Fluminense 32
2 Corinthians 28
3 Avaí 22
4 Botafogo 21
5 Cruzeiro 21
6 Ceará 21
7 Inter 20
8 Flamengo 20
9 Vasco 20
10 Palmeiras 19
11 Santos 18
12 Guarani 18
13 São Paulo 17
14 Vitória 17
15 Grêmio 15
16 Prudente 15
17 Atlético/PR 14
18 Atlético/MG 13
19 Goiás 13
20 Atlético/GO 9

Eita ressaca brava!

Parecia que o Peixe ainda estava em comemoração. Sem aquela vontade, aquela técnica, aquela organização que estamos acostumados a ver sendo desempanhadas pelo time da Vila Belmiro. Ressaca ainda do título da Copa do Brasil, conquistado hà 8 dias atrás, e também das convocações e das excelentes exibições de seus meninos na Seleção Brasileira. E foi nesse clima que o Santos mandou seu jogo de estreia pela Copa Sulamericana no Pacaembu, e não se deu nada bem diante do Avaí.

O time de Dorival, cujo discurso era lutar árduamente também pelo título sulamericano, inédito e internacional, entrou quase com força máxima. Já sem André, vendido ao Dínamo de Kiev, e Robinho, que retornou ao Manchester City, só não contou desde o início com os craques Paulo Henrique Ganso e Neymar. Os jogadores, que atuaram pelo Brasil na terça-feira, começaram no banco de reservas. Marcel no lugar de André. Madson em vez de Neymar. Zé Eduardo por Robinho. Marquinhos tentando fazer as vezes de Ganso. Sem o Quarteto Santástico, que brilhou no primeiro semestre, o Peixe foi um time previsível, sem articulação de jogadas, sem velocidade, presa fácil para a marcação adversária. A diferença técnica é gritante. O primeiro tempo evidenciou isso, e os visitantes aproveitaram com eficiência.
Marcando muito bem e saindo sem medo para o ataque, os catarinenses abriram o placar aos 16 minutos. Depois de boa jogada pela direita, Caio fez o cruzamento, ninguém conseguiu cortar, o goleiro Rafael tentou o corte na marca do pênalti, afastou parcialmente mas a bola sobrou para o volante Rudnei, que bateu de primeira para as redes. 1 a 0 Avaí.

O Santos se assustou com o gol sofrido, e passou a jogar com pressa para igualar o marcador. Com isso, os erros ainda aumentaram. Principalmente nos passes. De chance mais clara, apenas uma cabeçada de Marcel, que o goleiro Zé Carlos salvou fazendo grande defesa. Mas foi só isso.
Para a etapa final, Dorival Júnior mandou a campo a dupla sensação do futebol nacional no momento. Ganso no lugar de Madson e Neymar substituindo o lateral Léo. Mesmo assim, a marcação de Marcinho Guerreiro, Caio e Rudnei não vacilava.


Partindo muito para cima na tentativa da reação, os santistas se abriram na defesa, dando espaços para os contra-ataques. Aos 13 minutos, susto duplo para o time da Vila. Vandinho saiu de frente para Rafael, que salvou o chute do atacante do Avaí, mas na sequencia, o zagueiro Durval vinha na corrida e acertou uma joelhada na cabeça do jovem goleiro. Rafael ainda tentou continuar em campo, mas não foi possível. Apesar de consciente, teve de vestir um colar cervical para imobilização e deixar o Pacaembu em uma ambulância, direto para o hospital. Segundo o médico do clube, Rafael Zogaib, ficou constatado que o camisa 1 santista sofreu um leve traumatismo craniano, passou a noite internado sob observação, mas está bem.


Rafael saiu, Felipe entrou em seu lugar, e como desgraça pouca é bobagem, logo em seguida, um erro na saída de bola da defesa do Peixe, resultou no segundo gol visitante. Depois do lançamento, Vandinho ganhou na corrida de Edu Dracena, viu Felipe adiantado, e deu apenas um leve toque na bola, encobrindo o arqueiro. Um golaço.

Dez minutos depois, aos 28, Neymar, que até então nem havia encostado direito na bola, resolveu ser Neymar. Arrancou pelo meio em velocidade, se livrando de dois marcadores e rolando de maneira açucarada para Zé Eduardo que entrava em diagonal pela direita. Zé bateu forte de primeira e acertou o ângulo, sem nenhuma chance defesa, diminuindo a vantagem dos comandados de Antônio Lopes.

Com o gol, acendeu-se a esperança de empate para os santistas, com isso, todo mundo foi para cima, e mais uma vez, esqueceram da defesa e cederam mais espaços. Falha que não foi perdoada pelos rivais. Aos 31, uma falta cobrada com rapidez sacramentou o placar. A zaga parou e Caio aparaceu totalmente livre, de frente para Felipe, pela direita na grande área. Com tranquilidade, o meia esperou a chegada de Vandinho pelo meio, que foi mais veloz que a dupla de zaga adversária e só empurrou para o fundo da rede. Santos 1 x 3 Avaí.

Para piorar ainda mais a situação, no final do jogo, em uma dividida na linha de fundo, Neymar levou a pior, se machucou e teve de sair chorando de dor e ainda carregado do gramado. Com o resultado, o Avaí pode perder até por dois gols de diferença na Ressacada, na próxima quinta-feira, que elimina o Santos da Sulamericana. Ao Peixe resta vencer por três gols ou dois, a partir de 4 a 2. No outro confronto brasileiro pela competição, o Grêmio estreou o novo treinador Renato Gaúcho e não poderia ser pior. Estrear sendo eliminado de um torneio. O time gaúcho jogou mal novamente e foi derrotado pelo Goiás de Émerson Leão, 2 a 0, em pleno estádio Olímpico.

Urgente! Neymar sai a qualquer momento…


Era de se imaginar que esse momento seria logo. Por mais que o Santos tente segurar e não se deixar seduzir, é iminente a saída de Neymar da Vila Belmiro. Depois de perder Robinho, que retorna ao Manchester City, da Inglaterra, e André, que foi vendido ao Dínamo de Kiev, da Ucrânia, o Peixe está prestes a perder seu terceiro elemento do quarteto ‘santástico’ que se apresentou pela Seleção Brasileira essa semana. Neymar, que teve uma atuação brilhante na vitória no amistoso diante dos Estados Unidos, já vinha sendo assediado não é de hoje por grandes times europeus, parece que agora terá sua transferência confirmada.

O próprio jovem jogador também já manifestou o desejo de partir para o exterior, principalmente com a expectativa de uma alta quantia financeira. E a transação deve mesmo acontecer muito em breve. Na manhã dessa quinta-feira, o Chelsea, da Inglaterra, se mostrou disposto a desembolsar valores imponentes para contratar o atacante de 18 anos. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, um jantar em Nova Iorque, nessa quarta-feira, entre o pai de Neymar, seu empresário Wágner Ribeiro, o presidente do Santos, Luis Álvaro Ribeiro e os representantes do clube inglês, já teria até fechado o acordo. Em contrapartida, o presidente santista nega que tenha participado do encontro e reiterou que qualquer interessado precisa aumentar a proposta do Chelsea para levar o garoto.

A multa recisória de Neymar no Santos é de R$ 79 milhões de reais. No começo da próxima semana, o Chelsea deve fazer nova proposta, se aproximando desse valor (algo em torno de € 30 milhões -R$ 68,1 milhões), o que já agrada todos os representantes do camisa 11. Resta agora saber se o atual campeão Paulista e da Copa do Brasil liberará o mais badalado ‘Menino da Vila’.

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