Arquivo para 12 de agosto de 2010

Urgente! Neymar sai a qualquer momento…


Era de se imaginar que esse momento seria logo. Por mais que o Santos tente segurar e não se deixar seduzir, é iminente a saída de Neymar da Vila Belmiro. Depois de perder Robinho, que retorna ao Manchester City, da Inglaterra, e André, que foi vendido ao Dínamo de Kiev, da Ucrânia, o Peixe está prestes a perder seu terceiro elemento do quarteto ‘santástico’ que se apresentou pela Seleção Brasileira essa semana. Neymar, que teve uma atuação brilhante na vitória no amistoso diante dos Estados Unidos, já vinha sendo assediado não é de hoje por grandes times europeus, parece que agora terá sua transferência confirmada.

O próprio jovem jogador também já manifestou o desejo de partir para o exterior, principalmente com a expectativa de uma alta quantia financeira. E a transação deve mesmo acontecer muito em breve. Na manhã dessa quinta-feira, o Chelsea, da Inglaterra, se mostrou disposto a desembolsar valores imponentes para contratar o atacante de 18 anos. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, um jantar em Nova Iorque, nessa quarta-feira, entre o pai de Neymar, seu empresário Wágner Ribeiro, o presidente do Santos, Luis Álvaro Ribeiro e os representantes do clube inglês, já teria até fechado o acordo. Em contrapartida, o presidente santista nega que tenha participado do encontro e reiterou que qualquer interessado precisa aumentar a proposta do Chelsea para levar o garoto.

A multa recisória de Neymar no Santos é de R$ 79 milhões de reais. No começo da próxima semana, o Chelsea deve fazer nova proposta, se aproximando desse valor (algo em torno de € 30 milhões -R$ 68,1 milhões), o que já agrada todos os representantes do camisa 11. Resta agora saber se o atual campeão Paulista e da Copa do Brasil liberará o mais badalado ‘Menino da Vila’.

Porco chafurda na lama…

GLOBOESPORTE.COM

Felipão: 6 jogos, 2 derrotas e 4 empates no comando do Verdão


Parafraseando o título do jornal ‘MTV na Rua’, já que o campo do Barradão continua não sendo dos melhores, ainda com buracos e cheio de lama, e o jogo também não foi um espetáculo. Depois de ter treinado um esquema com três zagueiros na Academia de Futebol, Scolari acabou optando pelo tradicional 4-4-2. Estreante da noite, Rivaldo, ex-Avaí, foi deslocado da contenção para a armação das jogadas, tendo atrás um trio de volantes: Edinho, Pierre e Márcio Araújo. A marcação mais cerrada, aliada ao gramado ruim, ajudou o Palmeiras a contar o ímpeto do Vitória. Ainda de ressacada pela perda da Copa do Brasil, o time baiano armou um jogo truncado com o rival paulista. Foram poucos os momentos com lances emocionantes. Mas nas poucas vezes em que eles ocorrem, a bola parada foi o que levou perigo a Deola e Lee.

O veneno da batida de Ramon na bola parada teve efeito no segundo tempo. Desta vez, o chute do meia foi preciso, sem chances para Deola. Logo aos dois minutos, Pierre cometeu falta boba em Elkeson, e o veterano jogador não desperdiçou a chance que teve e abriu o marcador para o time da casa: 1 a 0 Vitória.

A perfeição de Ramon levou Felipão ao desespero. Toninho Cecílio, por outro lado, ficava mais perto de comemorar a primeira conquista logo na estreia como treinador dos baianos, um dia depois da sua chegada a Salvador. Com o gramado ruim, Felipão, que já havia mandado Luan a campo ainda na primeira etapa, apostou em Max, atleta que estava encostado, para arriscar na bola aérea. Mas o sistema ofensivo alviverde seguia desorganizado e errando passes no meio-campo. Enquanto isso, Toninho Cecílio sacou Schwenck, que não aparecia bem no jogo, para a entrada de Júnior. Além do experiente atacante, o treinador baiano ainda contava com o jovem Elkeson, que dava trabalho aos defensores do time paulista. Aos 43, foi novamente a bola parada que deu números finais ao jogo. Em cobrança de Egídio, Neto Coruja acertou a cabeçada que assegurou boa vantagem ao Vitória para o duelo em São Paulo. Vitória 2 x 0 Palmeiras.

Para avançar na Sul-Americana e ainda alimentar as esperanças de conseguir a vaga na Taça Libertadores de 2011 pelo caminho mais rápido, o Alviverde precisa vencer por três ou mais gols de diferença, e a vaga será decidida nos pênaltis caso devolva o placar de 2 a 0 no jogo de volta na próxima quinta-feira, às 21h50m (de Brasília), no Pacaembu.

No outro jogo da competição continental, o Atlético/MG sofreu até os 47 minutos do segundo tempo para conseguir eliminar o Grêmio Prudente em Ipatinga. Após empatar por 0 a 0, no jogo de ida, na última quarta-feira, no interior paulista, foi com um gol de Ricardinho, no último lance da partida, que o time de Vanderlei Luxemburgo conseguiu a classificação e voltou a vencer depois de seis jogos sem vitória. Para conhecer seu adversário na próxima fase, o Atlético-MG terá que esperar dois confrontos. O Deportivo Lara, da Venezuela, encara o Independiente Santa Fé, da Colômbia, na próxima terça-feira, na Venezuela. O jogo de volta está marcado para o próximo dia 26. O vencedor deste duelo ainda pega o Caracas, da Venezuela.

Colorado na cabeça!!

Alexandre Alliatti
GLOBOESPORTE.COM
 

Talismã e predestinado Giuliano


No futebol, é importante o respeito ao adversário, o protocolo, a diplomacia. Mas a torcida do Inter tem motivos de sobra para ficar otimista. O Colorado está a um passo de mais um título. Não de um qualquer. Mas do bicampeonato da América. O gramado sintético era uma preocupação. O Chivas, que eliminou o Universidad do Chile em Santiago, também. A inflamada torcida mexicana, idem. Mas nada parou o toque de bola do time colorado em Guadalajara. Mesmo contra tudo e contra todos, o Inter venceu o Chivas, na noite desta quarta-feira, no campo sintético do Estádio Omnilife, e deu um passo de gigante rumo a mais uma conquista de Libertadores. Falta agora um empate!

Malditos centímetros mexicanos! Malditos detalhes que pareceram vestir a camisa do Chivas para tirar do Inter a alegria no primeiro tempo. Futebol, o Colorado teve. De sobra. Tocou a bola, triangulou, mostrou aproximação. Só não fez o gol. Culpa de quem? Dos malditos centímetros mexicanos. Duas bolas, dois lances que traçam o destino de um clube, duas jogadas que morreram no quase: um centímetro a mais para o lado, um centímetro a mais para baixo. Não custava nada! Não deu. Ambas na trave. Uma de Kléber e outra de Alecsandro.

O que o Inter fez nos primeiros dez minutos de jogo não se faz com um anfitrião cordial como o Chivas. Beirou a humilhação. Os mexicanos viram a bola rolar de um lado para o outro sem jamais encontrá-la. Mas faltou o mais importante ao time de Celso Roth: transformar a posse em gol. Seria desumano imaginar que o Inter levaria um gol. Mas levou. Aos 46 minutos. Na única jogada de perigo do Chivas, a zaga gaúcha comeu mosca. Após cruzamento da direita, Bautista apareceu livre. Sabe-se lá o que Renan estava fazendo na metade do caminho entre a linha do gol e o meia mexicano. O toque de cabeça encobriu o goleiro colorado e entrou. Por um centímetro, talvez tivesse batido no travessão.

No segundo tempo, o Inter seguiu com o domínio das ações, mantendo a posse de bola e rondando a área do Chivas. Mas faltava conclusão. Everton, substituto de Alecsandro, não conseguia levar vantagem sobre os zagueiros. Nos primeiros 15 minutos da segunda etapa, o goleiro Michel só foi exigido em um chute de fora da área de Guiñazu. Na metade do segundo tempo, os dois treinadores mostraram suas intenções na partida. Satisfeito com uma vitória injusta, Jose Luis Real tirou o atacante Arellano e escalou o volante Araujo. Já Celso Roth mandou a campo Rafael Sobis. Tirou Everton, que pouco fez no lugar de Alecsandro.

E com apenas três minutos em campo, Sobis pôde comemorar. Graças ao talismã colorado na Libertadores. Aos 28, Kleber cruzou da esquerda e encontrou Giuliano na marca do pênalti. O meia subiu e cabeceou com estilo, no canto esquerdo, longe do alcance do goleiro. Após marcar diante do Estudiantes o tento que classificou o time para as semifinais e o da vitória sobre o São Paulo no Beira-Rio, o garoto, titular no lugar de Tinga, suspenso, mostrou que é um predestinado.

Mais três minutos, e nova festa colorada. Desta vez, o centro veio da direita, de D’Alessandro. E coube à dupla colorada de zagueiros completar a jogada na área adversária. Índio cabeceou para o meio e encontrou o capitão Bolívar, que, também de cabeça, tirou a bola do alcance de Michel.

A virada do time brasileiro calou a torcida no Omnilife. E os mexicanos seguiram quietos diante da troca de passes dos jogadores do Inter, que não demonstravam qualquer dificuldade no gramado artificial. O Chivas não mostrou forças para reagir. E não ‘achou’ um gol como no fim da etapa inicial. Antes do apito final, boa parte dos torcedores já havia deixado o estádio. Mas não os colorados que viajaram para Guadalajara, que vibravam. E esperam comemorar ainda mais na próxima quarta-feira. Chivas 1 x 2 Inter.

Em um Beira-Rio já com todos os ingressos vendidos, a Libertadores 2010 se encerra na próxima quarta. O Chivas, para evitar a festa colorada, precisa vencer por dois gols de diferença. Um triunfo mexicano por um gol, com qualquer placar, leva a decisão para os pênaltis.