Arquivo para junho \30\UTC 2010

Só sobraram 8…

A Copa do Mundo vai se afunilando e agora são apenas 8 países que brigam pelo status de melhor seleção do mundo. O que chama atenção até aqui foram as inesperadas quedas de gigantes prematuramente. Principalmente  Itália e França, que decidiram o título da última Copa, e na África do Sul, não conseguiram passar sequer da primeira fase. Ambas ficaram em último lugar nos seus grupos. Outra badalada seleção que não está entre as oito melhores é a Inglaterra, que chegou capengando nas Oitavas, classificando-se em segundo lugar em seu grupo e teve de encarar logo a poderosa Alemanha. Goleada sofrida e despedida. E a outra força européia que já não pode mais ser a campeã do mundo em 2010 é Portugal. Quarto colocado na Alemanha quatro anos atrás, o time português estava no grupo do Brasil na primeira fase e fez o que se esperava. Classificou-se com tranquilidade, mesmo sendo na segunda posição. Mas também teve de encarar gigante já nas Oitavas. Se viu diante da Espanha e não se saiu da maneira que esperavam.

Ainda brigando pelo título mundial, os europeus Holanda, Espanha e Alemanha, representando o continente anfitrião os africanos de Gana e, dos cinco sulamericanos que inciaram a Copa, quatro países da América do Sul, Brasil, Argetina, Uruguai e Paraguai.

Quartas-de-Final
02/07 – Sexta
Holanda x Brasil – Porto Elizabeth – 11h
Uruguai x Gana – Joanesburgo – 15h30

03/07 – Sábado
Argentina x Alemanha – Cidade do Cabo – 11h
Paraguai x Espanha – Joanesburgo – 15h30

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Raios!

Adilson Barros
GLOBOESPORTE.COM


No duelo ibérico mais importante da história, a criatividade prevaleceu sobre a eficiência defensiva nas oitavas de final. A Espanha dominou Portugal durante todo o jogo na Cidade do Cabo e, se venceu apertado nesta terça-feira, foi porque o goleiro Eduardo evitou um resultado mais amplo. Após um início ruim na competição, com derrota para a Suíça, a Espanha teve um desempenho mais compatível com seu status de campeã européia.

Diante do ótimo desempenho defensivo de Portugal neste Mundial, os espanhóis entraram em campo dispostos a não dar tempo para o adversário respirar e se arrumar em campo. Foi uma blitz. Em 12 minutos, tiveram 70% de posse de bola e concluíram quatro vezes a gol, em três delas obrigando Eduardo a espalmar a bola. A defesa lusa cometia erros bobos de marcação, permitindo que os atacantes da Fúria criassem muitos espaços para finalização

Os 12 minutos iniciais foram um resumo da Espanha na Copa, com muita presença ofensiva e pouca eficiência na finalização. Portugal se segurou e ajustou sua marcação, não passando por maiores sustos também até o intervalo. A Espanha virava a bola de um lado para o outro, buscava acionar Villa e Torres nas pontas, mas falhava no passe que acionaria os atacantes pelo meio.

O início da segunda etapa teve uma Espanha com sua tradicional paciência, trocando passes em busca de uma situação clara de ataque. E os portugueses se preocupavam mais em manter a defesa sólida do que sair buscando o seu gol. Os dois técnicos resolveram mexer em seus times ao mesmo tempo, aos 13 minutos. Vicente del Bosque trocou Torres por Llorente, e Carlos Queiroz substituiu Hugo Almeida por Danny. A Espanha passou a ser mais contundente a partir daí. As chances começaram a aparecer e a se suceder, e aos 17 minutos veio o gol. E bem ao estilo espanhol: uma rápida troca de passes, com Xavi usando o calcanhar para deixar Villa na cara de Eduardo. Também ao estilo espanhol foi a conclusão, sofrida: o atacante (em impedimento quase imperceptível) precisou chutar duas vezes para encontrar a rede, marcando pela quarta vez na Copa. Foi também a primeira bola que Eduardo buscou em sua meta, acabando com a invencibilidade da defesa de Portugal.

Em desvantagem no placar, os lusos pouco fizeram até o fim da partida para buscar o empate. Foi a Espanha, na verdade, que esteve mais perto de um gol. E só não fez o segundo porque esbarrou em Eduardo, certamente o melhor jogador em campo. Especialistas em manter a posse de bola, os espanhóis praticamente colocaram na roda o adversário, que não encontrou forças para uma marcação mais eficiente. E os portugueses ainda tiveram Ricardo Costa expulso no fim, por um lance na área com Capdevilla. E acabou assim. Espanha 1 x 0 Portugal. Mesmo sofrendo apenas 1 gol nas quatro partidas disputadas, e com 7 gols feitos, os portugueses, entre eles o astro Cristiano Ronaldo, com um desempenho muito fraco, dão adeus à Copa do Mundo.

Destaque português na Copa, o goleiro Eduardo chora a eliminação

Os espanhóis vão enfrentar o Paraguai nas quartas de final, em partida às 15h30m (de Brasília) de sábado, no estádio Ellis Park, em Joanesburgo.

Rumo á ‘Copa América’…

GLOBOESPORTE.COM

O sonho era comum: classificar o país pela primeira vez para a fase de quartas de final de uma Copa do Mundo. Com o mesmo objetivo, Paraguai e Japão se igualaram no tempo normal e na prorrogação do duelo desta terça-feira, no estádio Lotus Versfeld, em Pretória. E após mais de 120 minutos em que o empate resistiu em um jogo sem grandes emoções, os paraguaios foram mais eficientes na disputa de pênaltis. Com a classificação paraguaia, o Chile é o único sulamericano eliminado do torneio, perdendo para outro sulamericano, o Brasil. Sendo assim, existe a possibilidade dos quatro sulamericanos avançarem para as semifinais e transformarem a Copa do Mundo em uma espécie de ‘Copa América’.

O lateral Komano lamenta a perda do pênalti que eliminou o Japão


Para o duelo contra os japoneses, o treinador Gerardo Martino decidiu abandonar o esquema com três atacantes, procurando reforçar o meio-campo. Haedo Valdez perdeu o lugar no time, e Benitez ganhou a chance de iniciar a partida. Já Takeshi Okada, satisfeito com a atuação da equipe diante da Dinamarca, manteve os 11 que iniciaram o jogo que classificou o time para as oitavas. O Paraguai não encontrava facilidades para armar jogadas ofensivas. Nos 12 primeiros minutos, a seleção guarani teve 67% de posse de bola, mas errou 47% dos passes. Mas o Japão também abusava de errar passes. Mais da metade dos que tentou no primeiro terço do jogo (51%). As falhas resultaram uma partida feia, com chutões de ambos os lados. Alguns lances mais chamativos, mas nada que prendesse a atenção intensamente dos torcedores.

Com o fim do primeiro tempo, os jogadores paraguaios se reuniram no círculo central. Bonet e Da Silva falaram com os companheiros, tentando incentivá-los para a segunda etapa. O mesmo fizeram os japoneses ao retornarem ao campo. As ‘rodinhas’ serviram para os times mais ligados. Mas nos primeiros dez minutos, quem defendia prevalareceram sobre os que atacavam. Túlio Tanaka e Nakazawa impediram conclusões de Ortigoza e Benitez. Do outro lado, Villar defendia as tentativas japonesas, especialmente com Nagatomo.

Praticamente na metade da etapa final, Gerardo Martino decidiu retomar a formação tradicional do Paraguai, com Valdez no lugar de Benitez. E Takeshi Okada também procurou reforçar o ataque nipônico, com o atacante Okazaki no lugar do meia Matsui. Mas as dificuldades seguiram. O jogo ficou praticamente resumido a lançamentos longos e cruzamentos sobre a área. A partir dos 35 minutos, os asiáticos demonstraram mais interesse em evitar a prorrogação, chegaram a ensaiar uma pressão, mas os sul-americanos souberam se defender. O que melhor fizeram na Copa (apenas um gol sofrido em quatro partidas).

Veio a prorrogação e o nível da partida melhorou. O Paraguai foi mais incisivo, mostrando que não desejava levar a decisão da vaga para os pênaltis, assustando mais o adversário em dez minutos do que em todo o tempo normal. Foram três boas chances, em cabeçada de Barrios e conclusões de Valdez e Barreto. A última foi por cima do gol e as duas primeiras foram defendidas por Kawashima. Do outro lado, Villar também precisou trabalhar, espalmando uma falta cobrada por Honda. Na segunda etapa do tempo extra, as oportunidade de gols diminuíram, e os dois times, já receosos preferiram aguardar a sorte das penalidades.

Nos pênaltis, Barreto, Lucas Barrios, Riveros marcaram para o Paraguai. Após Endo e Hasebe balançarem a rede, Komano perdeu a terceira cobrança japonesa, carimbando o travessão. Valdez e Honda acertaram, e coube a Cardozo, que substituiu Santa Cruz na prorrogação, selar o triunfo paraguaio e levar o país pela primeira vez para o seleto grupo dos oitos melhores de um Mundial. Paraguai 0 (5) x (3) 0 Japão.

Freguês bom é freguês INsatisfeito…


Não poderia haver adversário mais adequado para um início de disputas eliminatórias na Copa do Mundo da África do Sul. Pelas Oitavas de final, o Brasil encarou o Chile. Desde que Dunga assumiu o comando técnico da Seleção, no final de 2006, eram cinco jogos e cinco vitórias diante dos rivais sulamericanos. E a sexta estava por vir. Além disso, por duas vezes os brasileiros eliminaram os chilenos de uma Copa do Mundo, na semifinal em 1962 e nas oitavas em 1998. E a terceira estava por vir.

O começo de jogo foi de domínio chileno. Não de muita pressão, é verdade, mas os segundo colocados do Grupo H dominavam a posse de bola (73% nos primeiros cinco minutos) e tentavam achar espaços na defesa brasileira. Mas a partir lá do décimo minuto, o Brasil começou a sair mais para o jogo e mandar o time do técnico ‘El Loco’ Marcelo Bielsa para o campo de defesa. As movimentações eram boas e bem rápidas, mas os erros de passes atrapalhavam o êxito das investidas. Chutes de fora da área, então, passaram a ser outra opção para o time de Dunga.

Uma das falhas brasileiras era a escassez de jogadas pelas pontas. E quando isso aconteceu, o resultado foi fatal. Aos 34 minutos, Maicon foi ao fundo, tentou o cruzamento e ganhou escanteio. Dani Alves não vinha acertando muitos cruzamentos, nem escanteios. Por isso, o próprio camisa 2 brasileiro assumiu o levantamento. E deu resultado. Maicon levantou com precisão e o zagueiro Juan subiu entre Lúcio, Luis Fabiano e os defensores chilenos, para cabecear de maneira perfeita e mandar no ângulo do goleiro Bravo. 1 a 0 Brasil.

Três minutos mais foram o suficiente para o time verde e amarelo deixar Dunga e os mais de 180 milhões de torcedores ainda mais tranquilos. Em contra-ataque rápido, Robinho carregou pela esquerda e entregou para Kaká no meio. O camisa 10, a seu estilo, com um toque apenas, acionou Luis Fabiano que, pelo meio, entre os zagueiros, saiu de frente para o gol. O atacante, que um minuto antes se atrapalhara sozinho em um toque de calcanhar, não se abateu, driblou o goleiro a seu estilo também e dobrou a vantagem. Teceiro gol de Fabuloso na Copa.

O Chile fez duas alterações para a segunda etapa, entrando Tello e Valdivia nos lugares de Contreras e González. Porém, o time de Bielsa continuava muito ausente do ataque, principalmente se tratando de estar perdendo por 2 a 0. Chegavam tímidamente, e mesmo assim continuavam a dar espaços. E os pentacampeões não perdoaram em mais um contra-ataque. Aos 14, Ramires fez desarme no meio do campo e acelerou ao setor ofensivo. Depois de passar por dois marcadores, tocou para Robinho que só tirou do alcance do goleiro e fez o seu primeiro gol na África.

Com a vantagem e a vaga consolidadas, o Brasil teria apenas que deixar o tempo passar e tomar cuidado com os cartões, Juan, Luis Fabiano e Ramires estavam pendurados. Até administrou bem a vantagem, mas quanto ao cartão, Ramires não conseguiu se dar bem. O camisa 18 acabou cometendo falta dura e desnecessária no meio de campo e levou cartão amarelo, seu segundo, não poderá jogar no próximo jogo. A partir daí, teve que esperar alguém levar o cartão para o fazer, Dunga resolveu mexer e poupar os outros pendurados de possíveis suspensões também. Luis Fabiano deu lugar a Nilmar e, tempo depois, Kaká foi substituído por Kleberson. No fim, Gilberto ainda estreou também, entrando no lugar de Robinho. Brasil 3 x 0 Chile.

E o Brasil encara seu segundo clássico, primeiro Portugal, na Copa do Mundo, em duelo que promete fortes emoções. Brasil x Holanda, sexta-feira, às 11h (de Brasília), em Porto Elizabeth, no estádio Nelson Mandela Bay.

Desempenho dos Brasileiros:
1- Júlio César – bom
2- Maicon – bom
3- Lúcio (c) – bom
4- Juan – bom
6- Michel Bastos – regular
8- Gilberto Silva – bom
18- Ramires – bom
13- Dani Alves – ruim
10- Kaká – regular
11- Robinho – regular
9- Luís Fabiano – bom *melhor da partida*
(21- Nilmar – regular)
(20- Kleberson – sem avaliação)
(16- Gilberto – sem avaliação)

Lucas Basilio

Laranja espera pela amarelinha…

Alexandre Alliatti
GLOBOESPORTE.COM


Ter a Holanda pela frente não é exatamente uma boa notícia. Ter a Holanda pela frente com Robben em campo é um pouco pior. Mas complicado mesmo é ter a Holanda pela frente com Robben voando. O camisa 11 voltou nesta segunda-feira a um lugar que sempre foi seu e comandou a Laranja na vitória sobre a Eslováquia. Com o resultado, a equipe, que também tem Sneijder, Kuyt e Van Persie, está nas quartas de final da Copa do Mundo.

O jogo no Moses Mabhida, em Durban, apresentou Robben como titular pela primeira vez na Copa. Recuperado de uma lesão muscular que chegou a colocar em dúvida sua presença no Mundial, o camisa 11 fez o gol da vitória, criou outras chances e deixou os colegas na cara do gol. Mostrou que, apesar de ainda não estar nas condições físicas ideais, continua sendo a figura central da equipe laranja. Em ótima fase, Sneijder, em bela jogada de Kuyt, ampliou. E, no último lance da partida, Vittek descontou em cobrança de pênalti. Holanda 2 x 1 Eslováquia.

A partida encerrou o sonho dos eslovacos, animados depois de mandarem a atual campeã, a Itália, de volta para casa na primeira fase. Os azarões deixam o Mundial com uma imagem positiva. Nesta segunda, eles encararam a Holanda de frente e tiveram chances claras para empatar a partida no segundo tempo. O duelo pelas Quartas de final ocorre na próxima sexta-feira, às 11h (de Brasília), em Porto Elizabeth.

Já vi esse filme…

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A figura de Maradona à beira do campo, envergando seu terno cinza, ajuda a lembrar que este não é um filme repetido. O técnico é novo, mas o roteiro argentino no mata-mata da Copa de 2010 vai se desenhando como um plágio de 2006. Neste domingo, a vítima foi o México, assim como tinha sido há quatro anos, com a diferença de que, desta vez, foi um gol ilegal de Tevez que abriu o caminho para a vitória.

No momento do passe de Messi, Tevez estava impedido. Na finalização, os zagueiros chegaram


No domingo, os 84.337 torcedores no Soccer City viam um México abusado e bem armado no início do jogo, quando Tevez abriu o caminho da vitória argentina em claríssimo impedimento, ignorado pelo juiz. Higuaín fez 2 a 0 e assumiu a artilharia da Copa, com quatro gols. O próprio Tevez, com um foguete de fora da área, ampliou o placar, e os mexicanos ainda diminuíram com Hernández. Bem marcado, Messi fez boas jogadas, mas não conseguiu repetir as atuações anteriores, e ainda não foi desta vez que conseguiu balançar a rede. Argentina 3 x 1 México.

Em 2006, a Argentina bateu o México na prorrogação, com gol de Maxi Rodríguez, e foi eliminada pelos alemães nos pênaltis. Maradona, que estava em frente à TV há quatro anos, espera que agora a segunda parte do filme tenha um final mais feliz. Cenas do próximo capítulo: no sábado, às 11h, na Cidade do Cabo, está marcado para as quartas de final um duelo de campeões, daqueles que fazem tremer qualquer estádio. Na outra metade do campo, bate ponto a tricampeã Alemanha, algoz dos hermanos no último Mundial. Saiam da frente.

God comfort the Queen…

(*Deus console a rainha…)

GLOBOESPORTE.COM

Quarenta e quatro anos se passaram desde que a Inglaterra se sagrou campeã mundial pela única vez. Naquela final de 1966, o English Team, jogando em casa, derrotou a Alemanha por 4 a 2. Na prorrogação, com o jogo empatado em dois gols, Hurst protagonizou um lance que entrou para a história como uma das grandes polêmicas das Copas e pôs os ingleses em vantagem. Neste domingo, no Free State Stadium, em Bloemfontein, a Inglaterra provou deste veneno e, em lance semelhante, teve o erro da arbitragem contra si. A Alemanha, que ficaria contra as cordas na partida, respirou e construiu uma goleada que a levou à fase de Quartas de final da Copa do Mundo de 2010.

Se em 1966 o chute de Hurst bateu no travessão e quicou exatamente em cima da linha, desta vez a conclusão de Lampard tocou a barra e caiu dentro do gol alemão. Em vez de dar o gol, como há 44 anos, a arbitragem do século XXI mandou o jogo correr. Seria o gol de empate da Inglaterra, que àquela altura, no fim do primeiro tempo, perdia por 2 a 1.

Lampard e Rooney reclamam a não marcação do gol inglês

A Inglaterra começou o jogo tendo mais a bola nos pés, mas sem penetração alguma. Nos minutos iniciais, quem ameaçou foi a Alemanha, em duas penetrações do meia Özil. Mas foi dos pés do arqueiro alemão Neuer que nasceu o primeiro gol da partida, aos 20 minutos. O camisa 1 deu um chutão no tiro de meta e acabou por servir Klose no outro lado do campo. O atacante ganhou no corpo a corpo com o zagueiro Upson e bateu na saída de James para fazer 1 a 0.

O gol atordoou a seleção inglesa, que ficou perdida em campo. Tanto que aos 32 veio mais um. Klose foi à lateral direita e deu um passe com açúcar para Müller na área. O jovem não foi fominha e serviu Podolski, no lado esquerdo. O camisa 10 bateu pelo meio das pernas do goleiro e correu para o abraço.

Tudo levava a crer que a Alemanha então reinaria no jogo, mas a Inglaterra não se entregou. Aos 37, o English Team diminuiu o prejuízo com Upson escorando de cabeça um cruzamento de Gerrard.

O lance incendiou o time de Fabio Capello, que fez o segundo gol logo em seguida. Lampard bateu, a bola tocou o travessão e quicou 33 centímetros dentro do gol. A arbitragem ignorou e mandou o jogo correr.

Na segunda etapa, a Inglaterra voltou com tudo para buscar o empate e se lançou ao ataque. A Alemanha, por sua vez, adotou postura retraída para explorar os contragolpes. E foi assim que matou o jogo, com duas estocadas fulminantes. Aos 22 minutos, Lampard bateu falta na barreira, Terry tentou pegar a sobra e foi desarmado. Müller então fez lançamento longo para Podolski, na ponta esquerda, e tratou de cruzar o campo para receber de volta, na entrada da área. O camisa 13 soltou a bomba e James ainda tocou na bola, mas não conseguiu fazer a defesa.

Três minutos depois, o golpe de misericórdia. Em nova bola tomada na defesa, Klose lançou Özil, novamente na ponta esquerda. O camisa 8 avançou até dentro da área e rolou com açúcar para Müller estufar mais uma vez a rede inglesa. Alemanha 4 x 1 Inglaterra.

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