Arquivo para maio \24\+00:00 2010

100% calibrado…


Fácil não foi. Mas se fosse até seria de se estranhar. Ainda mais por se tratar do Corinthians. Porém, o Timão parece mesmo, pouco a pouco superar o trauma de mais uma eliminação da Taça Libertadores.
Pela terceira rodada, o time paulista recebeu o Fluminense, de Fred, Conca, Rodriguinho e Muricy Ramalho, no Pacaembu. Antes do início, uma notícia que os corintianos não esperavam. Ronaldo vetado pelo departamento médico, fora do jogo. Cabia, mais uma vez, a um inspirado Souza, que vem em boa fase, consideravelmente, a camisa 9 no confronto.
E o jogo começou do jeito que a Fiel gosta. Com o time pressionando os cariocas. Com boa movimentação de Dentinho e Jorge Henrique, como de costume, o ataque rápido foi envolvendo os zagueirões tricolores. Tanto que os donos da casa chegaram ao gol logo com 11 minutos de bola rolando. Dentinho fez jogada individual em velocidade, escapou bem da marcação de Diguinho, mas não de Carlinhos, ex-Santo André, que estreava no Flu. O lateral puxou o corintiano. Falta. Na cobrança, Chicão. O goleiro Rafael armou a barreira para proteger uma batida forte de Roberto Carlos. Mas foi Chicão quem se mostrou calibrado, matou a saudade das redes e das cobranças sensacionais. O zagueiro cobrou com maestria e fez um golaço.

Os anfitriões até tentaram criar algo depois do gol. Procuraram administrar a posse de bola e partir para o abafa pra cima do Fluminense. Mas o objetivo durou pouco. Os visitantes adiantaram a marcação e começaram a pressionar por todos os lados. Evitaram os ataques rápidos do Timão e ainda dominaram o meio de campo, criando cada vez mais chances de gol. Aos 37, Rodriguinho recebeu livre, em posição legal, e empurrou para as redes de Felipe que já havia desistido do lance, após o auxiliar levantar a bandeira. Mas a arbitragem errou ao invalidar o lance, alegando impedimento do camisa 10 do Tricolor.

No segundo tempo, o domínio foi todo do Fluminense. O Corinthians se defendia como podia. William, Chicão e Roberto Carlos limpavam a área, chutando para frente do jeito que dava. O problema é que a bola voltava muito rápido, pois o Timão não conseguia segurar a bola. Souza, a expectativa de gols, que marcou nos dois primeiros jogos, não foi bem. Mano resolveu mexer perto da metade, colocando Tcheco, no lugar de Jucilei, como era de se esperar, não adiantou muita coisa.
Aos 21, um lance polêmico. Fred recebeu lançamento na esquerda, driblou Felipe e foi derrubado. O árbitro Leonardo Gaciba marcou pênalti, sem perceber que o auxiliar Marcelo Bertanha Barison já havia marcado impedimento do atacante. Houve discussão, os jogadores do Fluminense partiram para cima do auxiliar. Muricy perdeu a paciência e discutiu com Mano Menezes, dizendo que o comandante corintiano queria apitar o jogo.

O treinador tricolor mandou seu time para cima. Colocou os atacantes Alan e André Lima em campo, nos lugares do lateral-esquerdo Carlinhos e do volante Diguinho. A pressão foi total, mas o Corinthians conseguiu se segurar, garantindo mais três pontos e os 100% de aproveitamento. Corinthians 1 x 0 Fluminense.

Nos outros jogos da rodada, destaque para o Palmeiras que, de técnico interino, Jorge Parraga, se impôs jogando em casa, e bateu, de maneira convincente, o Grêmio, recém-eliminado da Copa do Brasil. 4 a 2. O Goiás de Émerson Leão que não se acerta e perdeu a terceira em três jogos e o São Paulo, em fase especial, com cara de campeão, ao menos de Libertadores, foi até o Beira-Rio e deu um aperitivo do que o próprio Internacional enfrentará na semifinal da competição sulamericana, em julho, após a Copa do Mundo. 2 a 0, com direito a gol de Fernandão, ex-ídolo colorado.

Sábado, 22/05/2010

| Engenhão
Botafogo 3 x 0 Goiás
| Serra Dourada
Atlético-GO 1 x 2 Santos
| Palestra Itália
Palmeiras 4 x 2 Grêmio

Domingo, 23/05/2010
| Pacaembu
Corinthians 1 x 0 Fluminense
| Beira Rio
Internacional 0 x 2 São Paulo
| Castelão
Ceará 1 x 0 Vitória
| Mineirão
Atlético-MG 3 x 1 Atlético-PR
| Ressacada
Avaí 2 x 0 Vasco
| Maracanã
Famengo 3 x 1 Grêmio Prudente
| Brinco de Ouro da Princesa
Guarani 2 x 2 Cruzeiro

1 Corinthians 9
2 Avaí 7
3 Botafogo 7
4 Palmeiras 7
5 Ceará 7
6 Atlético-MG 6
7 Flamengo 5
8 Cruzeiro 5
8 Santos 5
10 Guarani 5
11 São Paulo 4
12 Fluminense 3
13 Internacional 3
14 Prudente 3
15 Atlético-GO 1
15 Vitória 1
17 Atlético-PR 1
18 Grêmio 1
19 Vasco 1
20 Goiás 0

Faltou um gol… dessa vez do outro lado…

GLOBOESPORTE.COM

Faltou um gol. Assim como nas Oitavas, diante do Corinthians. Mas dessa vez, os flamenguistas sentiram o lado ruim da história. O campo do acanhado estádio Santa Laura funcionou como um labirinto para os rubro-negros se esconderem das pedradas e “moedadas” que receberam do início ao fim do jogo. A vontade prometida e cumprida por pouco não propiciou uma reviravolta. O Flamengo precisava o Universidad do Chile vencer por dois gols de diferença, ou por um a partir de 4 a 3. E fez um ótimo primeiro tempo. A tal atitude diferente prometida por Rogério Lourenço deu as caras nos primeiros minutos. Sobretudo com Adriano, que pediu a bola a todo instante. A marcação forte na intermediária dificultou a saída de bola da U. Porém, apesar da pressão, o Rubro-Negro ainda apresentava falhas na articulação. Michael desmontava os ataque do Flamengo. Antes dos 35 minutos, ele havia errado sete passes.
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Diante da inoperância de Michael e Kleberson, aos 36, Adriano fez a função e lançou o próprio Michael. Ele bateu forte, e Pinto espalmou para escanteio. Na cobrança, a bola sobrou para Léo Moura, que fuzilou e acertou o travessão. O fim do primeiro tempo encaminhava-se para um empate sem gols quando a genialidade do Imperador apareceu. Aos 46, ele recebeu de Kleberson e, de costas para a baliza, serviu Vagner Love de bicicleta. O artilheiro do amor cabeceou no canto direito do goleiro e abriu o placar.

No intervalo, a torcida anfitriã deu um péssimo exemplo. Atirou moedas, pedras e até bola de golfe nos rubro-negros. Uma delas acertou e feriu Ronaldo Angelim no rosto. Mordido e literalmente machucado, o time voltou para o segundo tempo com Petkovic na vaga de Michael. E Adriano ainda mais motivado. Entretanto, o time carioca continuava a perder chances e aumentar o nervosismo.
E, para piorar, La U tinha Montillo. O argentino driblou Juan, aos 28, avançou com espaço e deu um lindo toque por cobertura. Adiantado, Bruno não alcançou, e a bola entrou no ângulo direito. 1 a 1.

O Fla precisava novamente de dois gols. Parecia perdido. Mas o Flamengo também tem seu craque. Adriano ajeitou de calcanhar e Léo Moura devolveu da mesma forma. O Imperador chutou forte de perna esquerda e fez 2 a 1, aos 32.

Os minutos finais foram dramáticos. Willians foi expulso aos 44 ao acertar uma cotovelada involuntária em Putch. No último lance, Vinícius Pacheco entrou na área, mas em vez de chutar ou cruzar preferiu se jogar e arruinar, de uma vez por todas, o primeiro semestre do Flamengo. Como último ato a se relatar, Vagner Love também recebeu cartão vermelho por interpelar agressivamente o árbitro Roberto Silvera após o apito final. Final, por marcar um gol a menos que os rivais fora de casa, Flamengo eliminado. Universidad Chile 1(4) x (4)2 Flamengo.

No outro jogo da noite, mais tensão ainda. Na Argentina, o futebol brasileiro foi derrotado na noite desta quinta-feira, mas deixou o campo vitorioso. O Inter perdeu para o Estudiantes por 2 a 1 no estádio Centenário (Quilmes), mas graças ao gol marcado pelo reserva Guiliano aos 43 minutos do segundo tempo, garantiu a classificação para as semifinais da Taça Libertadores. No jogo de ida, há uma semana, no Beira-Rio, o time gaúcho venceu por 1 a 0.

Depois do apito final, os jogadores das duas equipes se desentenderam e se agrediram em campo. O goleiro reserva Lauro do Inter e o zagueiro argentino Desábato foram os principais envolvidos na forte confusão. Com o resultado, o Brasil tem presença assegurada na decisão da Libertadores-2010. Inter e São Paulo vão se enfrentar por uma das vagas na final. Os confrontos entre os clubes que decidiram o título em 2006 serão realizados em 28 de julho (Beira-Rio) e 4 de agosto (Morumbi). Curiosamente, as duas equipes duelam no próximo domingo, em Porto Alegre, pelo Campeonato Brasileiro. Os confrontos pela Libertadores só acontecerão depois da Copa do Mundo.

E quem dançou foi o Santos… a dança da classificação!!!

Adilson Barros
GLOBOESPORTE.COM

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Foi duro, sofrido, mas os craques fizeram a diferença. O Grêmio entrou marcando forte, mas saindo rápido, criando chances, controlando o jogo e enervando o Santos. Adílson colou em Paulo Henrique Ganso. Ozeia grudou em Neymar. Rodriguinho, que entrou no lugar de Arouca, suspenso, é apenas marcador.
O Grêmio marcava implacavelmente. Adilson e William Magrão dominavam a entrada da área. Ganso, lento, apagado, parecia não ter entrado em campo. Ele foi a medida do fraco futebol santista no primeiro tempo. Foi engolido por Adílson. O jogo era todo dos gaúchos, que se lançavam em contra-ataques, encurralando o Santos e cavando faltas perto da área. Ao fim do primeiro tempo, a Vila Belmiro respirou um ar pesado, com um murmúrio preocupado, só quebrado pelos cantos otimistas do pequeno grupo de torcedores gremistas.

Porém, todavia, entretanto… Ganso voltou ao normal logo aos seis minutos do segundo tempo. Provou que craque, mesmo não estando bem, resolve num lance. O time alvinegro voltou aceso, adiantou sua marcação e encurralou o Grêmio. Ainda assim, a defesa gremista estava bem fechada. Eis que o camisa 10 recebe na meia esquerda e manda uma bomba de canhota. Ela viajou e morreu no ângulo esquerdo de Victor. Um golaço, que fez explodir a Vila: 1 a 0.

Com a vantagem, o Santos colocou os nervos no lugar, passou a controlar a bola. O Grêmio, na tentativa de sair em busca do empate, abriu espaços. Era tudo o que o Peixe queria. Dessa vez, a multiplicação foi de camisas brancas. O segundo gol era questão de tempo. Aos 25, André foi lançado e tocou de lado para Robinho, que entrava livre. O Rei das Pedaladas teve a calma para esperar Victor sair. Com um lindo toque, encobriu o goleiro. Outro golaço.

Mas jogo do Santos têm sido sempre emocionante. Mesmo com 2 a 0, o time alvinegro continuou indo para cima, dando espaços. O técnico Silas colocou mais dois atacantes em campo, William e Leandro, nos lugares de William Magrão e Hugo, respectivamente, e o jogo se tornou totalmente aberto. Aos 30, falta na meia direita. Douglas cobrou, Jonas cabeceou livre. Felipe espalmou no pé de Rafael Marques, que empurrou para o gol. Ecos de imortalidade no ar.

Os minutos finais ganharam contornos dramáticos. Dorival Júnior não quis saber de se precaver. Quando André e Neymar saíram, o treinador não abriu mão de atacar, lançando o centroavante Marcel e o meia Madson. A pressão do Grêmio era intensa, mas os espaços para o Peixe contra-atacar eram enormes. E foi assim que, aos 40, Wesley, o talismã alvivnegro, tirou a equipe do sufoco. Ele recebeu de Marcel, arrancou, deu o drible da vaca em Adilson, passou por Victor e, de pé esquerdo, mandou para a rede.

Mas não houve tempo para lamentação. Aos gritos de “olé, olé”, o Peixe garantiu, a seu modo, a classificação à grande final. Santos 3 x 1 Grêmio.

Na decisão, os santistas disputarão o título da Copa do Brasil e a vaga na Libertadores da América 2011 contra o Vitória. Os donos da casa entraram em campo pressionados, precisando vencer o Atlético-GO por dois gols de diferença para se classificar à final. Mas assim que pisaram o gramado, os jogadores sentiram o apoio de que tanto necessitavam. Aos gritos de “vamos ganhar nego” e “time de guerreiros”, a torcida do Leão fez uma linda festa e deu um show à parte no Barradão na noite desta quarta-feira. Com isso, ajudou o time baiano a bater o rival por 4 a 0, gols de Uelliton, Júnior (2) e Viáfara. Assim como o Santos, é a primeira vez na história que o time baiano chega à decisão do torneio. As finais da competição serão realizadas apenas após a disputa da Copa do Mundo na África do Sul.

Está vingado e convencido…

GLOBOESPORTE.COM

Há quase um ano, o Cruzeiro foi ao Morumbi, derrotou o São Paulo e eliminou o adversário nas quartas de final da Taça Libertadores. Na noite desta quarta-feira, os personagens e o palco eram os mesmos, mas o final foi diferente, vencendo e convencendo. O Cruzeiro chegou ao Morumbi com a necessidade de vencer por três gols de diferença. Mas as aspirações celestes ficaram seriamente abaladas com apenas um minuto de jogo. E após um lance de ataque. Kleber arrancou pela direita e abriu o braço esquerdo, aparentemente para se proteger. Atingiu o rosto de Richarlyson em frente ao banco de reservas do São Paulo. O árbitro uruguaio Jorge Larrionda interpretou que o atacante teve a intenção de agredir o são-paulino e expulsou a principal esperança de gols do time mineiro, para revolta dos cruzeirenses.

O cartão vermelho abalou o time azul e fez o São Paulo trocar uma postura que poderia ser cautelosa por outra mais ofensiva. Escalado inicialmente como zagueiro, Richarlyson voltou a desempenhar a função de volante, liberando mais Hernanes. Com isso, os donos da casa dominaram as ações, encurralando os mineiros no campo defesa.
Tanto que aos 23, Junior Cesar fez linda jogada pela esquerda, colocando a bola por baixo das pernas de Henrique, e cruzou para trás. Hernanes, mesmo pressionado, acertou um belo chute de canhota, vencendo Fábio. 1 a 0.

O Cruzeiro sentiu o golpe e ofereceu ainda mais chances aos sãopaulinos. E o São Paulo continuou pressionando. Aos 25, em cobrança de escanteio, Miranda cabeceou forte, e Fábio fez defesa espetacular. Na sequência da jogada, Marlos arriscou de fora da área, e a bola passou raspando a trave direita. Neste momento, o coro de “o campeão voltou” sacudiu o Morumbi. Diante do sufoco, o treinador Adilson Batista decidiu reforçar a defesa, colocando o zagueiro Thiago Heleno no lugar do lateral Jonathan. O remédio não conseguiu diminuir o ímpeto do adversário. Para a segunda etapa, Adilson Batista, consciente de que o time precisava marcar três gols em 45 minutos – algo que o São Paulo não permitiu um vez sequer nos seus nove jogos anteriores na Libertadores 2010 -, tirou o volante Fabrício e escalou o atacante Wellington Paulista. O Cruzeiro deu a impressão de que poderia reagir.

Mas a equipe da casa confirmou a classificação aos oito minutos. Junior Cesar lançou para a área. Fernandão escorou de cabeça para Dagoberto. O atacante dominou no peito e tocou por cobertura diante da saída de Fábio. O zagueiro Gil ainda tentou salvar, mas parou na rede, assim como a bola.

Nessa altura, o visitante precisava de quatro gols. E os gritos de ‘olé’ ecoavam pelo estádio. Aplausos refletiram a satisfação dos torcedores do Tricolor Paulista com uma das melhores atuações do time no ano. E o aumento da confiança no sonhado quarto título da Libertadores. São Paulo 2 x 0 Cruzeiro.

Cariocas se mexendo…

As equipes do Rio de Janeiro se movimentaram e divulgaram reforços para a disputa do Brasileirão.
O Vasco não se reforçou com atletas e sim com treinador. E trata-se de um velho conhecido da torcida cruzmaltina. Celso Roth.

Com status de técnico de ponta, Celso Roth chega supreendendo a todos em São Januário, num momento em que se imaginava que, mesmo com as eliminações no Campeonato Carioca e na Copa do Brasil, o ex-interino Gaúcho iria se confirmar como treinador efetivo da equipe.
O treinador, que comandou o time em 2007, já entrou no campo de São Januário nesta terça-feira à tarde para comandar o treino. Já Gaúcho permanece no clube e será auxiliar de Roth.
Em 2007, com um time de poucos destaques (Leandro Amaral e Conca entre eles), Roth manteve o Vasco na briga pelas primeiras posições do Brasileiro até o início do segundo turno. Foi demitido após uma derrota para o Atlético-MG, na 32ª rodada, com o time entrando na metade de baixo da tabela de classificação. O Vasco acabou a competição em décimo lugar, com Valdir Espinosa como treinador.

Gaúcho havia assumido o cargo em substituição a Vagner Mancini, demitido em março após a derrota em casa para o Americano (3 a 2), na Taça Rio. Ganhou moral com a torcida por ter conseguido uma vitória por 3 a 0 sobre o Fluminense na estreia e foi efetivado apesar da eliminação na semifinal, diante do Flamengo. Em seguida, enfrentou o desgaste por sucessivos maus resultados, incluindo nova eliminação, dessa vez na Copa do Brasil – fazendo os trocedores trocarem o grito de “fica, Gaúcho” pelo de “fora, Gaúcho”. Neste Brasileirão, acumulava uma derrota (para o Atlético-MG) e um empate (com o Palmeiras).

Já no lado tricolor da cidade maravilhosa, a diretoria do Fluminense anunciou de uma vez só dois reforços importantes para o elenco comandado por Muricy Ramalho. Tratam-se do zagueiro André Luís e do meio campista Cléber Santana.
Segundo o jornal Lance!, o Flu irá pagar ao São Paulo o mesmo valor que o Tricolor paulista pagou ao Atlético de Madri(ESP) pela aquisição de Cléber, no fim de janeiro, cerca de 1,5 milhão de euros, em três parcelas, por 50% de seus direitos econômicos. Cléber Santana estava insatisfeito com o excesso de jogadores no grupo e com a reserva no clube.

Quanto ao zagueiro André Luis, que também vinha sendo pouco utilizado pelo técnico sãopaulino Ricardo Gomes, está tudo acertado também. O interesse do Tricolor carioca já havia sido divulgado e o jogador retorna ao time das Laranjeiras, onde atuou em 2001.

Os dois estão fora!!!

Depois de três meses do técnico Muricy Ramalho ser demitido do cargo de treinador da equipe, o seu substituto também tem o mesmo destino. Antônio Carlos não é mais o técnico do Palmeiras!

Em plena festa realizada pela empresa Traffic, parceira do Verdão, a diretoria comunicou, mesmo que informalmente, o ex-zagueiro palmeirense que ele não fazia mais parte dos planos. Informação essa que foi confirmada nessa terça-feira. Já desgastado com diretoria e torcida do Palmeiras, Antônio Carlos nào resistiu à última confusão, na qual se envolveu em briga com o atacante Robert, após o empate do último domingo, em São Januário, diante do Vasco por 0 a 0. Zago esteve à frente do Palmeiras em 19 partidas, com nove vitórias, cinco empates e cinco derrotas. Na estreia, Zago venceu o clássico contra o São Paulo por 2 a 0 pelo Campeonato Paulista. Porém, com um elenco limitado, o treinador não conseguiu vaga nas semifinais do Estadual, terminando apenas na 11ª posição, e ainda caiu nas quartas-de-final da Copa do Brasil na disputa por pênaltis contra o Atlético-GO. No Brasileirão, estava em sétimo lugar, com quatro pontos.

Por falar em Robert, o atacante também está fora do Palmeiras! Por envolvimento nessa forte discussão com o então treinador, e também desgastado com a torcida alvi-verde, Robert também não faz mais parte dos planos da diretoria palmeirense. Resta saber como será resolvida a situação de ambos, se o contrato será rescindido ou se os dois chegarão a um acordo, acertando as demissões.

Clima quente no Verdão!!!


Que a fase do Palmeiras não é das melhores isso é notável, mas talvez não se imaginasse que a coisa estava tão feia assim. Depois do afastamento de Diego Souza por fazer gestos ofensivos para torcedores, o caso do momento ainda é mais grave. O treinador Antônio Carlos Zago e o atacante Robert tiveram uma áspera discussão dentro do ônibus usado pela delegação alviverde no Rio de Janeiro, onde a equipe enfrentou o Vasco neste domingo. E os dois teriam até chegado a trocar socos e sido separados por outros jogadores.

Em entrevista ao programa “Bem, Amigos!”, do SporTV, nessa segunda-feira, Antônio Carlos admitiu o desentendimento com Robert. No entanto, negou ter chegado “às vias de fato” com o camisa 20. Zago não escondeu a chateação pela especulação em torno da discussão e ainda afirmou que o clube buscará saber de onde partiu a informação errada de que os envolvidos teriam se agredido.

Eu e o Robert não chegamos às vias de fato, até porque sou treinador do Palmeiras, e isso jamais aconteceria. Fico mais chateado é por essa informação ter sido vazada de uma forma mentirosa, porque é um desrespeito com o torcedor e com a minha pessoa, pela história que tenho no Palmeiras e pelo trabalho que estou fazendo. A diretoria vai ter que tomar as providências.

Em 18 de novembro do ano passado, o zagueiro Maurício e o atacante Obina brigaram no gramado do estádio Olímpico após o primeiro tempo da partida contra o Grêmio, pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro. Após a partida, a diretoria alviverde anunciou que os dois não jogariam mais pela equipe.

Duas semanas depois, em 1º de dezembro, Vagner Love foi abordado por três torcedores em uma agência bancária próxima à sede do clube. O jogador brigou com o trio e, depois do episódio, passou a manifestar o desejo de deixar o clube. O que acabou acontecendo, com a transferência para o Flamengo.