Começou… com chuva (de gols) em São Paulo!

Marcelo Prado
GLOBOESPORTE.COM


Foi apenas o primeiro jogo da temporada, o adversário não era dos mais fortes, mas o torcedor são-paulino, após inúmeras decepções com sua equipe no ano passado, encontrou motivos para sorrir. Dentro de campo, um time formado basicamente pela base de 2011 (as exceções eram o zagueiro Edson Silva e o lateral-esquerdo Cortês) mostrou velocidade, objetividade, vontade e, diante de um frágil Botafogo de Ribeirão Preto, não teve dificuldade para se impôr e sair de campo com uma boa vitória.

Diante de um público que pode até ser considerado bom se for levado em consideração o temporal que caiu durante a partida, o São Paulo mostrou, sem a entrada de Jadson, que ainda necessita de melhor preparo físico para poder estrear, que terá uma vocação muito ofensiva. Em alguns lances no primeiro tempo, por exemplo, sete jogadores chegaram ao campo ofensivo (Piris, Wellington, Cícero, Lucas, Fernandinho, Luis Fabiano e Cortês). Isso, apesar de proporcionar muitas chances, deixa muitos espaços defensivos o que, diante de uma equipe mais qualificada tecnicamente, poderá trazer problemas.

Aos oito, surgiu a primeira jogada de perigo com Fernandinho, que só não marcou porque foi travado na hora do chute. Aos 13, após nova jogada do atacante, Cícero, de cabeça, perdeu um gol inacreditável. Aos 15, após uma bobeada defensiva são-paulina, Luis Ricardo quase marcou para o Botafogo em lance confuso dentro da área. O show de chances perdidas seguiu e o São Paulo ainda parava no bom desempenho do goleiro Márcio, formado nas categorias de base do time do Morumbi.

No entanto, aos 36, não teve jeito. Lucas cobrou escanteio e Rhodolfo, de cabeça, abriu o marcador: 1 a 0. A essa altura, o domínio tricolor era tamanho que o time possuía 66% de posse de bola. Aos 40, Márcio fez mais duas grandes defesas em chutes de Cícero e Denilson. Aos 42, no entanto, ele não conseguiu segurar a cabeçada de Cícero que, após cruzamento de Fernandinho, testou no canto direito do goleiro visitante: 2 a 0 e muitos aplausos na saída para o intervalo.

Veio o segundo tempo e o passeio são-paulino continuou. Ofensivo, rápido e com apetite, a goleada começou a se desenhar aos três minutos. Lucas passou por dois jogadores e, de pé esquerdo, mandou no ângulo de Márcio, que voou e mandou pela linha de fundo. Aos 11, saiu o terceiro e quem comemorou foi o estreante Edson Silva, que aproveitou sobra na área após uma cobrança de escanteio e bateu de pé esquerdo para marcar 3 a 0. Com o placar definido, Emerson Leão aproveitou para fazer alterações e evitar assim, que alguma lesão pudesse aparecer nesse início de temporada. Ele sacou Denílson, Cícero e Fernandinho para colocar Casemiro, Rafinha e Maicon. O domínio continuou e, aos 30, saiu o quarto, com a contribuição de Márcio, que fez gol contra. Nos últimos dez minutos, já com o torcedor cantando olé e a chuva mais fraca, o time passou a tocar a bola, esperando apenas o tempo passar para comemorar a importante vitória e sair de campo aplaudido, algo que há muito tempo não acontecia. São Paulo 4 x 0 Botafogo/SP.

Com a vitória, o time somou os primeiros três pontos e lidera a tabela por somar maior saldo de gols. Na quarta-feira, o Tricolor voltará a campo para atuar como visitante, contra o Oeste, em Presidente Prudente, a partir das 19h30m. Já a equipe do Interior buscará a reabilitação diante do XV de Piracicaba, no estádio Santa Cruz.

Nos outros jogos da rodada inicial do Paulistão 2012, destaque para o sofrimento do Campeão Brasileiro. Aliás, sofrer deixou de ser um problema para a torcida do Corinthians. Mas, no fim, valeu a pena. Com um futebol bem abaixo de quem conquistou o título brasileiro em dezembro, o Timão suou para vencer o Mirassol por 2 a 1, de virada. Quem também estreou com o pé direito foi o Palmeiras. Com Felipão nas tribunas pela suspensão imposta pelo TJD-SP, o Verdão não exibiu o futebol dos sonhos da torcida, mas venceu o Bragantino por 2 a 1, em Bragança Paulista. A Portuguesa foi surpreendida, no Canindé, pela equipe do Paulista, do técnico Sérgio Baresi, ex-São Paulo. 2 a 0. E o outro grande do Estado também não venceu. No duelo entre os atuais campeões paulistas das Séries A-1 e A-2, belas jogadas, muitas chances de gol criadas, bolas na trave e, no fim, um justo empate por 1 a 1. O Peixe, que atuou com os seus reservas, abriu o marcador com Alan Kardec no primeiro tempo e esteve com a vitória nas mãos até os 45 minutos da etapa complementar, quando André Cunha, em cobrança de pênalti, fez a alegria do time da casa.

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